O Reinicio
Veste-me a alma de amor,
e no rebentar da aurora acorda-me com suaves carícias,
que permitem sorrir o olhar depois de uma noite de cansaço.
Toca-me nos lábios mas não me sacies o espírito,
deixa-me ver-te da cor da pele e tocar-te para que te lembres...
mas não me fales de amor, procura antes o rebento.
Que dentro de ti se esconde e fala como se o sentisses,
mas não me digas nada permite-me antes
escutar o som que dentro de ti ecoo-a.
Adeus...
Por fim, adeus.
Estas serão as últimas palavras,
Este será o último fruto do pensamento.
Estas as fáceis palavras até que um dia renasça.
Mas como isso não é possível fica o adeus,
Essa palavra amarga de sentimento,
Esse vazio inóspito, esse momento parado
Que fica como um peso na memória.
Esse fim em que tudo se parte e termina,
Essa réstia de segundos em que tudo se modifica.
Adeus.
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