Virginiana que não acredita em astrologia

Há uma ânsia por amor
E essa se revela
Na contradição do grito
Que sai da boca da mulher
Entre o lamber do desejo
E gemidos capturados
Pelo labirinto coclear

Membranas atravessadas
Pelo chá de camomila
Acalma, desorienta, germina o ardor
Quando, na verdade
Se deve ler: o amor

Me alimento do desamor
E da descrença em amar
Transito na estrada
Do auto-ódio
E repulsa por mim

Caminho para a frustração

                     Tábua Prego Tábua
             Prego                            Prego
         Tábua                                    Tábua
     Prego                                              Prego
Tábua                                                      Tábua


A ponte entre mim
E o amor, se constrói
Entre questionamentos
Inseguranças
& dilacerações

Sobra pouco espaço
Para pisar com segurança
O amor é para quem não analisa
E eu sempre fui virginiana demais
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