Lista de Poemas

CATEDRAL GÓTICA [Manoel Serrão]









Abadia.
Catedral Gótica,
O "esplendor” d'tua verdade,
Só encanta a turista.
 
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SEMPRE (A) GLÓRIA [Manoel Serrão]







Sem demora,

Para ele não tem hora:
Amor sempre (A) glória. 
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PARTÍCULA DE DEUS [Manoel Serrão].



Pixel.
Ecce nômade biotecnizado.
Êxtimo.
Fluído espacial multifário perdido? 
Há anos-luz que te espero.

Virei pedra, o elo,
O souvenir de borracha.
Virei a "partícula de Deus", o big bang, o ectoplasma...
E oculta não passas O'hara!
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LOBSHOMEM [Manoel Serrão]



 



À hora no plenilúnio em desoras,
Quando choro e fico às sós?
Sou quão os homens: amo os cães!

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O PANÓPTICO [Manoel Serrão]



Sempre simples doce vazia,
Sempre sonante melódica.
Sempre simples “mãozinhas pra cima”,
Sempre letra garapa melosa.
Sempre simples "pedra de toque",
Sempre esponja feiúra porosa.

Sempre o simples bis o estribilho a pulsão,
Sempre o chiclete mascado à repetição.
Sempre simples diluídas – isolinhas - em pequenas rimas,
Sempre o blá-blá-blá o abc de à adestração.
Sempre simples o muito alongado ã de vão,
Sempre a "Novilíngua" a "Novafala" à supressão.

Sempre a sampler simples disciplinada,
Sempre o degrau da base a parada.
Sempre a loop simples sem a virada retocada,
Sempre a batida percutida manjada.
Sempre o role-play simples o domínio público,
Sempre o poder da penetração na massa devotada.

Ó swingueira? Ó axé music?
Camaleão não é panóptico,
Nem chiclete com quebradeira é protótipo.
Oh yeah! Então, “Vaza canhão”!
Oops, e opina o trash: Ou Cae o bicho-do-pé ou “Rala a Tcheca no chão”!

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ICONOCLASTA [Manoel Serrão]




Signica.

Retrofitica.
Ou, escrita-a-Porter.
A palavra pedra atirada,
Veste o peso da língua.
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HÉCATE “A DISTANTE” [Manoel Serrão]

Ó d'ímpia Hécate, - A Distante - do ext’rio Olímpo.

Qu’iria-me enfeitiço, restolho rés a te assenhorear?
Qu’iria-me d’salma, a ira cega, despejá-la a rodos?
Vai-te à Hades as trevas, vate retro do meu abrigo.
 
Ó Vede-a lá: cae-te sobre as três face:
Ó virgem, ó mãe, ó velha bruxa senhora.
Tu que deste Circe - d’Lua Nova e d’Negra.
O poder do ser sobre a serpente - chave do renovar.
 
Há-de pôr-me a nu os desejos da íris acima das ilusões.
E vos que te vês, Deusa, nestes desertos areais.
Se ouvirdes cães uivando a noite é sinal.
Sem dar-me ira e enfeitiço? Ó Hécate, mostra-me os caminhos?
 
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CONFIANÇA [Manoel Serrão]







Confiar eu confio,

até que o Verbo traia!
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GUARDA [O] BELO [Manoel Serrão]





Faça chuva

Ou Sol.
Manda-Chuva
Ou Guarda Belo?
[O] nosso Amor eterno!








  

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BEIJO SEM PREGUIÇA [Manoel Serrão]



A juventude do amor ficou explícita no beijo sem preguiça.
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Comentários (1)

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321alnd
2019-03-06

Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.