Escritas

Lista de Poemas

RIO GUADINA - ENTRE MARGENS

Nas curvas do Guadiana, doce rio,
O sol reflete em suas águas calmas,
Entre as margens, um sonho em desafio,
Onde a natureza tece suas palmas.

Tuas águas fluem suaves e serenas,
Num eterno bailado de poesia,
E nas tuas margens, histórias amenas,
Contam segredos de pura magia.

Oh rio Guadiana, afluente amigo,
Em tuas águas, a vida se renova,
E o tempo é um verso, um doce abrigo.

Que teus mistérios sigam pela terra,
E que sempre em teu curso se comova,
A alma que em ti encontra sua serra.

Maria Antonieta Matos
 

👁️ 122

EU SEI

Eu sei que tu sabes dos sonhos meus,
Dos segredos guardados no meu peito,
Das noites em claro, do amor-perfeito,
Que nasce e renasce nos olhos teus.

Eu sei que tu sabes dos passos teus,
Que seguem os meus num caminhar estreito,
Nas trilhas da vida, num só conceito,
Unindo destinos, abençoando os céus.

Eu sei que tu sabes da força imensa,
Que nos une e sustenta cada dia,
E nos faz enfrentar qualquer tormenta.

Eu sei que tu sabes que a alegria,
Floresce em nós com alma tão intensa,
E faz do nosso amor uma poesia.

Maria Antonieta Matos
 

👁️ 14

À BEIRA DO GUADIANA

À beira do Guadiana, rio de espanto,
O sol se espelha em tuas águas serenas,
Nas margens verdejantes, histórias amenas,
Onde a alma se perde em doce pranto.

Teus segredos contam um eterno encanto,
Em cada curva, um segredo se revela,
Nas décimas que canto, a emoção é bela,
E o coração se enche num novo manto.

Oh Guadiana, afluente dos meus sonhos,
Tuas águas trazem paz aos corações,
Em cada verso, declama um pedaço de ti.

Que teus mistérios sigam como rastros,
E que em tuas margens, em mil canções,
A poesia floresça e nunca esmoreça, para ti

Évora, 05-2024 – Maria Antonieta Matos
 

👁️ 106

EU SEI E TU SABES

Eu sei e tu sabes,
que a vida é passageira,
Que o tempo voa e deixa na memória
As marcas doces de uma velha história,
Os risos e as lágrimas na ribanceira.

Eu sei e tu sabes, 
que o amor é chama,
Que aquece o peito e ilumina a estrada,
Mesmo quando a noite é fria e pesada,
O calor persiste e jamais se inflama.

Eu sei e tu sabes, 
que o vento sussurra,
Segredos antigos nas folhas ao vento,
Que o coração guarda com tanto alento
As palavras doces que a brisa murmura.

Eu sei e tu sabes, 
que o mar é imenso,
E cada onda é um sonho a navegar,
Rumo ao horizonte onde vamos buscar
O infinito azul de um amor tão intenso.

Eu sei e tu sabes, 
que a vida é breve,
Mas que cada segundo vale uma eternidade,
Pois na simplicidade há felicidade,
E o agora é tudo que se recebe.

Eu sei e tu sabes, 
que o nosso destino
É trilhar caminhos de mãos entrelaçadas,
Enfrentando juntos, as curvas as estradas,
Num amor sereno, puro e cristalino.

Eu sei e tu sabes, 
que o mundo é pequeno,
Para o que sentimos no peito a pulsar,
Porque eu sei e tu sabes que amar
É o que dá sentido a tudo que temos.

Maria Antonieta Matos

👁️ 8

Diálogo como o Rio guadiana

Voz do Poeta:

Guadiana, rio de histórias e lendas vividas,

Que percorres terras de lutas e vidas.

Diz-me, correnteza, o que trazes para o mar?

Quais segredos, quais sonhos me podes contar?

 

Voz do Rio Guadiana:

Sou o Guadiana, filho da nascente à foz,

Trago contos e sonhos, num murmúrio de voz.

Acaricio as margens, beijos de espuma a brindar,

E nos seixos do fundo, guardo segredos de amar.

 

Voz do Poeta:

Nos teus meandros, nas curvas que abraças,

Que lendas sussurras, que memórias enlaças?

As tuas águas falam de um tempo distante,

De reinos e povos, de um amor constante.

 

Voz do Rio Guadiana:

Vi reis e rainhas à beira da minha corrente,

Vi guerreiros valentes e um povo resistente.

Mas também vi o sorriso de crianças ao sol,

E nas noites serenas, o brilho de um farol.

 

Voz do Poeta:

Ó rio, espelho do céu e do prado,

Que histórias guardas do tempo passado?

A tua voz é um eco que não se desfaz,

De batalhas vencidas e de paz.

 

Voz do Rio Guadiana:

Guardo as lágrimas de quem partiu sem voltar,

E os risos de quem encontrou o seu lugar.

No meu chão, reflete o céu azul, que procuro

E no meu leito, o segredo mais seguro.

 

Voz do Poeta:

E no futuro, o que esperas encontrar?

Na tua jornada contínua, o que vais levar?

Os tempos mudam, mas o rio permanece,

E cada gota tua, uma história tece.

 

Voz do Rio Guadiana:

Espero ver mãos que cuidam do meu fluir,

Que entendem meu canto e me deixam seguir.

Que respeitem a vida que em mim se aninha,

E saibam que cada gota é uma vida que caminha.

 

Voz do Poeta:

Ó Guadiana, corrente de vida e de amor,

Em ti encontro o eco do meu próprio fervor.

Que a tua voz nunca se cale, eterno rio,

E que na tua jornada, encontre sempre o brio.

 

Voz do Rio Guadiana:

Poeta, nas tuas palavras, meu ser se revela,

E na tua canção, minha alma se liberta e exala.

Juntos, em verso, fluiremos sem fim,

Na poesia das águas, onde tudo tem início e fim.


04/05/2024 - Maria Antonieta Matos

👁️ 19

Diálogo com o Rio

Voz do Poeta:
Ó Guadiana, rio de águas a cantar,
Que histórias trazes no teu eterno movimento?
Nos teus braços, o mundo parece se encantar,
És o guardião de cada sonho e pensamento.

Voz do Rio Guadiana:
Sou eu, o Guadiana, a corrente que guia,
Minhas águas correm, levando o tempo ao mar.
Vi nascer a aurora e a noite sombria,
E em cada curva, uma nova história a revelar.

Voz do Poeta:
Teu murmúrio é um cântico de vida e amor,
Nas tuas margens, a natureza floresce sem cessar.
Conta-me, rio, sobre o teu interior,
Que segredos guardas no teu leito a brilhar?

Voz do Rio Guadiana:
Vi reis e plebeus, lado a lado a viver,
As guerras, os amores, a paz a reinar.
Guardo em meu fundo o que ninguém pode ver,
As lágrimas e risos que me vão encontrar.

Voz do Poeta:
Teu curso é um espelho do céu tão profundo,
Refletes as estrelas e o brilho do luar.
Que sonhos alimentas nesse teu mundo,
O que esperas na tua jornada sem par?

Voz do Rio Guadiana:
Espero um futuro de respeito e cuidado,
Que minhas águas sejam sempre puras e claras.
Que o homem entenda o valor do meu legado,
E que cuide de mim, como mãe que ampara.

Voz do Poeta:
Ó rio sagrado, que corres sem fim,
Teu fluxo inspira meu coração a rimar.
Em ti, encontro a paz que há em mim,
E nas tuas águas, me quero espelhar.

Voz do Rio 
Guadiana:Poeta, tua voz é música ao meu ouvido,
Nas tuas rimas, meu espírito encontra razão.
Juntos, em versos, seguimos unidos,
Eu no meu leito, e tu na tua canção.

08-05-2024 - Maria Antonieta Matos
 

👁️ 169

CONVERSA COM O RIO GUADIANA

Voz do Poeta: 

Ó rio antigo, de águas serenas e histórias contadas, 

Que segredos guardas nas tuas profundezas veladas? 

Teus murmúrios sussurram lendas de tempos passados, 

E nas tuas margens, amores e lutas foram traçados


Voz do Rio Guadiana: 

Sou o Guadiana, viajante do tempo e do espaço, 

Minhas águas já viram o riso e o pranto no mesmo compasso. 

Corro livre entre vales e planícies, sem cessar, 

Levo comigo memórias que nunca se vão apagar.

 

Voz do Poeta: 

Conta-me, ó rio, das aldeias que banhaste, 

Dos campos férteis que tu alimentaste. 

Vistes a primavera florescer em campos de ouro, 

E nas tuas margens, a vida a emergir como um tesouro?

 

Voz do Rio Guadiana: 

Vi a luz da manhã refletida em meus braços, 

Acolhi pescadores em barcos de abraços. 

Crianças brincando nas minhas margens douradas, 

E os segredos dos amantes, nas noites estreladas.

 

Voz do Poeta: 

E quanto ao futuro, o que vês adiante? 

O que esperas das cidades, dos povos, dos amantes? 

Tu que és eterno, que passas mas nunca partes, 

Que vês na linha do horizonte, nos corações e nas artes?

 

Voz do Rio Guadiana: 

Vejo o fluxo contínuo da vida, sem parar, 

Espero que meus filhos me continuem a amar. 

Que respeitem meu curso, meu espírito ancestral, 

E preservem minha pureza, meu caminho natural.

 

Voz do Poeta: 

Ó Guadiana, és testemunha e guardião, 

Do passado, do presente, da terra e da canção. 

Em teu diálogo eterno, de águas sem fim, 

Encontro a poesia que reside em mim.

 

Voz do Rio Guadiana: 

Poeta, continua a cantar minha jornada, 

Pois na tua voz, minha essência é celebrada. 

Que teu verso flua livre, como minhas águas no chão, 

E juntos, seremos eternos na canção.


Maria Antonieta Matos  - 08-05-2024

👁️ 55

POR TI GUADIANA

Por ti Guadiana,

Escrevi cartas a navegar

Nas tuas águas perdidas,

Com devoção a rezar.

Pelos perigos perseguida.
 

Confiava no teu colo,

E ia narrando a nossa história,

Tudo me servia de consolo,

Nesta vida tão inglória.
 

Com a lua a brilhar, as sombras espiava,

E no murmúrio medonho, as tuas águas,

Escondiam o tráfico que tanto pesava,

E serenava meu peito cheio de mágoas.
 

Nas noites de breu, as barcaças dançavam,

E os fantasmas no sossego a segredar,

As vidas furtivas que por ti navegavam,

Desafiando o perigo para se alimentar.
 

No vale do silêncio, os olhos atentos,

Os passos na margem, o peso do ouro,

Guardam o que podem, segredos e lamentos.

O tabaco e o café como se fosse um tesouro.
 

No contrabando há dor e há esperança,

Entre Portugal e Espanha, um elo traçado,

Um jogo de riscos, uma eterna dança,

Nas águas do rio um destino marcado.
 

Por cada curva do rio, um pacto selado,

A vida num fio, a coragem à prova,

Entre a escuridão e o sonho falhado,

Guadiana profundo, onde a lei se renova.
 

Mas o rio guarda tudo, histórias e mágoas,

As almas que cruzam, nas suas águas,

E à alvorada, quando a luz se avista,

Guadiana sorri a banhar suas margens.
 

24/05/2024, Maria Antonieta Matos
 

👁️ 172

DE REPENTE…

De repente a praça enche-se de gente
E, tão só a minha alma chorosa
A extravasar o que o coração sente
Com a mente mais fervorosa

Com o mundo em sofrimento
Qual o peito sossegado
Que não bate a mil por cento
Que as lágrimas mostrem alento!

Quantos lamentos escondidos
Quantos medos sem remédio 
Por carrascos e bandidos
Com o peito cheio de ódio

Quanto grito assombra o mundo
Sem respirar… sem ter folgo
Inocentes no mundo imundo
Que castiga a ferro e fogo

Quanta esperança sente a alma
Para ter um futuro risonho
E lhe cortam toda a calma
A realidade de tanto sonho

Évora, 10-11-23
👁️ 13

QUE MAL É ESTE…?

Que mal é este que me arrasa 
Que remexe no meu corpo, tão dorido
Que não pára de gritar… ao meu ouvido
Que assusta o meu caminho em brasa

Que mal é este, que ditou o meu destino
Que me priva de viver, esta viagem
Que agora tinha tempo, como em menino
Mas o corpo só me diz, para ter coragem

Assim vão passando os dias 
Em protesto o pensamento
A suplicar por folia

Como a esperança nunca morre…
A alma às vezes se alegra 
E a tristeza se consome 

10-09-2023 Maria Antonieta Matos
👁️ 105

Comentários (2)

Iniciar sessão ToPostComment
namastibet
namastibet
2017-10-23

obrigado por me ler

Val
Val
2014-09-22

Gostei , escreves bem :)