Lista de Poemas

Melodia da poesia

Nessa melodia

Que se entretece

E se passa

 

Nessa cadencia

Que nos envolve

E abraça

 

Partilha serena

Qual suave pena

Na pele a poisar

 

Ponte de suavidade

Fina e sem idade…

 

Que une em verde

Sem deixar definir

 

Tempo a se prolongar

Frase sem se findar…

 

Sentido do sentimento

Que ora lembramos

Ora levamos por dentro

 

Saltitar nas letras

E ver assim passar

 

Estradas estreladas

Pontos de luz e alvoradas

Nesse teu céu interior…

 

 

E sentir renascer

Esse voltar a crer

 

Por devoção

Por amor

Por simples dar

Sem esperar

Receber

 

Mais que a atenção

Assim sendo dispersa

 

Em gotas desse calor

Em claridade desperta

 

Celebrar sem estar em festa

Assim qual o se reencontrar

 

Quem junto a nós se apresta

 

Entregar simples e sem mais

 

Deixar fluir essas melodias iguais…

E transformar fantasias em sonhos

Reais melodias em cantos risonhos

 

E entre esses íntimos espaços

Ecos de vida num puro abraço

 

Dar, e dar de si sempre…

Num poema, qual novo tema

Assim ecoando entre a gente
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Aeroportos

Nestes horizontes

Onde a luz é sempre a mudar


Onde as gentes chegam

e não param de chegar;

 

E ao se abeirar,

alguém poderia estar à espera


Depois de tudo se ter de largar


Um tal abraço a alegrar

Esses que agora se nega

 

Que nos recebam devagar… sem duvidar

De que chegámos, que voltamos a estar

 

Em casa – qual suavidade

Entre o campo o rio – cidade

Nesse velho casario – de frio

Esse lugar de brio - no estio


Palavra traduzida em verdade

 

E nesse acolher, rosto familiar a se ver

E nesse voltar, a abrir portas e sonhar

 

Ao sair desse algo que nos estava a levar

Ver veredas ainda inexploradas

Gentes quais portas abertas jamais fechadas

Avenidas de luz e de cor, desse algo de amor

 

O que se leva por dentro

Para doar e se partilhar…

 

Se planta um pouco

entre quem e aonde

ainda se achega ao passar…
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Odisseias

Neste nosso fado

Dessa caminho passado

Dia a dia, noite sem findar

 

Sonho coerente,

entre calma brisa e gente

Que nos levou do campo ao mar

 

E nessa meta sorridente,

entre tanto e tanto ser crente

Voltamos a arribar…

 

À margem nesses encontros sonhados

Comunidades que idealizamos

 

Que nos contavam sem se deixar levar

Sobre essa palavra… saudade…

 

Sonhos para se voltar… a avançar

 

Nesse tempo sem ter conta ou maldade…

Entre os que lá se ficavam e viviam e estavam…

 

Nessas aldeias pequenas;

Nesses lugares lado a lado

 

Até que dispersos pelo destino incerto

Cantando um fado de peito aberto

Nos pusemos de novo a sonhar

 

Agora diáspora migrante

Sentimento errante

De ser sem ter lugar

 

Essa magia que nos unia

Essa simplicidade na noite e no dia

 

Esse celebrar cada efeméride, comezinha…

Esse algo que nos reunia na mesa da cozinha

E nos punha à roda dessa via de vida a falar;

 

Esses lugares sonhados

Agora idealizados

Onde era tudo bem familiar

 

Cantamos tantos poemas

Poetas e poetisas nos guiavam

Para fazer ressurgir Portugal

 

Agora as comunidades separadas

As outras bem sonhadas

Seguem além do mar

 

E em cada lágrima em silêncio

Exprimimos esse incendio

Que por dentro queima sem mais

 

Essa saudade de se estar à vontade

À beira de seres sem idade

Com tantas histórias para contar…

 

E no lusco-fusco desta vida

Quando tudo e todos nos convida

À volta do lume, porta a porta a entrar

 

Ainda se ouvia, quem tão bem dizia

Como se era feliz sem ter mais

Do que a vida do campo, desse mar

 

E esse feliz recanto onde cada noite

Deixar no colo amigo amado

Essa cabeça sem enfado a repousar

 

Vidas de outrora

Heranças de agora

Que vale sempre a pena

voltar a cantar…
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Mais além ainda encontrar alguém

Trilhos dessa nossa amenidade

por entre o coração da cidade,


Lugares capitais,

interesses reais...




E nesse confluir devagar

Sangue vital a brotar

passar a ser-se igual

Para tomar seu lugar




Ali onde a vida permanece

Aonde o ser humano

jamais se esquece




Desse calor sempre sagrado...

À rotina do dia a dia profano
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Ibéria Mágica

A sombra do monte pautava…

O lugar aonde a luz se marcava

E no horizonte

Sempre qual fonte

Ver assim a voltar

Estilhaços de estrela

Estrada assim bela

Aonde nos foi dado

Assim erguer o olhar

E esse lugar estreito

Passo a passo, leito

De ribeiro silencioso

Na noite a borbulhar

Paisagens de outrora

Eternidade ou hora

Nestas paragens

 ainda a espera

De te ver voltar,

caminhos de sonho real

A se entretecer devagar
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o que levamos por dentro

quando uma mão amiga
se juntar
num lugar
numa atividade
sendo par
sem par

e nessa labuta intensa
nesse algo que mais se pensa
sem deixar
de procurar
nessa poesia quente e fria
nesse dia a dia
de mão cheia ora  vazia
preenchendo:
o capitulo mais intenso
daquilo que levamos dentro
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gotas vivas, oceanos de amar

Por entre as gotas deste viver

Encontrar pontes vivas para bem ser

E nessas novas sintonias

Ouvir antigas melodias

A fazer brilhar o crer

O se despojar para acreditar

 

E nesses arcos de luzes novas

Nestas estranhas novas trovas

Assim voltar a nos encontrar...

 

O olhar de confiança futura

Uma fruta em estio madura

Prenhe de vida para se partilhar
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Palavras e ameias

E estar sem se deixar levar

E embarcar em novas odisseias

Nestes lugares onde

as palavras e a verdade

nessa grande cidade

Parece que já não andam a meias
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pontes entre poentes de vida

Por entre as gotas deste viver

 

Encontrar pontes vivas para bem ser

E nessas novas sintonias

Ouvir antigas melodias

A fazer brilhar o crer

O se despojar para acreditar

 

E nesses arcos de luzes novas

Nestas estranhas novas trovas

Assim voltar a encontrar

 

O olhar de confiança futura

Uma fruta em estio madura

Prenhe de vida para se partilhar
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Voltar a Rimar

O simples gesto de se gostar

De algo, uma frase uma imagem

Uma certa melodia no ar…

a pairar




Esse lugar preferido

Esse algo que é quente no frio

Essa mensagem sempre fascinante

Esse algo que não se diria antes...

 

E tudo volta a rodar 

e em teu derredor 

– fina flor

A se abrir devagar...




Esse sentido mais vivo,

Entre o calor deste estio




Sonhar




em encontrar

sem se vagar

 

Até fazer tuas as avenidas...

Dessa tua cor ainda despidas




E nesse acorde de suavidade

Nesse ser que recorre

passo a passo, a nua cidade




Ir pintando telas imaginadas

Ruas vazias cheias de fadas




E nesse caminho a se completar

Encontrar novos sons para se voltar a rimar
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