Poesias Inéditas

Sublime distância que me corrói,

No ventre do meu ser,

Pensando sempre me destrói

Em virtude de o ser e de não o ter.

Ah! Quanta coisa em mim desejei.

Quantas palavras em vão!?

Quantos mundos em mim criei?

E o velhote calmamente me observa até então...

Inerte e vigoroso sentado na pedra,

Calmamente pensante espera...

E sempre que a noite o abate medra,

Na nobre meditação que esmera.

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