Lista de Poemas
Total de poemas: 91
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Vem
vem,
e traz contigo as folhas caídas
traz contigo esta saudade que acabou de acontecer
traz os teus olhos para eu ver
a noite clarear o mundo
as rosas acordarem os passos ledos da madrugada
traz o silêncio
e a quietude das nossas mãos enlaçadas
no instante do amor
vem,
e deixa escorrer tua seiva
em minha boca cativa do teu gosto
amiga, amante, poente
deixa-me beijar o teu rosto
e dizer sempre e tanto que te amo
um te gostar tão contente
pássaro sem destino que sou
vem,
dormir sonhos profundos
depois de misturar os nossos gozos
depois de misturar nossos mundos
depois de repousada a madrugada
vem secar a lágrima que nunca se derrama
posto que a vida é trama
e esta paixão que é tão pura
deita-se conosco na cama
beija teu corpo e jura
carícias e silêncios
soluços cravados em tantos ais
sem nome
em tanta sede sem fim
do que de ti há em mim
vem...
e traz contigo as folhas caídas
traz contigo esta saudade que acabou de acontecer
traz os teus olhos para eu ver
a noite clarear o mundo
as rosas acordarem os passos ledos da madrugada
traz o silêncio
e a quietude das nossas mãos enlaçadas
no instante do amor
vem,
e deixa escorrer tua seiva
em minha boca cativa do teu gosto
amiga, amante, poente
deixa-me beijar o teu rosto
e dizer sempre e tanto que te amo
um te gostar tão contente
pássaro sem destino que sou
vem,
dormir sonhos profundos
depois de misturar os nossos gozos
depois de misturar nossos mundos
depois de repousada a madrugada
vem secar a lágrima que nunca se derrama
posto que a vida é trama
e esta paixão que é tão pura
deita-se conosco na cama
beija teu corpo e jura
carícias e silêncios
soluços cravados em tantos ais
sem nome
em tanta sede sem fim
do que de ti há em mim
vem...
👁️ 121
Caminhos sem faces
e tudo era o escuro ardente e místico
na casa enlaçada ao entardecer
onde as sombras caminhavam silentes
trazendo pela mão o marulho do anoitecer
momentos de melancolia
ou de enleado e manso desencanto
úmidos de lenta monotonia seminua
talvez de um inconsútil pranto
retalhos de lágrimas
ondas de enganos e medos
escalavrando o véu de um céu imoto
como espinhos cintilantes
costurando alegóricas estrelas
antes era o sonho
onde meus olhos envelheciam
como as flores num vaso
raso
como os dias da vida
envelheciam nus,
ao acaso
antes era o sonho
não mais as noites inquebrantáveis
inesperadas e densas
espiando o sono indefensável
feito de saudades trincadas
feito de lembranças retentivas
hoje quando a vida se ausenta
e me contempla de repente
com os seus olhos de flor
perco-me em rios dissolutos
ando caminhos sem faces
procuro em madrugadas o amor
sou versos impingidos
peroração
sou um homem inconcluso
alheio aos passos da sorte
espero,
em silêncio,
na porta atemporal
o que me trama a morte
gesto e pretexto final
na casa enlaçada ao entardecer
onde as sombras caminhavam silentes
trazendo pela mão o marulho do anoitecer
momentos de melancolia
ou de enleado e manso desencanto
úmidos de lenta monotonia seminua
talvez de um inconsútil pranto
retalhos de lágrimas
ondas de enganos e medos
escalavrando o véu de um céu imoto
como espinhos cintilantes
costurando alegóricas estrelas
antes era o sonho
onde meus olhos envelheciam
como as flores num vaso
raso
como os dias da vida
envelheciam nus,
ao acaso
antes era o sonho
não mais as noites inquebrantáveis
inesperadas e densas
espiando o sono indefensável
feito de saudades trincadas
feito de lembranças retentivas
hoje quando a vida se ausenta
e me contempla de repente
com os seus olhos de flor
perco-me em rios dissolutos
ando caminhos sem faces
procuro em madrugadas o amor
sou versos impingidos
peroração
sou um homem inconcluso
alheio aos passos da sorte
espero,
em silêncio,
na porta atemporal
o que me trama a morte
gesto e pretexto final
👁️ 112
Poemas, quem os enxergam
Poemas,
quem os enxergam?
com tanta guerra começando
com tanta fera assomando
com tanta miséria grassando
com tanto amor se acabando
com tanto adeus acenando
com tanta vida blefando
com tanto sonho gorando
com tanta luz se apagando
com tantos céus desabando
com tanta virtude execrando
com tantas vozes calando
com tantas mãos se fechando
com tantos punhos cerrando
com tantos olhos chorando
com tanto medo assustando
com tanto desespero desesperando
com tantas saudades falando
com tanta tristeza no mundo
em cima
dos lados
embaixo
bem embaixo
no fundo
quem os enxergam?
com tanta guerra começando
com tanta fera assomando
com tanta miséria grassando
com tanto amor se acabando
com tanto adeus acenando
com tanta vida blefando
com tanto sonho gorando
com tanta luz se apagando
com tantos céus desabando
com tanta virtude execrando
com tantas vozes calando
com tantas mãos se fechando
com tantos punhos cerrando
com tantos olhos chorando
com tanto medo assustando
com tanto desespero desesperando
com tantas saudades falando
com tanta tristeza no mundo
em cima
dos lados
embaixo
bem embaixo
no fundo
👁️ 115
Quem é você que me encanta
quem é você
que me encanta?
quando entra
a porta aberta em gesto leve
a tarde te trazendo
como os rios trazem os barcos
repletos de ausências
e de distâncias até o mar
te vejo
infinitamente bela
indizivelmente meiga
meus olhos querendo te dizer poesias
dizer castas ilusões aos teus cabelos
assim como quem fala de amor
com os lábios ressumados de tantos sonhos profundos
não sei seu nome
nem sei se anjos têm nomes
não sei se vens
quando vens
e um instante é tão pouco
dentro dos dias tão sem sentido
que, sem você, fazem-se milênios
cada vez mais sem sentido
cada vez mais este mesmo devanear
não me canso de te olhar
mas, sei que não devo olhar pra você
é o que o silêncio me diz
então escrevo
ausências
e palavras que deveria te dar
palavras que são só tuas
por que meu coração só as diz quando me pego a te olhar
e as palavras não ditas sabem onde moram as saudades
saudades do que não vivi
saudade de não ter te dito
o quanto você me encanta
mas, sei que não devo dizer
o quanto me encanto por você
nada direi, então
apenas olho para a porta
por onde você entrará
como um sol inconsentido
há muito tempo a me aguardar
em tantas tardes
que poderiam ser versos tão antigos
como o sonho e o carinho ciciado da tua voz
em tantas tardes enternecidas de poemas e solidão
tecendo o tempo de te ver
e do querer na minha mão
dizer guardados carinhos à tua mão
nas tardes nas quais não perguntei o seu nome
apenas antevendo a porta que você abrirá
e por onde você sairá
levando o silêncio e o seu nome
deixando na nossa quietude, que é tanta
a pergunta que não te esquece
quem é você
que me encanta?
que me encanta?
quando entra
a porta aberta em gesto leve
a tarde te trazendo
como os rios trazem os barcos
repletos de ausências
e de distâncias até o mar
te vejo
infinitamente bela
indizivelmente meiga
meus olhos querendo te dizer poesias
dizer castas ilusões aos teus cabelos
assim como quem fala de amor
com os lábios ressumados de tantos sonhos profundos
não sei seu nome
nem sei se anjos têm nomes
não sei se vens
quando vens
e um instante é tão pouco
dentro dos dias tão sem sentido
que, sem você, fazem-se milênios
cada vez mais sem sentido
cada vez mais este mesmo devanear
não me canso de te olhar
mas, sei que não devo olhar pra você
é o que o silêncio me diz
então escrevo
ausências
e palavras que deveria te dar
palavras que são só tuas
por que meu coração só as diz quando me pego a te olhar
e as palavras não ditas sabem onde moram as saudades
saudades do que não vivi
saudade de não ter te dito
o quanto você me encanta
mas, sei que não devo dizer
o quanto me encanto por você
nada direi, então
apenas olho para a porta
por onde você entrará
como um sol inconsentido
há muito tempo a me aguardar
em tantas tardes
que poderiam ser versos tão antigos
como o sonho e o carinho ciciado da tua voz
em tantas tardes enternecidas de poemas e solidão
tecendo o tempo de te ver
e do querer na minha mão
dizer guardados carinhos à tua mão
nas tardes nas quais não perguntei o seu nome
apenas antevendo a porta que você abrirá
e por onde você sairá
levando o silêncio e o seu nome
deixando na nossa quietude, que é tanta
a pergunta que não te esquece
quem é você
que me encanta?
👁️ 111
A casa dorme
a casa dorme
a madrugada
caminhando para o dia
é fria
a mulher dorme
confessando sua meiguice
o filho dorme em seu quarto
confessando sua presença
dormem os teus olhos
dentro do meu olhar
confessando todos os teus segredos
os barcos dormem
na tessitura das águas insontes
pássaros passam
levando sossegos e estrelas
dizendo nostalgias
a noite dança lá fora
por sob o céu e os penhascos
as sombras perfumam os copos dos lírios
a lua passa
por entre os seios da mulher sozinha
eu me inquieto
buscando-me no pânico da noite
sopram os ventos
a canção encontra lembranças
encanta sonhos e momentos
na madrugada em meu peito
tudo é abandono e silêncio
a madrugada
caminhando para o dia
é fria
a mulher dorme
confessando sua meiguice
o filho dorme em seu quarto
confessando sua presença
dormem os teus olhos
dentro do meu olhar
confessando todos os teus segredos
os barcos dormem
na tessitura das águas insontes
pássaros passam
levando sossegos e estrelas
dizendo nostalgias
a noite dança lá fora
por sob o céu e os penhascos
as sombras perfumam os copos dos lírios
a lua passa
por entre os seios da mulher sozinha
eu me inquieto
buscando-me no pânico da noite
sopram os ventos
a canção encontra lembranças
encanta sonhos e momentos
na madrugada em meu peito
tudo é abandono e silêncio
👁️ 124
Dona dos sonhos
Te vejo
quieto como o sol suspenso lá fora
como o tigre que começa em tua boca
como a ave que ainda não te conhece
e se demora
a olhar tua beleza
como a face vermelha ao perguntar o teu nome
como o barco costeando rumo ao farol dos teus seios
Como não olhar quando te vejo?
se as palavras com as quais eu te leio
com as quais te falaria
se extraviam
absortas
insondáveis
quando vens caminhando sonhos
Imagino teus olhos
não os vejo
negros olhos?
noites calmas?
onde começam?
onde terminam?
sonhos negros?
imagino teus olhos,
dona dos sonhos,
e espero
você inteira passar
Quem é você
morena, ternura e sonho
surgindo
de dentro do silêncio do salão?
quando vens caminhando segredos
caminhando como quem dança
o passo lento do vento
as chuvas bebendo o verão
fazendo de ti
flor de laranjeira
pólen
favos de mel
pela tua morenice açucarados
nos teus lábios onde o beijo pousa
e as abelhas sorvem os dias
para te entregar
Há um mar de ilusão entre mim e ti
mordo o tempo
o dia passa tão lento
esperando o outro dia
para eu te ver outra vez
Dos sonhos quero os sonhos mais maduros
suculentos
quero os sonhos mais maduros
quando te vir outra vez
quero o silêncio que ouço quando chegas
trazendo ritmo e graça
e as respostas
dos sonhos que despertam
em tantas carícias supostas
quero o sonho suculento
escorrendo sumo in natura
quero a candura
inebriante dos versos silentes das tuas costas
O meu encanto fala de nós
ancorado à inocência do mar
o arrepio na pele me diz que eu não devia
te olhar como eu te olho
mas meus olhos olham,
logo que chegas,
para a ausência que deixarás
e, então, meus olhos já são só saudades
por que contigo me esquecerei
dentro deste poema
que nasceu deste silêncio que nos toca
poema que jamais te enviarei
quieto como o sol suspenso lá fora
como o tigre que começa em tua boca
como a ave que ainda não te conhece
e se demora
a olhar tua beleza
como a face vermelha ao perguntar o teu nome
como o barco costeando rumo ao farol dos teus seios
Como não olhar quando te vejo?
se as palavras com as quais eu te leio
com as quais te falaria
se extraviam
absortas
insondáveis
quando vens caminhando sonhos
Imagino teus olhos
não os vejo
negros olhos?
noites calmas?
onde começam?
onde terminam?
sonhos negros?
imagino teus olhos,
dona dos sonhos,
e espero
você inteira passar
Quem é você
morena, ternura e sonho
surgindo
de dentro do silêncio do salão?
quando vens caminhando segredos
caminhando como quem dança
o passo lento do vento
as chuvas bebendo o verão
fazendo de ti
flor de laranjeira
pólen
favos de mel
pela tua morenice açucarados
nos teus lábios onde o beijo pousa
e as abelhas sorvem os dias
para te entregar
Há um mar de ilusão entre mim e ti
mordo o tempo
o dia passa tão lento
esperando o outro dia
para eu te ver outra vez
Dos sonhos quero os sonhos mais maduros
suculentos
quero os sonhos mais maduros
quando te vir outra vez
quero o silêncio que ouço quando chegas
trazendo ritmo e graça
e as respostas
dos sonhos que despertam
em tantas carícias supostas
quero o sonho suculento
escorrendo sumo in natura
quero a candura
inebriante dos versos silentes das tuas costas
O meu encanto fala de nós
ancorado à inocência do mar
o arrepio na pele me diz que eu não devia
te olhar como eu te olho
mas meus olhos olham,
logo que chegas,
para a ausência que deixarás
e, então, meus olhos já são só saudades
por que contigo me esquecerei
dentro deste poema
que nasceu deste silêncio que nos toca
poema que jamais te enviarei
👁️ 104
Instantes
no quintal onde as galinhas ciscavam a tarde,
que desenhada pelo grito impressivo da vida
rude e agreste,
tão igual aqueles arruados estremunhados,
apascentava o silêncio calado e mandrião
daquela terras antigas, sulcadas e irrevogáveis
na tarde assim desenhada,
o vento dissolvia-se no borralho atávico do dia,
aflito,
sob um sol alaranjado e pastoso
desfiava os dias anacrônicos e afogueados
na janela o menino,
trepado num tamborete,
escorando o rosto com a mão,
cochilava embalado pelo mormaço,
e sonhava...
o sonho frágil e incerto
remanso quebrado da infância,
o sonho renitente que se esvai pelas frinchas da alma
o vento toma fôlego e espadaneja pelo quintal
em pequenos redemoinhos tenteadores
em algum lugar alheio ao sonho do menino
e o borralho do dia
as meninas cantavam cantigas de roda
e embalavam,
nos bonecos de palha de milho,
os filhos que um dia terão
esquecendo nas cantigas
e no ninar dos bonecos
a fome áspera, ralheta e inelutável
o cachorro dormia pachorrentamente
nas sombras que se escondiam pelos cantos,
embaixo das árvores,
perto do poço seco,
embaixo da escada,
debaixo do tanque,
na varanda...
enrodilhado na poeira assentada
nos braços magros das tardes
no horizonte o sol adernou no céu
o suspiro da noite veio,
veio,
como uma estória antiga,
um pensamento esquecido na severidade da vida,
veio vindo,
veio vindo,
veio vindo
veio vindo de mansinho
e dormiu nos olhos famintos das crianças
que desenhada pelo grito impressivo da vida
rude e agreste,
tão igual aqueles arruados estremunhados,
apascentava o silêncio calado e mandrião
daquela terras antigas, sulcadas e irrevogáveis
na tarde assim desenhada,
o vento dissolvia-se no borralho atávico do dia,
aflito,
sob um sol alaranjado e pastoso
desfiava os dias anacrônicos e afogueados
na janela o menino,
trepado num tamborete,
escorando o rosto com a mão,
cochilava embalado pelo mormaço,
e sonhava...
o sonho frágil e incerto
remanso quebrado da infância,
o sonho renitente que se esvai pelas frinchas da alma
o vento toma fôlego e espadaneja pelo quintal
em pequenos redemoinhos tenteadores
em algum lugar alheio ao sonho do menino
e o borralho do dia
as meninas cantavam cantigas de roda
e embalavam,
nos bonecos de palha de milho,
os filhos que um dia terão
esquecendo nas cantigas
e no ninar dos bonecos
a fome áspera, ralheta e inelutável
o cachorro dormia pachorrentamente
nas sombras que se escondiam pelos cantos,
embaixo das árvores,
perto do poço seco,
embaixo da escada,
debaixo do tanque,
na varanda...
enrodilhado na poeira assentada
nos braços magros das tardes
no horizonte o sol adernou no céu
o suspiro da noite veio,
veio,
como uma estória antiga,
um pensamento esquecido na severidade da vida,
veio vindo,
veio vindo,
veio vindo
veio vindo de mansinho
e dormiu nos olhos famintos das crianças
👁️ 137
Quase dia
Quando a noite acordou sem paisagens
Em ritmos ausentes, meias verdades
Silenciosa como o último sol que dorme
Eu queria ficar contigo em algum lugar
Sem dias, sem noites, sem saudades
E te amar, e te amar, e te amar...
Em ritmos ausentes, meias verdades
Silenciosa como o último sol que dorme
Eu queria ficar contigo em algum lugar
Sem dias, sem noites, sem saudades
E te amar, e te amar, e te amar...
👁️ 114
Enternece
enternece ouvir o amanhecer do dia
escorrendo pela janela
a luz devoluta e intocada,
morosa,
levantando-se da noite onividente
rompendo o escuro do mundo inocultável
lançando instantes
sombras nitentes
e gestos concisos
incendiando os ares frios e surdos do inverno
enternece ouvir os pássaros cantando
na manhã que se levanta retentiva
lentamente
inconclusa
intangível
encharcando o ar repleto de perguntas
enternece ouvir o silêncio dormindo junto ao teu corpo
recitando a madrugada
acalentando a solidão que invento
para os teus olhos escuros
como a noite que saciou o nosso amor
morte desfeita no inconsolável gozo
prelúdio da vida nascida entre as tuas coxas
rumor de pele arfante
o beijo aquietado em teus lábios
o desejo derramado
em tuas mãos espalmadas
enternece ver o amor
dormitando em teus braços nus
poemas sem rimas
tecendo eternidades
entrelaçando o cansaço dos amantes
falando sussurros ao teu ouvido
despindo o perfume dos nossos instantes
escorrendo pela janela
a luz devoluta e intocada,
morosa,
levantando-se da noite onividente
rompendo o escuro do mundo inocultável
lançando instantes
sombras nitentes
e gestos concisos
incendiando os ares frios e surdos do inverno
enternece ouvir os pássaros cantando
na manhã que se levanta retentiva
lentamente
inconclusa
intangível
encharcando o ar repleto de perguntas
enternece ouvir o silêncio dormindo junto ao teu corpo
recitando a madrugada
acalentando a solidão que invento
para os teus olhos escuros
como a noite que saciou o nosso amor
morte desfeita no inconsolável gozo
prelúdio da vida nascida entre as tuas coxas
rumor de pele arfante
o beijo aquietado em teus lábios
o desejo derramado
em tuas mãos espalmadas
enternece ver o amor
dormitando em teus braços nus
poemas sem rimas
tecendo eternidades
entrelaçando o cansaço dos amantes
falando sussurros ao teu ouvido
despindo o perfume dos nossos instantes
👁️ 119
Espera
Quando fevereiro chegar
Os meninos não chorarão
O nosso amor acontecerá
Os meninos se encontrarão
Minhas mãos percorrerão
O teu corpo à luz da lua
Beijarei teus seios arrepiados
Te beijarei molhada e nua
O nosso prazer se deitará
Em lençóis de seda e cetim
Teu desejo é flor que abrirá
Suas acres pétalas pra mim
A noite trará sua essência
Revelando nossos segredos
Os nossos sonhos contidos
Na ponta dos nossos dedos
Enquanto a noite caminha
Levando consigo gemidos
Palavras que nos definem
Sussurros enternecidos
Meu corpo dentro do teu
Minha alma unida a tua
Neste prazer que deleita
Que indelevelmente tatua
O nosso amor entrelaçado
Em nossas bocas o desejo
As nossas pernas trançadas
Nos nossos corpos o beijo
Carinhos da nossa entrega
A incendiar os momentos
Em cada beijo um começo
Molhado de sentimentos
Tua pele carícia da minha
Suada, trazendo teu cheiro
Quero teu gosto na minha boca
Quando chegar fevereiro
Os meninos não chorarão
O nosso amor acontecerá
Os meninos se encontrarão
Minhas mãos percorrerão
O teu corpo à luz da lua
Beijarei teus seios arrepiados
Te beijarei molhada e nua
O nosso prazer se deitará
Em lençóis de seda e cetim
Teu desejo é flor que abrirá
Suas acres pétalas pra mim
A noite trará sua essência
Revelando nossos segredos
Os nossos sonhos contidos
Na ponta dos nossos dedos
Enquanto a noite caminha
Levando consigo gemidos
Palavras que nos definem
Sussurros enternecidos
Meu corpo dentro do teu
Minha alma unida a tua
Neste prazer que deleita
Que indelevelmente tatua
O nosso amor entrelaçado
Em nossas bocas o desejo
As nossas pernas trançadas
Nos nossos corpos o beijo
Carinhos da nossa entrega
A incendiar os momentos
Em cada beijo um começo
Molhado de sentimentos
Tua pele carícia da minha
Suada, trazendo teu cheiro
Quero teu gosto na minha boca
Quando chegar fevereiro
👁️ 134
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