Lista de Poemas
Teclado a teu lado
Sentar frente ao teclado
Um tudo ou nada apagado
Se atrever a estender asas
Primeiro voo
Sempre novo
Saltar... e nessa confiança
Voltar a voar!
E na magia da harmonia dessa tecla vazia
Poisar o olhar e com essa humana força
Quase divina,
suavidade de corça que nos anima:
Adivinhar o ser que nos está a inspirar
Uma paisagem, uma qualquer imagem
Melodia desse dia
ou doutra coisa qualquer...
Que passa por nós adentro
Ganha forma e sentimento
e se faz de novo repousar...
Até que um dia, por simples alegria
Olhes de novo as letras passar;
E no teu ser,
por querer –
assim sem se programar
Aparece a imagem imaginada
Essa fotografia por nós entrelaçada
Um tudo ou nada apagado
Se atrever a estender asas
Primeiro voo
Sempre novo
Saltar... e nessa confiança
Voltar a voar!
E na magia da harmonia dessa tecla vazia
Poisar o olhar e com essa humana força
Quase divina,
suavidade de corça que nos anima:
Adivinhar o ser que nos está a inspirar
Uma paisagem, uma qualquer imagem
Melodia desse dia
ou doutra coisa qualquer...
Que passa por nós adentro
Ganha forma e sentimento
e se faz de novo repousar...
Até que um dia, por simples alegria
Olhes de novo as letras passar;
E no teu ser,
por querer –
assim sem se programar
Aparece a imagem imaginada
Essa fotografia por nós entrelaçada
👁️ 114
Ser a despertar
Sonhar, e voltar a acender essa luz devagar
Crer e perseverar
Nesse voltar a nascer em cada dia a passar
Dar passos,
novos em cada caminho a se andar
E nas veredas conhecidas
Olhar nascer alegrias
Onde se pensava conhecer o lugar
E nas esquinas plantadas
Surpresas amadas
Por se deixar levar
No estar atento…
No ser por dentro
Ser de novo a despertar;
Crer e perseverar
Nesse voltar a nascer em cada dia a passar
Dar passos,
novos em cada caminho a se andar
E nas veredas conhecidas
Olhar nascer alegrias
Onde se pensava conhecer o lugar
E nas esquinas plantadas
Surpresas amadas
Por se deixar levar
No estar atento…
No ser por dentro
Ser de novo a despertar;
👁️ 101
Ren as ceres
Sonhar, e voltar a acender essa luz devagar
Crer e perseverar
Nesse voltar a nascer em cada dia a passar
Dar passos,
novos em cada caminho a se andar
E nas veredas conhecidas
Olhar nascer alegrias
Onde se pensava conhecer o lugar
E nas esquinas plantadas
Surpresas amadas
Por se deixar levar
No estar atento…
No ser por dentro
Ser de novo a despertar;
Crer e perseverar
Nesse voltar a nascer em cada dia a passar
Dar passos,
novos em cada caminho a se andar
E nas veredas conhecidas
Olhar nascer alegrias
Onde se pensava conhecer o lugar
E nas esquinas plantadas
Surpresas amadas
Por se deixar levar
No estar atento…
No ser por dentro
Ser de novo a despertar;
👁️ 123
partilhar o dom que nos foi dado a cuidar
Se houvesse
Um tempo
no que se esquecesse
De se estar apressado
E assim lado alado
Ver horizontes
Voltar a brilhar
Frontes iluminadas
Por suaves e finas tiaras
Linhas desses sorrisos…
Que sempre aprendeste a doar
E nesse olhar atento
Nesse pungir de sentimento
Nessa amenidade suave
Nesse sentir em verdade
Acolher por bem querer
A prosa e poema
que faz cantar o ser
Qual corda de harpa consagrada
Que vibra e dança ao ser tocada
Por essa simples vida
em nós a renascer
Pelo canto mais alto
Sublime sem sobressalto
Que te foi dado a cuidar e querer
E nessa hora
sem tempo ou demora
Alimentar sonhos poisados
Quais andorinhas nos
beiras dos telhados
E ai aninhar
E ver surgir em ti
As poesias mais vivas
que nos foi dado a guardar
Um tempo
no que se esquecesse
De se estar apressado
E assim lado alado
Ver horizontes
Voltar a brilhar
Frontes iluminadas
Por suaves e finas tiaras
Linhas desses sorrisos…
Que sempre aprendeste a doar
E nesse olhar atento
Nesse pungir de sentimento
Nessa amenidade suave
Nesse sentir em verdade
Acolher por bem querer
A prosa e poema
que faz cantar o ser
Qual corda de harpa consagrada
Que vibra e dança ao ser tocada
Por essa simples vida
em nós a renascer
Pelo canto mais alto
Sublime sem sobressalto
Que te foi dado a cuidar e querer
E nessa hora
sem tempo ou demora
Alimentar sonhos poisados
Quais andorinhas nos
beiras dos telhados
E ai aninhar
E ver surgir em ti
As poesias mais vivas
que nos foi dado a guardar
👁️ 124
cerne de poesia
Mergulhar
Hino profundo
Nesse confim
Entre a verdade
e o mundo
Estender
Pontes de vida, coragem
Reconhecer
Qual na brisa
o tempo em passagem
e saber
Voltar
Em estrofes de sonho
o contar
A pairar
trazer,
devagar
À tona
Dessa nova consciência
Essa tal cadência que se procurava
Essa melodia que não se encontrava
Essa suavidade frágil e subtil,
Essa idoneidade de ser dúctil
Entre seres assim a se assumir
Humanos e irmanados
pelo tema desse algo a surgir;
Hino profundo
Nesse confim
Entre a verdade
e o mundo
Estender
Pontes de vida, coragem
Reconhecer
Qual na brisa
o tempo em passagem
e saber
Voltar
Em estrofes de sonho
o contar
A pairar
trazer,
devagar
À tona
Dessa nova consciência
Essa tal cadência que se procurava
Essa melodia que não se encontrava
Essa suavidade frágil e subtil,
Essa idoneidade de ser dúctil
Entre seres assim a se assumir
Humanos e irmanados
pelo tema desse algo a surgir;
👁️ 99
de sol a Sol
Avenidas cheias coloridas
Bandeiras nas ruas despidas
Templos de pedra e betão
Portas de triunfos tão distantes
Ecos de mão em mão amantes
Gente em frenesim,
cidade em ebulição
E na cadencia destes dias
Entre máscaras e ruas vazias
Ainda se ouve esperança a vogar
Nessa voz de criança sempre a animar
Pinturas momentâneas
Telas efémeras, diárias
Imagens do ser real
Transformadas e levadas
Pelas ruas desta capital…
Bandeiras nas ruas despidas
Templos de pedra e betão
Portas de triunfos tão distantes
Ecos de mão em mão amantes
Gente em frenesim,
cidade em ebulição
E na cadencia destes dias
Entre máscaras e ruas vazias
Ainda se ouve esperança a vogar
Nessa voz de criança sempre a animar
Pinturas momentâneas
Telas efémeras, diárias
Imagens do ser real
Transformadas e levadas
Pelas ruas desta capital…
👁️ 128
rumos no olhar
um rumo mais a seguir
uma viagem a mais a se fazer
pelo bem estar de servir
pelo bem de bem querer
pelo amor mais pleno ora mais forte
que dê sentido ao tempo
sem ter de se falar em morte
de sonhos viventes
de fantasias a decorar
estas paisagens sorridentes
a luz desse teu olhar
e entre os pómulos mais preciados
que se vestem em gargalhadas de azul
quais as madrugadas de céus despejados
ora choro-as eu
ora as choras tu
ora se limpam com teu sorriso ora brilham no meu olhar as madrugadas mais intensas tardes onde me entregar ora noites para se sonhar... e quem sabe... amar
uma viagem a mais a se fazer
pelo bem estar de servir
pelo bem de bem querer
pelo amor mais pleno ora mais forte
que dê sentido ao tempo
sem ter de se falar em morte
de sonhos viventes
de fantasias a decorar
estas paisagens sorridentes
a luz desse teu olhar
e entre os pómulos mais preciados
que se vestem em gargalhadas de azul
quais as madrugadas de céus despejados
ora choro-as eu
ora as choras tu
ora se limpam com teu sorriso ora brilham no meu olhar as madrugadas mais intensas tardes onde me entregar ora noites para se sonhar... e quem sabe... amar
👁️ 123
novas vestes
estável pleno afável
o tronco, nu ao de cima
sem casca
sem crosta
sem medida
pleno para se abraçar
sem espinhos em volta que rasguem
a sua intenção ao se entregar
e o ser enorme em sua extensão
quer seja que faça chuva
quer pareça que faça sol
nos abriga sem duvidar
nessas passagens sem criva
precisa a atenção a se dar
amor em humanidades entregues
em palmas de mão aberta
para quem as eleva
em braços
em seu redor,
abraçando
e no tempo
oh!o tempo
de amar
de querer
de entregar
doce encanto
esse que o faz
assim florescer
sem parar...
e nova casca
em si
e em sua volta:
de novo a crescer
quando o amor de humanidade
se mostre em face de homem
e de mulher...
o tronco, nu ao de cima
sem casca
sem crosta
sem medida
pleno para se abraçar
sem espinhos em volta que rasguem
a sua intenção ao se entregar
e o ser enorme em sua extensão
quer seja que faça chuva
quer pareça que faça sol
nos abriga sem duvidar
nessas passagens sem criva
precisa a atenção a se dar
amor em humanidades entregues
em palmas de mão aberta
para quem as eleva
em braços
em seu redor,
abraçando
e no tempo
oh!o tempo
de amar
de querer
de entregar
doce encanto
esse que o faz
assim florescer
sem parar...
e nova casca
em si
e em sua volta:
de novo a crescer
quando o amor de humanidade
se mostre em face de homem
e de mulher...
👁️ 122
mar és interior es
espelhos
imagens subtis
desses tempos,
antigos agasalhos
conselhos que levais e assim assumis…
e nestes retalhos, entre ruas e atalhos
ainda são a vogar,
nesses detalhes…
entre as rosas e flores desse lugar
a se levarem antes nas avenidas,
prendidas por entre os beirais…
tantas quantas as mãos comezinhas…
essas serenas sereias que as regavam
mãos tão cheias de vida
que assim bem as plantavam;
sem mais e sem cessar;
nesses campos prenhes de vida
por entre as ameias amuradas,
dessas antigas estradas…
eram ainda mimadas,
por pés descalços traçadas
os trilhos mais inquietantes eram desbravados,
pelos seres mais pequenos que encontrávamos
a ser e brincar sem mais
serpenteavam
entre o tudo e o nada,
vogavam de lá para cá
sem medo, ser e não ser…
sem sentido desse tal selo
enviavam cartas silentes
aos corações das gentes
as que ainda se atreviam
entre ritmos de alegrias
assim a saber ser cuidar
nem se sabia
se era noite ou dia,
para estar assim
a ver passar…
horizontes
sem princípio
nem se deixar findar
e nesse instrumento que se leva por dentro
compor poemas e melodias de se encantar;
sonhar novas estradas,
veredas vazias marcadas
por pés descalços ao passar
estrofes dessa musicalidade
sem ter tempo nem saber a idade
essa que se levava,
onde a areia parava
assim ai começava
esse imenso mar…
sempre a navegar
imagens subtis
desses tempos,
antigos agasalhos
conselhos que levais e assim assumis…
e nestes retalhos, entre ruas e atalhos
ainda são a vogar,
nesses detalhes…
entre as rosas e flores desse lugar
a se levarem antes nas avenidas,
prendidas por entre os beirais…
tantas quantas as mãos comezinhas…
essas serenas sereias que as regavam
mãos tão cheias de vida
que assim bem as plantavam;
sem mais e sem cessar;
nesses campos prenhes de vida
por entre as ameias amuradas,
dessas antigas estradas…
eram ainda mimadas,
por pés descalços traçadas
os trilhos mais inquietantes eram desbravados,
pelos seres mais pequenos que encontrávamos
a ser e brincar sem mais
serpenteavam
entre o tudo e o nada,
vogavam de lá para cá
sem medo, ser e não ser…
sem sentido desse tal selo
enviavam cartas silentes
aos corações das gentes
as que ainda se atreviam
entre ritmos de alegrias
assim a saber ser cuidar
nem se sabia
se era noite ou dia,
para estar assim
a ver passar…
horizontes
sem princípio
nem se deixar findar
e nesse instrumento que se leva por dentro
compor poemas e melodias de se encantar;
sonhar novas estradas,
veredas vazias marcadas
por pés descalços ao passar
estrofes dessa musicalidade
sem ter tempo nem saber a idade
essa que se levava,
onde a areia parava
assim ai começava
esse imenso mar…
sempre a navegar
👁️ 139
infantil certeza
Para caminhar de pé
– em pé – firmeza…
com plena certeza
Dessa fé infantil
Suave e subtil
Sonho efémero se não cuidado
Eco ou sombra sempre a teu lado
A espera de se transformar
Nesse algo de verdade
Em plena rua – realidade
Que nos leva de novo a erguer o olhar
A sentir de novo a confiança perdida
Essa que parecia estilhaçada – vazia
E assim voltar a crer sorrir sem se ver:
– em pé – firmeza…
com plena certeza
Dessa fé infantil
Suave e subtil
Sonho efémero se não cuidado
Eco ou sombra sempre a teu lado
A espera de se transformar
Nesse algo de verdade
Em plena rua – realidade
Que nos leva de novo a erguer o olhar
A sentir de novo a confiança perdida
Essa que parecia estilhaçada – vazia
E assim voltar a crer sorrir sem se ver:
👁️ 134
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
NoComments
Português
English
Español