Lista de Poemas

qual criança que renascia entre a luz do ser e o prender do dia

qual criança

voltar a erguer o olhar

e nesse alento varado

assim ficar em plena rua...

parado, boca aberta, sem falar




e ver essas ruas iluminadas

cheias dessas gentes que vagam

a procura desse novo encontrar:




essa alegria imensa

que vai além

do que se detém 

ou se pensa




e nos leva de novo ao ser singular




ess@ que tantas horas a fio passava

castelos efémeros de tudo e de nada

construídos a beira da estrada

desse caminho a se saltitar...




e nem assim se abria

essa cúpula de alva magia

quando o tempo assim em seu enfado

vinha e colocava a subtil noite a seu lado
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de mão em mão abraços dados... desde aqui a outros lados

palácios de fogo a brilhar, 

noite inteira,

cidade primeira, 

que nos acolhe e escolhe 

gesto nobre nos deixa abeirar


nesse outro tempo,

entre o prado e o vento,

assim em silêncio chegávamos,

olhar em olhar, mão em mão

por opção de coração


assim nos abraçávamos

ao som das melodias

que cantávamos...
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Caminhar e viver

gostava de voltar a encontrar

o brio no olhar

o andar erguido e ver seguido

todo o mundo a brilhar

 

gostava de voltar a encontrar

a mão de um amigo

o gesto calmo que sigo

serenidade de se ter conseguido

o dia a dia levar...

 

para aonde a vontade caminha

para aonde a verdade aninha

para aonde se possa abraçar

 

sem mais duvidar

sem hesitar...

 

entre os medos 

que nos vai plantando

em segredo

 

tanto ser berrando

sem nada 

dessa vida nova

a anunciar
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Estes dias nossos

Nestes nossos dias

 

Desde esperanças fugidias

Nesse acordo de coragem

Brisa entre o campo qual aragem

 

Que se estende aonde bem entende

Quando já sabemos de cor a cidade…

 

E marchamos sem tempo marcado

Por aqui além e todo lado

A procura de plantar

 

Sementes viventes esperanças presentes

Que nos devolvam de novo a luz no olhar
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Flor Suave e Subtil

Sentir em derredor,

 

como qual uma flor

 

Nova e gentil, renovada…

O ser mais bem presente

que encontrei nesta estrada

 

Assim de novo a se abeirar,

de mansinho, sem me tocar

 

E estando olhando admirando

Olhos novos abertos de par em par

 

Criança renascida

nesta e noutra vida

Assim sem querer a vogar
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Cibeles

nesses vítores consagrados,

aqui e além por todos os lados,

quando frio do Inverno apertava,

a gente se reunia em volta do fogo

e ainda mais se abeirava




humanidades destes tempos,

cidades e seus fundamentos;
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efémero sempiterno

Vamos para lugares ainda marcados

Pelos arvoredos quedos ali varados

Pelas presenças dos passos passados

Pedras erguidas pelos antepassados

 

E sonhamos ao nos deixar desenrolar

Passarela, qual tela em branco

Para se voltar a ver e pintar

 

E poisando assim seu encanto de novo sobre nós…

Qual uma capa de seda que se entrelaça e conceba

Sonhos em vez de divagações, voz das vivas opções

 

novas veredas guardadas

pelos corações reveladas

 

Assim sonoras odes, melodias e estrofes nobres

Que se ouvem ao voltar o olhar o céu e sonhar…

 

Com outro ser

Sem querer

Com outro lugar

A se desflorar

 

Com outro jardim em ti em mim

Para de novo se voltar a plantar;

 

Dessas flores plenas de tempo

Desse algo íntimo fundamento
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Coração na Cidade

entre meias medidas

entre as linhas erguidas

das ruas esguias, elevadas

vamos passando, 

marchando...

 

ao som de uma melodia vazia

sendo que quem a preenchia

coração que sente e cria:

 

vai ficando com a sua verdade vencida

a não ser que encontre refúgio ou guarida

para voltar a crer em amar...

 

em se erguer para ver teu olhar

para sonhar que de novo me sonhas

que as escolhas que no caminho recolhas

 

serão para bem maior por simples opção:

que se recria, em cada palavra menos fria

que se deixa no interior se levar...

 

pelos lábios vazios do seu elemento

chamada viva que levamos por dentro

clamando sempre pelo ser lado a lado

 

caminho ainda velado

entre tanto ser humano

por todo o lado...
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Lugar ao Sol

se gostava, que neste nosso caminho

betão mascarado, estrada para outro lado

tu estivesses aqui, em tudo o que vejo... 

 

...em mim;

 

essa alegria do regressar, 

essa melancolia ao partir devagar;

esse ser sem sentido que vivo a procurar... 

esse testemunho esquecido a reencontrar;

 

tantas possibilidades, tantos seres que se encontram nestas cidades!

e nós, gentes simples, lançados à procura dessas realidades... 

...saudades:

 

do tempo em que tudo era bem mais simples: uma ocupação que nos preencha...

um tempo para ser preenchido por nós e tudo o que já se pensa, antes ser querido entre vós...

 

migrar e sentir que levamos tudo cá dentro

procurar, o lugar e o tempo... para se voltar...

 

a ser qual felicidade, 

a sentir esperança

sem tempo ou idade;

 

e acreditar, que cada alegria,

leva mais perto do despertar:

um dia, uma nova alvorada, 

um olhar fixo em mim - 

mais nenhuma outra morada;
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Cidade que nunca Dorme

Nessa cidade que nunca dorme

Nessas avenidas, ora cheias, ora despidas

Das nossas mais simples melodias

Humanidades se encontrando todos os dias
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