Escritas

Lista de Poemas

Livro Assustador 'K, O ESCURO DA SEMENTE de Vicente Ferraz Cecim

Pequena Resenha Critica

O "K"(aos) Numinoso da "Literapura"de Vicente Franz Cecim no Livro que já Nasceu Clássico

"K, O Escuro da Semente"

"Viver vale/Um delírio"

Sergio Capparelli, in, De Lírios e

de Pães/(A partir de um provérbio chinês)

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Prólogo: E-mail ao editor:

Olá Nicodemos Sena - Editor da Editora LetraSelvagem

Saudações. Assustado acabei de dar uma passada em transe no livro do CECIM. Que lindeza de loucura! Nunca a leitura é só uma vez só ou inteira nele/dele? Nunca tinha lido nada perto de parecido. Vivendo e levando susto; se eu ler mil vezes o K, conhecerei todo o abecedário neural/trans-espiritual do cara? Benza-Deus como diria minha genitora. Onde já se viu isso? Tentei ir lendo e me desatando os nós das sandálias, mas ainda não foi fácil. Acho que perdi uns parafusos, atiçado e alumbrado... Esse CECIM existe mesmo ou é invenção da letra selvagem na Amazônia-brasilis-Andara? Mando texto anexo com erros e acertos de comentários sobre o baita livro, para vc ver o que acha(...) Perdoe as ligas e anelos e divagancias; pensa que é fácil? E que o K tenha piedade de nós pobres mortais comuns.

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-... o impacto deste livro "K, O ESCURO DA SEMENTE" em mim - como desde antes na aturdida crítica especializada como um todo - e a técnica do contraponto, enquanto na abarcada (e proposital de feitio) dualidade "poesiaprosa", até o assustador jorro neural diferenciado do autor, Vicente Franz Cecim, já consagrado em outras obras espetaculares como único e raro no (seu) gênero que particularmente criou, como fora de série, de onde esplende sua "verborrágica" (aí se juntando verbo e mágica), loucura-lucidez, o já chamado estado "álmico" e o numinoso na mesma rapsódia, e, você, leitor, pego pelas palavras não saca assustadiço do que afinal se resta na leitura inesperada, se mergulha nesse "K" do literato, ou, se assim mesmo, literalmente resta-se também como um "koiso", no "kaos" leitural, ou se só e ainda "bebesorve" da almanau do autor nas escrituras em enlevo, provocadora, incomum porque especial, feito alucilâminas em "prosaverso", em que eu, lendo, também, por assim dizer "enloucresço". Livro que mexe com o leitor é livraço. Como é que pode isso, como é que pode assim? Livro bom é quando o leitor morre no final? Passei perto.

-... você vai, digamos, navega (nave cega a priori), depois, lê-se, vê-se, e capitula, se enleva também atraído, fisgado, abduzido, o que quer que seja a surpresa e o chique do chamamento ulterior. Como pode alguém (no humano), escrever isso, de-assim, desse jeito, assaz, na fuça, tresloucado, literalmente diferente e sem explicação, mas, estupendamente transpolar, multipan-polar, literalmente "literapura", dando com as palavras entrecortadas (e, entre, contadas), fragmentos/entre/vistas, numa vazão como magma entredentes/entrementes, alma limada (lixada?), tirando clarezas de sutilezas, cactos acesos de brutezas; tirando do "spiritual" (arrebatamento?) de si esses mantra em tons e tintas de um surrão interior, como se a nos "almar". Esse Cecim é único no mundo das ideias, das artes, da literatura singular que per/segue? Já antes elogiado por críticos de alto nível, já bem editado, até no exterior consagrado, já em continuação em sua sina sígnica, como uma espécie assim de um livro de Jó, de profecias (e profe-ceias) de Isaias, ou de Salmos contemporâneos e pós-modernos, a escrever sempre e tanto o mesmo livro - o LIVRO DE CECIM - continuando um tomo no outro e no outro, todos os livros um só, todos os livros ele mesmo em seu perene estágio de espírito; estado de semente de mostarda aos quatro ventos, aos sais de si, nas desaceleração de partículas do sal e de açucares de si, neutrinos narrativos, per-furando criações, entre pólens, ácaros, ícaros, troios até (mistura de joio e trigo), em perigritantes (perigos/gritos) a deslavar-se, enlevando-se, deste êxtase que fez e produz o poeta e literato sobre a arte como libertação/levitação. Cecim escreve como quem, ponhamos, se levita?

-... K, O ESCURO DA SERPENTE, segue a trama-tramóia-trauma metafísica da "asaserpente", transcreve o lumiar do encordoamento dos andamentos-continuações, pois a vida e a arte são isso: pesadelos customizados. Ah o adâmico horizonte agônico do ser/ente do devir. No dial quebrado de CECIM, o éter na mente é palavravável com atiço de imaginação? Tudo na sua obra é pura vidamorfose. O alfabeto humano não é humano? O homem é um erro, uma falha, uma falta de? Pois a arte é (precisa ser) o/esse preenchimento de vazios entre penumbras. Alvuras padecem rascunhos, e podem ser ranhuras de erratas elípticas. Os livros de CECIM não são deste mundo? Que mundo? Que desmundo? Ah a vox que clama no deserto dos bárbaros contando do ovo do sono, nessa sodomogomorra que ainda precisa de babeis para coroar o vazio da alma insepulta do Homo sapiens ao Homo demens, e do Homo degradandis ao homo interneticus...

-Considerando (especulando) o "K" da obra que aqui também supostamente pode ser de "Kaos", palavra de origem grega que ocorreu por volta do ano 800 AC com Hesíodo na Grécia antiga, e que era usada pelos gregos significando vasto abismo ou fenda; palavra que também alude ao estado de matéria sem forma e espaço infinito que existia antes do universo ordenado, suposto por visões cosmológico-religiosas, e, finalmente, o sentido mais usual de caos: de desordem, confusão, grande vazio ou grande amplitude, vazio primordial, podendo se pensar sobre que espécie de semente é essa, esse escuro que o autor burilando cria, entoa, evoca, ou que escuro é esse veios de sementes criativas do autor? Aliás, a bem dizer, Cecim não escreve, destila-se, destrincha-se, dilata-se. Quando escreve ao sair de si, entra (encontra) seu Nirvana? Ai de nós! Falando sério, CECIM descobre o inexistente, desdobra a regra formol, e, ao se assentar escriba, escrevendo vivifica a nosotros com seu tear de criação, afrouxa nós em entalhes e preciosidades de literatura esplendente de primeira grandeza lítero-cultural-criacional. Você entra no livro para ler o "romance"(?) de 384 páginas, e começa também a ler as entrelinhas e as linhagens dos desenhos gráficos, estéticos, pseudodispersos, vai entrando pelas beiradas e parágrafos abertos, e depois entra nos casulos de sua plantação de cenas, de cenários seus inventariando incêndios íntimos, e quando se vê não há como rotular, nem como nominar nada, você não se encontra mais, se perde de critérios e normas, nessas cantárias dele de criar o não-ser dizendo, o não-lugar aclareado, os sem nome, sem teias, num enlevo de um ser vertido para o nosso comum dizível, no entendível, no nominável enquanto prosa, enredo, ensaio, romance(?) em prosa poética, destrinche, prosa poética que seja em estrofes deitadas, vertentes e pinceladas de limonódoas, bijutelíricas, aqui e ali dando um susto no leitor que, também, perde-se de si, embarcando nessa canoa atiçada de K para ver e sentir, fluir, ver aflorar também frutos e raízes, e depois ainda (e por incrivel que pareça) não sacar exatamente o que é o ali e quando, arrebatado, sem ter um eixo exato do que é uma coisa e outra, porque, até mesmo na chamada Linha de TAO, o que não é passa a ser, o que já não existe se vê/lê, pois criado é nutrido, e o que se diz pode não ser exatamente quando, e o que se desdiz é ante-facho, arrebatamento, lume e correspondência com o que agrega o todo, formando a obra, em que o autor se dilacerou, plantou, orbitou, entre incensos, detalhes, silêncios, paradigmas, experimentações, pensagens (pensamentos mensagens), e deu a luz (bem isso) a esse livro-continuação, um livraço que já nasce clássico no gênero (que gênero?), livro lume e foz, enquanto assustador de tão rico e nobre, de seu tanto acervo de densidade em competência de zelo experimental (existencial) que seja na própria olaria de sua com-feitura. "K" é isso e muito mais. O que dizer ou tentar isso, depois de sair-se pelo menos alumbrado dessa arca de todas as palavras, todas as somas, todos os riscos e de/lírios de trânsito neural, de marco criacional, até assentar de novo no crível do plano existencial reles e trivial e comum dessa vidinha efêmera, desembarcando então dessa leitura/embarque?

A obra recheada de partituras lítero-poéticas de CECIM, quase um livro-ensaio "sagradoprofano" de bela e feliz e exuberante experimentação audaciosa e com altíssimo (em todos os sentidos) despojo lírico-espiritual-álmico todo próprio dele, feito epifanias de eulogias de gnosticismo laico, por assim dizer. Deus inventou as palavras, o dianho caído inventou os números, e os seres inferiores da casta telúrica deram de inventar a arte ousada para se sentirem cultuadores da criação que há no nominável sem prumo, no risível em sangria desatada, e no finito com aparência de divinus em perigrinanças nessa terra de Andara, Neverland, Pasárgada...

Matizes e iluminuras, derrama e esparramento de oleiro ornando sementes nidificadas, tramando poesia em prosa e contações, com anelos de temáticas em linguística muito bem barulhada e torneada. Tudo ornando livro, páginas e rumo sequencial num tabuleiro que parece labiríntico, e não é, e você segue o curso da trama, indo a navegar sem saber exatamente o que é margem, o que pode ser correnteza, o que tente a ser escoadouro, ou mesmo píer, mas sustentado pelo susto do porte da obra e então se deixa levar como um homem-árvore sendo nutrido, estra/vazando, muito além do simples e comum, seguindo as terras do bem-virá de Andara, como um leitor se escrevivendo e "escrevilendo" na alma de lã de vidro do autor, sem se desnortear das narrativas, ideias que arrebatam, falando, dizendo, feito um estado onírico de se entrar e sair estupefato com a musicalidade das letras do autor. Um reino de fantasias feito de palavras com/pensadas que agrega estrofes como ovelhas num rebanho historial. O fantástico e o inverossímil se apresentam. O inverso também, tudo pendurado nos cipós das implicâncias e reinações. E os paradoxos que se unem? O que pode parecer trevas é luz, o que parece luz é pântano escorregadio, e o que parece difícil é simpleza entre o lírico e o acabamento dele, numa atmosfera de lucidez/espírito/toleima/confeito lustral.

Do livro K e dele o autor CECIM, diz o literato da USP Adelto Gonçalves (In site Pravda/Rússia): "K O escuro da semente é mais um daqueles livros que o autor chama de "visíveis" e reúne na obra imaginária Viagem a Andara o livro invisível, que não escreve e só existe na alusão de um título. É o que o poeta denomina de "literatura-fantasma", em que foge a uma classificação formal, pois não se sabe se se trata de um romance escrito em prosa poética ou de um longo poema em prosa, mas sim de um gênero híbrido, que absorve todos, constituindo um diálogo entre Pai e Filho ou entre irmãos, como Iziel e Azael e Oniro e Orino. É também o seu primeiro livro em iconescritura, pois une imagens e palavras. De difícil leitura e definição, ao menos para aqueles leitores pouco afeitos à poesia menos convencional, o estilo de Cecim lembra a inquietação existencial de Samuel Beckett (1906-1989), Thomas Stearns Eliot (1888-1965), Ezra Pound (1885-1972) e Franz Kafka (1883-1924), passando ainda por Lautréamont (1846-1870), especialmente o de Os Cantos de Maldoror, e Zaratustra (660-583 a.C).

Tudo em CECIM adquire voz própria, rumo único, alma dilacerada ou se reconstituindo/criando seu mundo todo próprio, sua literatura toda única e especial, entre o ser marcado, o feérico, o inusitado, entre esvairados utensílios, criando pomos, pontes, tomos, diálogos, parágrafos, ramas e floresteiros, feito tudo em K, O Escuro da Semente, um achado, um achadouro. Com o suprassumo de sua alma, o autor escreve os sutras quânticos de uma obra que ao mesmo tempo que tem suas epístolas, tem suas respirações visionárias, sua drenagem de insurreição, sua peregrinação em sumulas, "nuvensfronteiras" se abrindo, sinfonias de letramentos jugulares. Leiam o livro, mergulhem nele, e nunca mais caiam em si, nunca mais caibam em si, nunca mais respeitem sextantes ou areias movediças. O tal do "céuterra" é dentro dos nós das cinzas de nós? A "Alma/zonia" é ele, dele, e em nele se reproduz em livros, assim como livrações mesmo, até nesse "serdespanto" em que afinal nos restamos todos com o que nos nutrimos de ler Vicente Franz Cecim.

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Silas Corrêa Leite - Professor, Jornalista Comunitário e Conselheiro em Direitos Humanos. Ciberpoeta e blogueiro premiado, escritor membro da UBE-União Brasileira de Escritores, Autor entre outros de GUTE-GUTE, Barriga Experimental de Repertório, romance, Editora Autografia, RJ.

BOX:

K, O ESCURO DA SEMENTE

Vicente Franz Cecim, Editora LetraSelvagem, 2016 - Coleção Sabedoria - www.letraselvagem.com.br - E-mail: letraselvagem@letraselvagem.com.br

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Livroterapia: a Cura Pela Leitura, Biblioterapia, Microensaio mde Silas Correa Leite

Artigo/Opinião:

Biblioterapia, a Terapia da Leitura Que Cura Almas, Corações e Mentes

Livroterapia, Um Remédio Caseiro e Casual Que Escancara e Cura?

-Doutor, estou com graves problemas emocionais, de depressão a falta de apetite, de baixa estima a obesidade mórbida, que remédio o sr me indica?

-Leia o livro tal. Você vai adorar. Vai fazer um bem enorme pra vc. Pratique esportes. Não beba, não fume. Viaje no livro.

-Doutor, pensei em me matar. Não fui uma boa filha. Só fiz coisas erradas. Más escolhas. Agora a idade me cobrando. Caiu a ficha. Preciso de tratamento.

-Vou indicar um remédio: esses livros aqui... Leia-os. Volte a estudar. Se quiser, procure uma igreja, mas lembre-se que um bom livro é melhor do que farmácia, shopping, praia, afinal, vc não pode fugir do lugar que está, do lugar que vc é. Humorterapia tb ajuda. Mas no livro vc se encontra e viaja na maionese, na batatinha... Um ótimo livro é melhor do que Rivotril. Leia e se encontre. Ou se perca. O melhor animal de estimação é um livro. A melhor viagem é para dentro. Ler, amar, e se curar...

Psicólogo poeta? Vá vendo. Quero dizer, vá lendo. Terapia ocupacional: ler vários livros. E consultar especialistas, fazer tratamentos tb. Somando à terapia do perdão, terapia comunitária, estudar muito - fugir, fugir, fugir... nos livros - e fazer regime, se for carência, e nos cursos e viagens encontrar pessoas... Alma gêmea? Nem pensar. Algemas. Prenda-se a um bom livro e tb seja um livro com final feliz. Ler é o melhor remédio. O melhor energético. Livroterapia...

-Dr, preciso de um ansiolítico, uma cura logo, emergencial. Exames. Consultas. Chapas. -Leia esses livros todos, a bula como bibliografia. O laudo é: quem lê, abre a alma, a mente, o coração. Quem não trabalha não se valoriza. Quem não estuda não muda, não sai do lugar. Consumismo é doença. Internet o tempo todo e escrevendo errado é atestado de ignorância virtual. O preço da ignorância é a eterna dependência do achismo, da mesmice. Não seja um coxinha. Vá abrir um livro.

-Dr, como muito. Dr, choro muito. Dr, tenho pesadelos. Dr, preciso de alguém ao meu lado. -Muito bem, paciente, vou indicar medicamentos e... LIVROS. Vá caçar um livro. Vá ler outras vidas. Não foi fácil para ninguém. Seja mais do que um ninguém, seja alguém. Ler é um tratamento eterno... Seja vc tb um livro aberto sobre si mesmo...

Viajar, comer, amar, estudar, ler, brincar de ser feliz. Mágoa atrai câncer. Frustração atrai pesadelo. Ódio não leva a nada, a não ser a doenças. Saia de si, num livro. No livro vc vai sacar que pessoas (heróis, personagens, bruxos, fadas, anjos, monstros, Peter Pan, Sininho, Gepeto, Cinderela, Mil e Uma Vidas) pessoas que sofreram mil vezes mais do vc, e mesmo assim venceram e foram felizes. Resiliência? E vc aí se achando. Perca-se nas páginas de um livro. Seja tb sua vida-livro com um final feliz que vc escreveu apesar de tudo. Frequente bibliotecas. Ler um livro faz bem pra pele. Seja o seu livro uma praia, uma viagem, uma cabana, não cem anos de solidão. Não gosta de ler? Tem tratamento. Não gosta de estudar? Tem cura. É difícil mas tem. Livros difíceis? Pois é, livros fáceis e vc fica "facinha", de lograr, de aceitar mentiras, de acreditar em lorotas... já pensou que lugar ao sol é o seu futuro, se vc se esconde atrás de uma máscara, fingindo que foi o que não foi, que é o que não é? Nem ler, nada a ver. Nada a ser. Leia e seja. Um médico não é Deus. Uma igreja certinha não existe, vc não é certinha e nenhuma religião pode adestrar vc, a não ser que vc seja quadrúpede. E depois, lembre-se: a solidão é a melhor amiga da alma. E um livraço é a melhor companhia. Poesia é bom pra memória, pro espírito, para neuras, remorsos, sequelas. Deus ama quem lê com alegria. Na casa do Pai há muitas bibliotecas... Já pensou que demais? Seja um bom livro, seu super-herói preferido. Leia e apareça. Quem não lê, sabendo ler, é um inocente inútil, um ignorante perfeitinho para um sistema que banaliza o amor, a caridade, a evolução. Leia e evolua. Ou fique aí parado, esperando a banda passar, e vc atrás da banda de falsos contentes desafinando a sua vida em escala errada. Lucros, perdas. Quem lê vale mais. Vale quando seja. Conteúdo. As aparências deformam o caráter. Quer escolher alguém para ser feliz, seja feliz antes. Se ele tem mais livros do que beleza, ame-o, e deixe-o amar. Cresça e apareça ao lado dele. Se ela tem mais cursos e diplomas do que sapatos e caixas de maquiagens, e adora trabalhar e estudar, vai ser a musa ideal, a esposa ideal, vc vai crescer com ela, ser feliz, ficar rico com as mãos limpas, nas alegrias e nas vitórias. É sim, possível ser feliz sozinho. Se vc está em boa companhia, quando está sozinha com um livro na mão, vc tem o que oferecer a um outro ser. Um celular sem crédito, e vc pouco ligando. Vai reler aquele clássico famoso. Vai se reaprender. Vc vê as fotos de vc menininha, de sua mãe gestora, de sua vida evolutiva, e sempre está com um jornal, uma revista, um livro na mão, ou desenhando, lendo, estudando, e olha-se: venceu por seus próprios méritos de muitas leituras, estudos, cursos, diplomas, conquistas, vitórias. Sua vida um final feliz. Quem não lê muito não se ama nada. Alme-se: LEIA. Quem não estuda sempre vai morrer sem ter uma vitória de garra para contar como referência. Quem quer um livro de um mané, um asnoia, um zé ninguém, se a mesmice e a verdadeira autoajuda é a ajuda mutua, o esforço, o sacrifício, o além de si, a determinação, a transparência, e assim então uma verdadeira alta ajuda. Que exemplo vc é para sua família, ou vc é mais um, ou para vc tanto faz como tanto fez, não significa nada sendo o que é?

Leia a vida-livro do autor. Leia a história do personagem admirável. Vc nasceu, seu nome foi escrito no livro da vida. Vc casou, ganhou uma pg de livro de oficio, num cartório. Vc lê a bula que é a pg de um remédio, a química, a biologia, a homeopatia. O laudo foi negativo e está ali mais uma página de sua vida limpa. Seus diplomas, suas escrituras. Quando vc morrer, escreverão seu nome num livro. Aqui jaz ou "aqui jazz"? Dance conforme a música do livro. Ora, se tudo se enlivra de vc, e vc lendo se livra de tanta coisa ruim, quando morrer, seu nome sendo escrito no livro do céu, pq vc não lê então, se tudo retrata vc? Quando Deus escreveu vc, Ele estava virando pra lua, ou vc aceita a escuridão da ignorância e da rotina, e tem um medíocre repertorio de palavras, escreve errado, querendo palpitar sem saber... Leia e aumente o volume do seu cérebro... Morrer sem ter lido os mil melhores livros de todo mundo, vai fazer de vc uma ameba com godê. Bonitinha mas tapada. Grã-fina mas ruim de diálogo. Saber ler mas não lê, acaba uma ignorante política daquelas. Já pensou, seu cérebro um receptáculo de tudo que faz de vc ser pequena, a fofoca, a vizinha topeira, a amiga burralda, a parente analfabeta, quando estudar vai abrir sua concepção, e ler vai fazer vc medir informações, escrever melhor, saber usar o verbo viver em toda esplendência?

Biblioterapia. Livroterapia. Eis a fórmula secreta. Dieta da lua? Dieta da USP. Cursos, diplomas. Rato de sebos. Dieta do Livro. Leia e emagreça. Pedale seu livro. Plante um livro em seu canteiro neural. Resuma o livro, copie o livro, critique, escreva ao autor, à editora. Indique o livro. Coma o livro, beba o livro, respire os livros. Empreste o livro. Seja freguesa da biblioteca ou da livraria de seu bairro. Gaste dez por cento do seu salário com livros, cds, dvds. Tenha a sua própria coleção na biblioteca em casa, feito um pedaço de um infinito particular. Sentiu firmeza? O céu pode ser uma grande biblioteca do Criador, um paraíso de livros. Vai repetir de vida, ou vai repetir de livros? Onde a sua vida-livro se encaixa da biblioteca da natureza? Ou vc é um caso perdido, um pé no sacro, um final infeliz, uma pobre e analfa e reaça alma perdida a vagar nessa dimensão cósmica numa travessia da Via Láctea? Olhe para o céu que há no livro, e se livre do inferno que as suas escolhas obscuras fizeram de vc uma refém do ostracismo.

Será que o seu login depois da morte é o nome de um livro clássico, e a senha, no portal do infinito, é um guardião alado dizendo: -Evolução ou retrocesso? -Quantos livros vc leu, camarada? Se leu pouco, voltará dependurada num cipó de Darwin, com seu DNA corrompido, a placa mãe retardada. Se leu muito, um lugar melhor será o seu futuro e dirão, que vc mesmo teve um belo romance de vida, que escreveu com seu suor, suas lágrimas, seu sangue, e também, claro, com seus cursos, diplomas, e livros que inspirou, leu escreveu e foi de alguma forma capa e espada tb. Mas não acredite em verdades perfeitas, nem tenha aquela velha opinião formada sobre tudo. Critique tudo. Com sabedoria curricular e cultural. Mas com base. Nunca questione escrevendo errado ou sem pesquisar antes. O selfie pode esperar. Vidinha medíocre, paz burra. Só idiotas não têm inimigos. É mais cômodo e seguro ser um mané, uma perua, né não? Ser burro não dói nada. Aprender dignifica a fé, a obra, o ser. O que vc pensa, cisma, pensa, exprime, escreve, diz mais de vc do que vc acha que diz ou é. Não compartilhe bobices, fascismos, neuras sublimadas, resignações de panelas. Leia-se e seja-se. Fuja num mapa do livro. Solte as amarras. Use a imaginação. No reino da fantasia há muitas jornadas espirituais. Pague pra ver, pra ler, pra ser, crescer e aparecer... Quem lê vale mais. Quem lê poesia vale muito mais. Ler e criar, é só começar. Ler e curar-se, é só continuar a ler muito e bem...

"É comum confundir Biblioterapia com ler livros de autoajuda. Alguns títulos de autoajuda são úteis e podem ser aplicados junto com o tratamento", diz Rodrigo Leite, (Coordenador do Ambulatório Geral do Instituto de Psiquiatria da USP, a Biblioterapia)

Ou vc quer ser uma merreca de um cerebrozinho de carruagem de abóbora selvagem, com inúteis e bobos mil tons de cinza de anões de jardins cheio de coliformes fecais de abutres? Vire a página. Seja freguês de uma estante cheia. Mande ver. Mande LER. A melhor pedagogia é o exemplo. A maior e melhor lição é não ser tapado e nem metido a cult ou artista de embustes, sem ser sequer ser um eterno aprendiz da alma humana. Livro ensina. Aprenda.

Quando eu morrer eu quero ser LIVRO.

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PS: Livros viram 'remédios' para paciente psiquiátrico. Fobias, ansiedade, bulimia e depressão podem ser tratadas através da leitura. Histórias são indicadas pelos médicos. Ler pode ser um importante aliado em tratamentos psiquiátricos. É o que apostam especialistas da Biblioterapia. No Reino Unido o método ganhou apoio do governo por meio de parceria entre médicos e bibliotecas públicas, que transformaram-se em verdadeiras farmácias culturais: os livros são 'prescritos' em receitas e emprestados ao paciente. Jornal O Dia - Inglaterra.

Escreveu:

Silas Corrêa Leite, Livre pensador humanista, blogueiro e ciberpoeta premiado.

Autor de vários livros, premiado em diversos concursos, constando mais de 800 links de sites e em mais de cem antologias literárias de renome em verso e prosa, até no exterior. Contatos para palestras, congressos, debates, entrevistas, críticas, torpedos, etc. E-mail:

poesilas@terra.com.br

Último Romance no Site da Folha de São Paulo:

http://livraria.folha.com.br/ebooks/literatura-ficcao/gute-gute-ebook-1316008.html

Livros a venda no site: WWW.livrariacultura.com.br

OU no: WWW.clubedeautores.com.br

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O Tal da Poesia Silas Correa Leite e seu livro O TAO DA POESIA

O
TAL DA POESIA, O POETA SILAS CORREA LEITE

Silas
Correa Leite de bóia-fria a cyber poeta premiado em verso e prosa; o guri que
vendia pipoca, banana, garapa e dolé de groselha preta, de origem humilde,
tornou-se professor e doutor. O rapaz que amava os Beatles e Tonico e Tinoco, acabou
promovendo Itararé que adora tanto e que foi seu berçário e ninhal, onde teve a
infância como o seu melhor tesouro. Ganhou prêmios de renome como poeta e
ficcionista, até no exterior, lançando livros, até um ebook de sucesso -
primeiro livro interativo da internet
que virou tese de mestrado em Semiótica e doutorado em ciência da
linguagem (linguagem virtual) como hipertexto - estando em mais de 800 sites,
em todas as redes sociais, tachado pelo site Capitu de O Rei da Internet,
aparecendo na chamada grande mídia, jornais, revistas, suplementos culturais e
mesmo entrevistado e reportagem na televisão nos programas Metrópolis e Provocações,
TV Cultura de SP. O piá foi longe, ou longe é um lugar que não existe? Escrevendo
sempre, em folhas de papel de pão, em papelões de caixas de sapatos e chapéus
do pai maestro, em retalhos de compensado e de eucatex, hoje com mais de mil
cadernos de rascunhos poéticos, vem dando testemunho de seu tempo. Poeta
zenboêmico credita na arte como libertação, na poesia como respiração da alma,
e o TAO DA POESIA uma ins/Piração que é luz, amor, natureza; tudo é TAO. O
autor procurou na arte, principalmente na literatura, sendo também ensaísta,
resenhista, trovador e contador de causos, ser o Tal da Poesia. Seu verso
identidade é: Ser Poeta é a minha maneira/De chorar escondido/Nessa existência
estrangeira/Que me tenho havido". Suas frases lapidares estão na web, em
cadernos de alunos, álbuns de formatura, convites de casamentos ou bodas, e em
tudo dá testemunho da arte de sobreviver muito além do Eu de si e suas
circunstancias. O Livro TAO DA POESIA é escrito ao longo de quase cinquenta
anos com sangue, suor e lágrimas. A poesia na escuridão é luz, a palavra é remo
no ar, e assim o autor, feito um Rimbaud pós-moderno, dá testemunho de seu
tempo. Se o poeta é o ladrão do fogo, Silas Correa Leite Leite faz plantação de
fogo no canteiro da espécie.O TAO DA POESIA é exatamente isso.





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�d��h outra coisa; todas as coisas, no entanto, são parte do Tao e as formas
do TAO se expressar. Pois o diferenciado Escritor premiado em verso e prosa
Silas Correa Leite bolou assim de literariamente como cyber poeta também se
expressar na linha de TAO, tomar esse partido, essa filosofia-conceito-busca
(caminhança), até porque sempre foi mesmo zenboêmico, contraditório, paradoxal,
ou como ele mesmo prega com seus 'surtos circuitos', de microcopoemas a
haicais, de twittercontos a pensagens (pensamentos mensagens) de pensadilhos
(pensamentos trocadilhos) e haicais tropicais, para não dizer da ironia em seus
links chamados de Silas e suas "siladas", em que filosofa, cintila, provoca,
toca, clarifica, salma, evoca e destila em pensaversos e outras criações entre
seu lado socrático e mesmo ético-humanista, sonhando assim, depois do chamado
fim das utopias por um humanismo de resultados.

O
Tao é o caminho perfeito, palavra, projeção, logos, razão. A Poesia somente uma
luz. Poesia como Poesilha tem a ilha como uma espécie de esconderijo do ser-se
de si. O Tao da Poesia é o caminho do poeta para um lugar que só existe no seu
fazer poético, talvez, muito além do sol, na busca do arco-íris, quem sabe
escondido numa curva de uma estrada de tijolos amarelos, uma Shangri-lá, uma
Pasárgada, uma Neverland, Uma Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes,
Letras e Músicas, Imagens e Palavras. Mas não há explicações para a busca. Há
um caminho e o caminhar, o caminhante, a peregrinação, a caminhadura, a
caminhação. A poesia é somente uma fuga do sensível, tocando um Deus quando se
cria o confeito imagético da lírica alma humana, a arte como
libertação/levitação. O Tal da Poesia é o peregrino buscador que semeia o que
escreve. O livro é isso. Poemas feito em cima dos ditames de TAO e sua
iluminação. Os poemas do TAO DA POESIA também tem iluminura toda própria, e o
autor novamente surpreende com seus poemas-iluminuras em solo e luz de TAO.

Compre
o livro no site:

https://clubedeautores.com.br/book/151229--O_TAO

Entrevista
com o autor:

http://fm.fafit.com.br/podcast/entrevista-com-silas-correa-leite/













































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O livro O TAO DA POESIA de Silas Correa Leite

LIVRO
O TAO DA POESIA DE SILAS CORREA LEITE



Poemas
confeitos, como jujubas; guloseimas com sal e açúcar de elevar o espírito. O
Tao da Poesia traz reflexões lítero-poéticas do autor, escritas ao longo de
quase cinquenta anos lendo, pensando, sentindo, contemplando e criando. A vida,
os paradoxos dela. O céu e o inferno aqui mesmo. Viver é lutar mas também é
elevação, e a arte pode ser uma escada para o céu, assim como a poesia é um
canal até filosófico de conceitos, líricas e pertencimentos. Feito um
'Silasbashô' tropical, feito um livre pensador que trabalha a poesia como
fermento, inspiração e técnica de aproximação consigo mesmo, o autor assenta
poemas que fazem pensar, que tocam, evocam e fundamentam releituras desde o que
somos, de onde viemos, para onde vamos, o que é uma alma, um espírito, um ser
em floração, um coração, tudo ornando a filosófica arte poética com sintaxe
toda própria, mais a elevação espiritual que se espera de uma leitura de
primeira grandeza. O TAO DA POESIA é um mosaico de poemas, um sachê de versos
esplendentes, para dar sustentação ao ser enquanto humano e enquanto buscador.
Na casa do Pai há muitas moradas? Tao é o caminho, e, aqui, poeticamente, uma
videira, uma trilha, entre o sal e o açúcar, entre crisântemos e a própria busca
do arco-íris dentro de nós mesmos.

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TRANSPENUMBRA DO ARMAGEDOM, Distopia depois de hecatombe

LETRAS

‘Transpenumbra do Armagedom’:

distopia depois de uma hecatombe

                                                                                                            Adelto Gonçalves (*)

                                                                               I

                Autor de livros polêmicos e diferenciados, Silas Corrêa Leite (1952), depois de publicar Ele está no meio de nós (Curitiba, Kotter Editorial), em 2018, O Marceneiro: a última tentativa de Cristo (Maringá-PR, Editora Viseu), em 2019, e Cavalos selvagens (Taubaté, Letra Selvagem; Curitiba, Kotter Editorial), em 2021, surpreende seus leitores com Transpenumbra do Armagedom (São Paulo, Desconcertos Editora, 2021), obra em que, mais uma vez, mistura gêneros e estilos, fazendo com que a crítica fique em dificuldades para defini-la. 

            Na verdade, trata-se de uma reunião de textos que vão do romance de ficção científica a contos futuristas e crônicas minimalistas, passando por poemas de cunho libertário. Enfim, uma obra que traz uma visão épica e fantástica de um futuro que se desenha para o planeta Terra e que se avizinha como assustador.

            O autor reconhece que procurou fazer uma literatura de ficção futurista baseado na new weird fiction, (que pode ser traduzida como “ficção esquisita”), estilo que produz criaturas mutantes, personagens que não são totalmente humanos, que surgiu na década de 1990 com a ideia de subverter conceitos, combinando elementos da ficção científica, horror e fantasia, não seguindo convenções ou exemplos estereotipados. Um gênero que anuncia a chegada da distopia, também denominada cacotopia ou antiutopia, que representa a antítese do que se lê em Utopia, do escritor inglês Thomas Morus (1480-1535), onde um governo, organizado da melhor maneira, proporciona ótimas condições de vida a um povo equilibrado e feliz.

            Ou seja, distopia é qualquer representação ou descrição, organizacional ou social, de uma utopia negativa, às avessas. No caso da obra de Silas Corrêa Leite, o termo procura reconstituir um lugar, época ou estado imaginário em que se vive sob condições de extrema opressão, desespero ou privação, prenunciando o que seria o pós-mundo governado por regimes totalitários e vivido por populações degradadas e submetidas ao controle de uma tecnologia voltada apenas para o mal. 

            Em outras palavras: aos elementos tradicionais da ficção científica, esse novo gênero procura agregar romance histórico, personagens reais, faroeste, diários de viagem, novela policial noir, com o objetivo de libertar a literatura fantástica dos clichês que infestam hoje as prateleiras das livrarias que restam. Apesar de toda essa bizarrice, as descrições que são vistas na new weird fiction se utilizam de palavras estranhas, termos inventados e analogias bizarras, como se fossem reproduzidas de um pesadelo. Perfeitamente adaptado a esse novo gênero, nesta obra, seu primeiro livro de fantástica ficção científica, o autor consumiu mais de dez anos. 

                                                           II

            Como observa o editor Claudinei Vieira, “o mundo de Silas Corrêa Leite é um amálgama de cenários pós-apocalípticos, alta tecnologia e limites morais, sociais, sexuais completamente indefinidos, interligados, complexados. “É um universo muito distante. E, ao mesmo tempo, definitivamente próximo e reconhecível”, diz. E acrescenta: “Posso não saber como classificá-lo, mas uma coisa sei com certeza: é um livro espetacular. Uma viagem intrincada, vertiginosa, imperdível”.

            Como exemplo, leia-se este trecho: “(...) São esses supermercados subterrâneos, essas igrejinhas nos ares, esses farmaciassítios, esses açougues de almas, e esses soberbos condomínios de burgueses hostis que bancam e financiam o câncer desse governo sectário, fascista e tendencioso, por conta de antropoides especuladores do sórdido capital sujo. – Fale baixo, Penélope, fale baixo, que você, com essa cara de Celly Campelo com dengue, ainda vai ver seu disquinho historial sofrer adulteração raqueada. E você vai ter que rebolar e arrumar outro codinome para parecer meia porção de gente, com essa sua siliconada bundinha murcha de câmera de bola de futebol. E vai ter que pentear macacos no laboratório de inseminação de símios treinados para serem serviçais de agentes carniças que não são desse mundo (...)”.

            Ou ainda este trecho surreal: “(...) Altas tecnologias de ponta e todas top de linha, só para suntuosas cidades satélites de ricaços residentes. Eles que são elos. Nós aqui estamos e somos os novos campos tipo Auschwitiz e Treblinka, para dizer o mínimo.... – Pois é, mas volta e meia, a gente bota fogo na canjica, sobe clandestinamente e camuflado para as altas bordas, num Cavalo de Troia ou não, vai lá de supetão e traz um refém posudo e pimpão, um burguês macarrônico. E então negocia uma felação premiada, uma devolução calculada no muque como bagre cego no mercado das pulgas, e consegue um novo reator, um plug atípico, um chip quizilento, um torno, uma muda de laranja negra, uma válvula hidrante do tempo dos cardumes, um piloto gerador, um desfibrilador de úteros rompidos. Um pendrive de suturas... E assim vamos montando nossos jipes Nirvanas, nossas naves secretas de rebelião assistida (...)”.

            Por aqui se vê que a literatura fantástica de ficção científica de Silas Corrêa Leite, com a presença de neologismos, palavras estranhas, termos inventados ou tirados do dia a dia da atual onda informática, busca romper todas as regras e tradições de um modelo de se escrever romances ou contos. E procura anunciar um fim de mundo que parece estar cada vez mais próximo. Ao incrédulo leitor só resta conferir. 

                                                           III

Nascido em Monte Alegre, hoje Telêmaco Borba, no Paraná, e tendo vivido sua juventude na mítica cidade paulista de Itararé, localizada na divisa entre os Estados de São Paulo e Paraná, Silas Corrêa Leite é poeta, romancista, letrista, professor, desenhista, jornalista, resenhista, ensaísta, conselheiro diplomado em Direitos Humanos e membro da União Brasileira de Escritores (UBE), além de blogueiro e ciberpoeta. 

Tendo começado a escrever aos 16 anos, migrou em 1970 para São Paulo, onde se formou em Direito e Geografia, sendo especialista em Educação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de ter cursado extensões e pós-graduações nas áreas de Educação, Filosofia, Inteligência Emocional, Jornalismo Comunitário e Literatura na Comunicação, curso este que fez na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). 

Nos últimos tempos, o romancista lançou também Gute-Gute, barriga experimental de repertório (Rio de Janeiro, Editora Autografia, 2015); Goto, a lenda do reino encantado do barqueiro noturno do Rio Itararé (Florianópolis, Clube de Autores Editora, 2013), romance pós-moderno, considerado a sua melhor obra; Tibete, de quando você não quiser ser gente, romance (Rio de Janeiro, Editora Jaguatirica, 2017); e O lixeiro e o presidente (Curitiba, Kotter Editorial, 2019), romance social,  

            Como poeta e ficcionista, consta de mais de 100 antologias, inclusive no exterior, como na Antologia Multilingue de Letteratura Contemporanea, de Treton, Itália, Christmas Anthology, de Ohio, Estados Unidos, e Revista Poesia Sempre, da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Seu texto “O estatuto do poeta” foi vertido para o espanhol, inglês, francês e russo.  

            É autor do primeiro livro interativo da Internet, o e-book O rinoceronte de Clarice, que reúne onze ficções, cada uma com três finais, um feliz, um de tragédia e um terceiro politicamente incorreto, que virou tema de tese de mestrado na Universidade de Brasília (UnB) e de doutoramento na Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Foi finalista do Prêmio Telecom, em Portugal, em 2007. É autor ainda, entre outros, de Porta-lapsos, poemas (São Paulo, Editora All-Print) e Campo de trigo com corvos, contos (Joinville-SC, Editora Design, 2005), obra finalista do prêmio Telecom, Portugal 2007, e O homem que virou cerveja, crônicas hilárias de um poeta boêmio (São Paulo, Giz Editorial, 2009), livro ganhador do Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador-Bahia, 2009. 

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Transpenumbra do Armagedom, de Silas Corrêa Leite. São Paulo: Desconcertos Editora, 146 páginas, R$ 50,00, 2021. Site: www.desconcertoseditora.com.br E-mail: desconcertos@gmail.com Site do autor: poetasilascorrealeite.com.br E-mail do autor: poesilas@terra.com.br 

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(*) Adelto Gonçalves, jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Editorial Caminho, 2003; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo – Imesp, 2021), Tomás Antônio Gonzaga (Imesp/Academia Brasileira de Letras, 2012),  Direito e Justiça em terras d´el-rei na São Paulo Colonial (Imesp, 2015), Os vira-latas da madrugada (José Olympio Editora, 1981; Letra Selvagem, 2015) e O reino, a colônia e o poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo 1788-1797 (Imesp, 2019), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br
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TRANSPENUMBRA DO AMARGEDOM, Distopia depois de hecatombe

LETRAS

‘Transpenumbra do Armagedom’:

distopia depois de uma hecatombe

                                                                                                            Adelto Gonçalves (*)

                                                                               I

                Autor de livros polêmicos e diferenciados, Silas Corrêa Leite (1952), depois de publicar Ele está no meio de nós (Curitiba, Kotter Editorial), em 2018, O Marceneiro: a última tentativa de Cristo (Maringá-PR, Editora Viseu), em 2019, e Cavalos selvagens (Taubaté, Letra Selvagem; Curitiba, Kotter Editorial), em 2021, surpreende seus leitores com Transpenumbra do Armagedom (São Paulo, Desconcertos Editora, 2021), obra em que, mais uma vez, mistura gêneros e estilos, fazendo com que a crítica fique em dificuldades para defini-la. 

            Na verdade, trata-se de uma reunião de textos que vão do romance de ficção científica a contos futuristas e crônicas minimalistas, passando por poemas de cunho libertário. Enfim, uma obra que traz uma visão épica e fantástica de um futuro que se desenha para o planeta Terra e que se avizinha como assustador.

            O autor reconhece que procurou fazer uma literatura de ficção futurista baseado na new weird fiction, (que pode ser traduzida como “ficção esquisita”), estilo que produz criaturas mutantes, personagens que não são totalmente humanos, que surgiu na década de 1990 com a ideia de subverter conceitos, combinando elementos da ficção científica, horror e fantasia, não seguindo convenções ou exemplos estereotipados. Um gênero que anuncia a chegada da distopia, também denominada cacotopia ou antiutopia, que representa a antítese do que se lê em Utopia, do escritor inglês Thomas Morus (1480-1535), onde um governo, organizado da melhor maneira, proporciona ótimas condições de vida a um povo equilibrado e feliz.

            Ou seja, distopia é qualquer representação ou descrição, organizacional ou social, de uma utopia negativa, às avessas. No caso da obra de Silas Corrêa Leite, o termo procura reconstituir um lugar, época ou estado imaginário em que se vive sob condições de extrema opressão, desespero ou privação, prenunciando o que seria o pós-mundo governado por regimes totalitários e vivido por populações degradadas e submetidas ao controle de uma tecnologia voltada apenas para o mal. 

            Em outras palavras: aos elementos tradicionais da ficção científica, esse novo gênero procura agregar romance histórico, personagens reais, faroeste, diários de viagem, novela policial noir, com o objetivo de libertar a literatura fantástica dos clichês que infestam hoje as prateleiras das livrarias que restam. Apesar de toda essa bizarrice, as descrições que são vistas na new weird fiction se utilizam de palavras estranhas, termos inventados e analogias bizarras, como se fossem reproduzidas de um pesadelo. Perfeitamente adaptado a esse novo gênero, nesta obra, seu primeiro livro de fantástica ficção científica, o autor consumiu mais de dez anos. 

                                                           II

            Como observa o editor Claudinei Vieira, “o mundo de Silas Corrêa Leite é um amálgama de cenários pós-apocalípticos, alta tecnologia e limites morais, sociais, sexuais completamente indefinidos, interligados, complexados. “É um universo muito distante. E, ao mesmo tempo, definitivamente próximo e reconhecível”, diz. E acrescenta: “Posso não saber como classificá-lo, mas uma coisa sei com certeza: é um livro espetacular. Uma viagem intrincada, vertiginosa, imperdível”.

            Como exemplo, leia-se este trecho: “(...) São esses supermercados subterrâneos, essas igrejinhas nos ares, esses farmaciassítios, esses açougues de almas, e esses soberbos condomínios de burgueses hostis que bancam e financiam o câncer desse governo sectário, fascista e tendencioso, por conta de antropoides especuladores do sórdido capital sujo. – Fale baixo, Penélope, fale baixo, que você, com essa cara de Celly Campelo com dengue, ainda vai ver seu disquinho historial sofrer adulteração raqueada. E você vai ter que rebolar e arrumar outro codinome para parecer meia porção de gente, com essa sua siliconada bundinha murcha de câmera de bola de futebol. E vai ter que pentear macacos no laboratório de inseminação de símios treinados para serem serviçais de agentes carniças que não são desse mundo (...)”.

            Ou ainda este trecho surreal: “(...) Altas tecnologias de ponta e todas top de linha, só para suntuosas cidades satélites de ricaços residentes. Eles que são elos. Nós aqui estamos e somos os novos campos tipo Auschwitiz e Treblinka, para dizer o mínimo.... – Pois é, mas volta e meia, a gente bota fogo na canjica, sobe clandestinamente e camuflado para as altas bordas, num Cavalo de Troia ou não, vai lá de supetão e traz um refém posudo e pimpão, um burguês macarrônico. E então negocia uma felação premiada, uma devolução calculada no muque como bagre cego no mercado das pulgas, e consegue um novo reator, um plug atípico, um chip quizilento, um torno, uma muda de laranja negra, uma válvula hidrante do tempo dos cardumes, um piloto gerador, um desfibrilador de úteros rompidos. Um pendrive de suturas... E assim vamos montando nossos jipes Nirvanas, nossas naves secretas de rebelião assistida (...)”.

            Por aqui se vê que a literatura fantástica de ficção científica de Silas Corrêa Leite, com a presença de neologismos, palavras estranhas, termos inventados ou tirados do dia a dia da atual onda informática, busca romper todas as regras e tradições de um modelo de se escrever romances ou contos. E procura anunciar um fim de mundo que parece estar cada vez mais próximo. Ao incrédulo leitor só resta conferir. 

                                                           III

Nascido em Monte Alegre, hoje Telêmaco Borba, no Paraná, e tendo vivido sua juventude na mítica cidade paulista de Itararé, localizada na divisa entre os Estados de São Paulo e Paraná, Silas Corrêa Leite é poeta, romancista, letrista, professor, desenhista, jornalista, resenhista, ensaísta, conselheiro diplomado em Direitos Humanos e membro da União Brasileira de Escritores (UBE), além de blogueiro e ciberpoeta. 

Tendo começado a escrever aos 16 anos, migrou em 1970 para São Paulo, onde se formou em Direito e Geografia, sendo especialista em Educação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de ter cursado extensões e pós-graduações nas áreas de Educação, Filosofia, Inteligência Emocional, Jornalismo Comunitário e Literatura na Comunicação, curso este que fez na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). 

Nos últimos tempos, o romancista lançou também Gute-Gute, barriga experimental de repertório (Rio de Janeiro, Editora Autografia, 2015); Goto, a lenda do reino encantado do barqueiro noturno do Rio Itararé (Florianópolis, Clube de Autores Editora, 2013), romance pós-moderno, considerado a sua melhor obra; Tibete, de quando você não quiser ser gente, romance (Rio de Janeiro, Editora Jaguatirica, 2017); e O lixeiro e o presidente (Curitiba, Kotter Editorial, 2019), romance social,  

            Como poeta e ficcionista, consta de mais de 100 antologias, inclusive no exterior, como na Antologia Multilingue de Letteratura Contemporanea, de Treton, Itália, Christmas Anthology, de Ohio, Estados Unidos, e Revista Poesia Sempre, da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Seu texto “O estatuto do poeta” foi vertido para o espanhol, inglês, francês e russo.  

            É autor do primeiro livro interativo da Internet, o e-book O rinoceronte de Clarice, que reúne onze ficções, cada uma com três finais, um feliz, um de tragédia e um terceiro politicamente incorreto, que virou tema de tese de mestrado na Universidade de Brasília (UnB) e de doutoramento na Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Foi finalista do Prêmio Telecom, em Portugal, em 2007. É autor ainda, entre outros, de Porta-lapsos, poemas (São Paulo, Editora All-Print) e Campo de trigo com corvos, contos (Joinville-SC, Editora Design, 2005), obra finalista do prêmio Telecom, Portugal 2007, e O homem que virou cerveja, crônicas hilárias de um poeta boêmio (São Paulo, Giz Editorial, 2009), livro ganhador do Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador-Bahia, 2009. 

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Transpenumbra do Armagedom, de Silas Corrêa Leite. São Paulo: Desconcertos Editora, 146 páginas, R$ 50,00, 2021. Site: www.desconcertoseditora.com.br E-mail: desconcertos@gmail.com Site do autor: poetasilascorrealeite.com.br E-mail do autor: poesilas@terra.com.br 

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(*) Adelto Gonçalves, jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Editorial Caminho, 2003; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo – Imesp, 2021), Tomás Antônio Gonzaga (Imesp/Academia Brasileira de Letras, 2012),  Direito e Justiça em terras d´el-rei na São Paulo Colonial (Imesp, 2015), Os vira-latas da madrugada (José Olympio Editora, 1981; Letra Selvagem, 2015) e O reino, a colônia e o poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo 1788-1797 (Imesp, 2019), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br
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TRANSPENUMBRA DO AMARGEDOM, de Silas Correa Leite

Release

Livro assustador “TRANSPENUMBRA DO AMARGEDOM”, fantástica literatura de ficção Científica (“New Weird Fiction”) de Silas Corrêa Leite, bancado pela Desconcertos Editora de SP.

“Em uma planície//Eu sou a ausência//da planície.//Esse é//sempre o caso.//Onde quer que eu esteja,//Eu sou o que falta(...)//Quando eu caminho//Eu fendo o ar//e, sempre,//o ar se move//para preencher os vãos//onde meu corpo estivera(...)//Todos nós temos motivos//para nos movermos.//Eu me movo//para manter as coisas inteiras”.// (Mantendo as coisas inteiras, de Mark Strand, tradução de Lucas de Lazari Dranski)

A “Desconcertos Editora” acaba de colocar em pré-venda de lançamento, o primeiro livro de fantástica ficção científica escrita ao longo de dez anos por Silas Corrêa Leite, já autor de outros sete livros, inclusive romances, mas não deste gênero, e que, segundo ele, é primeiro, único e último, pelas dificuldades de escrever, encontrar palavras, tramas, nos seus jorros neurais todos dessas narrativas diferenciadas, a priori tachada de New Weird Fiction, curto e grosso, ficção esquisita, tipo, um pesadelo muito além do fim do mundo... 

Breve Análise da obra, de um chamado Leitor Beta: TRANSPENUMBRA DO AMARGEDOM – Livro de fantástica ficção cientifica: Planeta Hewah. - Gian Celli Gianpaolo(*)

1 – Um apresentação de fogos de artifícios, pós-moderna; Multiplicidade de narrativas. 

1.2 –A obra em questão, é uma obra de “New Weird Fiction”; um estilo que produz criaturas mutantes, personagens que não são totalmente humanos. Alguns têm mutações orgânicas, outros, partes mecânicas, inclusive de plástico como partes do corpo. As diferenças são quase como metáforas de nossa própria vida, de como vemos o mundo. A New Wieird Fiction surgiu na década de 90 com a ideia de subverter conceitos, combinando elementos da ficção científica, horror e fantasia, não seguindo convenções ou exemplos estereotipados.  Apesar de toda essa bizarrice, as descrições se utilizam de palavras estranhas, termos inventados e analogia bizarras para as descrições, tipo, um pesadelo. 

2 –Toda a nova-história dessa pós ou trans-humanidade, como o “Último poema da espécie humana”, localizado dentro de uma arca de porcelana de titânio, trazendo ideia de uma dobra pandimensional. 

3 –Poesias, contos poéticos, pequenas colocações xistosas e alguns textos mais longos. A maioria deles dando ideias e criando imagens na mente do leitor. Narrativas quase jornalísticas, sendo assim uma história com essa trama, personagens e outros elementos que aguçam a curiosidade. Tramas, personagens, reviravoltas... O último estertor, acabando a bateria, os fluidos, etc, dando, inclusive, chance para um possível segundo livro, no mesmo outro no estilo deste, ou, se por acaso o mesmo fosse achado por outra civilização que o religasse. Cria um vínculo de empatia com o leitor.  Às vezes até subtramas, dentro do estilo New Weird Fiction, isso sem contar a Distopia. Um romance de contos entrelaçados, e pertinentes; a história dessa trans-humanidade do início ao fim... Haverá um segundo livro, o fim continuará? - Gian Celli Gianpolo – Editor, escritor, tradutor, leitor crítico, leitor beta e estudioso de mitologia – SP - E-mail: giancelli@yahoo.com

Diz o Editor Claudinei Vieira:  Lançamento de um livro assustador: “Transpenumbra do Amargedom – Desconcertos Editora, SP

Um livro muito especial. A começar, por não poder ou não saber como classificá-lo. No entanto, Silas Corrêa Leite vai muito além disso. “TRANSPENUMBRA DO AMARGEDON” - A HECATOMBE NA TERRA, PLANETA HEWA NUM UNIVERSO DISTÓPICO DEVASTADO POR PÓS-HUMANOS HÍBRIDOS - JATOS DE PROSA NUM UNIVERSO DE FICÇÃO CIENTÍFICA. Em mistura genial de gêneros, tons e estilos, e na verdade quebrando-os todos, entre romance de ficção científica, contos minimalistas, crônicas futuristas, poesia libertária, uma visão épica de um planeta futuro que, talvez, não seja tão distante assim. O mundo de Silas Corrêa Leite é um amálgama de cenários pós-apocalípticos, alta tecnologia, e limites morais, sociais, sexuais completamente indefinidos, interligados, complexados. Um universo muito distante. E, ao mesmo tempo, definitivamente próximo e reconhecível. Posso não saber como classificá-lo, mas uma coisa sei com certeza: é um livro espetacular. Uma viagem intrincada, vertiginosa, imperdível.

Editora: - Link de lançamento da Editora:

https://desconcertoseditora.com.br/produto/transpenumbra-do-amargedom-silas-correa-leite/

Dados da Editora:

https://desconcertoseditora.com.br/produto/transpenumbra-do-amargedom-silas-correa-leite/

https://desconcertoseditora.com.br/ - E-mail: desconcertos@gmail.com

https://www.facebook.com/desconcertoseditora/

(*)- Pós Scriptum:

Uma das características mais interessantes da Weird Fiction é sua difícil capacidade de classificação. Parece paradoxal? E é: num mundo cada vez mais governado pela “marketabilidade”, onde tudo tem de ter um rótulo, a ficção weird é uma das mais difíceis de encaixar em classificações de gênero literário.

https://blogdaboitempo.com.br/2015/01/30/weird-fiction-essa-forca-estranha-parte-ii/

Nova onda atualiza a literatura fantástica - THALES DE MENEZES - ESPECIAL PARA A FOLHA DE SÃO PAULO

Cuidado. Você pode ler por aí que "new weird" ("nova esquisitice") é um recém-nascido movimento da literatura de fantasia e ficção científica, o futuro desses gêneros, espécie de nova onda depois do cyberpunk surgido nos anos 80(...). Desconfie. "New weird" não é nada disso. Ou talvez seja. Os fóruns de discussão pipocam na internet, totalmente inconclusivos. Algumas facções até defendem que o "new weird" não existe. Mas ele está aí. O desafio é classificá-lo. Não se trata de um movimento. Um manifesto "new weird" não teria sentido. Afinal, os escritores arrolados sob esse rótulo não estão dispostos a ditar regras. Eles querem, na verdade, quebrar todas elas. Explicando: o que caracteriza esses autores é a mistura ilimitada de gêneros. Aos elementos tradicionais da ficção científica, eles agregam thriller político, romance histórico, personagens reais, faroeste, diários de viagem, policial noir e o que mais estiver à disposição. Tudo para libertar a literatura fantástica dos clichês que infestam hoje as prateleiras de livraria dedicadas ao gênero.

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1803200617.htm
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Silas Correa Leite lança novo romance diferenciado, CAVALOS SELVAGENS de novo polêmico e assustador

Lançamento

Cavalos Selvagens, o novo romance de Silas Corrêa Leite, de novo surpreende, cativa, emociona.

“...quem somos nós, autointitulados humanos, senão meros cavalos passando de mão em mão e servindo como veículos para que a vida possa escorrer por meio de nossas existências? – Roberto Damatta

-Como em seus outros diferenciados romances anteriores, o polímata Silas Corrêa Leite de novo se supera. Seu novo livro, bancado pela LetraSelvagem (SP) e Kotter (PR) - Editoras que inauguram parceria de coedição - começa como se em um thriller desesperado e assustador, já iniciando a própria dicotomia que funda a obra como um todo, feições entre a vida morrendo e a morte nascendo, nesses entremeios o medo, o desespero, revisitanças, mais doces e amargas memórias, passagens de vidas a limpo, a corrida contra o tempo, desvãos de almas, tudo isso partindo de uma doença fatal, da capital, para o interior, mais precisamente Itararé, sudoeste do Estado de São Paulo, divisa com o noroeste do Paraná, e ali finca-se o palco do romance em que o cavalo selvagem pode ser apenas uma metáfora de tudo o que somos, como em Hamlets, carnicentos e afins. Diz o rock Cavalos Selvagens “A infância é algo fácil de viver(...)/Você sabe que não posso deixar você deslizar pelas minhas mãos(...)/Cavalos selvagens não conseguiriam me levar embora(...)/Eu assisti você sofrer uma dor lancinante(...)/Nenhuma saída ligeira ou falas nos bastidores(...)/Podem me fazer sentir amargurado ou lhe tratar com grosseria - Wild Horses, (Composição de Keith Richards / Mick Jagger).

O livro em si, como se sob o foco dessa música, quando o autor, mais dez anos atrás escreveu esse romance que, como todas as obras dele, partem de um situação inusitada, crucial, quando não fatal, para o desenvolver do enredo como um devaneio de jorros neurais criando em disparada; como em Cavalos Selvagens romance que, mais uma vez, revela o escritor, blogueiro, professor e escritor premiado, surpreendendo pelo estilo, também ele mesmo um cavalo selvagem, nessa manada contemporânea de idiotas entre hordas fascistas em tantos estábulos de uma manada alienada. Nesse romance meio macunaímico pelas reviravoltas, narrativas sobre uma vida que vai findar, uma vida que acaba de nascer, e nesse prisma Silas Corrêa Leite focaliza o fio da trama, e vai tecendo rumos romance a dentro, o local ermo, a vida se esvaindo, o sangue de seu sangue que brota no rancho ermo sem recursos, uma charneca, e o personagem principal, um executivo sedentário que nem sabe fritar um ovo ou lavar um lenço, tem que cuidar de um recém-nascido, perseverar e preservar a vida do único remanescente de seu clã na face da terra, condenado que está. Como não se perturbar lendo, como não acompanhar a arte do escritor, ora a galope nas circunstancias terríveis e terminais, ora amansando a fera do momento, como parte do rebanho. No prefácio, o reconhecido literato, Joaquim Maria Botelho (ex-diretor da UBE-União Brasileira de Escritores) já bota água na fervura, bota fogo no chão, e apresenta o livro e o escritor dizendo, entre outras coisas: “O texto de Silas Corrêa Leite não é texto de quem vai à esquina, comprar fósforos para acender o candeeiro, com tempo, antes que escureça. É texto de quem vai longe, num andamento agalopado, meio frenético até, levar uma notícia que não pode esperar. Nessa corrida, é como se o exagero de ar batendo na cara da gente sufocasse, de tanto pensamento, de tanta reflexão, de tanta posição tomada. O leitor é o cavaleiro, no lombo dessa narrativa de aparente atropelo(...). No caminho, a cavalgada solitária leva a meditações e faz a realidade transitar para o sobrenatural. E surgem as assombrações, os medos atávicos que nos perseguem desde as cavernas mal iluminadas, antes da invenção do fósforo e do candeeiro. E lá se vai o mensageiro, metido em suposições e mistérios”. Prepare-se: você vai entrar nesse livro, ou, nessa baia, por assim dizer, e se sentir sobre o cabresto da leitura e o pelego das contações, talvez também se revelando um cavalo garraio se olhando no espelho da espécie, nas aparências que ficam, que foram, que virão. CAVALOS SELVAGENS é isso: um romance para você montar nele e curtir a narrativa, pois a “vidamorte” mesmo pode ser só isso, uma corrida contra o tempo, contra o tal final feliz em que todos morrem, já que o que o maior desfecho pode ser um páreo duro de saber, mas bonito de se ler e se situar, se sentido parte do cocho que, afinal, pode ser isso que rotulam de existir. Temos, dessa forma, num romance ultra contemporâneo e pós-moderno, drama e suspense reunidos em um só livro... quando a morte é o grande eixo da trama, talvez seja melhor desmontar da pose e pegar gosto na cavalgada da leitura.

Clarice Lispector disse: “O mistério do destino humano é que somos fatais, mas temos a liberdade de cumprir ou não o nosso fatal: de nós depende realizarmos o nosso destino fatal. Enquanto que os seres inumanos, como a barata, realizam o próprio ciclo completo, sem nunca errar porque eles não escolhem. Mas de mim depende eu vir livremente a ser o que fatalmente sou. Sou dona de minha fatalidade e, se eu decidir não cumpri-la, ficarei fora de minha natureza especificamente viva. Mas se eu cumprir meu núcleo neutro e vivo, então, dentro de minha espécie, estarei sendo especificamente humana. (in, “A paixão segundo GH”)

Eis o romance CAVALOS SELVAGENS, eis a fatalidade romanceada entre a ração, a razão e o chicote da vida abrindo veredas, trilhas, iluminuras, vertentes e histórias cavalares.

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Romance A QUEDA de Marcelo Pereira Rodrigues, um clássico



 

Breve Resenha

 

Romance “A QUEDA” de Marcelo Pereira Rodrigues: O amor nesses tempos de infovias efêmeras e de sintonias enfermas...

 

“A desconfiança geral que entre outras coisas enseja o chamado pós-modernismo, também aprofunda o medo de mudança, e entra na filosofia como crítica da cultura ocidental, mudanças gerais sem saber se é uma forma de decadência ou se é um renascimento cultural. Os chamados pós-modernistas encaram uma ideia de ausência de valores, de vazio, do nada, e do sentido para a vida. A essência da pós-modernidade vem através das cópias e imagens de objetos reais, a reprodução técnica do real, significa apagar a diferença entre real e o imaginário, ser e aparência, ou seja, um real mais real e mais interessante que a própria realidade. Saturação, sedução, niilismo, simulacro, hiper-real, digital, desreferencialização, consideradas senhas para “nomear” o pós-moderno, e significa mudanças com relação à modernidade. O pós-modernismo é eclético, mistura várias tendências e estilos sob o mesmo nome, é aberto, plural e muda de aspecto se passamos da tecnociência para as artes plásticas, da sociedade para a filosofia, ou seja, ele flutua no indecidível. (-Pós-Modernismo, Renan Bardine)

 

-Você acaba de ler o portentoso romance A QUEDA de Marcelo Pereira Rodrigues, MPR Edições, 2017, 362 páginas, e com sabor de quero mais, fica encantado com o desfile do enredo todo, a carpintaria da estrutura da obra, fechando a cena aberta de um belo romance filosófico que assim também bem pós-moderno e atual, contemporâneo, quando e então nos faz sonhar (nesses tempos tenebrosos) com um outro novo tempo, talvez um neoexistencialismo, não porque apenas o inferno mora no desfecho, mas principalmente porque o inferno são os outros, citando Sartre.

-Já no início da obra, o autor cita Jonathan Franzen, que diz, resumindo “... escritores irão escrever não para ser heróis fora da lei, de alguma subcultura, mas, sobretudo para se salvar, para sobreviver como indivíduos”. Bingo, ou, quero dizer, eureca; essa é a ideia-testamento-lastro (e lume) que identifica, arvora e perpassa todo o livro, num existencialismo ou neoexistencialimo aflorado, com a narrativa trabalhando em cima de microensaios sobre um ou outro escritor de renome, como páginas de uma obra cult que valoriza a filosofia sobretudo e acima e sobre de todas as coisas.

-O ser e as circunstancias. Uma noite de autógrafo, os personagens – vidas vazias, efêmeras, castrados de alguma forma - em páginas-vidas-livros, e o escritor vai abrindo o leque de cada vidinha terçã, na saga telúrica, cada vida-cruz, e assim vai tecendo em cenas, janelas, almas e abismos, como se o livro-vida de cada um estivesse muito além do chamado infinito particular, caindo para a miserabilidade dessa vida enferma, com um estatuto de medo, rejeição, contrastes, achismos, mesmices, sangria desatada, perdas e drenos.

-Medida as proporções, claro, de tempo, espaço e quadros cênicos, o romance A QUEDA lembra O Mundo de Sofia, mais o sangue cênico de páginas entintadas de um prisma sobrevivencial ou de outro, sempre se anelando aos pensadores, sentidores, filósofos, consagrados grandes mitos da literatura mundial, na obra evocados, dialogando com eles, escoando-os, ainda, nesses nossos tempos de muito outro e pouco pão. E o escritor Marcelo Pereira Rodrigues revela-se mestre no seu afazer de literatura pura, rara, plena e densa.

-A queda para baixo, a queda para o alto, a queda para dentro? Ah, os idiotas na web, os idiotas do ódio customizado, as infovias efêmeras, as vidas enfermas, mas peregrinações sócio-idiotizantes. Mentiras deslavadas de um, viagens pífias de outro, consumismos jecas, e achismos entre tantas mesmices. Tudo isso bem atual e contemporâneo; bem pós-moderno. Não há como se fugir do lugar que se está. Pior, ser, estar... permanecer... continuar... A existencialização dói. A ópera bufa da rotina vulgar... A verdade pode ser um livro aberto na página errada de uma vida. Se insurgir é preciso. Filosofar idem. Viver não faz sentido...

-Você entra na história e vai sabendo da vidinha de cada um, personagem falso-feliz, alegre-maluco, bizarro com poses, mais pompas, vazios existenciais, e fica sondando até onde vai esse romance insurgente. E acha graciosas pérolas literárias nele, de parágrafos, citações, revelações... Estamos todos sozinhos. Pior, muito pior, isolados. Isolados, mas em bandos... grupos, tribos, raves, e o sentido da vida o que é? Ladrão de nosso tempo de viver com e de com-viver... Ah, a arte (como libertação), a literatura como revelação, e o medo de (tanto) escuro dói, corrói, e fere a sobrevida de sermos e querermos parecer o que não somos. E, afinal, o que não sabemos do que pensamos que somos?

-Tendo assistido ao filme, depois comprado e lido o livro NATUREZA SELVAHGEM de David Thoreau, com o qual me identifiquei, e identifiquei toda uma geração ferida e mergulhada no caox existencial do parecer sem ser, captei a triste mensagem da citação da pg 211 do romance A QUEDA, quando diz: “Mais que amor, dinheiro e fama, dai-me a verdade”. Sim, caras pálidas, não estamos preparados para uma verdadeira inteira, profunda, incendiária.

-Que criança nunca pensou em plantar um pé de macarrão-gravatinha? Que jovem nunca pensou que iria mudar o mundo, e depois disso nunca mais se coube em si? Que adulto não achou que era melhor ter o espírito alegre da infância pueril e o sonho da estrada de tijolos amarelos que Elton John tão bem cantou? Não desafinar no baile da vida talvez seja a verdadeira ciência de sobreviver entre mundos e fungos, entre ícaros e ácaros, entre remos e lesmas. Viajar na batatinha como diz o ditado midiático. Dar maionese de viço ao pão nosso de cada dia. Ócios do ofício, talvez. Rir, amar, purgar, criar e vigiar, não necessariamente nessa ordem. Fernando Pessoa já dizia que o grande sentido da vida é não ter sentido algum. Já imaginou? Entre nadas e ninguéns, o que somos? O medo da verdade produz monstros...

-Talvez, de uma forma ou de outra, já estejamos todos mortos. Solidão-cadáver. Angústia mórbida. Olhamo-nos, e não nos reconhecemos em nós? O que somos, o que não somos? E livro expõe críticas, rasga feridas, revela o urdido olhar do narrador ferido de saber e de buscas. Filosofar, a que será que se destina? Entre a dor e a delícia de sermos o que somos (ou não somos) – Caetanear, por que não? – vamos esperando o final feliz do romance, nessa vida livre em que o tal bendito “final feliz” é que todos morrem ao fim da jornada de buscas, mas no decorrer da vida alguns encontram a trilha, a fé, o remorso; os subterrâneos do escuro paraexistencial, porque existir, quando saímos da barriga da mãe-ancestral, com as mesmas perguntações desde Homero, em busca da barriga da terra, é que vamos deixando nossas iscas e egoíscas nas barrigas de um livro para que todos – os outros! os outros! - acordem, rompam amarras, suportem, abram os olhos na zona de conforto, até porque, talvez, existir mesmo, é só isso, uma queda para esse mundo de dementes, e pior, muito pior, carcaças que ainda se reproduzirão...

Que a literatura portentosa nos proteja de nós e nos salve de nós, mesmo que seja numa fuga-ilha (queda), até porque, segundo Nietzsche, “a arte é o desejo de ser diferente e de estar em outro lugar”...

A Queda, de Marcelo Pereira Rodrigues, já nasceu um clássico.

Bravo!

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Silas Correa Leite

Professor, escritor, autor de O LIXEIRO E O PRESIDENTE, Sendas Edições, Curitiba Pr, 2019

E-mail: poesilas@terra.com.br

 

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Lançamento do Romance Social O LIXEIRO E O PRESIDENTE, de Silas Correa leite



 

Lançamento, Romance Social

 

Lançamento do livro O Lixeiro e o Presidente, de Silas Corrêa Leite

 

O Lixeiro e o Presidente

 

Mais do que um chamado “romance social” datado, crítico, irônico e destroçador, além de ser mais uma obra polêmica e diferenciada do autor, “O lixeiro e o presidente” tem tom de denúncia, de apontamento, investe na reconstrução sistêmica por meio da ironia e de outras escol(h)as literárias para, a partir desse lugar de fala/escuta da literatura levantar material histórico e repensar o espaço público. O LIXEIRO E O PRESIDENTE por meio de memória histórica/política/literária possibilita repensarmos aquilo que é/seria o agora da vida no âmbito público, mediante as vigas históricas desse finito, ou sistema que o antecede (…) “O lixeiro e o presidente” tem uma narrativa difícil de catalogar; seu gênero textual torce a ideia de romance e se aproxima da crônica, e do texto acadêmico, pois também é teórico. Um aspone ao lado de um Fernando Dois (e de “Fernando em Fernando o Brasil foi se ferrando”, disse o poeta), contando como é, como foi. Lixos, desmandos, bastidores e acontecências de um Palácio do Planalto em que a faixa presidencial foi literalmente jogada no lixo, e o real do plano econômico foi um embuste, sustentado por privatizações-roubos, (privatarias), moedas podres, engavetamentos de denúncias, entre achismos e mesmices de dentaduras, nhenhenhéns e outras falcatruas palaciais. O LIXEIRO E O PRESIDENTE vai botar a boca no trombone. Salve-se quem puder. Prepare-se. Entre pela porta dos fundos da história e remexa o lixo antes que proíbam o perigoso livro.

Inverno 2019 - ISBN: 978-65-80103-30-0

198 págs. Selo SENDAS da Kotter Editora, Pr

https://kotter.com.br/loja/o-lixeiro-e-o-presidente/

O AUTOR:

Silas Corrêa Leite

Poeta e escritor premiado nas horas vagas de reger aulas vivas, um criador que vaza pensares sobre seu tempo tenebroso (Brecht), sentidor e inventariante de incêndios, o autor Silas Corrêa Leite, zen-boêmico pela própria natureza, sonha consertar discos voadores, e, como disse no Programa Provocações da TV Cultura, de Antonio Abujamra, “corta os pulsos com poesia”. Plantador de livros polêmicos e diferenciados, acredita na arte como libertação, escreve alucilâminas, desvairados inutensílios e bulbos da sociedade pústula, ganhou prêmios de renome, consta em antologias e sites importantes, até no exterior. Sua frase predileta é “Feridos Venceremos”.  O LIXEIRO E O PRESIDENTE é apenas um relato dessa turva terra brasilis, feito antena da época (Rimbaud), pois, parafraseando Caetano Veloso, “desperto ninguém é normal”, e, se toda a história é remorso (Drummond), nesses bicudos anos neoliberais de muito outro e pouco pão, somos todos animais perante a lei, mas o homem-animal-político (Aristóteles) berra as sequelas sociais do ódio customizado, pois, como cantou Cazuza, os imbecis estão no poder, e o fascismo que sempre está no cio (Maiakovski) fede. Contar é preciso. Salve limpo perdão da esperança? A arte como libertação. O LIXEIRO E O PRESIDENTE como registro e delação. 

Contatos com o autor: poesilas@terra.com.br

 

 

 

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