Escritas

Lista de Poemas

Arlequim



Neste silêncio farsante feito de retalhos
Quase exuberantes, cada pincelada dispersante
Entristece o semblante do tempo fluindo a jusante

Escondida numa monstruosa solidão suas emoções
Colidem com uma hora prenhe e farta de ilusões
São fantasias de tantas egocêntricas divagações

Frederico de Castro
👁️ 136

Para onde foi o mar



Numa onda imponente, feliz e graciosa
O mar levou a maré estendida no leito de
Todas as minhas mais fiéis ânsias tão sequiosas

Ausente naquela maresia distante o silêncio
Marulha tão excitante, quase que encarecidamente
E regurgita um pranto que se esboroa ali integralmente

Na infinitude das emoções agora mais latentes
Calaram-se todos os ecos inócuos e incipientes
Onde dormitam suculentas marés tão irreverentes

Frederico de Castro
👁️ 167

Planando



Plana no céu uma nuvem presciente e exaltada
Beberica do tempo cada hora agora mais intrigada
Alimenta tantos ciclos de ilusões tão desejadas

A bordo das memórias navegam emoções inspiradas
Tatuam milésimos de segundo tiquetaqueando eclipsados
Amaram entre melancolias e silêncios tão arrojados

Frederico de Castro
👁️ 167

Desassombro



A manhã desassombrada flutua abordo
De tantas brisas arrogantes e deslumbradas
Ajeita ardilosa o semblante de cada caricia redobrada

Essas vagabundas horas parem agora um inestético
Silêncio vadiando qual eco absurdamente patético
Confinando o tempo a um tântrico sonho tão poético

Frederico de Castro
👁️ 117

Dupla perspectiva



Na hora exacta bate em retirada
O tempo defunto e embriagado
Atónito alinha-se a cada minuto
Repleto de infinitos segundos esmagados

No amplo silêncio desconchavado, badala
A vida repleta de ilusões quase obsessivas
De hora a hora maquilha a solidão que
Sem prazo, progride imensa e tão possessiva

Frederico de Castro
👁️ 151

No meu cativeiro



Ausente naquela manhã algemada a este
Silêncio distante e selecto vagueia a liberdade
Pousada numa pétala de sonhos tão redundantes

Na plenitude dos lamentos sempre latentes
Regam-se todas palavras mais apaziguantes
Desabotoam-se sonhos ávidos e irreverentes

Em cativeiro balouçam memórias tingidas
De emoções arbitrárias e amarfanhadas
São cópias de tantas saudades tão achincalhadas

Ao longe suspira um cântico desgarrado
Beberica cada translucido silêncio esbugalhado
Eclipsa-se a bordo de um lamento sempre desdenhado

Frederico de Castro
👁️ 194

Há palavras que nos beijam



Há palavras que nos beijam com ternura
Que sugam da alma mais que a esperança e brandura
Uma fé tamanha que eternamente depois perdura

Há palavras que nos beijam com tanta lisura
Vasculham o código postal dos silêncios inconsumíveis
Dormitam entre os lençóis dos lamentos imprevisíveis

Há palavras que nos beijam quando hipnotizadas e
Se entrelaçam às emoções assustadoramente escravizadas
Onde cada verso jorra uma imensidão de palavras apaixonadas

Frederico de Castro
👁️ 138

Hoje nunca é tarde



Amanhã o silêncio desmoronará a jusante
De uma solidão absolutamente paralisante
Calará o crepúsculo ali, estendido e pulsante

Hoje nunca é tarde….amanhã quem saberá?
Entre o bem e o mal desperta uma hora aviltante
Porque ao abandono se deixou uma ilusão desconcertante

Hoje nunca é tarde quando ao longe irromper a
Manhã repleta de esperanças mais pujantes e a fé
Satisfeita ensopar toda a alma com beijos exorbitantes

Frederico de Castro
👁️ 162

Brumas suspensas



Entre as brumas da manhã docemente
Suspensa numa vivida luminescência grandiosa
Escorre uma hora purificante e melodiosa

Apazigua cada gotícula de luz mais invisível
Flutua pela plumagem do tempo tão irredutível
Ornamenta tanta ilusão abençoada e inexprimível

Entre as brumas suspensas o céu resfriado
Desagua num aguaceiro de emoções imarcescíveis
Impregnando a vida de beijos e caricias imprescindíveis

Frederico de Castro
👁️ 158

Enquanto o sol se põe



Enquanto o sol se põe peregrinam além
No imenso céu tantas emoções marginais
Contagiam minha inspiração trajada com
Palavras fragrantes, subtis…tão tridimensionais

Enquanto o sol se põe fecundam-se
Beijos frementes ,cosméticos e excedentes
Sublimam-se afagos brilhando na fulgura de
Um luar casto, elegante, frenético…quase magnético

Frederico de Castro
👁️ 180

Comentários (3)

Iniciar sessão ToPostComment
asdfgh
asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

asdfgh
asdfgh
2018-05-07

BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.

ania_lepp
ania_lepp
2017-11-04

Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!