Honoré DuCasse

Honoré DuCasse

n. 1799 FR FR

Honoré DuCasse, além de um pseudónimo, é também um heterónimo, uma personagem literária imaginária com uma personalidade demarcada e muito própria. "O Libertar das Sombras", mais que uma antologia, é o deixar a "nu" a sua intimidade enquanto poeta.

n. 1799-06-29, Paris

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Aforismo

Somos todos iguais na diferença.
Mas é isso que nos separa no preconceito
e nos une na mortalidade
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Poemas

96

Dedos Trémulos

Por entre dedos trémulos
Que te olham
Só um poema te deixa na boca,
o que sinto

1 004

Poema maior

Há um poema que me deixa a meio

O de sentir que a palavra me foge

Para as noites da nossa pele

863

Formas em sonhos

No teu deserto

Habitam formas em sonhos

Olhares nocturnos

O antes e o depois

Como se a expectativa

Nos fosse um afago maior

1 057

Poema que sente

Prefiro o voo das aves

À indiferença da palavra

Prefiro a insanidade

À distância que dói

Prefiro a cicatriz que lembra

À memória que fere

Prefiro o abraço que demora

Ao beijo que foge

Prefiro o poema que sente

Ao verso sem voz

Prefiro o suicídio no poema

Ao sonho que acorda

914

O Beijo

Osculo-te devagar
no acabar do tempo

Deixa que o olhar te demore
sem que desfaça o silêncio

Fala-me do céu e dos rios que correm
das manhãs floridas
e da pele que vicia
das mãos que sobram
ao degelo da vida

Sente a penumbra que seduz
e a boca que anoitece
o perfume curvo
e os corpos que amanhecem





800

Nereidas

Lembro-me do tempo
em que eras mais bela que as Nereidas
Tocava-te a medo
Tal como a gloce beija a pétala
E nesse olhar fugidio
Cabiam todos os sonhos
E os passeios à chuva
Sempre as madrugadas
Começavam pelo teu nome
800

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