Escritas

Lista de Poemas

Que Fúria É Esta?

Que fúria é esta, que assola o mundo,
Onde luz o ódio, a injustiça, o imundo?
Mentira se veste de nobre verdade,
E a agressão desfila com naturalidade.

Os gritos não cessam, são hinos da dor,
As mãos, já cerradas, esquecem o amor.
Erguem-se muros, queimam-se pontes,
A esperança se oculta em distantes montes.

Os olhos se fecham à fome do outro,
O tempo apodrece num ciclo roto.
Deuses são mortos em nome da fé,
E a vida é vendida por migalha ou café.

Quem nos roubou a alma primeira?
Quem fez da criança um cão de trincheira?
O riso virou crime, a ternura, fraqueza,
E a paz, só palavra em velha aspereza.

Mas entre os escombros do coração,
Uma brisa murmura: ainda há mão.
Uma mão que cura, que ainda se estende,
Que toca o abismo e não se rende.

Que fúria é esta? É nossa, é nascida
do medo, da dor, da alma partida.
Mas se ainda resta um gesto, um olhar,
Há esperança do mundo recomeçar.

Maria Antonieta Matos - Junho de 2025

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CEGA DE NÃO ENXERGAR

Estou cega de não enxergar, as palavras,

De não estarem claras na minha mente,

De ficar parada sem as ver, como a água

a correr ligeira, no papel á minha frente.
 

Vejo o vazio onde a ideia desaba,

Um silêncio que aos poucos se expande,

A sombra espessa onde a frase se acaba,

E o verso perdido num mar abundante.
 

Ah, fosse o verso uma flor que floresce,

Uma faísca de luz que me alcança,

Que acende o caminho onde a musa me esquece,
 

E traz de volta o fervor da esperança.

Mas não no breu me vejo só e, sem abrigo,

Cega de mim e, das palavras comigo.
 

Maria Antonieta Matos

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O PRIMEIRO BEIJO

Envergonhada, e a voz se calava, 

Sem dizer o que sentia,

Mas minha ânsia, por tua boca chamava,

E quando me apertavas, fugia.

 

O corpo se arrepiou, descontrolado,

Ansioso por te beijar,

Os olhos suspiraram como uma cola,

Embriagados a pedir esmola,      

Na loucura de te desejar.

 

Estremeceu o corpo febril,

Os olhos choraram de alegria,

Tua boca me matou a sede,

Que já estava em agonia.

 

Renasceu uma alma nova,

E impaciente por querer mais, 

E a tua boca me saciava,

Com doçura, me desejavas, 

E agora os beijos são virais.

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MÃE CONTA-ME UMA HISTÓRIA


Mãe conta-me uma história… para eu sonhar,

Que tenha bonecas… para eu vestir,

Que tenhas barquinhos… para navegar,

Que tenha carrinhos de brincar,

Que tenha um amor de encantar.

Canta-me baixinho… para eu dormir,

Para embalar a noite… para não sentir,

A insónia que insiste os meus olhos abrir.    

Ensina-me cada letra… para que possa aprender

Ensina-me a contar… para saber viver,

Dá-me esse sorriso que me faz prender,

Mostra-me como fazes… para eu entender,

Afaga meu rosto, senta-me no colo e deixa-me morrer.

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PERGUNTEI AO MUNDO INTEIRO

— Perguntei ao mundo inteiro,
Por que alguns querem a guerra?
Será o poder que embriaga,
Ou a cobiça que envenena a terra?

— O mundo em seu sussurro,
Respondeu com voz de dor:
"São corações que se perdem,
No labirinto do terror."

— Mas como podem esquecer,
Que o amor é o caminho?
Que a paz é o verdadeiro
Abrigo no desatino?

— "Há quem confunda força
Com a espada que fere,
E esqueça que a verdadeira
Vem do amor que se aufere." 

— Então, o que resta ao coração,
Senão a esperança renascer?
Que o mundo se cure,
Que a guerra deixe de florescer?

— "Resta a ti ser a voz
Que planta sementes de paz,
E lembrar ao mundo inteiro
Que o amor jamais se desfaz."

— Assim, seguirei caminhando,
De mãos dadas com a fé,
Pedindo ao mundo que ouça, 
A canção que a paz é.

— Perguntei ao mundo inteiro,
Por que alguns querem a guerra?
Será o ódio semeado,
Ou a sombra que assola a terra?

— O mundo então me disse,
Com um suspiro de pesar:
"São aqueles que se perdem, 
Sem saber o que é amar."

— Mas como podem ignorar
O clamor do sofrimento?
Por que buscam a destruição,
Em vez de um só momento?
 

— "Há quem veja na violência
Um caminho para vencer,
Esquecendo que a vitória
É o que o amor pode tecer."

— Então, como desfazer
Esse ciclo tão cruel?
Como abrir os olhos
De quem vê a guerra como um troféu?

— "Sejas tu a luz na escuridão
A voz que clama pela paz,
Mostra que a verdadeira força
É aquela que o amor traz."

— Assim, vou seguir plantando
As sementes da esperança,
Para que um dia o mundo entenda
Que a paz é nossa herança.

Maria Antonieta Matos

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PERGUNTEI AO MUNDO INTEIRO

— Perguntei ao mundo inteiro,
Por que alguns querem a guerra?
Será o poder que embriaga,
Ou a cobiça que envenena a terra?

— O mundo em seu sussurro,
Respondeu com voz de dor:
"São corações que se perdem,
No labirinto do terror."

— Mas como podem esquecer,
Que o amor é o caminho?
Que a paz é o verdadeiro
Abrigo no desatino?

— "Há quem confunda força
Com a espada que fere,
E esqueça que a verdadeira
Vem do amor que se aufere." 

— Então, o que resta ao coração,
Senão a esperança renascer?
Que o mundo se cure,
Que a guerra deixe de florescer?

— "Resta a ti ser a voz
Que planta sementes de paz,
E lembrar ao mundo inteiro
Que o amor jamais se desfaz."

— Assim, seguirei caminhando,
De mãos dadas com a fé,
Pedindo ao mundo que ouça, 
A canção que a paz é.

— Perguntei ao mundo inteiro,
Por que alguns querem a guerra?
Será o ódio semeado,
Ou a sombra que assola a terra?

— O mundo então me disse,
Com um suspiro de pesar:
"São aqueles que se perdem, 
Sem saber o que é amar."

— Mas como podem ignorar
O clamor do sofrimento?
Por que buscam a destruição,
Em vez de um só momento?
 

— "Há quem veja na violência
Um caminho para vencer,
Esquecendo que a vitória
É o que o amor pode tecer."

— Então, como desfazer
Esse ciclo tão cruel?
Como abrir os olhos
De quem vê a guerra como um troféu?

— "Sejas tu a luz na escuridão
A voz que clama pela paz,
Mostra que a verdadeira força
É aquela que o amor traz."

— Assim, vou seguir plantando
As sementes da esperança,
Para que um dia o mundo entenda
Que a paz é nossa herança.

Maria Antonieta Matos

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COMO EU QUERIA SER POETA!

Como eu queria ser poeta!
Tecer versos no silêncio do pensamento,
Palavras que dançam como borboletas,
Num jardim de sonhos e encantamento.

Como eu queria ser poeta!
Transformar cada dor em melodia,
Cantar as estrelas numa canção secreta,
Desvendar do coração a mais pura magia.

Como eu queria ser poeta!
Tecer rimas de esperança e amor,
Navegar no mar da alma inquieta,
E encontrar no caos um pouco de calor.

Como eu queria ser poeta!
Pintar o mundo com tinta de emoções,
Dar vida a cada folha discreta,
E libertar em palavras todas as paixões.

Como eu queria ser poeta!
Para que em cada verso eu fosse imortal,
E que em cada linha, em cada meta,
Eu deixasse minha marca, meu sinal.

Como eu queria ser poeta!
Para que, mesmo na ausência,
Minhas palavras fossem uma seta,
Guiando corações com doce presença.

MAM

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NÃO ME ENGANES, MEU AMOR.

Não me enganes, meu amor, que leio o teu pensamento,
Porque teus olhos falam aos meus, cada um teu sentimento.

Quando em silêncio te vejo, o que dizes sem palavras,
Desvendas em teus olhares segredos, sem máscaras ou travas.

É no brilho do teu ser que encontro teu firmamento,
Não me enganes, meu amor, que leio o teu pensamento.

Teus olhos são como espelhos, refletem tua alma nua,
Num encontro de almas, revelas-me tua verdade crua.

Cada olhar é um poema, escrito com puro alento,
Porque teus olhos falam aos meus, cada um teu sentimento.

Quando te vejo ao longe, meu coração se apressa,
Busco nos teus olhos a certeza que não se confessa.

Neles encontro o caminho, onde não há esquecimento,
Não me enganes, meu amor, que leio o teu pensamento.

E assim, nas trocas mudas, compreendo-te por inteiro,
Cada olhar é um verso, num poema verdadeiro.

Em teus olhos descubro o amor, em cada suave momento,
Porque teus olhos falam aos meus, cada um teu sentimento.

Maria Antonieta Matos
 

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RIO GUADIANA-COMO O VELHO LENÇO

À beira do Guadiana, rio sereno,
O sol se deita sobre águas douradas,
Nas margens verdes, um cenário amado,
Onde a alma encontra paz nesse reino.

Como um velho lenço, são teus segredos, 
Que escondem histórias de tempos idos,
Brincas ao esconde-esconde pelos arvoredos
E por entre os ramos… teu canto sigo

Oh! Guadiana… que rio tão querido,
Teus afluentes guardam mil segredos, 
Em cada curva, um sonho renasce.

Que tuas águas sigam sempre fluindo,
E em tuas margens, em versos ledos, 
O amor pelo caminho contigo emudece

Maria Antonieta Matos
 

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RIO GUADINA - ENTRE MARGENS

Nas curvas do Guadiana, doce rio,
O sol reflete em suas águas calmas,
Entre as margens, um sonho em desafio,
Onde a natureza tece suas palmas.

Tuas águas fluem suaves e serenas,
Num eterno bailado de poesia,
E nas tuas margens, histórias amenas,
Contam segredos de pura magia.

Oh rio Guadiana, afluente amigo,
Em tuas águas, a vida se renova,
E o tempo é um verso, um doce abrigo.

Que teus mistérios sigam pela terra,
E que sempre em teu curso se comova,
A alma que em ti encontra sua serra.

Maria Antonieta Matos
 

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Comentários (2)

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namastibet
namastibet
2017-10-23

obrigado por me ler

Val
Val
2014-09-22

Gostei , escreves bem :)