Lista de Poemas

PACIÊNCIA [Manoel Serrão]





Paciência!
Até que a impaciência nos separe.

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MUTISMO [Manoel Serrão]






Quando falo, digo nada.
Quando calo, digo tudo.

Entre falares, e não dizeres nada?
Ou calares, e dizeres tudo?
Imprescindo do mundo, e do sábio silêncio do "mudo".

 

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INSTANTE [Manoel Serrão]


 



Infinitas vezes...
Infinitas vezes vivê-lo tal e qual ele o É!
No instante O eterno Amor.
 
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R-UA ITAITUBA [Manoel Serrão]

 

Lá fora a Ita-i-tuba vazia chora.
Chora lá fora a Ita-i-tuba vazia.
Vazia chora a Ita-i-tuba lá fora.
Lá chora a Ita-i-tuba fora vazia.

ITAITUBA: A palavra vem do guarany - tupi itá'imtyba  ITA=PEDRA I=PEQUENO TUBA=ABUNDÂNCIA (LUGAR DE MUITA PEDRA MIÚDA).

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ARENGAS [Manoel Serrão]


Devassa-nos com setenta métricas
de rezinhas,  e cem
verrinas de palavras.

Difama-nos com trinta e duas rilhas sem dentina, e vinte e oito falanges apontadas.
Flagela-nos co'o mil ósculos da herpes
de contágio, e nenhuma oxítona consagrada!
Ó não vês, que na arena das arengas verbais, esfalfo-me extenuado à rebeldia do longevo gládio; que és tu e eterna serás o Amor enredo da minha vida! Adjudica-me então? Digna-te, de ouvir meus apelos? Concede-me a "posse" do teu coração de adobe... Amada!

 

 
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LINHA DO TEMPO [Manoel Serrão]

 

Apressou o passo.
Quis voltar, era tarde!
Ó jaz no pó [D] ali.
  


POETRIX: É constituído com no máximo 30 (trinta) sílabas métricas distribuídas em 03 (três) versos (terceto); dissidente dos hai-kais, de origem japonesa. Mas diferentemente do ha-ikai, é exigível o título do poetrix, que não entra na contagem silábica e pode dá complementariedade ao texto

 

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LIDO [Manoel Serrão]




Lido.
Relido,
Ou so-le-tra-do o livro, eterniza o poema.

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UNDERGROUD [MANOEL SERRÃO]



            Passo a passo 
                             um 
                    Degrau.
Assim vivo
no diviso 
Front que separa 
O verso unforgettable, 
Do indiviso undergroud.

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BLUE AZUL-CÉU [Manoel Serrão]

 

Como o céu que já choveu:
O olhar do meu amor,
Fora blue que nem o seu.
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PREDADOR [Manoel Serrão]





Ânsia não é amor se for precisão. 
Nem é amor se for dependência. 
Amor e ânsia não formam pares,
Nem trocam alianças.
São predadores.

 

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Comentários (1)

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321alnd
2019-03-06

Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.