Escritas

Lista de Poemas

CATEDRAL GÓTICA [Manoel Serrão]









Abadia.
Catedral Gótica,
O "esplendor” d'tua verdade,
Só encanta a turista.
 
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ICONOCLASTA [Manoel Serrão]




Signica.

Retrofitica.
Ou, escrita-a-Porter.
A palavra pedra atirada,
Veste o peso da língua.
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PARTÍCULA DE DEUS [Manoel Serrão].



Pixel.
Ecce nômade biotecnizado.
Êxtimo.
Fluído espacial multifário perdido? 
Há anos-luz que te espero.

Virei pedra, o elo,
O souvenir de borracha.
Virei a "partícula de Deus", o big bang, o ectoplasma...
E oculta não passas O'hara!
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GUARDANAPO [Manoel Serrão]




Partiu... Puiu-se a cambraia.
Inda o linho a sentir-se retalho, sujidade coagulada? Sobre o
pano enriado, os "restos" de tuas marcas:  Um batom...
Um aceno... Um adeus... E nenhum
Amor de sol e luau
p'ra mim! Ó mas fui
do infinitivo além:(O) eterno contigo!..
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LINHA DO TEMPO [Manoel Serrão]

 

Apressou o passo.
Quis voltar, era tarde!
Ó jaz no pó [D] ali.
  


POETRIX: É constituído com no máximo 30 (trinta) sílabas métricas distribuídas em 03 (três) versos (terceto); dissidente dos hai-kais, de origem japonesa. Mas diferentemente do ha-ikai, é exigível o título do poetrix, que não entra na contagem silábica e pode dá complementariedade ao texto

 

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LIDO [Manoel Serrão]




Lido.
Relido,
Ou so-le-tra-do o livro, eterniza o poema.

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BEIJO SEM PREGUIÇA [Manoel Serrão]



A juventude do amor ficou explícita no beijo sem preguiça.
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HÉCATE “A DISTANTE” [Manoel Serrão]

Ó d'ímpia Hécate, - A Distante - do ext’rio Olímpo.

Qu’iria-me enfeitiço, restolho rés a te assenhorear?
Qu’iria-me d’salma, a ira cega, despejá-la a rodos?
Vai-te à Hades as trevas, vate retro do meu abrigo.
 
Ó Vede-a lá: cae-te sobre as três face:
Ó virgem, ó mãe, ó velha bruxa senhora.
Tu que deste Circe - d’Lua Nova e d’Negra.
O poder do ser sobre a serpente - chave do renovar.
 
Há-de pôr-me a nu os desejos da íris acima das ilusões.
E vos que te vês, Deusa, nestes desertos areais.
Se ouvirdes cães uivando a noite é sinal.
Sem dar-me ira e enfeitiço? Ó Hécate, mostra-me os caminhos?
 
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SEMPRE (A) GLÓRIA [Manoel Serrão]







Sem demora,

Para ele não tem hora:
Amor sempre (A) glória. 
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UNDERGROUD [MANOEL SERRÃO]



            Passo a passo 
                             um 
                    Degrau.
Assim vivo
no diviso 
Front que separa 
O verso unforgettable, 
Do indiviso undergroud.

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Comentários (1)

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321alnd
321alnd
2019-03-06

Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.