Lista de Poemas

Criança Poeta

nesse tempo

que se não contava

 

Quando se brincava

Veredas afora

Sem limite nem hora

 

Para bem se pintar

Mundos de trova nova

Para chegar ao lar e contar

 

Alegria da casa

 

Sempre viva flor

que não passa

E acendia luzes mais brilhantes

Trespassando o baço da vidraça

E elevava luzes mais candentes

 

Ali por onde as gentes

Ainda em silêncio passam

E nesse algo coerente

De renovar e lembrar

essa vida tão intensa

Tão real

 

Essa que vai mais além

do que se pensa

Mais além do bem e do mal

Depois definidos

 

Mais além do que é

alegria ou mágoa

Sentimentos sentidos

 

juntas pequenas divagações

Em letras coloridas

Em palavras bem garridas

Que reacendem corações

Cuidam essas tuas emoções

Deixam o olhar bem iluminado

Abrindo o peito de par em par

Para se ter de novo inspirado
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A semente III

Nesse lume candente

Farol na rocha mais quente

Que se deixa assim acender

 

E nessa tua noite - varada

A barca que jazia ancorada

 

Pode voltar a navegar

Entre estrelas e mar

 

Horizontes mais bem lonjanos

Nestes nossos estranhos fados

Que em arte transformamos

Para todos os que beijamos

Qual toque de pétala suave

Qual o tempo sem ter idade

 

Subtil

 

Suavidade de encantos mil

 

Qual tempestade em ebulição

Luzindo no lampejo de relâmpago

O teu ser assim levantando

atravessando o teu coração

 

Trazendo luz

à tua razão

E nesse rumor

que vai crescendo

 

Que se leva por ti adentro

E se faz eco de melodia

Além da tristeza e melancolia

 

Obra-prima dessa pedra pristina

Que no amor mais sereno se acendia

 

E no peito

Incandescente

 

Qual no céu

sendo presente

 

Se levava

E se elevava

Desde o ocaso

Até à madrugada

 

Dessa tua vida

Sendo pela Vida

Em verdade chamada
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Dar luz ao mundo

Essa tranquilidade

renascida

Entra por ti adentro

Renova o sentimento

E faz evocar

 

Essa imagem ancestral

Imbuída nessa melodia

que tão bem nos chega

 

Da nascente

 

Desse ser corrente

Que és na vida a passar

 

E mostra paisagens

de ensonho

por ti a dentro

a se deixar levar

 

Mares a teus pés

Acariciando

quem verdadeiramente és

 

sussurrando

segredos que não ouvias

 

até te aperceber

e parar

um momento

abrindo o tempo

e dando vida e magia

a qualquer lugar

 

e essa luz que te alumia

renascida entre noite e dia

assim alvorada ou ocaso

a se fazer misturar

nesse teu cadilho preparado

para transformar o mundo

nesse teu canto mais elevado
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e ter n@ idade

O sentido do sentimento evoca

Essa palavra nascida

No peito contida

 

Nessa tua boca ancorada

E nesse alento

Suave e lento

Deixada

 

Até se pintar

Bafejada

Nessa tua janela

ainda fechada

 

Nessa alvorada

De sonhos por concretizar

 

Nesse espelho discreto

Que não entende dialeto

E apenas te devolve o olhar

 

Ao se deixar iluminar

Pela luz que irradia

Nesse teu nascer de dia

 

E nessa melodia

Assim sendo entrançada

 

Entre o renascer que se cria

E esse algo que se lamentava

 

E nessa harmonia

Entre a mágoa

 alegria e tristeza

 

Nasceu a fantasia

Da mais extrema beleza

 

Que ainda se delicia

Por nos deixar comover

Nessa subtil graça enlevada

Que é qual aurora bordada

Nas teias do amanhecer…
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Amigo Inesperado

Evocar

Essa memória

De alguém

Que sem ouro e sem glória

Estendeu a mão

Foi irmão

Assim nos tendo ajudado

Sem ser conhecido

Nem sequer procurado

E nesse brio

Estranho fado

Sendo amigo

Sendo humano

Abraço fraterno

Não deixado

Jamais esquecido

Por se ter entranhado

Nesse destino

Entretecido

Pelo mais estranho fado

Desse caminho

Perdido

Jamais esquecido

Apenas renovado

E nesse tempo

No que por dentro

Nos tenha tocado

Uma voz serena

Uma calma e uma pena

Algo simples de toque quente

Algo suave de chama ardente

Amais firme vontade

Que se estende

E se aprende

À medida que se vê a idade

Sendo qual vida

Que se pronuncia

Qual avenida

Mais ampla e garrida

Ou mais bem decorada

De tudo o que se via

E mais bem se plantava

Enquanto se ia

Pela mais estreita estrada
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A semente II

Nesse momento

Escasso

Que se faz assim

presente

Inaudito

Para a mente

Estranho grito

Consciência que presencia

A essência que se anuncia

Essa que te preenche

de vida

E dá luz ao teu dia

 

Se mostra

Qual alegria

 

E assim sendo chamada

A casca sendo rasgada

Qual tela que se pintava

Para mostrar

 

 uma realidade mais amada

Dessa que se entrevia

Entre a rotina do teu dia

 

E assim se descrevia

Até a semente em ti plantada

Luz e calor da tua morada

Voltar a anunciar

a primavera no ar

 

Por palavras no silêncio mergulhadas

Esse algo por dentro que tanto amas

Essa imagem entre seda e cetim

Que jaz em ti e em mim

 

Quais teias prendadas

De diamantes de águas levadas

Pela névoa sendo trespassada

Pelo fogo incipiente que se elevava
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A semente IV

Uma ode em sinfonia se erguia

Esse rumor de furor se encontrava

O vento que era brisa se levantava

E nessa surpresa tão velada

Olhar nessa noite iluminada

E encontrar quem bem se achegava

A essa bela e simples morada

Essa onde vivia o ser que habitava

A tua infância renascida

Essa juventude que se anima

Essa sabedoria mais elevada

Esse amor que nunca acaba
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certos e erráticos

As Palavras certas

E certas palavras

acertam

Ao serem sentidas

Mais que pensadas
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Cantares lusos

Nesse ímpeto aceso

Nesse algo que se liberta

Tendo estado preso

Nesse sentimento

que se expressa

Nesse pensamento

que se deixa

Assim vogar

 

Entre o coração

e a mente

Linha candente

A se saber traçar

 

Sentidos nas entrelinhas

Letras comezinhas

Para assim jorrar

 

Desse peito aberto

Qual água pura

em pleno deserto

A nos embevecer devagar

 

E nessa praia abandonada

Na que nem essa onda

bem amada

Deixa de nos saber falar

 

Desses horizontes afastados

Desses outros fados

Que nos é dado a nós cantar

 

Em poemas e alegrias

Em mágoas e melancolias

Em vagas desse mar

de amar elevadas

 

Pelo rumor desse teu rubor

Também por nós cantadas
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Trilho de Fantasia

Nesse trilho secreto

Tantas vezes percorrido

Pés descalços

de recém-nascido

 

Nesse olhar de criança

Que vê esse estranho mundo

Imenso abraço dado

Alento quente e profundo

 

Assim qual a luz mais se aviva

Reluzindo na flor de um cravo

 

E nesse outro mundo renascido

No peito trecho escondido

Segredo sempre bem-amado

 

Que se abre qual cortinado

Bordado com perolas de sonhos

E mãos ternas que ousem

Assim ao dizer deixar-se levar

Assim ao trazer

essa luz do luar

Nessa sombra

Tão transparente e boa

Com a que voltar a dançar

 

E nesse mundo subtil

Véu recém-inventado

 

Assim entretecer

as cores de vida

Que a nossa vida

nos tenha entregado

 

E deixar esse jardim florido

Plantado entre o frio no estio

Esperando a ser prendado

Pelo que aninha em teu peito

Presente sem fundamento

Ainda estando no passado

 

E esse fruto doirado

Que se assemelha

Ao que se tem crido

E bem desejado

 

Quando assim recolhido

Nesse lugar bem-amado

 

Entretecer melodias de sonho

Com esse teu poema enlevado

 

Que se diz em cada dia

Risonho

Ao teu ser mais amado
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