Lista de Poemas
Incompletude

Pousa nos céus quase incandescentes esta inconsumível
Solidão ladeada por lamentos e sussurros tão intangíveis
Infiltram o breve estatuir dos meus silêncios absurdos e inaudíveis
Incompleto o poente navega à bolina das brisas quase imperceptíveis
Alimentam o fadar predestinado das palavras carentes e irremovíveis
São o mais belo prenúncio da luz etérea que além amara auspiciosa e impassível
Frederico de Castro
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Nos prados celestiais

Nos prados celestiais vadiam azuis infinitos e quase sufocados
Na mezzanine do tempo empoleiram-se sonhos tão extasiados
Consubstanciam o tempo dissertando em tantos segundos camuflados
Nos prados celestiais os poentes rugem na calada de um eco deslumbrado
São o mais breve e felino atalho onde se escoram os desejos tão empolgados
A profusa claridade deslizando pelo horizonte dos sussurros quase mumificados
Nos prados celestiais o dia asperge perfumes no dorso das palavras ressuscitadas
Eclodirá entre as migalhas nostálgicas de uma efémera solidão recém-chegada
Planará entre hábeis brisas surfando um tsunami de ondas tão, tão bem apascentadas
Frederico de Castro
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O sorriso de DEus

para a Carla, Ciro, Noemi e Lucas
Formoso flutua o sorriso de Deus juntinho
Ao poente absolutamente incandescente
Apadrinhou toda a luz ali navegando à beira
Da maresia fecunda, exuberante e iridescente
- Olhem como brame o tempo que se afoga
Numa onda felina, selvagem e complacente
Frederico de Castro
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Silêncios enamorados

No jardim dos meus sonhos pintalga-se a solidão
Com inúmeros silêncios enamorados…quase conspirados
No espelho do tempo ficam refletidos dúcteis ecos tão domados
Da embriagante formosura dos céus chuviscam palavras harmoniosas
Orquestram a nona sinfonia da fé rodopiando no meio de preces virtuosas
Ali pulsam e suspiram intensas brisas avivadas por gargalhadas sempre preciosas
Frederico de Castro
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Tatuagens no céu

Deus tateou nos céus Seu sempre eterno poder e Divindade
Num instante fortificou a fé a esperança brilhando de verdade
Do silêncio gerou-se um imperturbável sussurro recriado e
Desenhado com esmero, meiguice e absurda criatividade
Frederico de Castro
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Guardo no silêncio

Guardo no leito dos silêncios as palavras aleatórias e coniventes
Na abdução de cada eco suturam-se todos os lamentos subservientes
Rapta-se e seduz-se as escuridões fluindo pelo gargalo dos dias convergentes
Guardo no silêncio a saudade repleta de encontros e desencontros reincidentes
Pintalgo nos céus as mais elegantes fluorescências explodindo numa hora irreverente
Imagino a mais bela tempestade de tsunamis desaguando em cada prece omnipresente
Frederico de Castro
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Lá no meio do céu...

Toquei na ponta dos céus e de lá escorreu uma gota de
Luz tão voraz tão sagrada e imarcescívelmente conivente
Abriu-se o horizonte e choveram azuis tão, tão irreverentes
Nos jardins do tempo debutam preces quase incandescentes
No planalto da manhã colho os mais belos silêncios reverentes
Toda uma eternidade preenche o safari de esperanças eloquentes
Frederico de Castro
👁️ 30
Noturno Instante

Neste noturno instante velo a escuridão abarrotada de
Palavras condescendentes, serenas…escritas entredentes
No imenso caos de desejos deliram estes breus tão confidentes
Neste noturno instante o tempo entorpecido jaz além judiado
Alinhava e costura cada lamento, desbotado, vagabundo e repudiado
Refugia-se num milimétrico segundo que se esvai impotente e odiado
Frederico de Castro
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Com fair play

Com fair play o silêncio repousa à sombra daquela
Brisa perene, vestida de fluorescências quase extraterrenas
Cativa cada palavra pestanejando absurda e elegantemente serena
Com fair play o poente percorre tantos labirínticos sonhos majestosos
Ali todos os ínvios ecos se apiedam daquele vendaval de lamentos queixosos
Desbravam rumos sem destino, desmascaram versos quase clandestinos
Com fair play o tempo deseja e enlouquece cada segundo vagabundo
Declama em silêncio a ode dos sussurros mais quânticos e concubinos
Descodifica e perfuma o poente embalsamado por viçosos devaneios extrafinos
Frederico de Castro
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Nosso mar

No nosso mar desaguam carícias e maresias, assim afavelmente
No estendal do tempo o silêncio amara além tão discretamente
Na berma da praia lavro as mais belas e ardentes palavras complacentes
No nosso mar embrenham-se tantas luminescência vorazes e penitentes
Diluem-se entre marés e um arrastão de desejos bolinando numa brisa confidente
No poente gritam sufocados e aflitos versos à mercê de um breve entardecer tão indulgente
Frederico de Castro
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