Lista de Poemas

Volta de vida

Nessa leveza de se harmonizar

O tempo

o pensamento

o que se sente de repente

o que se sonha assim deixar




Em temas leves, apenas

Quais brisa no teu cabelo a brincar

 

Ou sem desvelar

o tempo no que te foi dado a partilhar

sentir que assim poderemos ver e ouvir

...E lembrar...

 

O tanto que se ilumina

quanto em nós cintila




Nesse momento sem tempo

No que nos é dado a soletrar

 

E ler devagar

 

Uma prosa sem tema

Uma rima em poema




Essa tua vida a voltar
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Espelhos de Vida

Quando tudo o resto

 

se desvanecia…

 

Essa face

Que se ilumina

 

Quando se reconhece

No espelho da vida

 

Assim a se ver voltar

 

Entre as brumas

Dessa alvorada forte

 

E o horizonte

Que se desprende devagar…

 

Nesse ocaso

Que é qual se deitar e sonhar

 

Elo de verdade

Laço de sinceridade

Eco de vida assumida

Assim a se revelar
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algo consagrado...

Sorrir em conjunto…

Nesse sossego

de se estar junto;

 

Assentir de sentimento

Desse algo

Que é suave sustento…

 

E no momento

Hino anunciado

 

Esse sentimento

Que se desprende

 

E prende

Qual fogo sagrado
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Calor da Proximidade

Quando nos precatamos

 

Que estamos

plenos de vida

 

Quando celebramos

Essa festa

Em semelhança

de perspetiva…

 

Quando abdicamos

Dessa razão a se ter




E damos,

esse abraço

direito ao outro ser…

 

Esse que nos convida

Assim a nos achegar....




E nos aproxima

Desse calor da verdade

ao se entrelaçar

e nos voltar a encontrar...
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Na tal idade

Gosto de se estar

Num certo tempo

num certo lugar…

 

Estendendo pontes viventes

Entre o coração vivo das gentes

E celebrar

 

Esse tempo

Lento

Que nos foi dado

a partilhar

 

E nesse momento

Que perdura

A amizade

Em silêncio

Se torna mais

forte e mais pura…
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Poema à vontade

Nesse momento,

 

no que decides

Ir e vogar na vontade

 

Nesse algo que sempre viste

Assim nascer da tua verdade

 

Nesse âmago invisível

Que te sorve sem mais

 

Teu querer

Teu ser

sem saber

assim voltar

 

A se acender

Ou transcrever

 

Sem se ver

Em suavidade

 

E eco

Silente

 

Secreto

Ora ausente

 

trazendo de volta

 

essa saudade

 

Desse querer

Desse deter

O tempo

 

Sem mais

 

Desse ir

e voltar

 

E saber

Plantar

 

Sementes

No teu mais

simples quintal

 

Assim reacender

Esse lume

 

De amenidade

 

Calor

trazendo em si

a sobriedade

 

De se entregar

Pequenos

momentos

Assim ligados

 

Grandes eventos

Assim saudados

 

E por dentro

Esse bem

Vem poisar…

Nos tantos

Sentimentos

Num clarão

Desde o coração

A se suceder

Sem mais duvidar
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Ondas de Intimidade

Nesse lugar

 

aonde se abeira

A barca a vogar

Dessa maneira

 

Sempre serena

Suave e calma

Nessa lagoa

Qual olhar da alma

 

E nessa onda

Pequena

Identidade

 

Que se transforma

Qual pena

A descrever sem idade

 

Esse tempo que se lembrava

Esse algo entre tudo e nada

 

Essa alegria

Mais quente que fria

 

Que ainda se elevava

Que ainda preenchia

Que ainda se levava,

E prendava
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Tempos amigos

Nesses tempos fugidios

Nesses recantos ainda vazios

 

À espera do teu bem-querer

Desse teu decidir que fazer

 

Moram os sonhos mais esquecidos

Esses à espera de serem nascidos

 

Entre os canteiros sem plantar

Flores desses momentos vividos

 

Rebentos de vida a desabrochar
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Tempos de Amizade I

Tomar o tempo em tua mão

E modelar com tua opção

Desse sossegar de coração

Desse algo a se prolongar

 

Desde o lugar mais desconhecido

Caminho que pretende ser vivido

 

Qual oleiro e barro amado

Água que se tem espelhado

Assim sem mais…

 

Em ti,

Quais as demais

Vagas serenas

Do teu toque apenas

A se entretecer devagar

 

E ao fazer esse tempo parar

Ver melodias desconhecidas

À frente do teu olhar

A voltar

A crescer

Por bem querer

Nesse teu ser

A germinar
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Jardins Interiores

Jardins de desconhecimento

Vagando na suavidade do tempo

Pairando entre o sentido e sentimento

Brisa que se escoa e se leva por dentro

Para depois se voltar a encontrar

 

Ver o nascer desse etéreo elemento

Indo desse simples fundamento

Pleno de se fazer assentimento

Até assim poder voltar a sonhar

 

E nesse divagar de sobriedade

Nesse encontrar uma verdade

Nesse dizer de felicidade...

 

Assim voltar a ler devagar

 

Ecos dessa sonoridade essencial

Latejo silencioso desse algo que amais

E com suavidade assim apanhar

Molhos de flores aparecendo a teus olhos

Para depois assim colocares em seu lugar
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