Lista de Poemas

Anjo

Anjo ( Sil Peres )

Por entre as asas celestiais, por entre a tua glória
Por entre todo o sangue que escorre por suas mãos
Milênios de obediência cega
Também tens os dois lados
O divino da presença do Pai
E o Negro de ódio por mim
Roubas a minha fé em ti
Com os atos nefastos de suas traições
No desenlace do destino
Serás menos que o pó das minha sandálias
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Amizade

Diz ela
Com medo e com suspiro
Com desejos de futuro
Dizes, amiga minha,
O quê... realmente...
Queres de mim?
Que eu digo o que quero de ti...
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Um Beijo e um Bom Dia

Quando dito com sinceridade
e tão quente quanto uma noite inteira,
vale por tantas coisas
que enfrentamos para chegar nesses momentos tão singelos,
mas que são únicos
na vida de cada um,
se perdeu o tempo naquele carinho quase chorado,
quase como um obrigado,
velado,
mas que os olhos
e as mãos dadas explicam.
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Sonho ( Inccubus )

Hoje invado os teus sonhos
Não importa a distância ou local
Nem toda a distância do que somos
Hoje à noite acabo com o medo residual

Tudo o que fiz da última vez
Mas sem os cuidados
Se pensas que algo vai ti defender disso
Tu já queimas por debaixo por mim

E é contigo que vou bater o meu recorde
Nada de só cinco rounds
Vamos até o vigésimo oitavo

Sem choro nem vela
O choro só na hora que se lembrares da minha falta
E velas, só para iluminar as nuancias das tuas ancas
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Domingo em Santos

Dize-me se nesses longos domingos
Malditos dias que não acabam há meses
Se tudo que si pede não são gritos
Senta-te no meu colo e premasses

Calada como gata a espiar por horas
A presa idiota que se curva em silêncio
E si entrega na rosa de teu suar
De teu corpo faminto de gozar a noite

Erva daninha vil que devoras
Demônio de meus desejos brados
Agora te vejo em sombras de nada, tudo é frágil

Já gritei, já ti possui por noites
Mas os caminhos de outrora não são os mesmos
Só mi resta às curvas de Santos e não as suas...
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Quando fores ao mar

Quando fores ao mar
Desenhe na beira
Onde as ondas se desfazem
Desenhe...
Mas não qualquer desenho
Desenhe o meu coração
Senta-te e observe
E veja as ondas apagarem uma a uma
Depois... Si abrace ao mar
E em suas águas salgadas
De tantas lágrimas de saudades
Derrubadas em suas águas
Se ainda restar alguma...
Derrames as últimas
E lave a sua alma nelas
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Lágrimas escondidas

Cada dia é mais penoso tecer
Os nós que se amarram estão fortes
Cada dia o novelo de lã a ti prender
Começou como gata a pura sorte

Agora, o que tens? Ou não falta ter?
Nesse desenlace louco teu de morte
O desespero cálido da noite norte
Guia os meus passos para ti perder

Caia no mar e volte a si ter
O destino escrito nesse trote
Vai apenas ti magoar e mi arder

E quando tudo for mais fundo
Grite ao mundo mudo e imundo
Que o teu coração vagabundo e de outro fecundo
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Solitude

Na solidão da alma si renova
No amanhecer nosso de todo dia
Essa escolha minha que chora
Pelo doce olhar que pedia

E ainda mi pede pela paz
Mas mi mostra as mãos vazias
E na sombra da ida jazias
O meu coração aos cães faz

Abrace essa sua vil solidão
Como quem abraça o próprio tempo
E nas horas vazias que são

Guarde nessa hora o que mi resta
Nessa dedicatória de lamento
Quando a um cigarro eu mi rimo
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Felicidade

Acordar à tarde com o pensamento leve
Traçar os passos pelo final do dia
Rever os bons amigos queridos de anos
Sentimento bom de reencontro

Papo fiado atravessado na cama
E como é bom isso em família
A brisa leve do vento pela janela
Gestos de carinho e de afeto

Mesa servida em forma de afeto
Sorver o gosto dos alimentos
A calma da refeição caseira

Vão se as dores
Vão às mágoas
Não preciso de muito... Só do que não tenho
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Um pedaço de sua atenção por favor

Quando em um bello domingo.
E de sua porta vier o chamado de um mendigo
Deixe os sorrisos e abraços em família
Desapegue-se um pouco dos amores que vigia

Não se espante com a figura grotesca
São os dissabores que levam a histórias dantescas
O suor de sua face e todos os seus maus odores
Triste desenlace de dores e amores

Ele será rápido e direto ao implorar
De sua boca o amargor de falar
Um pedaço de pão velho para a fome matar

Dê a ele o que ele pediu... e nada mais
Para que ele não volte querendo carnavais
Como todos têm de ti os mesmo gestos celestiais
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