Escritas

Jardim de Asfalto

Heinrick
Milhões de estruturas alicerçadas
Não com afeto
Criam prisões disfarçadas
Com muita massa e contreto
Prédios tortos se erguem
Eles caem, e denovo se erguem
Pessoas morrem, eles procedem
Uns deixam histórias
Outros deixam dores

Maria, o onze do sete mandou flores

O mundo tenta
Eu tento
Como pequenas casas
Que procuram luxo
E se resumem ao lixo
Desgaste da parede que uma hora vai cair
Desgaste da pele que uma hora irá se cortar
Desgaste da alma que uma hora irá me deixar
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Comentários (1)

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cedric_constance
cedric_constance
2018-07-06

Gosto do seu jeito de escrever. É raro ver pessoas tão jovens escrevendo poesias. Parabéns.