Lista de Poemas
SACERDÓCIO [MANOEL SERRÃO]

Às vezes beatificado pela pena.
Outras santificadas pelo poema.
Assim, adeja o poeta, a pena e
O poema.
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ERA MING [MANOEL SERRÃO]

Não obedeças, não desafies.
Não perca tempo em aceitá-lo.
Não temas o destino.
Não te esqueça...
Teu castelo de pedra.
Tua coroa de pérolas.
Vossos planetas e sóis vizinhos.
Vossos despojos ancestrais.
Desconstruíram no leito o sono, é tudo pesadelo.
Não revisites tua juventude e melancolia.
Não recalcitre entre a água e o gelo, o fogo e a brasa,
E a lembrança em esquecimento que se apagou, não era poesia que se rachou... A porcelana chinesa quem não viu? Era Ming!
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CREPUSCULO DO HOMEM CÃO [Manoel Serrão]
Somos cães sem caça.Vira-latas sem dono,
Cães no cio de vidas incertas.
Somos cães sem pelos.
Pet nus pulguentos aos apelos com o DNA no lixo!
Cães sujos “uivantes” para lua surda.
Somos cães sem patas.
Rabos sem o Y em seis milhões de anos.
Cães sem guias sem rumo e sem planos.
Somos cães sem cor e baba.
Ossos secos sem couro e faro.
Cães em marcha para o ocaso humano.
Somos cães sem raça.
Cães de sangue sem o nada em macha,
Rosnando mudo a cada surto de raiva.
Ó somos cães sem Y para o cromos Xis.
Somente cães em seis milhões de anos,
No que se basta? O Homem-cão acaba!
Ó adeus vira-latas!
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ESTRELAS [MANOEL SERRÃO]

Somos todos feitos de estrelas.
Somos estrelas...
Somos todos brilhos humanos de sonhos.
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PRESSUPOSIÇÃO [MANOEL SERRÃO]

Deus existe ou Deus provavelmente existe.
Deus não existe ou Deus provavelmente não existe.
Mas não estou certo disso, se Deus existe, ou não?
Provavelmente Deus crê nisso! Mas que Deus existe... Deus existe!
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FUTURO DO PRESENTE POESIA [MANOEL SERRÃO]
Haverás de ser do silêncio a gesta-carne, anima-espírito e inspiração.Haverás de ser do silêncio a cria espontânea viva e terna criação, de ser pulso, impulso e pulsação.
Sim! Haverás de ser qualquer coisa que o seja nada, e tudo, quão de ser d’uma vez dor sem hesitação,
Ou quiçá coisa alguma sem retoque e correção.
Haverás de ser do belo o que se fez de súbito bela transpiração, um novo silêncio renascer infinito a cada nova leitura eterna sem duração.
Haverás de ser bela que se arrisca a perder-se o rumo, aonde quer que nos leve, esse será o lugar certo, profunda inundação.
Haverás de ser bela ao fim sempre o encontro e o reencontro do ser consigo na recriação.
Haverás de ser bela! A bela que se liberta na adeja do verbo falante, e toda é!
Haverás de ser plena da imaginação e para tudo, toda a ruptura com a horizontalidade do passado na construção.
Haverás de sê tu a bela do creador a creação aos joelhos do poeta criador na re-visitação
Do Deus inteiro polindo-te as palavras e repolindo-te nas letras o mais belo sonho...
Ó hás de saber que havendo, saibas a quem tu lês Nova Poesia!
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MUNDO DOS-MAIS-OU-MENOS HUMANOS [MANOEL SERRÃO]
Mundo do maisos menos.Mundo dos menos.
MundosMundo das minas.
Mundo dos manos.
Mundo dos pântanos.
Mundo por debaixo dos panos.
Mundos dos lhanos.
Mundo dos levianos,
Mundo dos insanos.
Mundo dos sanos.
Mundo dos Republicanos.
Mundo dos tiranos.
Mundo dos inumanos.
Mundo dos Reptilianos.
Mundo dos imundos Hermanos.
Mundo dos profetas profanos.
Ó Mundo! Ó Mundo! Ó Mundo dos Nanos...
Mundo-A-Matrix-dos-mais-ou-menos Humanos.
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INTERLÚDIO FINAL [MANOEL SERRÃO]

Saiamos das sombras, ó saiamos! Saiamos Eu e Tu da escuridão!
Vês, para onde vais? Para onde vais que alcances a luz que se nega ver?
De nada sabeis das vibrações altivas da luz.
Sabeis nas sombras nada vai além da quarta dimensão.
Oh! E vejo o óbvio que tu e ninguém ver, e que ignoras.
Então, inda afeeis a beleza das cousas imperfeitas e iluminadas?
Sem luz, daquilo que eu sei? Fria, dias não tardam dos silêncios das nuvens morrerão na Terra os teus sonhos e todos cairão sem evolução!
Concede-te então um pouco de sonho: faze-te o Homem fraterno. O Ente energético na grandeza que Deus espera.
Respira a flor do dia que a vida te oferece: faze-te um novo Ser desperto evoluído no padrão vibratório do Universo.
Ó daquilo que eu sei? A vida sem luz põe-nos com os pés no erro sem direção!
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PROPANONA [Manoel Serrão]
Ora "pois sim", a imanência oposta dos sentimentos debocha da propanona.Ora "pois não", a culpa volátil do aroma, é do próprio o idioma!
É tal de beija e assopra tão idiota...
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O VÉRTICE DE UM POEMA IMAGINÁRIO (MANOEL SERRÃO)
Em nome do Pai,
Do Espírito Santo Nosso?
Poesia para sonhar, amém!
Vale a pena na mão.
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Comentários (1)
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321alnd
2019-03-06
Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.
Perfil
Nome completo: Manoel Serrão da Silveira Lacerda. Idade e naturalidade: Nasceu em São Luís [Atenas Brasileira] capital do Estado do Maranhão, na Santa Casa de Misericórdia, em 19 de abril de 1960. Filiação: Filho de Agamenon Lucas de Lacerda e de Oglady da Silveira Lacerda. Neto paterno de Manuel Lucas de Lacerda e Maria Antônia Lucas de Lacerda; neto materno de Hidalgo Martins da Silveira e Maria José Serra da Silveira. Ascendência geral de espanhóis e portugueses judeus. Profissão: Advogado e Professor de Direito, formado pela Faculdade de Direito do Recife - UFPE, curso criado pela Carta Lei de 11.08.1827 - publicada em 21.08.1827 - Chancelaria Mor do Império do Brasil, que no passado acolheu dois presidentes: Epitácio Pessoa, em 1886 e Nilo Peçanha, em 1887. Acolheu outros nomes, os quais enriqueceram a nossa cultura como: Rui Barbosa. Castro Alves. Augusto dos Anjos. Ariano Suassuna. Miguel Arraes. Francisco Julião. Barão do Rio Branco. Barão de Lucena. Joaquim Nabuco. Fagundes Varela. Raul Pompéia. Tobias Barreto. Graça Aranha. Álvaro Lins. José Lins do Rego. Pontes de Miranda. João Pessoa. Clóvis Bevillaqua. Silvio Romero. Adolfo Cisnes. Assis Chateaubriand. Agamenon Magalhães. Luís Câmara Cascudo. Aurélio Buarque de Holanda, e tantos mais. Dimensionar a origem do berço poético do autor, assim como a dimensão e a importância do Maranhão para a cultura nacional, peço vênia para transcrever um pequeno trecho da obra do imortal membro da Academia Maranhense de Letras o professor Jomar Moraes, intitulada - Apontamentos de Literatura Maranhense - edições sioge - nota bene: "Sem receio de qualquer exagero chauvinista diríamos que a presença do Maranhão na literatura nacional se caracteriza, principalmente, pelo vanguardismo que sempre colocou nossos homens de letras à frente dos debates das novas ideias e da renovação de padrões estéticos. Do negrismo de Trajano Galvão ao neoconcretismo de Ferreira Gullar; do ideário estético e nacionalista de Gonçalves Dias às antecipações modernistas de Sousândrade; da lucidez analítica de João Francisco Lisboa ao ensaísmo da Franklin de Oliveira e Oswaldinho Marques; dos estudos folclóricos de Celso Magalhães ao romance naturalista de Aluísio de Azevedo; dos estudos de Nina Rodrigues à renovação estética pregada e apoiada por Graça Aranha, tudo revela e comprova a clara vocação de pioneirismo e liderança que assinala uma das mais características e importantes facetas da nossa participação na cultural nacional". E ainda, de Coelho Neto, Teófilo Dias, Vespasiano Ramos, Raimundo Teixeira Mendes, César Marques e muitos outros de uma constelação que brilha desde meados do século XIX. Dois dos quais – Gonçalves Dias e Teófilo Dias – são patronos de cadeiras na Casa de Machado de Assis, a Academia Brasileira de Letras, à Akademia dos Párias, dentre eles: Fernando Abreu, Paulo Melo Sousa, Garrone, Paulinho Nó Cego, Marcello Chalvinski, Zé Maria Medeiros, Celso Borges. Podemos citar: Arthur Azevedo; Catulo da Paixão Cearense; Bacelar Vianna; Bandeira Tribuzi; Padre Antônio Vieira [Sermão aos Peixes]; Odorico Mendes; Sotero dos Reis; João Francisco Lisboa; Gentil H. de Almeida Braga; Custódio A. P. Serrão [Frei]; Trajano Galvão; Josué Montello; Nauro Machado; José Sarney; José Chagas; José Maria Nascimento; Laura Amélia Damous; Luís Augusto Cassas; Alex Brasil, Antônio Miranda, Carlos Cunha, Dagmar Desterro, Joãozinho Ribeiro, Lago Burnett, Odylo Costa, Roberto Kenard, Salgado Maranhão, Vespasiano Ramos, Joaquim Haickel, João Batista Gomes do Lago; Mhario Lincoln; Lenita de Sá, João Paulo Leda, Evilásio Júnior, Antônia Veloso, Luiza Cantanhede, Zélia Maria Bacelar Viana, além de muitos tantos outros.
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