Lista de Poemas

Dunas entre marés, qual tu és

Nesse trilho secreto

Que te leva o alento

Ao ser percorrido

 

Nesse sentimento

Que brilha

por dentro

Ao ser vivido

 

Nesse momento

No que tudo

volta a reluzir

 

E no que o tempo

Jorra suave e lento

Parece se expandir

 

nesse retrato gravado

Nesse teu peito levado

Para se bem mostrar

 

Essa obra inacabada

linha entre tudo e nada

 

Horizonte que se ilumina

Pela luz da noite ou do dia

 

E nesses mares

mais ignorados

fica sempre

ondulado

 

Qual o teu ser

Ao ser descrito

 

Nessas pisadas na areia

Que sempre te tenho escrito
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Lado a Lado

E o que sinto que se tem deixado

Em cada linha a nos trespassar

E nessa espada candente

Se une passado e presente

Para que o fruto do futuro

Se erga além deste muro

E nos aproxime

desse algo que se exprime

Quando tu me estás a olhar

Nestas letras ao te tocar
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Memórias a se aconchegar

Apenas a memória desse nosso lar

Nessa infância garrida esquecida

Nessa memória levada

Nessa melodia escondida

Nessa chama assim tão amada

Apenas se entretecendo

apenas se saber deixar

qual essa palavra ao vento

que um dia vai saber chegar

Qual onda avançando no seu meio

Esse amplo mar de amar

Que se achegando bem cedo

Anuncia alvoradas de encantar

E nessas praias vazias

Despidas

Sem se terminar

Suspira palavras escondidas

Levadas onde nem sabias

Que se podia assim chegar
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Amor Recatado

Quando o corpo dói

e não se entende




O dar de si

a toda a gente




O entregar esse eterno presente

Que se aviva em cada momento

Que é qual ser vivente

alimento perene

 íntimo sustento

nesse coração

Estendido em letras de brio

Elevado em linhas desenhado

E nesses acordes de melodia

Assim entrelaçado

 

Entre a noite e o dia

Quando é assim chamado

A se mostrar

 

E se se estiver desperto

De coração aberto

Quiçá venha a poisar




Na palma da tua mão

Nesse simples ademão

Nesse jeito singelo

E recatado

De se conseguir trazer

esse amor a teu lado
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... meu canto

Cantar à vida

Ao amor humano

Cantar ao que nos eleva

Ao que nos guia

Ao ser assim

Mano a mano

E nesse estranho lugar

contido

Em teu ser plantado

Ainda se esconde o sentido

De se caminhar sem ter chegado
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A onda perdida

Essa força que avança

Que motiva a ser criança

A ver uma outra perspetiva

Qual uma onda à deriva

Que encontrou sua praia

Ali donde a verdade se anima

Ali onde essa tua lágrima caía

Até chegar a repousar

no teu peito escondida

Qual essa onda perdida

Nas areias do tempo a sussurrar

nesse sal e água em nós encontrados

Quando juntos nos  rimos e choramos

Nesse calor tão entranhado

que é também tão humano

E chegar a nos encontrar

qual a onda desse mar

nessa praia ainda esquecida…

cantar poemas desta nossa vida

desde o ocaso ao nascer do dia
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Quadros Subtís

Assim nessa folha a se mostrar

Ou nesses lugares fugidios

Vestidos de cores

Investidos

Nessa chama no peito a arder

Esse algo a chamar e se ver

Assim em todo o lado

 

Nesse recanto mais recatado

Que te é dado para estar

Assim lada a lado com o fado

De sorver essa vida no adro

E pintar palavras que não vês

Nesse subtil requadro

Obra do sempre inacabado

Que te foi dado a esquecer

Para nessa folha que pairava

Nesse teu pensamento

que esvoaçava

Em palavras de letras de sol

Doiradas

Poderes voltar a descrever

Para ti que vês e passavas

A ti que assim também ali estavas

Comigo nesse amanhecer das palavras

Que se guardam sem se esquecer

De se voltar a reviver
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Elogio ao Romance Moderno

Texto simples

Leitura fácil

Mistério vivo

Que se entrelace

 

E nesse sentido

O mais simples sentimento

Exposto qual se tenha acontecido

Notícia vazia para todo ser vivo

Sem maior embelezamento

 

Apenas a esse bichinho curioso

Possa chegar a interessar

Ser que folheia os livros

Quais flores a desflorar

Esperando encontrar sentido

ali onde o puseram a divagar

 

À procura de algo glorioso

Para se descobrir

no seu dia a passar

 

E nesses poemas

Tão curtos e breves

 

Que nos fazem pensar

 

Evocando os que os precedem

Na sua curta forma de nos falar
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Mais perto

E nessa calidez sem final

Nesse algo

mais além do normal

 

Assim estendemos

Esses fios vivos

que em nós tecemos

 

E se nos unimos

E se assim seguimos

Até ao amanhecer

Desse algo mais alvo

Desse fogo que sangro

Para to dar

Entre a luz do luar

 

Escondido

 

Pelas sombras do segredo

No nosso sonho, banido

 

E nesses lugares e tempos

Que levamos por dentro

Trazido ao de cima

 

Qual a luz que se anuncia

Para chegar a iluminar

 

Esses olhos teus

A me olhar

Esse teu olhar iluminado

Neste tempo no que temos estado

Assim mais perto, lado a lado
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ode ao jardineiro pintor

Nesses lugares

onde encontramos

 

O que e quem

 Procuramos

 

Nesses momentos

esquecidos

Nos que parecemos

mais unidos

 

Nesses tempos

nos que o calor

 

É bem humano

 

Nesse algo

que se anima

Que se esquece

Quando se ilumina

Parece que se desvanece

que se traz na simples sina

 

De se crer

Sem saber

 

Quando

mergulhar

O ser

 

Qual espada forjada

Nessa mesma água

 

Assim qual no fogo

escondido

Ali onde é nascido

 

E nesse vapor

tão íntimo

vertido

Entre verão e estio

 

Primavera florida

Em ocasos de outono

Esquecida

 

Até se deixar pintar

E levar

Qual folha ao vento

 

Dançando

no seu elemento

 

Corada

Assim deixada

 

Para voltar

A vogar

Entre margens

Recém-pintadas

 

Nesse rio

Esquecido

 

Que sempre leva

ao amplo mar

 

E nesse momento

Tão vivo

 

Que nos liga à nascente

Desse tão simples presente

Esse que agora

Sem mais demora

Poderemos chegar a prezar

 

E depois…

Ou ainda antes

Quais seres infantes

 

Ora sentir

Ora já ver seguir

 

O que dentro se levava

 

Quais diamantes

Transparecidos

Duros

Momentos vividos

 

Pela mesma luz

a nos saber

iluminar

 

Essa luz no olhar

E qual a gota

mais discreta

Nessa linha secreta

Que se fez assim desenhar

 

E nessa ode de investida

Nessa odisseia de vida

Se atreve ainda a pintar

 

A abobada celeste inteira

Das cores dessa vida

Verdadeira

 

Assim qual tu poderás

Assim chegar a imaginar

 

Ou ainda agora

Nesta mesma hora

Rir

Ou chorar

Dessa alegria tamanha

De voltar a encontrar…

 

 

O que se procurava

No íntimo apelo

Esse que sempre

se leva em segredo

E se deixa assim

Ao se plantar…
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