Escritas

Lista de Poemas

Truism


Vós bronzeados como eu, mais, por vinte ou  trinta anos,
Vós malhados de piscina, praia eu objecto de atos, danos.
Nós na mesma mata por diferentes trilhas
Eu certo do abismo no cumprir da milhas.
Eu celebrando o torpe destino
Vós abordando a coisa com tino,
A hora incerta, a morte certa.
Oh my, it is a fucked up, eluded world... 

Called a truism.
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Olhar preto

Quando o agora te canta uma solidão 
Sólida e persistente, justificada, 
Nunca uma de asas negras alada

Antes uma intensidade que te cega
E um tacto de pimenta preta
Um aroma de jacintos na sarjeta 

Volta para dentro e pede um tuning 
Desafinado, o teu timbre um falsetto
As garras venenosas o teu olhar preto.
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Yeah, no name, only rage

Dear, hypothetical, future of individuality, 

Have you asserted about distortion

Of body and brain, 

& how about clear, crystal disdain? 


Have you ever pondered, 

Or, in illo and in the end, 

Praised, actually, in vain? 
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Que o grifo; hárpia

Porque eu não fodo nada, 

Nem bInária ativa, bem enganada

Eu estou grávida,

Que o grifo; hárpia

Se sente culpado de foder

Comigo, chama-me um figo 

Fruto doce, mas sem umbigo.


Que ele se há-de ver, inimigo.
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Uma ideia bem incerta

Que gostaria de escrever como se não houvesse amanhã 


Esse dealbar de desejos, desalento, 

outras vicissitudes 


Que o meu silêncio é negro e devora minha loquaz natureza, 

Natureza 

Essa que grita e dá socos ensanguentados nos escritos esperados,

Esses que me apoquentam, nunca nunca plasmados,

Pura Beleza

Afrodite, Vénus, Adónis, Parvati, mulheres e homens 

Na encruzilhada. 

Na rua empecilhada, 

Quisera eu ser bonito, sábio e sagaz. 


Há um sagrado lugar para os sonhos quebrados, 

Há uma vontade incompleta que nos afeta

Eu numa Gravitational lensing, outrado cosmógico corpo 

Medido e reescrito, sempre renovado, cálculo diferencial, 

Topologia que te quero nas tuas curvas, um dia. 


Ademais, para lá da expectativa 

Há coisa da ciência certa

Que é, malgré tous, em perspetiva, 

Uma ideia bem incerta.
👁️ 215

Tonight the thing is nigh

Tonight the thing is nigh
A blur around my sight
Announces a forgotten theme 
Some preordained scene
 
So better not to lay down 
With the singers magic words 
And rise to those alien worlds 
The patio a bit weedy, overthrown 
As is this piece of my own. 
 
Stone Fucked reality, 
Nemesis, 
I have an embroidered thesis 
 
A view of tomorrow 
One I cannot care less 
A space beyond a guess
Impertinent, void of sorrow 
 
Just the act of pinning 
Angels dancing around a Sax
A character as hot wax
Worlds full of meaning
That are also yours 
Without marriage or divorce
 
Lone bed, awakening saying
Hi dear, I love your smell, 
Then realize, no one to tell.
Some days it looks hell.
The wheight of such a difference,
These few years of solitude 
Exceed the net value of servitude...
 
Cammon and squeeze me, 
But I suspect your teasing
As previous experience 
Proeminent proof, a self aloof
 
So not cats, dogs, lovers or wives, 
Got my daughters and sons, 
Family may be far 
A door always ajar, 
While. thuthfully, so many are closed. 
Lies are so quiet, like secret betrothed.
 
When the sun is high, 
Every single thing seems right
From dusk to dawn
You feel the destiny's pawn,
No philosophy can rationalize 
What you don't want to realize.
 
You despise that arrow of time,
Seagull lover, cry over my shoulders
Burden with those boulders
I puted, stone by stone, over them
Ergo only one can put them aside,
Even if would be easier with someone
By your brooding, resilient side. 
 
One kiss away from the unknown. 
 
To be free is so scary
Decisions you cannot bare
The crazy train and its fare. 
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Click Neural.

Nesta hora sem demora one nem se habita nem se mora,
Tenho os neurônios ocupados pela batida 
Diz que o meu pai era rico e bonita a mãe.
O Sourceforge revisitado está ligado ao Git
Na rua calcorreada a cachorrada não admite.

Annabel Lee no seu reino junto ao mar, 
Um casal novo de aves, ícones de amar.
O meu pequeno a dar jeito de me dar proveito,

Não sei do que sou feito, sei que anseio
Pelo mar, som near and yet so far, devaneio,
Pois a minha natureza é a ausência da presença,

No paradoxo de estar, me ausentar, voltar,
Sem nunca, nunca achar que é bem feito acordar.
Uns e outros, versos soltos, ditos livres,

De quem nunca se lançou numa rima formal,
Memory dump no chiaro escuro da noite,
A mente presente, e o medo numa caixa,
Engarrafado por dois copos de maduro,
Que dão um click neural, sensível e duro. 
👁️ 214

morrer é sempre divino

Horror da floresta, 

Que me olhas pela fresta, 

Devora-me e morre de indigestão, ignoto da razão. 


Era um fumo de heroína 

Um charro de óleo e axe

Era uma panóplia, de repente, 

Em forma de cornucópia

Crescia em padrão circular

Sempre em direção ascendente.. 


O monstro da floresta 

Não tinha tolerância 

Já estava morto na ânsia 

Que lhe caiu quando olhou 

Pela aquela sinistra fresta 

Donde vigiava vítimas 

Não tóxicas, enganou-se nesta.


O horror do bosque repousa

E á roda dele, 

Os putre ingíridores 

Não terão sensores 

Não sentirão as dores

Apenas repousarão 

Numa camada tóxica 

Então um ouriço ou passarão 

Terão o mesmo destino

A cadeia ecológica concentra

E morrer é sempre divino

Como nós, obras do destino. 

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Aqui nada há para ti

Uma ideia corriqueira numa corredeira,

Entre a inteira a verdadeira ideia de morrer agora

O instante de tempo entre o intento e o fato consumado

Vai um imenso instante onde nada existe

Senão a inata sobrevivência, 

Que nos quebra, 

O corpo desiste,

Tola ideia persiste.


A mente arrependida, dizendo

De si para si, aqui nada há para ti

A não ser dôr, vigilância e abuso,

Um controle escaleno, obtuso.

Tudo o que não sofrerias no chão,  

Orientado para o intento, seu cão.


Iludes-te há já longo, oblongo.

Não há senão geometrias exóticas nessa ilusão

Tu, cão, que bem sabes que o fio é da navalha

A tralha tua, a rua nua e a espera curta, canalha.






















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Teu estranho amor

Só vejo brilho no teu olhar, senhora

Quando maquinas e mentes, Influencias, 

Somente sinto a tua satisfação, senhora

No prazer de iludir, controlar, tuas falências e decorrencias.


Sempre quis que fosses gente, 

Sempre te tratei mal,

Proporcional às tuas perfídias, ritmo sazonal,


E és incapaz de ouvir a verdade da veracidade. 


Hoje és o iludir na idade,

No volume do aparelho, 

No esqueci,

Não ouvi. 


Eu sempre te quis e queri. 


E hoje sonho em acordar

Onde realmente te esqueci, 

Ó senhora que há tanto que perdi, 


E o mais que me falta és tu, afogada em ódio 

Inconsciente a si mesma, 

Prosseguindo na mesma. 


Para além de um braço, 

Presa num olhar baço 

Que apenas reluz na tristeza a que me conduz

Na mesquinha arte de enganar e tirar, ainda que dando, 

Num espírito partido pelo génio e propósito querido. 


A senhora que me quiçá me pariu, 

Que nunca foi uma vaca para dar de mamar,

Que não aceita amar sem dominar, 

Ainda que seja no discricionário desiderato 

Eu aponto e mando, esse é o trato. 


Comprou a certeza com o esforço, 

E nunca nunca admite que lhe dói o torço, 

Uma criança decidida numa vida conseguida.


Por quem os sinos da torre dobram. 

Por quem os mendigos da Thorn tree

E os amores perfeito crescem, amolecem, 

As violetas extravasam das prisões, 

E os cânticos se entoam em violões.


Eu não repico nem sino, não vejo destino. 

Conto e canto um entretanto,

Um que me enche de espanto, 

Sem espaço para amar,

Um espanto em observar,

Na epopeica certeza do que fica para contar. 


Olho e vejo, presencio, sinto frio, olho incrédulo....



Quem assim é não deveria ser, disfarçada. 

Obter,

Sem qualquer favor. 

Inverter para causar dôr. 


Faria tudo por amor, 

Mas não farei 

A exigência do teu estranho amor. 

Pretensa progenitora, minha querida senhora.
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Comentários (1)

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nilza_azzi
2019-08-17

Contra plágio também é uma maneira de dizer e não dizer. Muito obrigada pelo comentário em meu poema.