Lista de Poemas
Sem reticências...
De admiração
Em afeição
Com sorrisos celestiais
De contemplação
Sem raiva ou medo
De orações e arrependimentos
Com cânticos imemoriais
Com todos os temperos e sabores
De total comprometimento
Sem reticências do saber
Nas palavras e versos
De coragem e entusiasmo
Nas memórias e saudades
De fé e da razão
Celebrando existências
De paz vivida em deflagração
Sem reticências no
momento
De todas as certezas
Sem mais parênteses
nas veias jorrando em
perfusão e analgesia
toda ela em subtileza
Sem reticências na vida
toda ela
se esvaíndo fantástica
em tua imensurável cortesia
à mercê do dia que
a mim se acorrenta em
transfusões de tanto amor e poesia
Frederico de Castro
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Goteiras de alegria

Em gargalhadas soltas
compartilha a chuva
O perfume do dia
Despe-se esguia
em goteiras
de alegria
por tantos sorrisos
desaguando em
vendavais de euforia
Frederico de Castro
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내안의 작은 숲 - Um bosque dentro de mim

- Deixo que os aromas
primaveris sepultem toda
a nascente onde jorra a luz
costurada em naperons de palavras
póstumas e refinadas de tempo
ainda imaturo
onde me embrenho em tuas
loucas e indecifráveis
aventuras
de um dia que agora
fenece...espantado... prematuro
Frederico de Castro
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Cidade Luz

Sinuosas sombras
pernoitam por entre elegantes
passos colorindo o Cartier Latin
onde perambulam coniventes melodias
quase delinquentes e tão apaixonantes
- Suavizo a luz inerte
que embebeda todo o ser em comoção
confeccionando a linguagem bravia
que brota fluorescente de emoção
- Foi-se a luz da luz
apascentando caminhos de escuridão
Foi-se o tempo
e nem deixou pra adoção
os ecos da noite consumindo
o brilho impalpável e caloroso que some
em tuas mãos
- Sumiram nos ventos como grãos de amor
semeados na eira dos tempos
como todo apetecível abraço
fundido num imaginário silêncio
que desbravo entre esboços
e rascunhos que refaço
- Não mais o sossego breve
me desampare
nem o escrutínio deste verso
me enclausure em toda a expontânea
brisa que a luz da manhã
em fragmentos de criatividade
faminta de cordialidade
chilreando delicada
nos inebrie e ampare
- Apenas mais um pouco
e deixarei rejubilar o sol
que teu olhar perfumou
Deixarei metódicamente
em cada redimida inspiração
versos sublimes e expectantes
na efeméride de tempo que jorra
infiltrando-me desesperado
em conspiração
Ilumine-se tua IGUALDADE, Paris
Transfiguremos toda a LIBERDADE
Eternizando com cânticos geniais
tua imensa FRATERNIDADE
FC - a Paris com amor...
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Enquanto pestaneja o dia...

Depressa ali cheguei
escrevendo histórias
com poesia acompanhada
de versos datilografados
na minúcia de todos
os detalhes tecidos
com arte e alegria
Ali
me libertei
de todas as embriagantes
palavras intuitivas
onde sem mais censuras
te recrio
habilmente numa estética
inexplicavelmente,absoluta
analítica...sintética
Ali
enfeitamos cada instante
de vida
aniversariamos o tempo
com unânimidades quase
fatídicas
Ali
expressei-te a minha
linguística em meigos afagos
enamorados pela tua sintaxe
Ali
choraminho por teu
carinho
Ergo-te eclético um poema
dotado de estética
escrevinhando louco
e poético
toda a minha existência
Ali
sei-o
tudo sabe a pouco
até a quietude profética
esperando-me a cada
momento caprichoso
onde me entrego
pra me enxagures todas
as lágrimas desta rompante
e tão colossal saudade
Ali
emprestamos nossas asas
ao doce esvoaçar de cada
emoção
ausentando-nos ali
entre ecos pardacentos
desfilando sigilosamente
em comoção
Ali
todos os destinos sequestram
até o tempo que amadurece
aperfeiçoando-te
redesenhando com
giz e simplicidade
na elíptica e redundante
lágrima que deambula
regurgitando piropos baloiçando
em toda a minha monotonia itinerante
Ali
recordar-te-ei
transladando cada pensamento
assim devagarinho
colorindo teus céus ofegantes
Desejarei afogar-me
fatalmente em cada pestanejar
da noite
assim acorde o dia
e nós ali
radiantes, reencontramo-nos
consumindo cada parcela do tempo
lenta e extravagantemente
Frederico de Castro
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Mudando as marés

Em algum lugar do mundo
gravaremos nos dias
cada presente de amor
forjado na onda que nutre
nossos seres
escoando marés
planando sentidos
convergindo amores
beijos investidos
pecados concedidos
Em algum lugar do tempo
silencio todas as liberdades
circulando nos oceanos
fantásticos
Suplicarei em cânticos
todos os lampejos do sol
onde guardo e jamais
olvido essa luz
que solta mil plenitudes
de amor pulsando
expedito
Junto ao coração que brinca
entre marés de ilusões
deixarei impresso
minhas loucas intrusões
inspirando todas as equações
onde matematicamente elaboramos
todas as adições de tempo
sem mais perder a apoteótica
e precisa resolução geométrica
onde negociamos
as formas
a arte
as sombras...nossos seres
tão próximos ou longínquos
nesta trigonometria transbordando
palavras e cálculos precisos
no rumo das marés
a cada instante numa onda galopando
Mudando as marés
contemplamos todas os
labirintos onde mergulhamos
nossos suculentos beijos
vagabundeando no sopro
do teu perfume
retendo os gestos fitando
a memória acometida
libertando todos os ventos
assobiando no odor
de cada aragem propiciatória
e mais atrevida
Frederico de Castro
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Outono do nosso amor

Voltarei a ver
as cores deste Outono
desenhando a beleza
que se despe perscrutando
em uníssono
nossas lágrimas
perfumando as sombras
empoleiradas
em simultâneas gargalhadas
de agitação
calafetando os sonhos
coabitando em cada cronologia
do tempo em exaltação
Frederico de Castro
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Sombras manietadas

Soltam-se as sombras
no lajedo do tempo que
foge amedrontado
Reergue-se porém
delicado
o gomo de luz
clareando os sótãos na noite
reflectindo o vulto
solitário onde brilham
todos os meus irrequietos
silêncios manietados
Frederico de Castro
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Estado de graça

É assim
meu estado de graça
revivendo-te a cada hora
mílimetricamente estático
entre tua formosura dissimulada
ao longo da maciez impregnada
em cada perdão trajado de
apaziguamentos
embalsamando todos os olhares
que trazemos grávidos de elegâncias
afabilidades, céleres
e tão invulgares
É assim meu dicionário
de verbos inconstantes
de momentos atraentes
evaporando-se por entre
cada existência trazida até
ao indulto de um poema que
morre inexoravelmente
apaixonado
em cada perfeito e memorável
silêncio irreverente
É assim
que amiúde em todo
o tempo
te peço só um gesto
ou olhar esporádico de paixão
e deles façamos depois
desejos reicidentes
tão recorrentes
até ao mais ínfimo e fértil
sabor que deixamos tatuado
na voragem dos tempos
É assim que vejo
meus sonhos fitarem-te
ininterruptamente
É ali que se juntam
a mescla dos tempos
tacitamente abraçando-nos
reveladores
colorindo todos os
cenários e recantos desta
eternidade onde nos amámos
pormenorizadamente
Será assim
escrito neste dicionário
que me deslumbrei com palavras
espontâneas
que me nutri dos teus afagos
e raptei pra sempre aquela
universalidade no teu perfil
onde descanso as existências
que revivem paralelamente
pra sempre em nós...irremediavelmente
Frederico de Castro
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Sempre...e para sempre

Sempre ...e para sempre
me sentirei consolado
quando neste poema
tua existência feliz
em meu ser silenciosamente
adormecer
emprestando-me um abraço
estrito e sem mais limite
tão docemente profilático
Sempre ...e para sempre
encontro-te de certeza
ali me devorando
a alma carente
e tão desassossegada
em fuga ágil pelos beirais
de uma prodigiosa palavra
que em nós habita feliz e tão empolgada
Sempre ...e para sempre
reencontro-me em ti
nem que as palavras
se percam nos hemisférios
mais fustigados
deste mundo
Acordarei coligado em ti
num sentido verso
que desfibrilha e deambula
pelo coração empolgado
no terno poente que por nós
se esgueira, exalando...feliz e refastelado
FC
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Comentários (3)
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asdfgh
2018-05-07
BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.
asdfgh
2018-05-07
BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.
ania_lepp
2017-11-04
Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!
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