Lista de Poemas
No meu cativeiro

Ausente naquela manhã algemada a este
Silêncio distante e selecto vagueia a liberdade
Pousada numa pétala de sonhos tão redundantes
Na plenitude dos lamentos sempre latentes
Regam-se todas palavras mais apaziguantes
Desabotoam-se sonhos ávidos e irreverentes
Em cativeiro balouçam memórias tingidas
De emoções arbitrárias e amarfanhadas
São cópias de tantas saudades tão achincalhadas
Ao longe suspira um cântico desgarrado
Beberica cada translucido silêncio esbugalhado
Eclipsa-se a bordo de um lamento sempre desdenhado
Frederico de Castro
👁️ 201
Hoje nunca é tarde

Amanhã o silêncio desmoronará a jusante
De uma solidão absolutamente paralisante
Calará o crepúsculo ali, estendido e pulsante
Hoje nunca é tarde….amanhã quem saberá?
Entre o bem e o mal desperta uma hora aviltante
Porque ao abandono se deixou uma ilusão desconcertante
Hoje nunca é tarde quando ao longe irromper a
Manhã repleta de esperanças mais pujantes e a fé
Satisfeita ensopar toda a alma com beijos exorbitantes
Frederico de Castro
👁️ 174
Brumas suspensas

Entre as brumas da manhã docemente
Suspensa numa vivida luminescência grandiosa
Escorre uma hora purificante e melodiosa
Apazigua cada gotícula de luz mais invisível
Flutua pela plumagem do tempo tão irredutível
Ornamenta tanta ilusão abençoada e inexprimível
Entre as brumas suspensas o céu resfriado
Desagua num aguaceiro de emoções imarcescíveis
Impregnando a vida de beijos e caricias imprescindíveis
Frederico de Castro
👁️ 167
Enquanto o sol se põe

Enquanto o sol se põe peregrinam além
No imenso céu tantas emoções marginais
Contagiam minha inspiração trajada com
Palavras fragrantes, subtis…tão tridimensionais
Enquanto o sol se põe fecundam-se
Beijos frementes ,cosméticos e excedentes
Sublimam-se afagos brilhando na fulgura de
Um luar casto, elegante, frenético…quase magnético
Frederico de Castro
👁️ 193
O medo de todos os medos

O medo fundiu-se com um silêncio
Tão infame, tão vil…tão espontâneo
Inexplicavelmente colidiu depois com
Um eco substancialmente percutâneo
O medo de todos os medos polui o tempo
Precário, insano, infecto e tão reaccionário
Sem subterfúgios alenta a escuridão pousada
Num cacho de lamentos sempre mercenários
Frederico de Castro
👁️ 126
Splash…

- para os meus filhos Ciro, Lucas e Noemi
Saltitante o dia contorna o charco onde
Se espelham ilusões insólitas e inimagináveis
Imortalizam todos os silêncios mais inescrutáveis
Splash…
Enfeitiçante e apaziguada a luz da manhã
Renasce além a jusante de cada hora vulnerável
Alimenta-se de um predestinado sorriso tão inescusável
Splash…
O tempo volátil, algemado a um punhado de
Segundos absolutamente insofismáveis , divaga
Ao sabor de tantas alegrias outrora incomparáveis
Frederico de Castro
👁️ 146
Noite lacrimosa

A noite estridentemente opaca escapa sorrateiramente
Pela escuridão indulgente lacrimosa e tão benevolente
Aninha-se entre os lençóis dos silêncios litigantes que urdem
Todo este imenso mar de lágrimas divagando quase descartáveis
A preludiar o tempo enfeitado com caricias destras
Unem-se todos os horizontes coincidentes e subjacentes
Onde com volúpia e fervor alivio as mágoas irrevogáveis
Onde sinto a loucura aportar os meus desejos tão insaciáveis
Frederico de Castro
👁️ 153
Os frutos do meu silêncio

Cada hora abarrotada de esperanças viciantes
Fecha-se num hermético lamento tão inebriante
Fecunda cada píncaro de um afago intimo e excruciante
Os frutos do meu silêncio coloriram o tempo cravejado
De lamentos açucarados com imensos ecos ludibriantes
Mesclaram-se com a metamorfose de emoções quase esfoliantes
Intuitivamente a manhã renasce esplendorosa e desafiante
Mergulha e embebeda-se de gargalhadas tão hilariantes
Mitiga todas as angustias outrora demasiadamente contagiantes
Frederico de Castro
👁️ 169
O vazio da minha cidade

No vazio da minha cidade passeia o
Silêncio inquietante…quase transcendente
Deixou de quarentena a solidão perdida
Na calçada dos lamentos mais contundentes
Cada hora cercada por gemidos bravios
Vadia agora qual queixume sempre plangente
Deixa omisso qualquer sorriso tão herético
Esmifrando o tempo que ali fenece quase epiléptico
Frederico de Castro
👁️ 168
Refulgências na noite

De noite as emoções distendem-se apaziguadas
Calibram muitas horas que espúrias veneram estas
Escuridões vadias, adulteradas…quase extenuadas
De noite o luar prenhe e vistoso refulge insinuante
Boceja sonolento antes de se aconchegar sobre o
Manto de neblinas semânticas e tão esfuziantes
De noite a solidão corrói cada triste lamurio
Augúrio meu enquanto adormeço ao som
De cânticos algemados a um eco tão perdulário
Frederico de Castro
👁️ 172
Comentários (3)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.