Lista de Poemas
Prados
Sempre que te vejo
há uma pedra em lava
que me trilha incandescente
a memória doce do teu sorriso
e de um beijo por te dar
sempre que te vejo
ardem prados verdejantes
que as saudades não querem apagar
👁️ 334
Mar e Tempo
Não sei que céu ou lua me habita
Ou de que estrofe sou feito
Se fui escrito no ocaso
Ou no barlavento
Quiçá mar e tempo
Entre antítese e aforismo
Sou vento
Se grito ou lamento
Somente no poema
Encontro alento
Ou de que estrofe sou feito
Se fui escrito no ocaso
Ou no barlavento
Quiçá mar e tempo
Entre antítese e aforismo
Sou vento
Se grito ou lamento
Somente no poema
Encontro alento
👁️ 360
Floresta
é na floresta
que habito o mundo
onde o sonho se agiganta
e o trevo se adensa
que habito o mundo
onde o sonho se agiganta
e o trevo se adensa
👁️ 617
Rosas
Não tinhas nome
quando as rosas nasceram
rosa, já tu eras
quando no céu pus a tua estrela
e te segurei a mão
quando as rosas nasceram
rosa, já tu eras
quando no céu pus a tua estrela
e te segurei a mão
👁️ 327
Abraços
Há poemas que nos escrevem a vida
E palavras que nos rasgam os poemas
Há dor que não cabe no poema
Quando as lágrimas nos escorrem dentro
Há desilusões que nos beijam
Quando o amor nos foge
Há abraços que desatam
Quando no sonho
Não atam
👁️ 541
Procuro-te...
Por onde andas, amor
Que te perdi a voz
Polímnia do meu encanto
Traço breve,
Mão que te debrua o rosto
Que te perdi a voz
Polímnia do meu encanto
Traço breve,
Mão que te debrua o rosto
👁️ 348
Idade do beijo
Abraça as tuas primaveras
Escuta a idade do beijo
E das borboletas que nos habitavam
Existo no poema
Para que te olhe os anos
E em cada aniversário
Te sinta
As manhãs de Dezembro
E a aurora de uma vida inteira
Escuta a idade do beijo
E das borboletas que nos habitavam
Existo no poema
Para que te olhe os anos
E em cada aniversário
Te sinta
As manhãs de Dezembro
E a aurora de uma vida inteira
👁️ 450
Mãos que te beijam
Deixa que a lágrima te seja breve
Inocente olhar,
Candura que perdura
nas mãos que te beijam
A chuva caída
👁️ 511
Sem o saberes...
Já passa da meia noite
E ainda não te amei
Talvez por ser domingo
De uma vida inteira
Já é noite, faz tempo
A lua desceu sobre nós
Esta dor que não me larga
A solidão dos ossos
E o cruel silêncio das sombras
Não ando,
Arrasto-me nos dias,
Mato-me em pequenas doses diárias
Para que amanheça à noite
e te veja dormir
Já passa da meia noite
E ainda não te amei
Porque sem o saberes
Já te amava
Muito antes de te saber
👁️ 353
Causas incertas
Deixo-te nas mãos as causas incertas
E no olhar o apedrejar dos tempos gastos
és morfina inglória,
Beijo-te ao acaso,
Enquanto um véu semântico
Tombado na tua fonte
Sacia a minha sede
Até ao infinito das eras
👁️ 674
Comentários (0)
Iniciar sessão
ToPostComment
NoComments
Português
English
Español