Lista de Poemas
O Despoletar
Nesta plena imensidão de ternura ofegante
que desliza sobre o teu peito como pedras onde me sento e descanso.
Ou não fosse eu a inspiração dos meus olhos fixados nos teus
como abraços longínquo numa plena tarde de sol num tempo de inverno.
As palavras soltam-se devagarinho, reluzem estrelas num céu defunto
e por magia espreita sobre as nuvens a lua por onde desce agarrada ao fio
como se dela deslizasses e poisasses no banco do jardim
onde te espero e canto o amanhecer naquela deslumbrada flor onde desabrochou sorrindo
por detrás da arvore que a tomou como filha
Inside
A verdade sentida nas palavras, subscrevem as emoções proclamadas
no mais profundo dos sentimentos, este novelo de comoções,
enraizados na evocação de batimentos íntimos,
gerados no embalamento das palpitações que o coração manifesta na ternura do olhar,
que prolifera a verdade esculpida, na profunda imensidão de sensações,
criadas na proximidade empírica da inteireza, que se espelha num quadro amplo e transparente
de tudo o que a alma sente naquele momento singular de revelações,
as quais, jamais serão repetidas da mesma maneira por isso,
únicas, no instante em que são espelhadas sobre a nomenclatura e ensejo,
que faz reluzir o estado emocional sobre desejo.
Naquela circunstância tudo se renova,
o passado deixa de ser passado para passar a ser esquecido.
O momento é hora de renascimento, tudo é novo, agora,
é tempo da renovação instante protagonizado pela mera sensação do belo,
em que tudo parece ser perfeito, naquela circunstância de pureza,
o encaixe imediato revela a unicidade do sentimento e do elo que perfaz o amor incontestável.
...
Afronta-me o desejo de te tocar,
Nesse corpo que é meu,
Sacio fortementre ânsia de beijar
Os lábios rasgados
No olhar que é teu.
Toma-me, e abafa em mim o desejo,
E sucumbamos nos nossos corpos unos
De ansejo, e proclamemos a união em nós.
Cala-me com um beijo,
Para que mergulhe no teu coração
E o ouça palpitar.
Cala-me com um beijo para que pronuncie o desejo,
De te abraçar.
Cala-me com um beijo como se fosse a primeira vez.
Cala-me!
O Ser Sentido
Tomei a tua noite, e nela nos cruzamos,
O teu coração sorri e nele se manifesta ausencia,
A vontade, e fluem em ti emoções que tomam o teu dia.
O sentimento sublime manifesta-se,
E nele mergulhamos intensamente.
É uma sensação mutua, num estado identico,
Manifestamente excentrico num estadio uno.
Cala-me a boca com um beijo!
Deixa-me mergulhar nas tuas emoções
E sentir o doce desejo de amar.
Cumpram-se os desejos, e as vontades que ansiamos,
E nos entrelaçaremos num estadio nosso do nosso sentimento.
Deixa-me beijar e saciar em ti esse desejo,
Desenhar no teu corpo o amor que se pronuncia,
Para na manhã seguinte te abraçar docemente,
Sob o véu do enlace numa respiração sôfrega de amor.
O Encontro
Torna-se noite ao dia que antecedeu,
As palavras soltam-se devagarinho,
Rio de sentimentos que não se perdeu,
Falas de amor baixinho.
Soletram-se as palavras sufocadas
Que trazem com elas agarradas
O nobre receio de amar,
Fecundado na fragrância que contempla
o desígnio num desabrochar,
da paixão que nos atormenta.
A Insensatez do sentir
Perdido no amor que sinto.
E a vontade toma conta do meu estado,
O sentimento palpita a saudade,
Que se manifesta;
E dentro de mim, grita o amor que sinto,
Tão intensamente que adormeço e acordo contigo ao meu lado.
Esta entrega absoluta, que me deixa á espera da tua chegada.
Quão belo é o sentimento que me invade?
E subtilmente foi-se mostrando,
Tomando-me o ser, no epicentro de mim,
Vive tão fogazmente que arde
Em luz de amor que por ti sinto.
O teu sorriso esbate-se num quadro amplo do belo sentir,
E lá pronuncias a verdade que te deslumbra.
Nos teus olhos, projectas mil palavras,
E manifestas sensações que me enchem a alma
Num deslumbre imperativo do teu belo sentir.
...e beberei o teu doce amor,
Beijando o sentimento
Que transportas numa união intrinseca.
O Reinicio
Veste-me a alma de amor,
e no rebentar da aurora acorda-me com suaves carícias,
que permitem sorrir o olhar depois de uma noite de cansaço.
Toca-me nos lábios mas não me sacies o espírito,
deixa-me ver-te da cor da pele e tocar-te para que te lembres...
mas não me fales de amor, procura antes o rebento.
Que dentro de ti se esconde e fala como se o sentisses,
mas não me digas nada permite-me antes
escutar o som que dentro de ti ecoo-a.
Adeus...
Por fim, adeus.
Estas serão as últimas palavras,
Este será o último fruto do pensamento.
Estas as fáceis palavras até que um dia renasça.
Mas como isso não é possível fica o adeus,
Essa palavra amarga de sentimento,
Esse vazio inóspito, esse momento parado
Que fica como um peso na memória.
Esse fim em que tudo se parte e termina,
Essa réstia de segundos em que tudo se modifica.
Adeus.
O Intrinseco
Perdido no amor que sinto.
E a vontade toma conta do meu estado,
O sentimento palpita a saudade,
Que se manifesta;
E dentro de mim, grita o amor que sinto,
Tão intensamente que adormeço e acordo contigo ao meu lado.
Esta entrega absoluta, que me deixa á espera da tua chegada.
Quão belo é o sentimento que me invade?
E subtilmente foi-se mostrando,
Tomando-me o ser, e no epicentro de mim,
Vive tão fogazmente que arde
Em luz de amor que por ti sinto.
O teu sorriso esbate-se num quadro amplo do belo sentir,
E lá pronuncias a verdade que te deslumbra.
Nos teus olhos, projectas mil palavras,
E manifestas sensações que me enchem a alma
Num deslumbre imperativo do teu belo sentir.
...e beberei o teu doce amor,
Beijando o sentimento
Que transportas numa união intrinseca.
O Estado de Sentir-te
Afronta-me o desejo de te tocar,
Nesse corpo que é meu,
Sacio fortementre ânsia de beijar
Os lábios rasgados
No olhar que é teu.
Toma-me, e abafa em mim o desejo,
E sucumbamos nos nossos corpos unos
De ansejo, e proclamemos a união em nós.
Cala-me com um beijo,
Para que mergulhe no teu coração
E o ouça palpitar.
Cala-me com um beijo para que pronuncie o desejo,
De te abraçar.
Cala-me com um beijo como se fosse a primeira vez.
Cala-me!
O Feitiço
Permite-me sentir esse teu calor que emanas,
Permite-me embalar-me nos teus braços,
E procurar em ti teus segredos,
Permite-me saciar o desejo de te sentir,
E poder tocar-te sem que as horas passem.
Permite-me sucumbir-me no teu desejo,
E respira-lo para que te conheça
E me possas culpabilizar de me amares.
Não julgues, sem antes me absorveres,
Não me olhes para que a vontade não desvaneça,
Deita-te no meu enlaço e permite-te saborear o momento,
Sem que deixes cair no esquecimento o abraço que antecedeu.
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