Cyber Poeta Silas Correa Leite

Cyber Poeta Silas Correa Leite

n. 1952 BR BR

O atual literato e Cyber Poeta, Silas Correa Leite, na verdade nasceu no bairro operário de Harmonia, na cidade de Monte Alegre, Paraná, região de Tibagi.

n. 1952-08-19, São Paulo Itararé

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Livro Assustador 'K, O ESCURO DA SEMENTE de Vicente Ferraz Cecim

Pequena Resenha Critica

O "K"(aos) Numinoso da "Literapura"de Vicente Franz Cecim no Livro que já Nasceu Clássico

"K, O Escuro da Semente"

"Viver vale/Um delírio"

Sergio Capparelli, in, De Lírios e

de Pães/(A partir de um provérbio chinês)

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Prólogo: E-mail ao editor:

Olá Nicodemos Sena - Editor da Editora LetraSelvagem

Saudações. Assustado acabei de dar uma passada em transe no livro do CECIM. Que lindeza de loucura! Nunca a leitura é só uma vez só ou inteira nele/dele? Nunca tinha lido nada perto de parecido. Vivendo e levando susto; se eu ler mil vezes o K, conhecerei todo o abecedário neural/trans-espiritual do cara? Benza-Deus como diria minha genitora. Onde já se viu isso? Tentei ir lendo e me desatando os nós das sandálias, mas ainda não foi fácil. Acho que perdi uns parafusos, atiçado e alumbrado... Esse CECIM existe mesmo ou é invenção da letra selvagem na Amazônia-brasilis-Andara? Mando texto anexo com erros e acertos de comentários sobre o baita livro, para vc ver o que acha(...) Perdoe as ligas e anelos e divagancias; pensa que é fácil? E que o K tenha piedade de nós pobres mortais comuns.

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-... o impacto deste livro "K, O ESCURO DA SEMENTE" em mim - como desde antes na aturdida crítica especializada como um todo - e a técnica do contraponto, enquanto na abarcada (e proposital de feitio) dualidade "poesiaprosa", até o assustador jorro neural diferenciado do autor, Vicente Franz Cecim, já consagrado em outras obras espetaculares como único e raro no (seu) gênero que particularmente criou, como fora de série, de onde esplende sua "verborrágica" (aí se juntando verbo e mágica), loucura-lucidez, o já chamado estado "álmico" e o numinoso na mesma rapsódia, e, você, leitor, pego pelas palavras não saca assustadiço do que afinal se resta na leitura inesperada, se mergulha nesse "K" do literato, ou, se assim mesmo, literalmente resta-se também como um "koiso", no "kaos" leitural, ou se só e ainda "bebesorve" da almanau do autor nas escrituras em enlevo, provocadora, incomum porque especial, feito alucilâminas em "prosaverso", em que eu, lendo, também, por assim dizer "enloucresço". Livro que mexe com o leitor é livraço. Como é que pode isso, como é que pode assim? Livro bom é quando o leitor morre no final? Passei perto.

-... você vai, digamos, navega (nave cega a priori), depois, lê-se, vê-se, e capitula, se enleva também atraído, fisgado, abduzido, o que quer que seja a surpresa e o chique do chamamento ulterior. Como pode alguém (no humano), escrever isso, de-assim, desse jeito, assaz, na fuça, tresloucado, literalmente diferente e sem explicação, mas, estupendamente transpolar, multipan-polar, literalmente "literapura", dando com as palavras entrecortadas (e, entre, contadas), fragmentos/entre/vistas, numa vazão como magma entredentes/entrementes, alma limada (lixada?), tirando clarezas de sutilezas, cactos acesos de brutezas; tirando do "spiritual" (arrebatamento?) de si esses mantra em tons e tintas de um surrão interior, como se a nos "almar". Esse Cecim é único no mundo das ideias, das artes, da literatura singular que per/segue? Já antes elogiado por críticos de alto nível, já bem editado, até no exterior consagrado, já em continuação em sua sina sígnica, como uma espécie assim de um livro de Jó, de profecias (e profe-ceias) de Isaias, ou de Salmos contemporâneos e pós-modernos, a escrever sempre e tanto o mesmo livro - o LIVRO DE CECIM - continuando um tomo no outro e no outro, todos os livros um só, todos os livros ele mesmo em seu perene estágio de espírito; estado de semente de mostarda aos quatro ventos, aos sais de si, nas desaceleração de partículas do sal e de açucares de si, neutrinos narrativos, per-furando criações, entre pólens, ácaros, ícaros, troios até (mistura de joio e trigo), em perigritantes (perigos/gritos) a deslavar-se, enlevando-se, deste êxtase que fez e produz o poeta e literato sobre a arte como libertação/levitação. Cecim escreve como quem, ponhamos, se levita?

-... K, O ESCURO DA SERPENTE, segue a trama-tramóia-trauma metafísica da "asaserpente", transcreve o lumiar do encordoamento dos andamentos-continuações, pois a vida e a arte são isso: pesadelos customizados. Ah o adâmico horizonte agônico do ser/ente do devir. No dial quebrado de CECIM, o éter na mente é palavravável com atiço de imaginação? Tudo na sua obra é pura vidamorfose. O alfabeto humano não é humano? O homem é um erro, uma falha, uma falta de? Pois a arte é (precisa ser) o/esse preenchimento de vazios entre penumbras. Alvuras padecem rascunhos, e podem ser ranhuras de erratas elípticas. Os livros de CECIM não são deste mundo? Que mundo? Que desmundo? Ah a vox que clama no deserto dos bárbaros contando do ovo do sono, nessa sodomogomorra que ainda precisa de babeis para coroar o vazio da alma insepulta do Homo sapiens ao Homo demens, e do Homo degradandis ao homo interneticus...

-Considerando (especulando) o "K" da obra que aqui também supostamente pode ser de "Kaos", palavra de origem grega que ocorreu por volta do ano 800 AC com Hesíodo na Grécia antiga, e que era usada pelos gregos significando vasto abismo ou fenda; palavra que também alude ao estado de matéria sem forma e espaço infinito que existia antes do universo ordenado, suposto por visões cosmológico-religiosas, e, finalmente, o sentido mais usual de caos: de desordem, confusão, grande vazio ou grande amplitude, vazio primordial, podendo se pensar sobre que espécie de semente é essa, esse escuro que o autor burilando cria, entoa, evoca, ou que escuro é esse veios de sementes criativas do autor? Aliás, a bem dizer, Cecim não escreve, destila-se, destrincha-se, dilata-se. Quando escreve ao sair de si, entra (encontra) seu Nirvana? Ai de nós! Falando sério, CECIM descobre o inexistente, desdobra a regra formol, e, ao se assentar escriba, escrevendo vivifica a nosotros com seu tear de criação, afrouxa nós em entalhes e preciosidades de literatura esplendente de primeira grandeza lítero-cultural-criacional. Você entra no livro para ler o "romance"(?) de 384 páginas, e começa também a ler as entrelinhas e as linhagens dos desenhos gráficos, estéticos, pseudodispersos, vai entrando pelas beiradas e parágrafos abertos, e depois entra nos casulos de sua plantação de cenas, de cenários seus inventariando incêndios íntimos, e quando se vê não há como rotular, nem como nominar nada, você não se encontra mais, se perde de critérios e normas, nessas cantárias dele de criar o não-ser dizendo, o não-lugar aclareado, os sem nome, sem teias, num enlevo de um ser vertido para o nosso comum dizível, no entendível, no nominável enquanto prosa, enredo, ensaio, romance(?) em prosa poética, destrinche, prosa poética que seja em estrofes deitadas, vertentes e pinceladas de limonódoas, bijutelíricas, aqui e ali dando um susto no leitor que, também, perde-se de si, embarcando nessa canoa atiçada de K para ver e sentir, fluir, ver aflorar também frutos e raízes, e depois ainda (e por incrivel que pareça) não sacar exatamente o que é o ali e quando, arrebatado, sem ter um eixo exato do que é uma coisa e outra, porque, até mesmo na chamada Linha de TAO, o que não é passa a ser, o que já não existe se vê/lê, pois criado é nutrido, e o que se diz pode não ser exatamente quando, e o que se desdiz é ante-facho, arrebatamento, lume e correspondência com o que agrega o todo, formando a obra, em que o autor se dilacerou, plantou, orbitou, entre incensos, detalhes, silêncios, paradigmas, experimentações, pensagens (pensamentos mensagens), e deu a luz (bem isso) a esse livro-continuação, um livraço que já nasce clássico no gênero (que gênero?), livro lume e foz, enquanto assustador de tão rico e nobre, de seu tanto acervo de densidade em competência de zelo experimental (existencial) que seja na própria olaria de sua com-feitura. "K" é isso e muito mais. O que dizer ou tentar isso, depois de sair-se pelo menos alumbrado dessa arca de todas as palavras, todas as somas, todos os riscos e de/lírios de trânsito neural, de marco criacional, até assentar de novo no crível do plano existencial reles e trivial e comum dessa vidinha efêmera, desembarcando então dessa leitura/embarque?

A obra recheada de partituras lítero-poéticas de CECIM, quase um livro-ensaio "sagradoprofano" de bela e feliz e exuberante experimentação audaciosa e com altíssimo (em todos os sentidos) despojo lírico-espiritual-álmico todo próprio dele, feito epifanias de eulogias de gnosticismo laico, por assim dizer. Deus inventou as palavras, o dianho caído inventou os números, e os seres inferiores da casta telúrica deram de inventar a arte ousada para se sentirem cultuadores da criação que há no nominável sem prumo, no risível em sangria desatada, e no finito com aparência de divinus em perigrinanças nessa terra de Andara, Neverland, Pasárgada...

Matizes e iluminuras, derrama e esparramento de oleiro ornando sementes nidificadas, tramando poesia em prosa e contações, com anelos de temáticas em linguística muito bem barulhada e torneada. Tudo ornando livro, páginas e rumo sequencial num tabuleiro que parece labiríntico, e não é, e você segue o curso da trama, indo a navegar sem saber exatamente o que é margem, o que pode ser correnteza, o que tente a ser escoadouro, ou mesmo píer, mas sustentado pelo susto do porte da obra e então se deixa levar como um homem-árvore sendo nutrido, estra/vazando, muito além do simples e comum, seguindo as terras do bem-virá de Andara, como um leitor se escrevivendo e "escrevilendo" na alma de lã de vidro do autor, sem se desnortear das narrativas, ideias que arrebatam, falando, dizendo, feito um estado onírico de se entrar e sair estupefato com a musicalidade das letras do autor. Um reino de fantasias feito de palavras com/pensadas que agrega estrofes como ovelhas num rebanho historial. O fantástico e o inverossímil se apresentam. O inverso também, tudo pendurado nos cipós das implicâncias e reinações. E os paradoxos que se unem? O que pode parecer trevas é luz, o que parece luz é pântano escorregadio, e o que parece difícil é simpleza entre o lírico e o acabamento dele, numa atmosfera de lucidez/espírito/toleima/confeito lustral.

Do livro K e dele o autor CECIM, diz o literato da USP Adelto Gonçalves (In site Pravda/Rússia): "K O escuro da semente é mais um daqueles livros que o autor chama de "visíveis" e reúne na obra imaginária Viagem a Andara o livro invisível, que não escreve e só existe na alusão de um título. É o que o poeta denomina de "literatura-fantasma", em que foge a uma classificação formal, pois não se sabe se se trata de um romance escrito em prosa poética ou de um longo poema em prosa, mas sim de um gênero híbrido, que absorve todos, constituindo um diálogo entre Pai e Filho ou entre irmãos, como Iziel e Azael e Oniro e Orino. É também o seu primeiro livro em iconescritura, pois une imagens e palavras. De difícil leitura e definição, ao menos para aqueles leitores pouco afeitos à poesia menos convencional, o estilo de Cecim lembra a inquietação existencial de Samuel Beckett (1906-1989), Thomas Stearns Eliot (1888-1965), Ezra Pound (1885-1972) e Franz Kafka (1883-1924), passando ainda por Lautréamont (1846-1870), especialmente o de Os Cantos de Maldoror, e Zaratustra (660-583 a.C).

Tudo em CECIM adquire voz própria, rumo único, alma dilacerada ou se reconstituindo/criando seu mundo todo próprio, sua literatura toda única e especial, entre o ser marcado, o feérico, o inusitado, entre esvairados utensílios, criando pomos, pontes, tomos, diálogos, parágrafos, ramas e floresteiros, feito tudo em K, O Escuro da Semente, um achado, um achadouro. Com o suprassumo de sua alma, o autor escreve os sutras quânticos de uma obra que ao mesmo tempo que tem suas epístolas, tem suas respirações visionárias, sua drenagem de insurreição, sua peregrinação em sumulas, "nuvensfronteiras" se abrindo, sinfonias de letramentos jugulares. Leiam o livro, mergulhem nele, e nunca mais caiam em si, nunca mais caibam em si, nunca mais respeitem sextantes ou areias movediças. O tal do "céuterra" é dentro dos nós das cinzas de nós? A "Alma/zonia" é ele, dele, e em nele se reproduz em livros, assim como livrações mesmo, até nesse "serdespanto" em que afinal nos restamos todos com o que nos nutrimos de ler Vicente Franz Cecim.

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Silas Corrêa Leite - Professor, Jornalista Comunitário e Conselheiro em Direitos Humanos. Ciberpoeta e blogueiro premiado, escritor membro da UBE-União Brasileira de Escritores, Autor entre outros de GUTE-GUTE, Barriga Experimental de Repertório, romance, Editora Autografia, RJ.

BOX:

K, O ESCURO DA SEMENTE

Vicente Franz Cecim, Editora LetraSelvagem, 2016 - Coleção Sabedoria - www.letraselvagem.com.br - E-mail: letraselvagem@letraselvagem.com.br

Ler poema completo

Poemas

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Links de minhas resenhas e criticas literárias

Alguns links de Resenhas Literárias de Silas Correa Leite, inclusive em links de sites de Portugal e da áfrica

http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=3255

http://www.mallarmargens.com/2015/06/o-feroz-circulo-do-homem-de-carlos.html

http://www.paralerepensar.com.br/paralerepensar/texto.php?id_publicacao=9433

http://jornalcultura.sapo.ao/dialogo-intercultural/as-putas-tristes-de-gabriel-garcia-marquez

http://homoliteratus.com/author/silas/

https://poetasilascorrealeite.wordpress.com/2009/11/07/romance-a-menina-que-roubava-livros-resenha-critica-de-silas-correa-leite/

http://cartunistasolda.com.br/o-trevisanico-dalton-da-o-tom-morbido-da-escurez-humana/

http://www.incomunidade.com/v36/art.php?art=17

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Romance GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertório de Silas Correa Leite

BARRIGA EXPERIMENTAL DE REPERTORIO, Romance - Silas Corrêa Leite

Nesses tempos pós-modernos em que a criança sai do ventre da mãe para a piscina, em que a ciência já descobriu que crianças aprendem e evoluem desde a barriga-mestra da grávida, e se um casal de Ph.Ds. tivesse um bebê superdotado e com QI elevado desde a concepção, se pudesse falar, precisasse, e se encontrasse outras crianças de igual qualidade evolutiva para trocas, o diálogo, com quem pudesse conversar, dizer a que virá, o que vai ser quando nascer, a partir das apreendências desde o entorno e contexto umbilical? Qual o repertório dessa visão, dessas conversas, entorno e pré-nascer? BARRIGA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO é a voz da criança que não há, dizendo a que virá, sempre a partir da barriga-mundo-Mãe. Autor: Silas Correa Leite - E-mail: poesilas@terra.com.br

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No ventre de uma mãe havia dois bebês. Um perguntou ao outro: "Vc acredita em vida após o parto?" O outro respondeu: "É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde." "Bobagem", disse o primeiro. "Não há vida após o parto. Que tipo de vida seria esta?" O segundo disse: "Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez nós poderemos andar com as nossas próprias pernas e comer com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não podemos entender agora." O primeiro retrucou: "Isto é um absurdo. Andar é impossível. E comer com a boca!? Ridículo! O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o mais de que precisamos. O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto está fora de cogitação." O segundo insistiu: "Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vá mais precisar deste tubo físico." O primeiro contestou: "Bobagem, e além disso, se há realmente vida após o parto, então, por que ninguém jamais voltou de lá? O parto é o fim da vida e no pós-parto não há nada além de escuridão, silêncio e esquecimento. Ele não nos levará a lugar nenhum." "Bem, eu não sei", disse o segundo, " mas certamente vamos encontrar a Mamãe e ela vai cuidar de nós." O primeiro respondeu: " Mamãe, vc realmente acredita em Mamãe? Isto é ridículo. Se a Mamãe existe, então, onde ela está agora?" O segundo disse: "Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir." Disse o primeiro:" Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe." Ao que o segundo respondeu: " Às vezes, quando vc está em silêncio, se vc se concentrar e realmente ouvir, vc poderá perceber a presença dela e ouvir sua voz amorosa lá de cima." Este foi o modo pelo qual um escritor húngaro explicou a existência de Deus.

O romance GUTE GUTE Barriga Experimental de Repertório, de Silas Corrêa Leite, Editora AUTOGRAFIA, Rio de Janeiro, conta mais, muito mais.

http://www.autografia.com.br/

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Poema Bendições

BENDIÇÕES

(Terras em Mim de Portugal)

-O que será, que tenho em mim

De Portugal, terra de ancestrais

De meus pais?

A pureza original da Ilha da Madeira?

A bruteza náutica do inquerer?

A busca de uma paz impossível?

A arte como refinamento íntimo?

O amor pelas estrelas do mar?

A língua-mãe, ou o fado,

do meu destino de peregrinador?

Alguma coisa de Portugal, por parte de meu pai

Eu tenho em mim

E escrevo odes, erranças, naufrágios, bendições,

pertencimentos e quireras de me ser

em poemas.

Talvez por parte de não saber o que tenho

Mais as lágrimas afrocontinentais de minha mãe

Misturada à alma portuguesa

Tudo isso em somas façam de mim um poeta buscador

Da paz - no sextante dentro da forma da poesia

Na âncora do laboratório de me ser

Como uma nau catarineta no meu intimo a dizer:

-Às armas!

-Às Armas!

E então tomo da arma branda canetinha bic amarela

como uma bússola lustral

E risco meus caminhos em águas, paragens, raízes,

ilhas e velas ao vento-coisa

Tentando me encontrar comigo mesmo

Um lusonauta que encara a barra pesada de viver

Nesse cínico e hipócrita mundo cão

Barrabrava

Emergindo-me, levanto-me

Pois a minha alma lusitana grita:

-Às armas!

-Às armas!

E depois que escrevo mundos e fungos, ícaros e ácaros

Ora Pessoa, ora Eça de Queiróz

Ora Saramago ou Bocage

E então descanso da dura batalha de sobreviver

No mar de sargaços da vida

Porque minha terra é minha língua

Minha pátria é minha língua

Minha pátria é o português

E em virtude disso eu sigo, sangro,

singro e dou testemunho de mim

Com os cortantes ventos ancestrais no meu DNA

No meu sangue; no meu suor de sais de Portugal

E nas minhas curtidas lágrimas lusodescendentes

Gritando no surto-circuito de meus fios desencapados

Feito um fado de dizer com o espírito ancestral:

-As armas!

-As Armas!

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Silas Corrêa Leite

Itararé/São Paulo/Brasil

E-mail: poesilas@terra.com.br

www.artistasdeitarare.blogspot.com/

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Os 20 Livros de Silas Correa Leite

Vinte Livros de Um Eterno Autor Emergente e NeoMaldito da WEB

SILAS CORREA LEITE - Escritor, Professor, Jornalista Comunitário, Conselheiro em Direitos Humanos:

Silas Correa Leite - Ciberpoeta, Blogueiro e Ficcionista premiado, tachado pelo site CAPITU de O Rei da Web. Está em mais de 800 sites, até na América espanhola, Europa e África. Seu ESTATUTO DE POETA foi traduzido para o espanhol, inglês, francês e russo.

Foi engraxate, boia-fria, garçom, marceneiro. Começou a escrever só com o curso primário, aos 16 anos, em jornais de sua cidade, Itararé-SP

Breve currículo/Bibliografia:

Silas Corrêa Leite, Ciberpoeta, ensaísta, blogueiro premiado pelo UOL, Professor e Especialista em Educação, Jornalista Comunitário (ECA/USP), diplomado Conselheiro em Direitos Humanos (SP), Coordenador de Pesquisas FAPESP-USP em "Culturas Juvenis", é autor, entre outros, dos livros "O Homem Que Virou Cerveja", Crônicas Hilárias de um Poeta Boêmio, Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador/Bahia; "Porta-Lapsos", Poemas, "Campo de Trigo Com Corvos", contos premiados, incluído para a final do Telecom, Portugal. Da Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, SP, Cidade Poema, o autor foi premiado em Concursos de renome como "Paulo Leminski de Contos"; Prêmio Literal de Contos Fundação Petrobrás (Curadoria Heloisa Buarque de Hollanda); "Ignácio Loyola Brandão de Contos"; Ficções & Fantástico, "Simetria" (Microcontos), Portugal; Prêmio Biblioteca Mário de Andrade/Concurso de Poesia Sobre SP (Secretaria de Cultura Marilena Chauí); Prêmio Lygia Fagundes Telles Para Professor Escritor; Prêmio Cancioneiro Infanto-juvenil Instituto Piaget (Portugal); foi Vencedor do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores (USP, Jornal Estado de São Paulo/Rádio Eldorado/Promoção Parceiros do Tietê), entre outros, e consta em mais de cem antologias literárias em verso e prosa, inclusive na FBN-Fundação Biblioteca Nacional e no exterior. Seu ebook de sucesso, "O Rinoceronte de Clarice", primeiro livro interativo da rede mundial de computadores, contos fantásticos, cada ficção com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, por ser pioneiro e de vanguarda, único no gênero, foi divulgado na mídia, como Estadão, JBonline, Poetry Magazine (EUA), Diário Popular, Jornal da Tarde, Revista Época, Revista Ao Mestre Com Carinho, Revista Kalunga, Revista da Web, Minha Revista (RJ), entre outras, e concedeu entrevista aos programas Metrópolis e Provocações (Antonio Abujamra) TV Cultura/SP, ao programa "Na Berlinda" (Canal 21), Programa Imprensa e Cultura (Canal Universitário) e ao Jornal da Noite/Momento Cultural/TV Bandeirantes (Márcia Peltier), entre outros. O ebook, de sucesso (Portal Imprensa), referência em livro virtual na internet, foi tese de Mestrado na Universidade de Brasília e tese de Doutorado em Semiótica pela UFAL-Universidade Federal de Alagoas, e reco9mendado como leitura obrigatória na matéria Linguagem Virtual, no Mestrado de Ciência da Linguagem, da UNICSUL-SC. Silas está publicado em mais de 800 links de sites. Tem artigos, poemas, microcontos, ensaios literários, resenhas criticas, letras de rock, twitter-poemas, twitter-contos, "Silas e suas "siladas" (humor) etc. publicados em jornais, suplementos de arte e cultura, revistas e fanzines. Por esse handicap líterocultural foi tachado pelo site Capitu como "O Neomaldito da Web".

LIVROS Livros do Autor Silas Corrêa Leite

-01)-"Raízes e Iluminuras", Poemas Escolhidos Para a Antologia de Concurso do Prêmio Eduardo Dias Coelho, Elos Clube, Comunidade Lusíada Internacional, Ano 1995.

-02)-"Trilhas e Iluminuras", libreto, Poemas, Coleção Prata Nova, Editora Grafite, Ano 1998, Editor Ademir Antonio Bacca, RS.

-03)-"Porta-Lapsos", Poemas, Editora All-Print, Ano 2005. SP.

-04)-"Os Picaretas do Brasil Real", Poema Social, Série Cantigas de Escárnio e Maldizer, e-book free Editora Thesaurus, Brasília-DF, Ano 2006.

-05)-"Campo de Trigo Com Corvos", Contos, Editora Design, Santa Catarina, Ano 2008, obra inscrita para finalista do Prêmio Telecom/Ficções, Portugal.

-06)- ASSIM ESCREVEM OS ITARAREENSES, Primeira Antologia de Prosa de Itararé, Editora All-Print, São Paulo, Idealizador, Editor e Organizador Silas Correa Leite

-07)-"Ele Está No Meio de Nós", Romance virtual, E-book disponível no site de cultura www.recantodasletras.com.br

-08)-"O Rinoceronte de Clarice", ebook de sucesso, primeiro Livro Interativo da Rede Mundial de Computadores, único no gênero e de vanguarda, com contos fantásticos, cada conto com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, Editora Hotbook, Rio de Janeiro. Foi destaque na mídia (Estadão, Jornal da Tarde, Diário Popular, Revista Época, JBonline, Poetry Magazine (EUA), Revista Kalunga, Revista da Web, Revista Ao Mestre Com Carinho, Minha Revista (RJ), CBN RJ, Programa Momento Cultural/Jornal da Noite, TV Bandeirantes, Márcia Peltier, Programa de TV "Na Berlinda", Canal 21, Programa Metrópolis, TV Cultura de SP e Programa Provocações (Antonio Abujamra), TV Cultura de SP. E-book recomendando como leitura obrigatória na matéria Linguagem Virtual, no Mestrado de Ciências da Linguagem, na UNICSUL, Santa Catarina, tese de Mestrado na Universidade de Brasília e Tese de Doutorado em Semiótica na UFAL-Universidade Federal de Alagoas, com o Tema: "O Livro depois do livro: a Experiência Literária Hipertextual". Obra disponível no site: www.biblioteca.universia.net/ - A Tese de Doutorado do ebook (livro virtual) "O RINOCERONTE DE CLARICE", contos surrealistas e fantásticos, está disponível atualmente no link do site: http://bdtd.ufal.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=197

-09)-"O Homem Que Virou Cerveja", Crônicas Hilárias de Um Poeta Boêmio, Editora Giz/Primus, SP, Prêmio "Valdeck Almeida de Jesus" (Salvador, Bahia), Ano 2009

10)- "BUBOS TRANSVERSOS" Poemas e Deconcertezas - Abril, 2013 - Pela internacional Editora Bookess, disponível free no link http://www.bookess.com/profile/poesilas/books/

11)-DESVAIRADOS INUTENSILIOS, Poemas do Mundo da Web, Editora Multifoco, Rio de Janeiro, 2013

12)- ESTADOS DA ALMA, Acordes Dissonantes de "Mins", pelo site de Portugal WWW.carmovasconcelos-fenix.org/Escritor/silas-correa-leite-02.htm

13)-GOTO, Romance, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, 2014, Editora Clube de Autores - www.clubedeautores.com.br

14)-TROIOS PERIGRITANTES, Microcontos, 2014, Editora Clube de Autores

15)-O TAO DA POESIA, Poemas na Linha de Tao, 2014, Editora Clube de Autores

16)-NÃO DEIXEM QUE TE TIREM A PRIMAVERA, Livro de Alta Ajuda, 2014, Editora Clube de Autores

17)-PIRILAMPADAS, Poemas Infanto-juvenis, Editora Pragmatha, 214

18)-SURTAGENS, Microcontos, Editora Tinta Livre, ebook: in http://www.tintalivre.com/surtagens?search=Surtagens

19)-O MENINO QUE QUERIA SER SUPER-HEROI, Romance Infanto-juvenil, 2014, Amazon, ebook: http://www.amazon.com.br/MENINO-QUE-QUERIA-SUPER-HER%C3%93I-Infantojuvenil-ebook/dp/B00K9EECBK

Livro a ser lançado em breve:

20)-GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertório, Romance Infantojuvenil, aprovado pela Autografia Editora, Rio de Janeiro

-0- Contatos: E-mail: poesilas@terra.com.br

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Projeto de Vida, Silas Correa Leite, Depoimento de um Poeta Sexagenário

Projeto de Vida- Depoimento de Um Poeta Sexagenário

Silas Corrêa Leite

(Da Série "Testamento de Uma Jornada")

A partir de uma tenra idade, muito precoce ainda, pais honestos, meio probo, vc começa a delinear um básico projeto de vida. De origem humilde, você cisma: -Estudar muito, ler bastante, trabalhar o mais cedo possível, ganhar a vida honestamente, com as mãos limpas. Simples assim.

Começa a trabalhar, sempre lendo, sendo honesto, pontual, produtivo, criativo, admirado e elogiado pelos patrões, tipo "esse menino vai longe". Quando tem a chance de estudar, se entrega loucamente aos estudos que acabou parando na quarta-série primária ainda guri, para trabalhar e ajudar a família carecida. E exemplos de dignidade, criatividade, honestidade em casa, no meio, no clã. Siga os bons.

Cedo sai de casa em busca de melhores condições de trabalho e estudos. Passa necessidade, passa fome, dorme em cortiço, pensão, dorme na rua. Sempre com um ideal, um sonho, esperanças limpas. Nunca é tarde para recomeçar, e a busca de ser feliz ainda que tardia.

Acaba se formando com dificuldades, acaba melhorando de empregos, sempre respeitado pelos colegas, subalternos, amigos, chefes, patrões, donos. Podem confiar em você. Seu sonho é vencer na vida com esforço e por merecimento. Em todo trampo, mesmo começando por baixo, logo acaba chefe por mérito. Começa a ganhar bem. Ajuda amigos, parentes, familiares. Seu projeto de vida é digno. Aprende a respeitar a dor do outro, estender a mão, ser solidário, também tem um projeto de vida ético-humanitário. Vai realizando seus sonhos...

Erra e acerta no amor. Romântico, poeta, sabe como é. Comete erros que pode dizer que cometeu, na caminhadura. Nada a esconder. Nenhum mal feito que revele você interesseiro, mau caráter, roubando a firma, o patrão, o meio, nem nunca chamado de caloteiro, de velhaco, nem nunca sofrendo despejo por falta de pagamento, nunca ostentando nada que não fizesse por merecer ter com sangue, suor e lágrimas. Projeto de vida. Simples assim.

Vez em quando, levando um tombo da vida, uma mentira, uma traição, uma punhalada pelas costas de parente ou amigo, mas sempre saindo da queda, do chão, limpo, se levantando com mais trabalho, resiliência, mais esforços, três trampos, acordando cedo, dormindo tarde, vendendo as férias para fazer caixa, fazendo cursos em finais de semana, nas férias. Projeto: evoluir, comprar uma casa para si, uma casa prometida para a mãe. Finalmente, entre lonjuras e escolhas, acerta e acha a mulher de sua vida, uma mão na roda, honesta, estudiosa, que trabalha muito também, que estuda até tarde, que dá um show em casa, gerencia sua cabeça, suas loucuras, dá estrutura aos seus planos... Luz atrai luz.

De vez em quando um novo curso, um novo diploma, um prêmio literário de renome, um convite pra palestra paga, uma entrevista no rádio, outra na tevê, em programa de alto nível cult, depois bola um livro pioneiro, de vanguarda e único no gênero que sai na chamada grande mídia, vira tese de mestrado, no doutorado, consta em centenas de sites, até em antologias literárias no exterior, ou mesmo na Biblioteca Nacional, e você com seu projeto de vida ganhando amplitude, destaque, reconhecimento. De três sonhos impossíveis quando criança berebenta com amarelão, realizou mais de dez sonhos impossíveis ao longo de seu projeto de vida. E como escritor elogiado entre outros por Elio Gaspari, Fernando Jorge, Lygia Fagundes Telles, Ignácio de Loyola Brandão, Álvaro Alves de faria, Moacir Scliar e Carlos Nejar,ambos da ABL-Academia Brasileira de Letras. Sentiu firmeza.

Encontra colegas de trabalho, patrões, alunos. Em todos o reconhecimento claro e cristalino. Seus textos em sites, até internacionais, em redes socais, em convites de formatura, em discursos, citações, em teses de TCCS, em posses de academias de letras regionais, em agendas, até fora do Brasil. O menino pobre, pondo suas dores pra fora, seu projeto de vida relido e contato, e novos prêmios, outros livros. E palestras, até em universidades federais, publicado em jornal da USP, onde foi bolsista pesquisador, seus textos em sites da Argentina, Itália, Chile, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Angola,Moçambique, Rússia, no Pravda. Seu Estatuto de Poeta vertido para o inglês,francês, espanhol e russo. Seu projeto de vida tem o que dizer,o que valer, o que fazer sentido numa croniqueta, num poema, num livro. Você compra a casa para sua mãe. E a sua mãe descendente de negros com índios, vendo você na TV Cultura, duas vezes, na TV Band, em capa de jornais de sua cidade, em matérias e em revistas, e diz: -Ele sempre foi meio espeloteado. Você a honra. E conta que vc esteve para morrer seis vezes, quando criança. Que seu pai gastou vários terrenos para comprar remédios, tratar de vc, para que você sobrevivesse. Você venceu a morte... a miséria... a batalha da vida dura... Os padres dizem que vc seria um ótimo Frei. Os crentes dizem que vc seria um ótimo pastor. Os Médiuns dizem que vc é médium... Será o impossível? E vc na sua vidinha, fé com obras...

Um dia chutam: -Você deu sorte na vida. Não sabem um terço da missa. Um dia perguntam: -E se você fosse avisado por um medico, de que tem pouco tempo de vida,o que faria? Você responde: Eu olharia para trás, vendo que deixei o mundo de meu clã melhor do que recebi, olharia minha origem, minha trajetória, e diria, curto e grosso: -Pintei e bordei.

Cada coisa em sua casa, conquistada com esforço e dignidade. Nunca colocou nada em casa que fosse tirado, furtado, roubado, enganando alguém, a empresa, o amigo, o parente, a facilidade de extorsão, o enriquecimento ilícito com divida, peculato, prevaricação. E ainda socialista, sonhando um humanismo de resultados. Um amigo brinca: Se vc fosse de direita, mau caráter, mulherengo,interesseiro,olho grande,mão rápida, dinheirista, continuasse na área de advocacia, estaria podre de rico? E indagam: -Vc está rico? Vc responde na bucha: -Estou digno.

Quando não te chateiam: -Por que vc estuda tanto,lê tanto, feito um E.T.? Ninguém sabe a sua dor.O que você passou para continuar limpo e para ser o que é. Vc cai no Vestibular na faculdade de letras de sua cidade, da qual é autor de um hino. Cai, junto com Machado de Assis e Vinicius de Moraes no Vestibular da VUNESP.Seu projeto de vida cresceu com você. E vc não ostenta posses,nem nada que valore mais você,a não ser a sua própria história de vida, que já daria um romance de tristeza,de conquista e determinação...

Projeto de vida: vencer com a força de sua cabeça,seus braços; o que tem fazer por merecer e coadugnar com seus ganhos em três trampos e trabalhos de assessorias em escritas,orelhas e prefácios de livros,resenhas criticas, criticas literárias e sociais, escrevendo em mais de 800 links de sites. Você fez além de seu projeto de vida. Há um Deus. Quando chegar a sua hora de ir embora, cantar noutra fregesia do céu, numa Itararezinha Celeste, dirão: -Passou a vida lendo e escrevendo e estudando feito um louco. Alguma pessoa que sabe sua história,dirá: -Queria ter um filho como ele.Uma aluna dirá novamente: -Foi o melhor professor que eu tive,foi como um pai pra mim,e regia aulas como um professor de cursinho, cantava na sala, fazia historias em quadrinhos,teatro,letras de rock, entrevista,rodas vidas de aulas... tudo isso em Geografia,História, Filosofia e Ética e Cidadania, Didática...

Nesses erros e acertos,altos e baixos,idas e vindas, tempos de vacas magras e vacas gordas, perdas e saudades, rupturas e desastres, tragédias e lamentos,procura honrar a memória de seus ancestrais. Você foi forte,dizem. Você deu no couro,diz um parente. E você, passando dos sessenta, jogando limpo, segue o trajeto final de sua vida. Exigindo pelo pai,criticado,cobrado, sancionado,correspondeu, fez bonito. Criticado, foi estudar mais. Cada pé na bunda que levava, um novo curso,um novo livro,um novo diploma. Sempre assim. Primeiro dizem que você é pobre, é feio,filho de preto,de crente, de mãe lavadeira de roupas, faxineira, depois dizem que você é metido (escreve pro jornal com 16 anos), depois que é viado, depois que maconheiro,depois que é bêbado, depois que é comunista, petralha, depois você Vence sem fazer parte do sistema, sem entrar em nenhum esqueminha, sem corporativismo, sem jogos sujos, sem tramoias. E quem humilhou você num determinado tempo de pobrinho, humilhou sua mãe até,hoje compra seus livros no site da Livraria Cutura e pede autografo para você. Já pensou que demais?

A sua primeira professora, que, com a diferenciada pedagogia do afeto alfabetizou você e descobriu sua primeira poesiazinha certamente pueril, décadas depois,num lançamento de mais um livro seu, na Casa das Rosas lotada, na Avenida Paulista, em SP, depõe:--O Silas foi o aluno mais pobre que eu tive. O Silas foi ao aluno mais inteligente que tive.Você chora. Alguns presentes choram.Mais de dez anos depois, você encontra uma ex-aluna que abraça você chama você de pai.Você olha a mãe da aluna chorando por finalmente conhecer você,e diz:-Você ajudou a criar minha filha. Ela estudou oito anos com vc e vc encheu o coração dela de sonhos... e mudou a cabeça. O sr foi como um pai pra ela,que era filha de mãe solteira...

Com quase cinco mil amigos no facebook,muitos até do exterior, entre centenas de ex-alunos, e o surpreso marido de uma ex aluna na pg do facebook diz:-Minha esposa está aqui na sala, na frente dos filhos,chorando,por encontrar o senhor de novo,que diz que foi o melhor professor que ela teve. Esse reconhecimento vale mais que um holerite, vale uma vida, uma alma. Somos todos aprendizes?

Por essas e outras, vencedor com as mãos limpas, sem obter vantagem em nada, sem ludibriar a empresa em que trabalha, ou valer-se do cargo ou situação de meio para ter status, pose, posses, conquistas amorais ou ilegais,você segue seu final de vida, como que lhe couber. Não fiz feio.

Na longa estrada da vida, os amigos podem contar com você. Os parentes podem contar com você. Seu pai contava com você, pois precisou. Você nunca abandonou sua mãe, e ela com você sabia que podia sempre contar.

Todos nós temos uma história pra contar.

Qual é a sua, vai encarar?

Se forem fazer uma auditoria,confirmariam isso. E saberiam de processos que sofreu por corruptos em quem os outros votaram,você não, e vc ainda continua primário apesar de tudo, 47 anos escrevendo para o Jornal O Guarani de Itararé,onde tudo começou como uma escada,uma escola,uma estrada, um treino, um aprendizado básico.

Consciência limpa,sem remorso,várias perdas e tristezas,marcas no corpo e na alma, sem tatuagens mas com várias cicatrizes, e você segue sobrevivendo sem esperar muito da vida agora,afinal,estamos todos no mesmo roçado de trajeto e entornos, e, parafraseando Caetano Veloso, sabemos que uns vão, uns não, uns hão,uns cão, uns chão,e não existem outros...

-0-

Silas Corrêa Leite

E-mail:poesilas@terra.com.br

WWW.artistasdeitarare.blogspot.com/

Texto da Série "Daquilo Que Eu Sei e Vivi Plenamente"

1 357

ROMANCE GOTO de Silas Correa Leite

GOTO, Romance, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, de Silas Correa Leite, membro da UBE-União Brasileira de Escritores

Resumo de Três Resenhas Sobre o livro Publicadas na web

1

Numa ótima narrativa bem situada territorialmente e em tessitura de prosa poética, personagens que vão se revelando em aspectos psicológicos e formadores aos poucos, o autor, na parte inicial apresenta o palco iluminado do circo historial todo do território-rio, beiras e margens, pântanos e brumas. E o personagem principal, Ari, que se autonomina Goto, vai contando histórias que colhe dos passageiros do rio e suas travessias, causos que não são desse mundo; e de passageiros navegantes de outras margens, almas penadas, de outras dimensões. Causo por causo, história por "estória", papos de bar, do passado, presente e futuro, como se ali fosse uma transversal do tempo, uma encruzilhada-rio, e assim o menino deficiente físico faz do remo a sua muleta, ou de sua muleta de aleijado o remo, em que, com seu andar de segura peido, seu calcanhar de frigideira, vai saltando pocinhas-histórias, voando nos remos, nas asas do rio, na sua própria imaginação-rio. Passageiros que já estiveram aqui, e o menino-navegador que tem o dom também espiritual-fantástico de fazer as pessoas contarem tudo para ele, começa a trazer moedas de outras paragens, de outros tempos, de épocas de Debret e Saint Hilaire no Brasil e na região de Itararé, que você não sabe qual é o rio e qual o personagem principal, mas vai, evoca, se aprofunda nas correntezas, mas sabe o rio criativo que o autor pincela no romance, cantando sua terra, seu rio que é o mais belo rio que corre por sua aldeia, seu Tejo tropical, particular e infinitamente lírico e, no caso, enlivrado em grande proporção no livro. O guri-ribeirinho, com suas mãos de pardal, suas mãos de água e sua alma-rio, adoece e vem visitas do tempo do imperador, de escravos a bandas de circos franceses antigos (almas de antigos naufrágios?), quando começa a colecionar moedas de gorjetas de uma outra época, como se achasse uma ponte de ouro no fim do arco-íris. E vai por aí o romance em sua narrativa que cativa, abduz, como se o atiçado leitor também tivesse nos finca pés da Canoa Faísca de Aladim, inventariando também as mil e umas noites do menino feito um Goto-Sherazade. - Lucia Camargo Mariano, in:

http://www.overmundo.com.br/overblog/goto-o-novo-romance-de-silas-correa-leite

2

O menino atiçado, sensível - sensitivo? - começa a baldear além de passageiros comuns a passageiros estranhos, e também começa ganhar mais do que o pai que é barqueiro durante o dia, e acontecem coisas inexplicáveis, surreais, fantásticas, além do Goto, personagem principal do rio, sempre vir, ao raiar de cada manhã com um causo pra lá de interessante, do tipo história que povo conta, numa narração cênica, uma história pra contar pros velhos curiosos e sua plateia naquele ermo rural. Os causos no começo são uma espécie assim de cinema mental dos velhos, depois começam a acontecer coisas, o menino parece conhecer a alma do rio, a alma da canoa, a alma da noite, a alma do lugar, aqueles cafundós. Chega a um termo em que, os causos não se sabe se são do passado, do presente, do futuro, e se ele estaria transportando além de passageiros notívagos, talvez, também almas penadas encalhadas nos desvãos de outros desmundos, que veem no moço sensível, solícito e puro uma espécie de abridor de corações, destinos, mentes e vidas passadas, e deitam falatório enquanto ele ganha o rio levando a trazendo gente e não gente. Nessas contações, cada dia um causo, Goto começa a reavaliar a vida, a sondar e criticar os pais, entrando na fase da adolescência e logo ficando jovem, mesmo aleijado, o remo do barco sendo sua muleta, nos finca-pés da canoa meio encantada tece sua vida, sua fuga, sua alma-rio. Uma espécie de terceira margem do rio Itararé com um sentido historial. A alma do Goto é exposta, seu sistemático e implicante pai com mão de pardal, sua mãe humilde que adora o filho doente - achando que ele é louco - que fala só por versinhos pueris, e a canoa-imaginação vai singrando profundezas de momentos, almas, situações de conflitos. História com densidade narrativa, o estilo todo próprio do autor elaborando um clássico que a obra se tornou, a sintaxe peculiar apontando cargas de profundidade, neologismos, palavras recuperadas, situações clarificadas, pertinências e entornos, e mesmo a visita do outro lado do mundo de soldados do imperador, escravos nus, dando tons bonitos ao encorpamento da tessitura do livro. - Antonio T. Gonçalves, in:

http://www.midiaindependente.org/pt/red/2013/09/524832.shtml

3

A bela e bucólica cidade histórica de Itararé, claro, santa estância boêmia das artes, aqui, literatura itarareense em seu melhor estilo, a Terra do Nunca feito palco iluminado do autor. No livro, o escritor desfila o bufão do personagem ribeirinho, o menino GOTO, num barco também meio encantado chamado Faísca de Aladim, em que o personagem principal leva e traz passageiros noturnos, cruzando de margem a margem as guirlandas espumosas do rio Itararé, do lado de São Paulo, ermo da periferia rural do município de Itararé, até Bom Jesus da Versalhada, nordeste do Paraná. A leitura da obra, uma viagem. Esse rio... esse barco... esse menino deficiente físico... E os causos hilários, as loucas contações, risadorias por atacado e implicações; falas bizarras (língua bastarda?), tudo acontecendo de acontecer para assim também extrapolar a vazão do rio de divisa de estados, e a imaginação espeloteada (e estrambólica) do navegante com seus dons, falácias, sua inspiração, sua doce e questionadora espiritualidade purgando umidades, estrelas e mesmo a hileia verde do habitat que o protege entre jaós, andorinhas, acrobáticos peixes salteadores e acontecências que não são desse mundo, não estão no gibi. Ah o Goto que meio criança e meio jovem, inocente, puro e besta, viaja na batatinha, na maionese, com seu lado sentidor, pensador, inquiridor, loquaz, já que fala pelos cotovelos, e que tem o dom de arrancar das pessoas tudo o que delas houve em vidas, acertos, errações e problemas. E as margens que oprime o rio, ora bruma, ora cerração, ora turvações propositais. Quem viaja nesse barco-livro é o leitor cativado também, pois o livro-canoa arrebata e leva, numa fruição náutica, narrativa fluvial em prosa que é cativante, sedutora, engraçada e lítero-culturalmente rica, entre causos pra boi dormir, entre remos, barrancos e desconcertezas paraexistenciais, a natureza e sua fauna e flora, mais a atiçada alma humana juvenil levitando, clarificando, sendo arrebatada pelo que ouve, capta, sente, mais o que aprofunda a natureza épica do romance. Na canoa ele pode andar, pelo menos; nos causos ele pode sair de si, voar, ditar os enfoques, gestos, sonoridades, tons e timbres. O pior lugar, lá, qualquer lá, é em si mesmo? O que é verdade, o que é mentira, o que é invenção transgressora e libertária, feito um rebelde de muletas, na terceira margem do rio Itararé? O Goto, a Faísca de Aladim, ou os rios causos navegados e navegantes, até navegadores? - Maria da Gloria L. M. Aranha, in:

http://www.partes.com.br/2013/10/20/goto-o-novo-romance-de-silas-correa-leite/

Contatos com o autor:

poesilas@terra.com.br

1 026

Filosofias do Silas Correa Leite

"FilosoSilas"

Cem "Bijutelíricas" do Livre Pensador Humanista Silas Corrêa Leite

(Perguntamentos, Desesespelhos, Desabandonos e Alucilâminas)

Almanaque de Cem Doses de LactobaSilas e suas "siladas"

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"Adquirimos sabedoria? Eis um belo paradoxo,

já que a sabedoria é fruto das perdas

e não das aquisições." (Alma Welt)

01.Quem tem uma só breve e inócua razão para querer continuar existindo, é doido de parafuso solto e da pá virada e da pá varrida...

02.O destino da existência do chamado "humanus" no telúrico inferno humanizado é a nossa cruz adâmica ancestral e ainda corrompida

03.A natureza nos protege de nós, porque quando nos sentimos superiores por ela somos derrubados como árvores podres

04.Só os imbecis são felizes

05.Nossa infância é o nosso maior tesouro

06.O silêncio é a maior prece de uma ser "almando" uma outra superior alma na placa mãe sideral

07.Nosso fim revelará nossa honra ou nosso horror no verdor da existencialização

08.O homem que se proclama bom, não é realista, é um mero burro de carga amoral

09.Algumas pessoas com peçonhas conversam só para fugirem de ser o que pensam que são

10.Não podemos amar o outrem, se não toleramos nosso próprio reduto intimo, sendo perversos e egoístas na nossa mais secreta interioridade recalcada

11.Só quem ergueu sozinho, com luta, fibra, sangue, choro e ranger de dentes, seu futuro limpo, é que tem direito a arguir alguma coisa de um lado ou de outro

12.Amigos mesmo cabem na palma da mão, mas sobram dedos na hora de contá-los no frigir dos problemas e enfrentamentos

13.Pelos nossos inimigos nos conhecerão e nos reconhecerão em honra, glória e respeito

14.O tal do bendito sucesso é só uma mentira de ocasião

15.O homem é o estrume no esgoto da terra, o aterro depositado do espaço, onde estão depositados todos os vermes

16.Quem muito de si mesmo fala, um jumento presencial embala

17.Virtutes, acertos e erros, afinam prudências ressentidas

18.O tal dos reinos dos céus começa a ser assentado depois de uma nossa particular e infinito mea-culpa

19.O homem é antes de tudo, acima e sobre todas as coisas, apenas um mero eco à beira do abismo

20.A melhor arma contra um inimigo é um currículo espetacular, portentoso, excepcional, fora de série

21.Os nossos maiores êxitos são desaforos obscuros, oportunismos sórdidos de mal- feitos, aproveitamentos escusos de ocasião, como indecências que resignamos e contamos palha com um papo furado que fura o olho da verdadeira verdade em nome de uma falsa meritocracia de ocasião, do rastilho do ocaso, do cardume do acaso e de um nefasto percurso maquiavélico...

22.Ser você mesmo faz parte de seu verdadeiro caráter. As vezes dói a portabilidade de se ser, mas, mesmo doendo, não queira parecer ser o que não é, nem pensando que pensa, pois fingir mostra a escurez da falta de escrúpulos assentando tijolos de vaidades customizadas com chiquezas espúrias de pústulas

23.Na verdade, o melhor do sumo de nós mesmos, aprendemos sozinhos e em enfrentações com sequelas de dor em neuras, mas nos cabendo em nós, desfrutamos o fortalecimento depois de erros, acertos, apreendências

24.Nossas opiniões só fazem bem para a nossa pose

25.Feridos venceremos

26.Toda razão perfeita e acabada de quem veio do pó começa a esvair-se quando vamos ao banheiro soltar um barro

27.O futuro sempre começa a ser construído bem lá atrás, com nossas ações contínuas de perdas de lastros setoriais ou customizados de clã e meio. Só assim nos livramos de nós e de ranços, e ergueremos nossa própria sombra, muro e pódio

28.As pedras rolam em artes. Que pedra polida queremos ser, parados, em mesmices e achismos, criando limo e húmus vegetativo?

29.A melhor lição de vida é um exemplo limpo de vitória em campo minado

30.Toda reclamação deveria vir precedida de uma bela ideia de conserto, solução ou refinamento para uma purgação evolutiva

31.No amor sempre existe um pouco de enlevo circunstancial, de devaneio residual, e de submissão unilateral

32.O dia de aprender voar, não é o dia de se atirar no abismo com paraquedas de ego doentio superestimado

33.Quem vê muitos monstros habita o surto circuito do miolo mole de um deles feito espectro

34.Se falamos de verdades olhando no espelho, fugimos do medo-rabo de nós mesmos

35.O ser humano mais do que um acidente criacional, é um embuste e uma mentira da conspiradora natureza corporativa

36.O dia que não lemos alguma coisa, não existimos

37.A alma tem sabedoria toda peculiar e inerente, que até a lucidez desconhece

38.Algumas pessoas com peçonhas deveriam vir ao mundo com tarja preta na fronte

39.Extremismos são impotências sublimadas

40.A solidão do homem no espaço é o cadáver insepulto de si mesmo que ele leva no lombo de sua mediocridade

41.Amar é despertencer-se

42.A meritocracia é uma enganação assistida, um erro

43.Todos os grandes pensamentos e as grandes ideias, foram produzidas na intimidade privada de um banheiro, como contrapartida para um descarregamento de intimo transido.

44.Todos os cadáveres deveriam ser congelados, desde o surgimento e evolução do homem na tábua de carne da terra, porque no futural vai faltar alimento e nutrientes básicos

45.Só tragédias curam paixões impossíveis

46.Quem acha alguns idiotas, deve estar procurando sustentação e companhia para sua tacanha mediocridade

47.Algumas pessoas sabem ser confidentes, e sacam o que deve ser isso, não tentam ser extintores de incêndios

48.Pessoa que repete que lê, como papagaios de piratas, é entidade vazia de si mesma

49.Estar só é um colírio, se você sozinho consegue ser um vencedor limpo em teoria e prática, você merece companhia qualificada para se reproduzir, não fazer parte do sistema

50.O humano que é um sofredor bem resolvido, tem em sua sapiência espiritual de recolhes ascendentes um ótimo butim

51.Gosto de brigões. Não gosto de cagões. Nessa vida é mesmo assim: ou você é um Nerd, ou você é um merd.

52.Quem não gosta de animais, não se enxerga.

53.Querer tentar ser sábio, significa porões, tormentas, sequelas descompensadas, não vitória boba com mãos sujas

54.O cérebro faz parte do kit básico da evolução necessária. Todos deveriam usar um

55.Quem não ergue, não constrói seu dia, cava seu poço de mediocridade. Deveria tentar arte como libertação. Quem não trabalha, não estuda e não lê, é parte da escoria tangida pela mediocridade.

56.Pessoas confusas, inseguras e fracas, fazem mal pra cadeia residual da civilização. Deveria haver um mosteiro para ateus, cegos e frustrados?

57.O homem que nunca deixou de ser criança, é que nesse conhecimento adquirido potencializa o DNA quântico do evoluído humanus em si

58.Ninguém é louco sozinho. Deus é o maior louco e solitário do universo multipangalaxial, e ergueu todo esse Big Bang que virou orquestral Big Band espacial, já que do jazz nasce a luz

59.Opinião é como fralda geriátrica: cada um preenche seu vazio dogmático com o que acha que fez de si e na verdade não fez

60.Para os animais, o homem é um deus. Para Deus, o homem para chegar a ser animal ainda tem que sair do lugar que está, pois está no átomo sem cachorro

61.Casar é humor a dois. Ou é tédio, rotina, apropriação, iniquidade, dezelo intimo e parcimônia com a infelicidade conjugal reciproca

62.Todo homem é um ignorante na sua essência

63.O melhor pensador é aquele que reflete com realismo sobra a sua sentição e o seu próprio lado sentidor enquanto neura, fuga, tentativa de achismo

64.Poeta que não lê o defeito de si, não sabe o que de per-si é, não sabe o que é uma coisa ou outra.

65.A vida é rotina cruel, tédio. Viver é plágio. Morrer é pós pago?

  1. O homem é um câncer historial.

67.Nossos maiores bens são nossas estadias de severos estudos

68.Quem não sabe se doar, não faz parte de um todo sagracial ético-plural comunitário

69.A ilusão consentida e alumbrada alimenta e amola a faca cega da esperança

70.A arte tende a ser a libertação do ser de si

71.Somos todos meras cópias. Alguns, nem isso

72.Quem não ama seus pais, e quer julgá-los sem estar a altura, nunca será nada na vida e na morte também

73.Nas profundezas da alma acesa em lume neutro, estão todos os tipos de tições de monstros que afinal nos restamos

74.Viver intensamente é tribunal, alga, palco, iluminura e refinamento com o qual cerzimos a pele arisca do dia

75.Algumas almas bobamente boas, habitam corpos parasitas

76.Odiar deveria ser proibido. O ódio enfeza o odiador, e só faz bem pras fezes.

  1. A vida inteirinha tentamos ser o tempo todo o mais distante e diferente possível do que realmente e na verdade somos

78.Numa guerra todos perdem. Até os vencedores

79.Um mestre que não tem um aluno muito melhor do que ele, não foi um bom mestre

80.O mundo da imaginação coletiva é que permite uma realidade substituta, com todas as suas lonjuras, pompas de podres poderes e sofisticadas mentiras com significados libertários pífios, ignóbeis e rasos

81.Perdoar é divino. Tirar lições de errações é que fortificam nossas muletas de prosseguimentos

82.A esperança é a inteligência da vida

83.O que nos mata, nos leva consigo

84.Quem mal vê, mal ouve, mal sabe, mal capta. Aprender é sempre um curtume de aproximação com o diferenciado de nós

85.Todas as vezes que levantamos a voz, perdemos o conteúdo, a razão, a ética

86.Todo idealismo é chulo, farpa, nonsense, um verdadeiro chute na sombra

87.Todo caminho é corrente, vazão e hangar

88.Toda certeza é esgoto de esgotamento neural martirizado nas aparências

89.Não vivemos por nós, mas pela manada com grife

90.Nossos erros de escolhas e situações, nos acompanharão por toda a corda esticada da eternidade

91.Fórmula de felicidade: olaria, silo, salina, embarcadouro, biblioteca

92.Ser feliz é fazer alguém feliz

93.A grandeza da vida é a belezura de ser simples

94.A vida é muito curta para ficarmos preenchendo questionários de renúncias e de perguntamentos

95.Nossa força pode ser nosso algoz

96.Nossos pecados são nossos professores

97.Quem remói muito um osso duro de ruir, é animal de sua própria insignificância

98.O amor é eixo e farol. Quem não se desarma, não ama

99.Somos o nosso próprio capital. As ações que somamos é o árduo trabalho, muitos estudos, leituras a todo e pleno vapor, e assim erguemos um castelo com a cara e coragem de nosso encantário vivencial, feito documento de presença, de passagem e de estadia nesse plano dimensional de uma dobra do espaço

  1. Tudo o que você fizer no calado da viagem e no dizer nas honras, feito desaceleração de partículas, será usado a favor de você, ou contra você, em sua acusação, naquele bendito final feliz em que todos morrem, e todas as páginas do livro aberto de sua vida regurgitarão além de sua retina como um ácido nucleico da barriga dos céus gerando uma evolução, ou uma volta ao estado primevo dos perdedores e infelizes, para uma nova tentativa...

Silas Corrêa Leite - Texto da Série Assim Falou Silas e suas Culatras

E-mail: poesilas@terra.com.br

www.artistasdeitarare.blogspot.com/

1 017

Release do livro O TAO DA POESIA do tal do Poeta Silas Correa Leite

Release
livro O TAO DA POESIA

Silas
Correa Leite lança o livro

O
TAO DA POESIA



Indo
para o seu décimo nono livro, depois de DESVAIRADOS INUTENSILIOS, Editora
Multifoco, RJ, e de Troios Perigritantes, nanonarrativas perversas,
twittercontos, Editora Clube do Autor, o Cyber Poeta Silas Correa Leite,
tachado pelo site Capitu de O Rei da Web lança agora O TAO DA POESIA, Poemas,
pela Editora Clube dos Autores.

TAO
significa o ABSOLUTO. É a totalidade incluindo o visível e o invisível, é o ser
e o não-ser juntos, apresentando três sentidos, ao mesmo tempo como
"caminho", "caminhante" e a ação de
caminhar; por consequência, TAO é, ao mesmo tempo, o Criador, o Criado e a
criação. O TAO, como Criador, é o VAZIO e a FORMA, e também a transformação que
une os dois. Os Três são Um. O TAO não se limita em nome, forma, sentido, ou
qualquer outra coisa; todas as coisas, no entanto, são parte do Tao e as formas
do TAO se expressar. Pois o diferenciado Escritor premiado em verso e prosa
Silas Correa Leite bolou assim de literariamente como cyber poeta também se
expressar na linha de TAO, tomar esse partido, essa filosofia-conceito-busca
(caminhança), até porque sempre foi mesmo zenboêmico, contraditório, paradoxal,
ou como ele mesmo prega com seus 'surtos circuitos', de microcopoemas a
haicais, de twittercontos a pensagens (pensamentos mensagens) de pensadilhos
(pensamentos trocadilhos) e haicais tropicais, para não dizer da ironia em seus
links chamados de Silas e suas "siladas", em que filosofa, cintila, provoca,
toca, clarifica, salma, evoca e destila em pensaversos e outras criações entre
seu lado socrático e mesmo ético-humanista, sonhando assim, depois do chamado
fim das utopias por um humanismo de resultados.

O
Tao é o caminho perfeito, palavra, projeção, logos, razão. A Poesia somente uma
luz. Poesia como Poesilha tem a ilha como uma espécie de esconderijo do ser-se
de si. O Tao da Poesia é o caminho do poeta para um lugar que só existe no seu
fazer poético, talvez, muito além do sol, na busca do arco-íris, quem sabe
escondido numa curva de uma estrada de tijolos amarelos, uma Shangri-lá, uma
Pasárgada, uma Neverland, Uma Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes,
Letras e Músicas, Imagens e Palavras. Mas não há explicações para a busca. Há
um caminho e o caminhar, o caminhante, a peregrinação, a caminhadura, a
caminhação. A poesia é somente uma fuga do sensível, tocando um Deus quando se
cria o confeito imagético da lírica alma humana, a arte como
libertação/levitação. O Tal da Poesia é o peregrino buscador que semeia o que
escreve. O livro é isso. Poemas feito em cima dos ditames de TAO e sua
iluminação. Os poemas do TAO DA POESIA também tem iluminura toda própria, e o
autor novamente surpreende com seus poemas-iluminuras em solo e luz de TAO.

Compre
o livro no site:

https://clubedeautores.com.br/book/151229--O_TAO

Entrevista
com o autor:

http://fm.fafit.com.br/podcast/entrevista-com-silas-correa-leite/













































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O livro O TAO DA POESIA de Silas Correa Leite

LIVRO
O TAO DA POESIA DE SILAS CORREA LEITE



Poemas
confeitos, como jujubas; guloseimas com sal e açúcar de elevar o espírito. O
Tao da Poesia traz reflexões lítero-poéticas do autor, escritas ao longo de
quase cinquenta anos lendo, pensando, sentindo, contemplando e criando. A vida,
os paradoxos dela. O céu e o inferno aqui mesmo. Viver é lutar mas também é
elevação, e a arte pode ser uma escada para o céu, assim como a poesia é um
canal até filosófico de conceitos, líricas e pertencimentos. Feito um
'Silasbashô' tropical, feito um livre pensador que trabalha a poesia como
fermento, inspiração e técnica de aproximação consigo mesmo, o autor assenta
poemas que fazem pensar, que tocam, evocam e fundamentam releituras desde o que
somos, de onde viemos, para onde vamos, o que é uma alma, um espírito, um ser
em floração, um coração, tudo ornando a filosófica arte poética com sintaxe
toda própria, mais a elevação espiritual que se espera de uma leitura de
primeira grandeza. O TAO DA POESIA é um mosaico de poemas, um sachê de versos
esplendentes, para dar sustentação ao ser enquanto humano e enquanto buscador.
Na casa do Pai há muitas moradas? Tao é o caminho, e, aqui, poeticamente, uma
videira, uma trilha, entre o sal e o açúcar, entre crisântemos e a própria busca
do arco-íris dentro de nós mesmos.

362

O Tal da Poesia Silas Correa Leite e seu livro O TAO DA POESIA

O
TAL DA POESIA, O POETA SILAS CORREA LEITE

Silas
Correa Leite de bóia-fria a cyber poeta premiado em verso e prosa; o guri que
vendia pipoca, banana, garapa e dolé de groselha preta, de origem humilde,
tornou-se professor e doutor. O rapaz que amava os Beatles e Tonico e Tinoco, acabou
promovendo Itararé que adora tanto e que foi seu berçário e ninhal, onde teve a
infância como o seu melhor tesouro. Ganhou prêmios de renome como poeta e
ficcionista, até no exterior, lançando livros, até um ebook de sucesso -
primeiro livro interativo da internet
que virou tese de mestrado em Semiótica e doutorado em ciência da
linguagem (linguagem virtual) como hipertexto - estando em mais de 800 sites,
em todas as redes sociais, tachado pelo site Capitu de O Rei da Internet,
aparecendo na chamada grande mídia, jornais, revistas, suplementos culturais e
mesmo entrevistado e reportagem na televisão nos programas Metrópolis e Provocações,
TV Cultura de SP. O piá foi longe, ou longe é um lugar que não existe? Escrevendo
sempre, em folhas de papel de pão, em papelões de caixas de sapatos e chapéus
do pai maestro, em retalhos de compensado e de eucatex, hoje com mais de mil
cadernos de rascunhos poéticos, vem dando testemunho de seu tempo. Poeta
zenboêmico credita na arte como libertação, na poesia como respiração da alma,
e o TAO DA POESIA uma ins/Piração que é luz, amor, natureza; tudo é TAO. O
autor procurou na arte, principalmente na literatura, sendo também ensaísta,
resenhista, trovador e contador de causos, ser o Tal da Poesia. Seu verso
identidade é: Ser Poeta é a minha maneira/De chorar escondido/Nessa existência
estrangeira/Que me tenho havido". Suas frases lapidares estão na web, em
cadernos de alunos, álbuns de formatura, convites de casamentos ou bodas, e em
tudo dá testemunho da arte de sobreviver muito além do Eu de si e suas
circunstancias. O Livro TAO DA POESIA é escrito ao longo de quase cinquenta
anos com sangue, suor e lágrimas. A poesia na escuridão é luz, a palavra é remo
no ar, e assim o autor, feito um Rimbaud pós-moderno, dá testemunho de seu
tempo. Se o poeta é o ladrão do fogo, Silas Correa Leite Leite faz plantação de
fogo no canteiro da espécie.O TAO DA POESIA é exatamente isso.





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�d��h outra coisa; todas as coisas, no entanto, são parte do Tao e as formas
do TAO se expressar. Pois o diferenciado Escritor premiado em verso e prosa
Silas Correa Leite bolou assim de literariamente como cyber poeta também se
expressar na linha de TAO, tomar esse partido, essa filosofia-conceito-busca
(caminhança), até porque sempre foi mesmo zenboêmico, contraditório, paradoxal,
ou como ele mesmo prega com seus 'surtos circuitos', de microcopoemas a
haicais, de twittercontos a pensagens (pensamentos mensagens) de pensadilhos
(pensamentos trocadilhos) e haicais tropicais, para não dizer da ironia em seus
links chamados de Silas e suas "siladas", em que filosofa, cintila, provoca,
toca, clarifica, salma, evoca e destila em pensaversos e outras criações entre
seu lado socrático e mesmo ético-humanista, sonhando assim, depois do chamado
fim das utopias por um humanismo de resultados.

O
Tao é o caminho perfeito, palavra, projeção, logos, razão. A Poesia somente uma
luz. Poesia como Poesilha tem a ilha como uma espécie de esconderijo do ser-se
de si. O Tao da Poesia é o caminho do poeta para um lugar que só existe no seu
fazer poético, talvez, muito além do sol, na busca do arco-íris, quem sabe
escondido numa curva de uma estrada de tijolos amarelos, uma Shangri-lá, uma
Pasárgada, uma Neverland, Uma Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes,
Letras e Músicas, Imagens e Palavras. Mas não há explicações para a busca. Há
um caminho e o caminhar, o caminhante, a peregrinação, a caminhadura, a
caminhação. A poesia é somente uma fuga do sensível, tocando um Deus quando se
cria o confeito imagético da lírica alma humana, a arte como
libertação/levitação. O Tal da Poesia é o peregrino buscador que semeia o que
escreve. O livro é isso. Poemas feito em cima dos ditames de TAO e sua
iluminação. Os poemas do TAO DA POESIA também tem iluminura toda própria, e o
autor novamente surpreende com seus poemas-iluminuras em solo e luz de TAO.

Compre
o livro no site:

https://clubedeautores.com.br/book/151229--O_TAO

Entrevista
com o autor:

http://fm.fafit.com.br/podcast/entrevista-com-silas-correa-leite/













































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