Lista de Poemas

Amor Recatado

Quando o corpo dói

e não se entende

O dar de si

a toda a gente

O entregar esse eterno presente

Que se aviva em cada momento

Que é qual ser vivente

nesse coração

Estendido em letras de brio

Elevado em linhas desenhado

E nesses acordes de melodia

Assim entrelaçado

 

Entre a noite e o dia

Quando é assim chamado

A se mostrar

 

E se se estiver desperto

De coração aberto

Quiçá venha a poisar

Na palma da tua mão

Nesse simples ademão

Nesse jeito singelo

E recatado

De trazer

esse amor a teu lado
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Vagar nas vagas do sentimento

Nesses momentos musicais

Nesses instantes tão iguais

 

Nessas ondas elevadas

Pelas veredas

do sentimento levadas

 

A nos unir sem divagar

A nos achegar sem cessar

De vogar, de se enrolar

De se entretecer

Devagar

 

E de forma intensa

Mais além do que se sente

Mais forte do que se pensa

 

A nos largar

Sem apelo nem agravo

E sem nos deixar chegar

 

Aonde se ia nesse recado

Tão bem descrito

 

Nesse dar

O dito pelo não dito

 

Nessa verdade comezinha

Que tão cedo se adivinha

 

Nesse algo recatado

Que se acende em todo o lado

 

Nesse segredo berrado

Pelos recantos mais sonhados

 

E nessas viagens tão feitas

Assim quais palavras perfeitas

 

No final da oração mais candente

Que esta vida em presente

Nos tenha assim deixado

 

Qual oferta que se rejeita

Qual esse jeito que se ajeita

 

Qual esse algo tão prendado

Que é liberto

Quando estou a teu lado…

 

E nem se reconhece seu saber

Assim mergulhar nesse teu ser

E encontrar tanto momento

Varado

 

Esperando a ser

Levado

 

Para algum sítio iluminado

Onde se possa mostrar

 

O que levas no peito prendado

O que pensas sem se ter deixado

Assim reconhecer

 

E nessa mente dispersa

Ainda está a janela aberta

Para deixar voltar a ver

 

Os tempos que imaginavas

 fantasias que tanto prezavas

 

E essa pequena verdade

Disfarçada de liberdade

 

No lugar que tanto amavas

Esse que no peito levavas

Enquanto assim te afastavas
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Dos estreitos amares

Nesse estreito

Do sentimento

 

Onde as ondas

Vogam por dentro

 

Nesse ir mar afora

Sem ter tempo

Nem lugar

 

Agora

Nesse presente

Sentido

 

Nesse algo

Esquecido

 

Que paira

No mais recôndito

Que se esconde

No nunca dito

 

Que se faz eco

na melodia

Que esconde

o teu grito

 

nesse estranho sentimento

Que se faz elevar

Nesse estar bem atento

 

Aonde poisas

Esse teu ser

ao amar

 

E nesse olhar

Deixar entrar

 

Qual esse quarto velado

 

Tudo o que se tenha dito

Assim qual inventado

 

E sem deixar levar

A luz do já sonhado

 

Pintar de cores novas

Esse antigo requadro

 

Dar asas à paixão

Nessa emoção de cenário

 

E nesse momento

O mais simples

Ora mais amargo

 

Traçar linhas

Subtis

Iluminadas

 

Pelas horas tão bem passadas

Nas que entre o espaço e o tempo

Assim sempre navegavas…

(e sabias que voltavas)
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No teu sonho

Quando encontras

o caminho

E algo comezinho

Te começa a chamar

 

E dentro de ti o brio

Desse dia repetido

Começa a soçobrar

 

E nesses momentos de rotina

Entre a luz do dia-a-dia

Começas a plantar

 

Tempos de magia

Plena luz e alegria

Sintonia a se espalhar

 

Procuras lugares

Que te possam inspirar

E seres pares

Que compreendam

o que te está a levar

A querer descrever

Com mais que saber

Esse mundo novo

 

 

Sempre diverso

Sempre cheio de luz e vida

Que anima o teu universo

 

Tão íntimo

Tão sagrado

Qual cantar

que tem de ser

partilhado

 

Nesse calor tão humano

De se encontrar lado a lado

Nesse trilho a se seguir

Onde não havia marcas para onde ir

E se tenha assim chegado

A essas veredas todas ledas

Cheias do que por dentro de ti levas

 

Para dar luz ao mundo

Para fazer do teu sonho

Tempo e lugar fecundo
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Mundos de devoção

Fitas entrelaçadas

Entre nós dadas

Assim quando nos desatamos

E esses sentimentos elevamos

 

Essa fraterna união

Entre sentimento e razão

 

Essa compaixão em verdade

Fruto da paixão e da realidade

 

Esse algo de calor

Lado a lado

Bem mais humano

 

Essas emoções

Que se fazem devoção

ao ser amado

 

E nesse algo

que nos orienta

Crer e perseverar

Além da ciência certa

Até se chagar a abeirar

 

Dessas praias inexploradas

Dessas ondas tão bem amadas

Que seguem a nos segredar

 

A força desse algo imenso e profundo

Se elevando desse teu íntimo mundo

 

E o mais suave e subtil

Ao se abeirar de ti

Estrelas mil

a se deixar refletir

Nesse olhar

E a espuma e a bruma dessa maresia

Odor e candor que se elevam em novo dia
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Canto ao luar

Sendo profeta em terra alheia

Assim ser migrante qual lua cheia

Que entrega o reflexo mais prateado

Suavidade que se tem prezado

 

E desaparece sem se ter deixado

E volta ao silêncio bem-amado

 

Assim a se deixar levar

Para que o céu estrelado

sempre estando a seu lado

possa vida nova iluminar

 

E sendo investida

Dessa sua sina

De vogar,

de dançar com o mar

nessa sua luz leitosa

 

Se transforma em flor fermosa

Nesse recanto mais orvalhado

No alento da noite bafejado

manto de mares e maresias

reflexo desses outros dias

 

Estrelas que se acendiam

E entre as vagas sorriam

 

E dançando com os ramos

Desses arvoredos de segredo

Assim iluminava o seu canto

Sem por ventura estar a medo

 

O ser que a veja a fluir

Sem deixar definidas

Todas as cores esperando

Nessa luz e manto branco

Assim estando contidas
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lágrima em tua mão

Ver nascer

Essa alegria

Essa lágrima

de novo dia

 

Já sendo transparecida

por se poder encontrar

 

o que em nós assim jazia

 

letras desse amor

que se amanhecia

 

Repousando agora em tua mão

Essa poisada em meu coração…
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o sonho do artista da vida

Nesse caminho levado

Dentro de nós gravado

 

Percorrido em cada dia

No que se acende a alegoria

 

De se dar alegria ao tempo

De se plantar sentido ao lugar

 

De se encontrar sentimento

 

Nesse breve lamento

Do vento a nos tocar

 

E quando assim a brisa

Suspira sem cessar

 

Esse alento por dentro

Nesse algo de incerto

Abre o espaço e o tempo

 

Faz a tela rasgar

 

E assim se decora

Esse ser que ri

e que chora

 

Ao não saber que pintar

 

Nesse trilho indiscreto

Que se fez assim

qual momento

Da vida

a se pronunciar

 

Nesse sentimento ao relento

Que leva a vida toda a narrar
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Sen hor@ criança

Nessa idade inventada

Para se soletrar

E mais nada

 

Para se fazer riscos de adivinha

De aonde nada provinha

 

Nessa terna idade

Onde nem havia saudade

 

Nesse parque vedado

Para se não se deixar alonjado

 

O ser que sonhava

O que tanto inventava

 

O que ria e chorava

Sem mais

 

O que se enternecia

E embevecia

 

Pela mais simples alegria

Pela mais terna sinfonia

 

Cantada entre as demais

 

Pelos sons mais reais

Alguma vez sonhados

 

Essa fantasia discreta

Que nem tinha tempo

nem meta

 

E se levava a todo o lado

 

Assim o ser criança jazia

Antes de se ter inventado

 

E dava luz ao próprio dia

E corria sem estar varado

 

Em porto ou lugar algum

 

Brincava com a areia

e o mar

Sem conhecer nenhum

 

Ria do rio pelo seu nome

Desconhecia o oceano

assim vedado

 

Nessa água que tudo une

Por dentro de cada ser Humano
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Parto e poema

Nesse parto que nasce por dentro

Nesse findar de fôlego, calmo e lento

Nesse alento que se vem sustendo

Até finalizar o que se está escrevendo

 

Essa melodia, filigrana fina

Que advém do coração

Desse lugar onde esmorecia

A cor da alegria, a luz do dia

E se planta a emoção

quais vagas em maré aberta

Quais as páginas em branco

nas que se não acerta…

Apenas desenhos de encantar

Poemas a se imaginar

 

Tela em branco - luzidia

Estando prenhe de magia

Quanto mais se encontrar vazia

Mais se vai deixar prendar

Esperando

Esse momento de encontro

No que nos vamos projetando

Para a bem chegar a levar

esse algo que em nós habita

Que nas águas da vida agita

 

Essas vistas cristalinas

Essas sonoras odes idas

Em melodias sem se findar

 

Essas tristezas e alegrias

Que em nossa súmula

se deixaram agarrar

 

E levar

Para dentro

desse teu cadilho sedento

Sempre a se transformar

 

A juntar o espaço

E o tempo

Num ápice de sentimento

No pensamento qual voar

E nesse intento

Essa mão a divagar

Nessa linha desenhada

Que se entrelaça

Entre o tudo e o nada

E traz a fagulha de vida

De volta aonde é nascida
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