Lista de Poemas
O choro pode voltar
A choro borrou
As palavras desenhadas
Por esta caneta
Tornou tudo particulado
Receio que o desabor
De saber pouco do amor
Evapore as moléculas no papel
E voltem ao seu remetente
As palavras desenhadas
Por esta caneta
Tornou tudo particulado
Receio que o desabor
De saber pouco do amor
Evapore as moléculas no papel
E voltem ao seu remetente
👁️ 188
Sujeito que é escrito
Com a caneta na mão
Sou um ser atravessado
Por uma urgência
Em ser papel
Alma celulósica
As palavras que correm na folha
Não sou eu que as conduzo
Elas tomam minha mão
E pintam em linhas
Pensamentos abstratos
As deixo soltas
De um modo que nunca fui
Ritualizo minha imagem nelas
Me imagino livre
Desconexa
Sou um ser atravessado
Por uma urgência
Em ser papel
Alma celulósica
As palavras que correm na folha
Não sou eu que as conduzo
Elas tomam minha mão
E pintam em linhas
Pensamentos abstratos
As deixo soltas
De um modo que nunca fui
Ritualizo minha imagem nelas
Me imagino livre
Desconexa
👁️ 163
Os olhos azuis dela
Emudeço
Quando tento balbuciar
O efeito do seu olhar
Sobre mim
Para além de mim
Olhar que atravessa minhas barreiras
E impregna receio de sua leitura
Olhos que personificam um oceano azul
Que me banha da cabeça aos pés
Em dias tranquilos a água espelha o céu pela manhã
Em dias de mar revolto
Grandes algas verdes emergem a superfície do mar
Observo as ondas com resignação
As vejo chocarem-se contra meu solo
Arrastando uma camada fina de mim
Para outros mares, rios e lagos
De onde irão precipitar
E retornar para o oceano dos seus olhos
Quando tento balbuciar
O efeito do seu olhar
Sobre mim
Para além de mim
Olhar que atravessa minhas barreiras
E impregna receio de sua leitura
Olhos que personificam um oceano azul
Que me banha da cabeça aos pés
Em dias tranquilos a água espelha o céu pela manhã
Em dias de mar revolto
Grandes algas verdes emergem a superfície do mar
Observo as ondas com resignação
As vejo chocarem-se contra meu solo
Arrastando uma camada fina de mim
Para outros mares, rios e lagos
De onde irão precipitar
E retornar para o oceano dos seus olhos
👁️ 173
Virginiana que não acredita em astrologia
Há uma ânsia por amor
E essa se revela
Na contradição do grito
Que sai da boca da mulher
Entre o lamber do desejo
E gemidos capturados
Pelo labirinto coclear
Membranas atravessadas
Pelo chá de camomila
Acalma, desorienta, germina o ardor
Quando, na verdade
Se deve ler: o amor
Me alimento do desamor
E da descrença em amar
Transito na estrada
Do auto-ódio
E repulsa por mim
Caminho para a frustração
Tábua Prego Tábua
Prego Prego
Tábua Tábua
Prego Prego
Tábua Tábua
A ponte entre mim
E o amor, se constrói
Entre questionamentos
Inseguranças
& dilacerações
Sobra pouco espaço
Para pisar com segurança
O amor é para quem não analisa
E eu sempre fui virginiana demais
E essa se revela
Na contradição do grito
Que sai da boca da mulher
Entre o lamber do desejo
E gemidos capturados
Pelo labirinto coclear
Membranas atravessadas
Pelo chá de camomila
Acalma, desorienta, germina o ardor
Quando, na verdade
Se deve ler: o amor
Me alimento do desamor
E da descrença em amar
Transito na estrada
Do auto-ódio
E repulsa por mim
Caminho para a frustração
Tábua Prego Tábua
Prego Prego
Tábua Tábua
Prego Prego
Tábua Tábua
A ponte entre mim
E o amor, se constrói
Entre questionamentos
Inseguranças
& dilacerações
Sobra pouco espaço
Para pisar com segurança
O amor é para quem não analisa
E eu sempre fui virginiana demais
👁️ 229
Lágrima é bactericida
O choro vem
e com ele
o nada
carregado de tudo
o que eu quis ser
e não fui
e com ele
o nada
carregado de tudo
o que eu quis ser
e não fui
👁️ 119
Espirro para dentro
sinto dor
e não sei se é fisiológico
ou fruto da invenção
de quem já não quer mais viver
dentro desse corpo
faço leituras profundas
dos corpos alheios
sempre os atribuindo beleza
alimento e pulverizo
mas olho para mim
e a mente ruidosa
se traduz em desacordo
pede desapropriação corporal
não resisto
ouço chamar
não temo
sorrio dizendo:
"derrube, fragmente,
me cause demolição"
sou só poeira
ATCHIM
e não sei se é fisiológico
ou fruto da invenção
de quem já não quer mais viver
dentro desse corpo
faço leituras profundas
dos corpos alheios
sempre os atribuindo beleza
alimento e pulverizo
mas olho para mim
e a mente ruidosa
se traduz em desacordo
pede desapropriação corporal
não resisto
ouço chamar
não temo
sorrio dizendo:
"derrube, fragmente,
me cause demolição"
sou só poeira
ATCHIM
👁️ 324
Micorrizas são fungos associados a raízes
estou em arrepios
o corpo tocado
por formigamentos
entre extremos
causas múltiplas
a perda de algo
o desejo por alguém
a aniquilação de si mesma
micorrizas nutrem
o novo
e sustentam
o que já estava
instalado
a gestão desse espaço agricultável
frutifica o que me parece um desafio
acidificando o pH do solo
para possibilitar a fuga do tempo
com beijos incompletos
e uma história de amor
entre simbiontes
o corpo tocado
por formigamentos
entre extremos
causas múltiplas
a perda de algo
o desejo por alguém
a aniquilação de si mesma
micorrizas nutrem
o novo
e sustentam
o que já estava
instalado
a gestão desse espaço agricultável
frutifica o que me parece um desafio
acidificando o pH do solo
para possibilitar a fuga do tempo
com beijos incompletos
e uma história de amor
entre simbiontes
👁️ 195
Taquicardia
Me ponho ereta
alinho a alma
entorto a coluna
encontro você
ao fim do dia
subindo as escadas
com as câmaras
do meu coração
tetracavitário
Divago
No Lodo
Pantanoso
Alucino
Você existe.
alinho a alma
entorto a coluna
encontro você
ao fim do dia
subindo as escadas
com as câmaras
do meu coração
tetracavitário
Divago
No Lodo
Pantanoso
Alucino
Você existe.
👁️ 121
A última vez que amei
Asfixiar todas as inseguranças
Nas moléculas de celulose
Com caneta preta de ponta fina
Fazer tributo às árvores
Com as palavras
Da língua mãe
Desenhadas no papel
Que irão destrinchar
Dúvidas
Dívidas
Dores
Das conversas
Que não ocorreram
O silêncio
Dos toques
A pulsação
Das vozes
O último "eu te amo"
Sem adeus
Nas moléculas de celulose
Com caneta preta de ponta fina
Fazer tributo às árvores
Com as palavras
Da língua mãe
Desenhadas no papel
Que irão destrinchar
Dúvidas
Dívidas
Dores
Das conversas
Que não ocorreram
O silêncio
Dos toques
A pulsação
Das vozes
O último "eu te amo"
Sem adeus
👁️ 358
Madrugada
Alucino um bocejo
Que me diz
Hoje o tempo acabou
Sobrevive amanhã
Agora você pode
Partir
Que me diz
Hoje o tempo acabou
Sobrevive amanhã
Agora você pode
Partir
👁️ 183
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