As Dicotomias
O bem e o mal. No Ocidente, estas duas vertentes, servem de argumentação
e pretexto para a salvação da consciência humana.
Verificamos que na falta de recursos pensantes, o ser depara-se num estado de imobilidade,
incapaz de analisar todas as questões que o cercam.
Desta forma, o último recurso que lhe resta é a redenção da sua consciência,
para tal, rege-se sobre conceitos místicos e ocultos,
na medida em que é necessário culpabilizar para que se sintam mais tranquilos consigo mesmo,
este tipo de pensamento advém do limite do ser,
quando este se depara numa circunstância em que não existe resposta para o momento.
As dicotomias servem então de consolo ao ser,
o que na verdade não consola mas alivia criando uma imagem
e um instante utópico sobre a verdadeira questão que o cerca.
E assume assim a desculpabilização do erro,
em virtude de este estar sobre alçada do ocultismo.
O caminho torna-se fácil, porem não soluciona as questões,
mas predispõe um estado emocional mais leve.
Este subterfúgio, não responde de forma concreta e absoluta ás necessidades do ser contudo,
alimenta a sua incapacidade de raciocinar de forma razoável mantendo-o enfraquecido e á mercê da sua crença.
Português
English
Español