Lista de Poemas

ACÓRDÃO DE AMOR [Manoel Serrão]






O RELATÓRIO

De antemão sustentam os apelantes não ter sido considerado pelo juízo a quo que o alegado demonstra o rateio dos erros e responsabilidades recíprocos acumulados, o que motivou o desenlace sumário do casal.

Ademais, afirmam que em hipótese alguma fora concedido perdão dos erros ao casal ou houve renúncia à faculdade consuetudinária, como manifesto pela sentença ora atacada.

Por fim, as cópias dos acordos realizados entre os amantes credores do amor com este, não servem para legitimar a pretensão esposada pelos cônjuges, pois que realizados antes do imbróglio e com ônus a olhos nus para ambos.

O VOTO

Destarte, com estas considerações, dou total provimento ao apelo, mantendo a sentença que julgou improcedente a ação que separa o amor do casal, condenando o desamor e a amargura ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios ao patrono dos réus, que fixo em 1000 carinhos, 1000 afagos e 5000 mil beijos.

É como voto.
Des. Vigor da Paixão e do Amor Verdadeiro.

 

 
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CORDEL ENCARNADO [MANOEL SERRÃO]









Um poetar, um rabiscado!
Eu sou o teu bem amado.
Num poema, encarnado!...
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MENORIDADE (Manoel Serrão)





Abra a porta!
O nada importa, coisa muerta.
Encante-se, auto imposta menoridade!
Ilumine-se, sua incapaz...
Mas descarte o Kant, e o Descarte!
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PURGA [MANOEL SERRÃO]









Se O Luxo mora no ócio.

Se O Lixo obra no ópio.
Só A Lixa purga o beócio.
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CASO O ACASO [MANOEL SERRÃO]




Caso a caso?
Um acaso bem-vindo.
Cada caso!
O acaso destino.
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ECLIPSE [MANOEL SERRÃO]







Palavra quebrada;
Letra arranhada;
Tempos obscuros...

Como o eclipse do sol ou da lua?
O ABEcedário ao homem diria? Só falta a leitura!
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SINGAPURA [MANOEL SERRÃO]



Como se nada fora o nunca mais...

Perdera do corpo o aroma o perfume, 
E d'alma a inocência do amor.

Como se nada fora o nunca mais...
Pedira de volta tudo que já não tinha,
E sequer viera um pouco do que existira.

Como se tudo fora o nada mais ir além!
O que nada mais tinha fora parar para além,
E muito além do Amor em Singapura!

Porque Singapura não é logo ali Amor na esquina...
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HOSPÍCIO 371 [MANOEL SERRÃO]




Há medo em muros

Surto em monturos
Escuro em turvos

Há Sol em Theo e Van Gogh com seus girassóis surdos...
Gênios que nascem gênios sem cura, e hospícios à Três por Sete e Uns em apuros!
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VALIMENTO [MANOEL SERRÃO]





Fique bem, ACHE-SE!
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ILUMINAÇÃO [MANOEL SERRÃO]







Um passo à frente é não ficar para trás nas sombras da escuridão.  

Iluminemos então as sombras e toda
a escuridão que nunca receberam a luz do Amor no coração.


 
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Comentários (1)

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321alnd
2019-03-06

Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.