Noite lacrimosa



A noite estridentemente opaca escapa sorrateiramente
Pela escuridão indulgente lacrimosa e tão benevolente
Aninha-se entre os lençóis dos silêncios litigantes que urdem
Todo este imenso mar de lágrimas divagando quase descartáveis

A preludiar o tempo enfeitado com caricias destras
Unem-se todos os horizontes coincidentes e subjacentes
Onde com volúpia e fervor alivio as mágoas irrevogáveis
Onde sinto a loucura aportar os meus desejos tão insaciáveis

Frederico de Castro
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