Cyber Poeta Silas Correa Leite

Cyber Poeta Silas Correa Leite

n. 1952 BR BR

O atual literato e Cyber Poeta, Silas Correa Leite, na verdade nasceu no bairro operário de Harmonia, na cidade de Monte Alegre, Paraná, região de Tibagi.

n. 1952-08-19, São Paulo Itararé

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Livro Assustador 'K, O ESCURO DA SEMENTE de Vicente Ferraz Cecim

Pequena Resenha Critica

O "K"(aos) Numinoso da "Literapura"de Vicente Franz Cecim no Livro que já Nasceu Clássico

"K, O Escuro da Semente"

"Viver vale/Um delírio"

Sergio Capparelli, in, De Lírios e

de Pães/(A partir de um provérbio chinês)

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Prólogo: E-mail ao editor:

Olá Nicodemos Sena - Editor da Editora LetraSelvagem

Saudações. Assustado acabei de dar uma passada em transe no livro do CECIM. Que lindeza de loucura! Nunca a leitura é só uma vez só ou inteira nele/dele? Nunca tinha lido nada perto de parecido. Vivendo e levando susto; se eu ler mil vezes o K, conhecerei todo o abecedário neural/trans-espiritual do cara? Benza-Deus como diria minha genitora. Onde já se viu isso? Tentei ir lendo e me desatando os nós das sandálias, mas ainda não foi fácil. Acho que perdi uns parafusos, atiçado e alumbrado... Esse CECIM existe mesmo ou é invenção da letra selvagem na Amazônia-brasilis-Andara? Mando texto anexo com erros e acertos de comentários sobre o baita livro, para vc ver o que acha(...) Perdoe as ligas e anelos e divagancias; pensa que é fácil? E que o K tenha piedade de nós pobres mortais comuns.

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-... o impacto deste livro "K, O ESCURO DA SEMENTE" em mim - como desde antes na aturdida crítica especializada como um todo - e a técnica do contraponto, enquanto na abarcada (e proposital de feitio) dualidade "poesiaprosa", até o assustador jorro neural diferenciado do autor, Vicente Franz Cecim, já consagrado em outras obras espetaculares como único e raro no (seu) gênero que particularmente criou, como fora de série, de onde esplende sua "verborrágica" (aí se juntando verbo e mágica), loucura-lucidez, o já chamado estado "álmico" e o numinoso na mesma rapsódia, e, você, leitor, pego pelas palavras não saca assustadiço do que afinal se resta na leitura inesperada, se mergulha nesse "K" do literato, ou, se assim mesmo, literalmente resta-se também como um "koiso", no "kaos" leitural, ou se só e ainda "bebesorve" da almanau do autor nas escrituras em enlevo, provocadora, incomum porque especial, feito alucilâminas em "prosaverso", em que eu, lendo, também, por assim dizer "enloucresço". Livro que mexe com o leitor é livraço. Como é que pode isso, como é que pode assim? Livro bom é quando o leitor morre no final? Passei perto.

-... você vai, digamos, navega (nave cega a priori), depois, lê-se, vê-se, e capitula, se enleva também atraído, fisgado, abduzido, o que quer que seja a surpresa e o chique do chamamento ulterior. Como pode alguém (no humano), escrever isso, de-assim, desse jeito, assaz, na fuça, tresloucado, literalmente diferente e sem explicação, mas, estupendamente transpolar, multipan-polar, literalmente "literapura", dando com as palavras entrecortadas (e, entre, contadas), fragmentos/entre/vistas, numa vazão como magma entredentes/entrementes, alma limada (lixada?), tirando clarezas de sutilezas, cactos acesos de brutezas; tirando do "spiritual" (arrebatamento?) de si esses mantra em tons e tintas de um surrão interior, como se a nos "almar". Esse Cecim é único no mundo das ideias, das artes, da literatura singular que per/segue? Já antes elogiado por críticos de alto nível, já bem editado, até no exterior consagrado, já em continuação em sua sina sígnica, como uma espécie assim de um livro de Jó, de profecias (e profe-ceias) de Isaias, ou de Salmos contemporâneos e pós-modernos, a escrever sempre e tanto o mesmo livro - o LIVRO DE CECIM - continuando um tomo no outro e no outro, todos os livros um só, todos os livros ele mesmo em seu perene estágio de espírito; estado de semente de mostarda aos quatro ventos, aos sais de si, nas desaceleração de partículas do sal e de açucares de si, neutrinos narrativos, per-furando criações, entre pólens, ácaros, ícaros, troios até (mistura de joio e trigo), em perigritantes (perigos/gritos) a deslavar-se, enlevando-se, deste êxtase que fez e produz o poeta e literato sobre a arte como libertação/levitação. Cecim escreve como quem, ponhamos, se levita?

-... K, O ESCURO DA SERPENTE, segue a trama-tramóia-trauma metafísica da "asaserpente", transcreve o lumiar do encordoamento dos andamentos-continuações, pois a vida e a arte são isso: pesadelos customizados. Ah o adâmico horizonte agônico do ser/ente do devir. No dial quebrado de CECIM, o éter na mente é palavravável com atiço de imaginação? Tudo na sua obra é pura vidamorfose. O alfabeto humano não é humano? O homem é um erro, uma falha, uma falta de? Pois a arte é (precisa ser) o/esse preenchimento de vazios entre penumbras. Alvuras padecem rascunhos, e podem ser ranhuras de erratas elípticas. Os livros de CECIM não são deste mundo? Que mundo? Que desmundo? Ah a vox que clama no deserto dos bárbaros contando do ovo do sono, nessa sodomogomorra que ainda precisa de babeis para coroar o vazio da alma insepulta do Homo sapiens ao Homo demens, e do Homo degradandis ao homo interneticus...

-Considerando (especulando) o "K" da obra que aqui também supostamente pode ser de "Kaos", palavra de origem grega que ocorreu por volta do ano 800 AC com Hesíodo na Grécia antiga, e que era usada pelos gregos significando vasto abismo ou fenda; palavra que também alude ao estado de matéria sem forma e espaço infinito que existia antes do universo ordenado, suposto por visões cosmológico-religiosas, e, finalmente, o sentido mais usual de caos: de desordem, confusão, grande vazio ou grande amplitude, vazio primordial, podendo se pensar sobre que espécie de semente é essa, esse escuro que o autor burilando cria, entoa, evoca, ou que escuro é esse veios de sementes criativas do autor? Aliás, a bem dizer, Cecim não escreve, destila-se, destrincha-se, dilata-se. Quando escreve ao sair de si, entra (encontra) seu Nirvana? Ai de nós! Falando sério, CECIM descobre o inexistente, desdobra a regra formol, e, ao se assentar escriba, escrevendo vivifica a nosotros com seu tear de criação, afrouxa nós em entalhes e preciosidades de literatura esplendente de primeira grandeza lítero-cultural-criacional. Você entra no livro para ler o "romance"(?) de 384 páginas, e começa também a ler as entrelinhas e as linhagens dos desenhos gráficos, estéticos, pseudodispersos, vai entrando pelas beiradas e parágrafos abertos, e depois entra nos casulos de sua plantação de cenas, de cenários seus inventariando incêndios íntimos, e quando se vê não há como rotular, nem como nominar nada, você não se encontra mais, se perde de critérios e normas, nessas cantárias dele de criar o não-ser dizendo, o não-lugar aclareado, os sem nome, sem teias, num enlevo de um ser vertido para o nosso comum dizível, no entendível, no nominável enquanto prosa, enredo, ensaio, romance(?) em prosa poética, destrinche, prosa poética que seja em estrofes deitadas, vertentes e pinceladas de limonódoas, bijutelíricas, aqui e ali dando um susto no leitor que, também, perde-se de si, embarcando nessa canoa atiçada de K para ver e sentir, fluir, ver aflorar também frutos e raízes, e depois ainda (e por incrivel que pareça) não sacar exatamente o que é o ali e quando, arrebatado, sem ter um eixo exato do que é uma coisa e outra, porque, até mesmo na chamada Linha de TAO, o que não é passa a ser, o que já não existe se vê/lê, pois criado é nutrido, e o que se diz pode não ser exatamente quando, e o que se desdiz é ante-facho, arrebatamento, lume e correspondência com o que agrega o todo, formando a obra, em que o autor se dilacerou, plantou, orbitou, entre incensos, detalhes, silêncios, paradigmas, experimentações, pensagens (pensamentos mensagens), e deu a luz (bem isso) a esse livro-continuação, um livraço que já nasce clássico no gênero (que gênero?), livro lume e foz, enquanto assustador de tão rico e nobre, de seu tanto acervo de densidade em competência de zelo experimental (existencial) que seja na própria olaria de sua com-feitura. "K" é isso e muito mais. O que dizer ou tentar isso, depois de sair-se pelo menos alumbrado dessa arca de todas as palavras, todas as somas, todos os riscos e de/lírios de trânsito neural, de marco criacional, até assentar de novo no crível do plano existencial reles e trivial e comum dessa vidinha efêmera, desembarcando então dessa leitura/embarque?

A obra recheada de partituras lítero-poéticas de CECIM, quase um livro-ensaio "sagradoprofano" de bela e feliz e exuberante experimentação audaciosa e com altíssimo (em todos os sentidos) despojo lírico-espiritual-álmico todo próprio dele, feito epifanias de eulogias de gnosticismo laico, por assim dizer. Deus inventou as palavras, o dianho caído inventou os números, e os seres inferiores da casta telúrica deram de inventar a arte ousada para se sentirem cultuadores da criação que há no nominável sem prumo, no risível em sangria desatada, e no finito com aparência de divinus em perigrinanças nessa terra de Andara, Neverland, Pasárgada...

Matizes e iluminuras, derrama e esparramento de oleiro ornando sementes nidificadas, tramando poesia em prosa e contações, com anelos de temáticas em linguística muito bem barulhada e torneada. Tudo ornando livro, páginas e rumo sequencial num tabuleiro que parece labiríntico, e não é, e você segue o curso da trama, indo a navegar sem saber exatamente o que é margem, o que pode ser correnteza, o que tente a ser escoadouro, ou mesmo píer, mas sustentado pelo susto do porte da obra e então se deixa levar como um homem-árvore sendo nutrido, estra/vazando, muito além do simples e comum, seguindo as terras do bem-virá de Andara, como um leitor se escrevivendo e "escrevilendo" na alma de lã de vidro do autor, sem se desnortear das narrativas, ideias que arrebatam, falando, dizendo, feito um estado onírico de se entrar e sair estupefato com a musicalidade das letras do autor. Um reino de fantasias feito de palavras com/pensadas que agrega estrofes como ovelhas num rebanho historial. O fantástico e o inverossímil se apresentam. O inverso também, tudo pendurado nos cipós das implicâncias e reinações. E os paradoxos que se unem? O que pode parecer trevas é luz, o que parece luz é pântano escorregadio, e o que parece difícil é simpleza entre o lírico e o acabamento dele, numa atmosfera de lucidez/espírito/toleima/confeito lustral.

Do livro K e dele o autor CECIM, diz o literato da USP Adelto Gonçalves (In site Pravda/Rússia): "K O escuro da semente é mais um daqueles livros que o autor chama de "visíveis" e reúne na obra imaginária Viagem a Andara o livro invisível, que não escreve e só existe na alusão de um título. É o que o poeta denomina de "literatura-fantasma", em que foge a uma classificação formal, pois não se sabe se se trata de um romance escrito em prosa poética ou de um longo poema em prosa, mas sim de um gênero híbrido, que absorve todos, constituindo um diálogo entre Pai e Filho ou entre irmãos, como Iziel e Azael e Oniro e Orino. É também o seu primeiro livro em iconescritura, pois une imagens e palavras. De difícil leitura e definição, ao menos para aqueles leitores pouco afeitos à poesia menos convencional, o estilo de Cecim lembra a inquietação existencial de Samuel Beckett (1906-1989), Thomas Stearns Eliot (1888-1965), Ezra Pound (1885-1972) e Franz Kafka (1883-1924), passando ainda por Lautréamont (1846-1870), especialmente o de Os Cantos de Maldoror, e Zaratustra (660-583 a.C).

Tudo em CECIM adquire voz própria, rumo único, alma dilacerada ou se reconstituindo/criando seu mundo todo próprio, sua literatura toda única e especial, entre o ser marcado, o feérico, o inusitado, entre esvairados utensílios, criando pomos, pontes, tomos, diálogos, parágrafos, ramas e floresteiros, feito tudo em K, O Escuro da Semente, um achado, um achadouro. Com o suprassumo de sua alma, o autor escreve os sutras quânticos de uma obra que ao mesmo tempo que tem suas epístolas, tem suas respirações visionárias, sua drenagem de insurreição, sua peregrinação em sumulas, "nuvensfronteiras" se abrindo, sinfonias de letramentos jugulares. Leiam o livro, mergulhem nele, e nunca mais caiam em si, nunca mais caibam em si, nunca mais respeitem sextantes ou areias movediças. O tal do "céuterra" é dentro dos nós das cinzas de nós? A "Alma/zonia" é ele, dele, e em nele se reproduz em livros, assim como livrações mesmo, até nesse "serdespanto" em que afinal nos restamos todos com o que nos nutrimos de ler Vicente Franz Cecim.

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Silas Corrêa Leite - Professor, Jornalista Comunitário e Conselheiro em Direitos Humanos. Ciberpoeta e blogueiro premiado, escritor membro da UBE-União Brasileira de Escritores, Autor entre outros de GUTE-GUTE, Barriga Experimental de Repertório, romance, Editora Autografia, RJ.

BOX:

K, O ESCURO DA SEMENTE

Vicente Franz Cecim, Editora LetraSelvagem, 2016 - Coleção Sabedoria - www.letraselvagem.com.br - E-mail: letraselvagem@letraselvagem.com.br

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Poemas

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O PESO DO PÁSSARO MORTO, Romance gracioso de Aline Bei, que já nasce um clássico

Breve Resenha Crítica



Belíssimo Romance O PESO DO PÁSSARO MORTO de Aline Bei: a magia da contação que alça voo na leitura...



"Todo escritor é útil(...) se

acrescenta à lucidez do leitor,

livra-o da timidez(...), faz com

que ele veja e sinta o que não

teria visto nem sentido

sem ele (Margherite Yourcenar)



-Um romance que, nidificando, come pelas beiradas... Você acaba a "leção" e cobra-se: -Quando vai ter o Peso do Pássaro Morto, O Retorno, continuação? Sim, um romance nada linear, proseado com palavras soltas, como voos dispares que se arremessam e se agregam, como se em estética de poesia e em nele tendo a poética narrativa, num feminilirismo gracioso, tocante, que você começa até mesmo em pensar, como o fera Marcelino Freire - que tive já o prazer de resenhar uns cantos negros dele anos atrás - descobriu (levantou a asa criativa) de uma escritora pássara-flor desse naipe?

-Menininha quando dorme, põe a mão no coração, diz a cantilena popularesca, mas escritora que se faz menininha na criação, quando sonha, bota a mão na pá-lavra, e dela vira menininha, mocinha, mundos e fugas, fragrâncias e reinações, e assim cresce a mão, cresce a personagem criança, cresce com a gente, e como a gente, e, como se diz que a imaginação pode mais do que o conhecimento, no caso da Aline Bei bota talento, imaginação e cantárias em prosa do que ela refinada, entalha e ria...

-Amigo virtual também é para essas coisas... volta e meia troco livros, ou recebo um e outro, para leitura crítica, palpite, pitacos, dicas, orelhas, prefácio, posfácio, resenha que seja, e com isso descubro mundos além dos meus já limitados e passados de priscas eras, conheço caras novas, amigos virtuais que selam uma baita amizade virtual bonita de ser e de se saber sendo, e quando se vê, um livraço bem editado (Editora Nós), salpica de estrelas e açúcares nossa vazão de encontros e redondezas de encantos. Acertei na moça. E no livro, bonito também técnico-editorialmente falando.

-Mulher escritora é bicho esquisito, dá couro na gente, tira filé de granito. Não, baby, não existe cura para a tal da existencialização, principalmente nesse tempos tenebrosos de muito ouro e pouco pão. Mas existe apuro, fermentação, purgação, arte como levitação, tudo junto e misturado botando para fora os nós, e mesmo os nosotros, já que, afinal nos restamos todos furtivos, as vezes Hamlets, as vezes espelhos quebrados de Alices no país das armadilhas em pontos de fuga. E escrever desmonta a engrenagem da máquina humana que somos e que não somos, quando se vê, a arte cria vida, personifica, dá nome a borboletras, bois e boys, e quando menos se espera, Evoé arco e lira, descobre-se um livro que é rio, que é pássaro, nuvem, e a morta pelanca de nós sobreviventes do antes que ainda reside e resiste em nós é lixada, trazida à tona de novo a carne-vida da palavra bem torneada e nos dando gosto de barulheza de infância de tempos idos, lucidezas de criação, e então rimos, sentimos, choramos, acordamos de novo pra vida com orgulho e benção de ter lido algo embonitado pela alma femina de quem mostra seu tempo e as trilhas do seu tempo...

-Ah o menino Jesus fora da manjedoura, o Luís Benzedor, a escola, o choro, as árvores, a morte na cabeça da doidinha da pá virada e da pá varrida, personagem içando intenções, descobertas, miras e prumos. O jogo de palavras, as montagens graciosas como acordes de uma sinfonia-voo-de-pássaro-morto, feito uma corruíra de palavras tecendo acontecências, armários, Ventos, distâncias, noturnos e flashes de auroras e crepúsculos... Romance de, na leitura, se catar com as mãos de menino atiçado (e ledor voraz e feroz) os parágrafos curtos, bicudinhos-rápidos, verbos, orações, como epigramas/fotogramas, e, já disse Drummond, o mundo não pesa mais do que a mão de uma criança no ombro...

-Um romance com narrativas maviosas e as vezes entrelaçadas para todas as idades, para se contar na escola, para o jovem descobrir um mundaréu em contagem progressiva, para um adulto pegar na mão da menina e ser pai dela, irmão dela, namoradinho dela, e ainda assim e por isso mesmo também, filho dela... Já pensou que pássaro-livro arisco de se conter na emoção de lê-lo? Acabei e pensei com meus borbotões, é pouco. Cadê o bem-virá do quero mais, tipo Quero Quero ciscando nas laudas da autora, teatralizando as palavras em cenas breves, rápidas, passageiras, e ainda assim um bem-te-ler de fazer gosto?... Ah o deusinho da arte na manjedoura das palavras... e o menino (menina) livro?

-Aline Bei nasceu em São Paulo, em 1987. É formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em Artes Cênicas pelo Teatro Escola Célia-Helena. É editora e colunista do site cultural OitavaArte.

Aline-se, eis o verbo.

-O PESO DO PÁSSARO MORTO é um livro tão graciosamente leve, ao mesmo tempo um romance de peso estimativo em qualidade e literatura fina, que você sai da leitura meio que, ponhamos, encantado...

-Encantado? Então é um gostar de arregalar-se.

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Silas Corrêa Leite

E-mail: poesilas@terra.com.br

www.artistasdeitarare.blogspot.com/

Professor, escritor, autor de TIBETE, De Quando você não quiser mais ser gente, Romance, Editora Jaguatirica, Rio de Janeiro, 2017.

BOX:

O PESO DO PÁSSARO MORTO, Romance, Aline Bei.

Editora Nós, SP, 2017

www.editoranos.com.br

166 páginas.

Link:

http://editoranos.com.br/nosso-catalogo/o-peso-do-passaro-morto/

Autora:

https://alinebei.wordpress.com/author/alinebei/











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TRATADO GERAL DE INSURGÊNCIA E DESOBEDIÊNCIA CIVIL, DE SILAS CORREA LEITE

TRATADO GERAL DE INSURGÊNCIA E DESOBEDIÊNCIA CIVIL(*)



Fragmento do livro de ensaios sociais

QUE PAÍS É ISSO?

Livro ainda inédito e em construção do autor



Tratado Geral de Insurgência e Desobediência Civil



"Ser de esquerda é ter uma posição filosófica perante a vida onde a solidariedade prevalece sobre o egoísmo. " - Pepe Mujica



Uma Resolução da ONU prevê que o povo se volte armado contra estados ditatoriais, mas não que os golpistas ditadores se autoanistiem e que tudo fique por isso mesmo. Dito isso, como vivemos num arbitrário regime de exceção sem precedentes, com um suspeito estado beligerante de inconstitucionalidade disfarçado de falsolegal, tomemos atitudes de resistentes civilizados, para um levante de insurgência emergencial, e tratemos as coisas assim:

-Não devemos comprar produtos de marca, nem produtos de empresas que financiaram o golpe, nem de banco associado, magazine, loja, supermercado, nem devemos adquirir marcas de perfume de designs coniventes com essa situação, de multinacional, de comércio de agiotas, shoppings de lavagens de dinheiro de corruptos associados e de sócios laranjas;

-Não devemos consumir muito, só o básico, o necessário, o inevitável, o primordial. Essa é a ideia. Se não consumirmos tanto algumas empresas podem ir à falência, abaixarem os preços, até quebrarem, ao sentirem o baque nas finanças, para assim pagarem o preço da insanidade golpista, pois não devemos e não vamos continuar pagando o pato, pior, o pacto neoliberal. Devemos estocar alimentos necessários, água, gás, gasolina, produtos essenciais, de limpeza inclusive, sem luxo, sempre privilegiando o pequeno comércio do bairro, do interior e de sua produção local, regional, procurando produtos alternativos ou de feiras do bairro, não de grandes marcas, ou de grandes supermercados, de grandes empresas aliadas de golpistas, inclusive e principalmente empresas estrangeiras aqui sediadas.

-Devemos pesquisar sempre na Internet, desde encontros clandestinos que sejam, mobilizações importantes, passeatas datadas, greves temáticas, movimentos de clamor por justiça, até mesmo em legitima defesa e como precaução que seja, como também devemos aprender e saber como em caso de urgência imediatista produzir improvisadas armas de defesa com produtos químicos do lar, produtos de higiene e limpeza, inclusive para tentar suportar gás lacrimogêneo de policiais despreparadas ou bala de borracha de brucutus com farda e patente. Há links na web que informam com ilustrações e com arquivos no YouTube, como fazer armas caseiras de defesa para casos emergências e de alertas, intimidação, proteção e limitação. Adquirir conhecimento na área também é legitima defesa, e sempre importante resistência contra parvos e néscios empoleirados de forma ilícita no poder.

-Avisar amigos de confiança, camaradas e familiares, militantes e colegas de respeito, do partido, da ong ou do sindicato, de confiança e de admiração recíproca, que propaguem a mesma utopia de inclusão social e socialismo democrático. De imediato, devemos cancelar cartão de crédito se possível. Em caso de extrema necessidade crucial, ter conta bancária só em banco público, e assim então e por isso mesmo eliminar contas, seguros, dotes de ações, pagamentos agendados, cotas, poupanças, registros, boletos, cessões de credito e direitos, de empréstimos e novações de dívidas, e tudo cancelar do privado e passar para instituição pública de qualidade e transparência, se possível for, ou negar-se a pagar, discutir em juízo a dúvida, a dívida; protelar para obrigar redução dos juros ou de encargos e tarifas criminosas do crime mercantil. Ter consciência da lavagem cerebral agindo no mercado, no seu meio social alienado, na mídia abusiva e no marketing para engabelar incautos. Não dar trégua.

-Não assistir nenhum canal de tevê espalhafatoso de direita fascista, nem ouvir rádio pertinente de empresa que bancou o golpe, assim como não dar crédito e nem nunca dar Ibope. Mídia que bancou o retrocesso, não tem quilate moral; desligue, apague, tire o canal de seu controle da programação, dê preferência a canais piratas ou dito marginais de comunicação, a blogs tachados de sujinhos, e sites de legitimidade comunitária, de qualidade em humanismo de resultados e com suportes de verdade, e mantenha sempre contato com quem tem consciência cívica e noção básica de direitos e deveres de resistência e luta, inclusive de direitos humanos. Se há governo ilegítimo, ser contra é legítimo e é exercício de cidadania protestar contra um desgoverno ilegítimo.

-Nas profícuas redes sociais, comunique-se com vibrante consciência ético-plural-comunitária, proteste, denuncie, delate, publique fotos, textos, importantes notícias de situações emergentes, perigritantes, verta panfletos, traduza textos, melhore mensagens convocatórias, corrija, valorize, busque feedback, alerte a maioria ignara da população sobre o crime organizado dos golpistas bancados no poder, porque o traíra usurpador do tal novo estado novo em ditadura civil-empresarial-judiciária negocia com bandidos e mantem-se em falsa pompa garbosa com faixa presidencial ilegítima e indevida; bufão impune entre eles todos, com seus aliados da farra pecuniária a fundo perdido, propinas afins, grupelho aliado à uma elite pústula de uma sociedade de catervas, plantado por uma pequeno-burgesia amoral que chama de populismo os resgates de inclusões sociais; de dividas sociais impagas desde a libertação de escravos (que libertou mas não indenizou); desde o golpe de 64; e desde que um ex-sociólogo, ex comunista e ex-ateu vendeu-se aos ratos de esgoto da ditadura, ainda aliado à uma mórbida ditadura do judiciário, corvos de toga, e aliado de uma sórdida mídia abutre ligada a agiotas internacionais, entre outros zumbis, morcegos, manifantoches, hienas e chacais do golpe torpe.

-Mantenha-se sempre na ativa, se comunicando, trocando informações, logísticas, aparelhamentos, sempre atuante, antenado, com consciência cívica e sempre inquiridor e impactante. Seja sempre um militante de primeira, na escola, no trabalho, na internet, no espaço público, na fila do banco ou do supermercado, na rua, na chuva, na fazenda, delatando fakes, contestando mentiras, combatendo antros de escorpiões, arguindo, debatendo, mostrando aparo e conhecimento, atacando chacais de esgoto da ditadura de todos os tipos e níveis, também vigiando na internet, procurando páginas falsas, críticos fictícios nas redes sociais, em páginas de embustes, blogs e sites, fanpages, sempre a denunciar, delatar, e também a gravar, guardar, registrar, valendo-se das leis que têm sanções para crimes virtuais também.

-Lembre-se: Fascismo não é opinião. Ponto. Simples assim. Não tem papo, não aprofunde diálogo, não está à altura, não significa nada. Fascista não tem conhecimento de nada, é um mero zero à direita do chiste, do chulo, do achismo, da mesmice, da burreza pegajenta de uma falsa prosopopeia, sem o mínimo de senso de ridículo, de qualquer senso que seja, estético, político, humano, historial, de direito ou de crítica social pura. Renegue. Anule. Delate. Apague. Exclua. Denuncie. Junte provas contra. Nunca permita o pareamento. Democracia e exercício de cidadania é outra coisa. Insurja-se. Prepare a barricada, a trincheira da legalidade. Junte camaradas iguais. Agregue o clã. Procure sua turma, e delete coxinha-Daslu (eleitores corruptos de Samparaguai, o estado-máfia que só elege continuadamente corruptos e ladrões aos montes), delete coxinhas-Hipoglós (velhotes decrépitos que sempre votaram mal e porcamente e agora posam de críticos de ocasião mesmo tachados de vagabundos pelo FHC, o chamado Pai da Fome - milhões de desempregados com o "sucesso" do irreal Plano Real), mais rançosos e sádicos coxinhas asnoias, bolsanazis, bolsolixos, e outros lacaios ignóbeis do regime de exceção, que, feito bois de piranha, buchas de canhão, massas de manobra, papagaios de pirata, reproduzem mentiras e, insanos e senis pregam a volta dos que não foram, os parvos, se esquecendo que os corruptos e ladrões atuais, de máfias e quadrilhas historiais, são todos impunes filhotes espúrios e sequelas do dantesco militarismo incompetente e corrupto no próprio processo histórico brasileiro.

-Sempre diga não às impositivas atitudes ditatoriais. Relembre os podres do militarismo, principalmente do penúltimo golpe, o da canalha de 64, que atrasou a democracia no Brasil em décadas, arrombou os cofres públicos, assentando corrupção em todos os níveis, aumentando enormemente a dívida externa, permitindo o enriquecimento ilícito de parte da elite golpista, enchendo os cofres da burguesia que prega um capitalismo, mas sendo um capitalhordismo americanalhado que expropria o estado e ainda engana jumentos que lambem as botas do arbítrio.

-Não baixe a guarda nunca. Nem se acomode. Não dê moleza. Quem se ama, se arma. Quem ama seu país, participa, faz a diferença, mantem-se na ativa. Procure ter porte de arma, se possível. Mas a sua metralhadora dialética (estudos, conhecimentos, leituras, pesquisas) têm o seu primordial e verdadeiro poder de argumentação e diálogo em alto nível e ótimo estilo, mas pense livre, nunca discuta com burros fascistas, cérebros de puxadores de carroça. Prepare-se para o pior. Precisamos de uma outra Batalha de Itararé, para acabar com essa nova/velha oligarquia parasita de horror? Precisamos de um outro clamor e levante popular, por uma nova constituinte, eleições diretas, um contragolpe que permita o retorno de quem foi devidamente eleito nas urnas e então uma pessoa ilegitimamente foi evada ao poder de forma absurda? Dilma não negociava com bandidos, não deu aumento para juízes marajás, nem facilitou alta verba pública para a Rede Globo golpista.

-Porte sempre uma bela câmara fotográfica de primeira qualidade. Ou um celular com boa resolução, para registrar impropérios e impropriedades, e assim emergencialmente denuncie racismo, homofobia, discriminação, agressões dos poderes públicos, violações de direitos humanos; não se omita, exercite sua cidadania, principalmente nesses tempos tenebrosos em que o preço da democracia é a eterna militância.

-Particularmente registre entrada e saída sua, para todo lugar que for, por mais óbvio, regular ou rotineiro que seja, bem como registre de alguma maneira início e chegada, retorno e resultado, agitações, agrupamentos ou passeatas, greves, mobilizações, proibições, abusos de autoridades despreparadas, criando um grupo unido e treinado em relações comunicativas para tanto, para que todos saibam de todos, saiba onde cada um está e o que faz, equipe agregada, vigiando o amigo participante ativo, cuidando um e outro; espirito de equipe nessas horas vale muito, por isso procure estar de preferência sempre em grupo, em mais de um, e assim procure adquirir conhecimento compartilhado, atualizado, para abalizar informações, e também procure ter bom embasamento jurídico de sobrevivência e proteção pessoal, de causa e efeito, até para se fazer defeso em eventual hora imprópria de militância, como procure também ter advogado de nível a mão para agir de presto e intermediar ajuda urgente se for preciso, a princípio apelando pela não violência, mas sempre estando pronto para o caso emergencial ou acidental de o bicho pegar e você precisar de amparo, de ajuda, de sangue, de água, de remédios, de equipamento sobrevivencial, de pleito de divulgação da ocorrência ilegal e mesmo de solidariedade inclusive com ampla divulgação em todas as redes sociais, principalmente de diretos humanos, da ONU, ou em sítios internacionais de renome e mobilização. Não permita e nem provoque violência gratuita. Não reaja se for provocado. Busque programar logística em panfletagem, pichação ou mobilização, sondando ou programando sempre saída de emergência, ponto de fuga, de referência crucial, de válvula de escape, mas sempre registrando situação e resultante, atrocidade e dezelo público, ou mesmo fascismo de ação ou interpretação de tanto, porque, para a direita o crime compensa, quando o lucro é crime, o trabalho é trabalho escravo, e se essa direita rancorosa e amoral é unida como um câncer a ser extirpado, porque iriamos nos dispersar?

-Se o golpe é ilegal, e representa o retrocesso social, desobedecer é o que há, e se insurgir é parte importante da resistência e da sabedoria ético-cívica de se manifestar contra a corja que se instaurou no Palácio do Planalto e adjacências. Proteger direitos, conquistas trabalhistas, inclusão social, é dever de todo cidadão participativo e antenado, principalmente contra o cínico e inumano estado mínimo neoliberal que faliu a Europa, e se já foi rejeitado é porque entre a teoria e a prática revelou-se desumano, na própria globalização da miséria com as privatarias (privatizações-roubos), mais o hediondo neoescravismo vergonhoso.

-Ser do contra. Ser contrário com inteligência, lucidez, aparato técnico até, e preparo intelectual, com amplo conhecimento de história, direito, humanismo, conquistas sociais datadas. Unidos somos fortes. Agregados, somamos. Desligar a tevê faz parte e ajuda. Ligar o cérebro. Leituras ajudam e movem neurônios. Política é uma arte. Ou fazemos a nossa luta de resistência, de insurgência, contra violações espúrias de direito, ou eles os bastardos inglórios crescerão e vencerão pari passu, porque a pequena burguesia fede e o fascismo no cio gera monstros, de alienados tantãs que são os malformados, mal informados, ignorantes políticos, cérebros de penicos da mídia. A insurgência é nossa resposta ao golpe que derrubou uma legitima presidenta eleita nas urnas, e bancou um lacaio do capital especulativo de um braço armado do sistema vil.

-Todo poder emana do povo, e em seu nome deve ser exercido, é um preceito constitucional. Um governo sem povo, sem ter sido eleito direto para ser o cabeça da chapa e chefe do executivo, mas no poder com conchavos de bastidores e negociação com bandidos, é ilegal. Um povo alienado é usado pela mídia suja, portanto, pensar é movimentar-se, agir é resistência, insurgir é preciso, atuar é pilar de resistência. Que nosso hino na batalha seja o Hino Nacional Brasileiro, e mesmo que o nosso mote até seja FERIDOS VENCEREMOS, mas que também tenhamos fôlego para em alto e bom tom cantarmos Para Não Dizer Que Não falei de Flores, de Geraldo Vandré, até porque a patriazinha não pode ter fantoches no poder, marionetes dos três poderes na retaguarda suja, com o regime de exceção posando de falso-legal, mas sendo usurpador e agindo de forma cínica, amoral, sórdida. O povo unido jamais será vencido? Essa é a ideia. A mídia destila seu ódio, e se ufana de berrar fora isso, fora aquilo, fora preceitos legais, assim conspurcando a verdade propriamente dita. A justiça tendenciosa e parcial, serve ao que serve. Tribunais de embustes são antros. STF-São Todos Fariseus. E a alta sociedade que tem medo de pobre, negro, nordestino, favelado, agricultor, índio, funcionário público, professor, justiça pura, jornalismo puro, fomenta o golpe e o sustenta por não permitir a continuação de inclusão social que tirou o Brasil do mapa da fome com Lula e Dilma e elevou o país a nível de potência emergente e distinta. Lembrem-se do que disse Leo Huberman, no livro História da Riqueza do Homem: "Quando a economia capitalista entra em colapso, e a classe trabalhadora marcha para o poder, então os capitalistas se voltam para o fascismo"

-Dilma gerente não permitiu aumento vergonhoso de salários-propinas a juízes marajás numa justiça de tostões, e criou inimigos entre PHDeuses de meio e pretensão de. O PT tirou parte de alta grana que era desviada para a rede Globo, que nasceu e cresceu na ditadura, e Lula e o PT então viraram alvo para direcionamento de falsas notícias, falsas interpretações dirigidas, falsas implicações de denúncias, chegando a um linchamento midiático sem precedentes, com o abuso de leviandade criticado em foro legal no mundo inteiro. Hoje os ratos governam os governos, de municipais, estaduais, regionais, a federais. A corrupção impune financia e banca o nosso capitalismo americanalhado, com suporte de agiotas emboabas querendo a preço de bananas as lucrativas empresas públicas, com a Petrobrás sendo propositalmente sucateada para ser vendida a toque de caixa e assim reformar o butim financeiro dos que financiaram o golpe, o decrépito usurpador e seus asseclas lotado nos podres poderes...

-Resistir é preciso. Evitem marcas, grifes, consumo exagerado, reduzam o consumo ao máximo, evitem que empresas que bancaram o golpe, financiaram a ditadura atual, tenham lucros como antes na melhor era da economia brasileira desde 1500, a Era PT, segundo sustentou o próprio site UOL, e assim, na calada da noite, nos subterrâneos que seja, devemos fomentar uma insurreição, uma revolução popular, delatando, denunciando, registrando, criando - a arte como libertação - como disse o poeta. Queremos o Brasil de antes de volta, sem falsas estatísticas, sem inflação camuflada, sem falso crescimento de mentira, sem o retrocesso instável numa crise instrucional sem precedentes, quando as quadrilhas no poder abusam de alta grana a que foram comprados, e assim saqueiam as empresas estatais, onerando o erário público, minando nossas reservas e expropriando nossos recursos naturais. Daí a razão desse rascunho improvisado dessa primeira versão de um tratado geral de insurgência.

-Fora Temer, fora barganhas palaciais vergonhosas. Fora STF. Fora Mídia abutre. Fora podres poderes. Que país é esse? Que país é isso? A revolução popular começa em nós, em casa, no meio, no clã, no local de trabalho, no local de estudos, na praça, no dia-a-dia. Preguem esse mantra. Fomentem essa ideia. Quem sabe faz a hora não espera acontecer. A luta continua. Insubordinação já. A insurgência prenuncia um levante popular. Juntos somos fortes. Passeatas, greve geral, mobilização, conscientização, não consumir, não comprar, tudo vale a pena para demonstrar nossa insatisfação. Ao povo o que é do povo.

-Nós, os insurgentes, somos contra:

1)-As privatizações-roubos (privatarias) e suas maracutaias, bem como o suspeito resultado final improbo desde as moedas podres.

2)-A midiatização da justiça que com isso empobreceu e corrompeu-se, feriu hierarquia de letra legal, tomando partido, justiçando açodadamente de um lado e protegendo labirinticamente amigos do alheio.

3)-A idolatria de jagunços de extrema-direita reacionária a juízes caducos na aplicação ilegal das leis, falindo a justiça na justiça turbinada para a idiotização de leigos.

3)-A militarização proposital da segurança pública, beneficiando empresas privadas de segurança e prejudicando as carentes periferias e seus cinturões de miséria, violência e morte.

4)-Queremos auditoria ampla, geral e irrestrita de todas as empresas de comunicação, que são concessões públicas, e que apoiaram o golpe, o arbítrio, o regime de exceção, criando de forma danosa a enorme proposital propagação do ódio, da violência gratuita, do sexismo, do direcionamento proposital do noticiário capenga, tendencioso e ignaro.

5)-Queremos cobrança de impostos de todas as religiões, e ainda a obrigação das mesmas de alfabetizarem seus associados e membros.

6)-Queremos um mutirão para rever penas de sentenciados, libertação dos que ainda não foram julgados, no sentido de acabar com a indústria do crime organizado nas cadeias, e as escolas do crime evolutivo baseadas nas prisões.

7)-Queremos uma auditoria popular das leis trabalhistas conquistadas a ferro, fogo, sangue, suor e lagrimas. Nenhum direito a menos.

8)-Queremos uma auditoria publica com participação multipartidária da questão da previdência pública, a cobrança incontinenti das dívidas trabalhistas, a responsabilidade civil e criminal dos devedores quando com protelamento da dívida em ajuizamentos disformes, protelatórios, bem como o fim de toda anistia de qualquer tipo para qualquer empresa, por qualquer intervenção ou corrupção política de ocasião, em detrimento da transparência e dos direitos sagrados conquistados pelos trabalhadores e garantia dos mesmos.

9)-Queremos uma reforma total da justiça capenga e incompetente, principalmente para acabar com os decrépitos marajás de toga, quando o salário de todo membro da justiça e em áreas correlatas ou pertinentes devem ser com base no salário do professor da rede pública de ensino como base por área de abrangência e tempo estimado de trabalho.

10)-Descriminalização da droga. Tratamento obrigatório com internação e sanção sumária nesse sentido, para usuário que for pego em infração ou crime por mau uso dela, se liberada com garantias.

11)-Cobrar e exigir programas de tevês que são concessões públicas, que tenham alto nível informativo, de educação, esporte, cultura, direito, história, ética, estudos de leis do transito e cuidados da natureza, mais inclusão social de um humanismo de resultados supervisionado diretamente pelo estado e entidades de classe.

12)-Fins de julgamentos com base em entreveros midiáticos suspeitos, bancando o povo com más informações, como o fim de programecos de tevê que fomentam a discórdia, a animosidade charlatã, a violência repetida a exaustão, o crime sem julgamento ou quando veiculam fakes espalhafatosamente sem veracidade transitada em julgado, a segurança pública disforme, sem consultoria popular e entendimento de um diálogo transparente e efetivamente capaz, motivador, de justiça por justiça.

13)-Reforma da mais corrupta justiça brasileira, a justiça eleitoral, capenga, ultrapassada.

14)-Reforma da área prisional, permitindo que o preso seja encaminhado para trabalhos e estudos, a família que tiver condições ser obrigada a pagar pela sua prisão, manutenção e serventia, em condições humanas de recuperação e reintegração social de fato e de direito.

15)-Fim da previdência pública para políticos privilegiados, ou bases diferenciadas de militares, tudo com base no que coaduna a Constituição que os direitos são iguais para todos.

16)-Fim da benevolência com o crime organizado da sonegação de imposto de renda, da indústria e comércio que roubam bilhões do erário público, em detrimento de investimentos sociais para o povo, sendo considerado crime inafiançável, sem prescrição, sem fiança, só extinto quando efetuando o pagamento in totum e sem contestação do quantum, permitindo o cumprimento de um terço da pena depois de saldada a dívida. Dívida impaga, e o crime nunca prescreve e nunca se liberta o criminoso.

17)-Para crimes hediondos, os portadores de diploma em gratuita universidade pública perderão o diploma e o status dele, e os formandos em universidades privadas terão a fiança arbitrada com base no quantum pagaram para o curso tudo. Em todos os crimes, se o autor tiver curso superior, deverá pagar o dobro da pena, sem visitas íntimas, sem regalias, mordomias, vantagens, sem cumprimento de só um terço da pena, e todos os presos só assistidos pelos advogados, sem prerrogativas, na presença de um agente policial ou carcerário.

18)-Fim de privilégio e mordomias para políticos, juízes e descendentes, funcionários públicos designados ou nomeados por tráfico de influência política.

19)-Auditoria ampla, total e irrestrita, das privatarias (privatizações-roubos), das Eras Fernando Um, e Fernando Dois, bem como das suspeitas e alarmantes anistias desde então, até o foro do usurpador de 2017 e 2018, anistias fraudulentas pelas quais o autor ou autores devem responder civil e criminalmente inclusive com alijamento de bens pessoais, bem como criminalizar as falências fraudulentas ou dívidas impagas de empresas beneficiadas com as mesmas privatizações espúrias, dito legais mais amorais, desde as moedas podres.

20)-Crime no trânsito: Se houve vítima, o carro será apreendido até apuração do problema e a vítima ser cuidada, indenizada, ou o valor do carro sob custodia será leiloado para esse fim. Se houve vítima fatal e o motorista for culpado após o aparato técnico-legal de verificação, o autor da infração será apenado pelo dobro da pena, e caso de embriaguês no volante e com acidente fatal será considerado crime hediondo.

21)-Como no Brasil corruptos podem ser presos, e suspeitamente corruptores sempre são quase santificados pela justiça decrépita, e pela alta sociedade pústula, no caso de crime nesse sentido corrupto e corruptos devem ser apenados incontinenti, e somado a pena dos crimes todos, os corruptos poderão cumprir apenas cinquenta por cento da mesma, se o valor todo for devolvido, ou se ele pagar o quantum exato da corrupção a título de fiança. Somente o corrupto enquanto agente público terá a pena dobrada em qualquer crime, além de perder o cargo.

A corrupção e a política são almas gêmeas no Brasil, e o estado mais corrupto é SP, Samparaguai, o estado máfia (máfias e quadrilhas de propinas e cartéis impunes no poder há décadas), desde as capitanias hereditárias, passando pelos bandeirantes bandidos, depois a canalha do golpe militar de 64, depois o arrocho neoliberal dos Fernandos, I e II, os néscios. SP é o estado que hoje mais rouba o imposto de renda, em torno de cem bilhões por ano fiscal. Nunca acham a caixa preta do Caixa dois, muito bem desviados. Capitalismo em que o lucro é de bandidos. Por isso as ruas são do povo, as praças são do povo, os revoltosos precisam se unir e se mobilizar em tratados de conceitos e revoltas programadas com ardiduras sociais. Paulistas da gema, adoram corruptos e ladrões paulistas da gema. Sem algemas. Almas gêmeas?

Comunidades livres não podem aceitar estado omisso, corrupto, beneficiando o lucro a qualquer custo, a qualquer preço, lucro impune em detrimento do social, o capital ensandecido financiando castas e cartéis e promovendo divisão de classes e omissões na relação capital/trabalho. Se os que estão não poder não sabem ser transparentes, nem irem aonde o povo está, a real medida é insurgir-se contra estado real de coisas. Helio Gallardo nos diz: "Direitos humanos devem ser compreendidos com sensibilidade que questiona e recusa qualquer autoridade estrutural, e reivindica diante dela autonomia e responsabilidade". Insurgir-se é um chamamento à ação, para uma cultura de direitos que deve passar pela desobediência civil frente a um pseudogoverno ilegítimo, vendilhão e depredador. A consciência da lei não é a consciência do direito. A elite insensível serve levianamente ao capital, não ao humano, é de nossa natureza histórica essa demanda. O pobre é um espantalho para a hierarquia burguesa. Nossa justiça brasileira historialmente é uma meretriz e a elite seu cafetão. No Brasil, ser honesto não tem nada a ver com ser patriota. A eleição é um mero jogo de dados midiáticos. Não devemos aceitar leis injustas que beneficiem antros em detrimento dos explorados descamisados, os sem terra, sem teto, sem salário, sem emprego, sem futuro. Um estado negligencia ou vil empresta seu tacão - mídia, policia, milícias, etc, - às autoridades da justiça, braço armado do arbítrio, na mão e ditame do mercantilismo e comércio, inclusive o narcocontrabando informal. A insurreição é uma virtude, e a universidade dessa pratica de movimentação está em desobedecer, resistir, firmar-se nesse propósito e sentido...

Na revolução francesa quase todos os juízes foram guilhotinados, na russa também, mas no nazismo e no fascismo foram os primeiros ao aderir ao regime funesto, como na hedionda ditadura militar brasileira também, pois em muitas fases, épocas ou momentos graves da história, muitos dos membros da chamada justiça acabam por serem cães de guardas, capitães do mato da elite de onde originaram de antros podres

Pena de Morte:

Para todo cidadão brasileiro, autoridade constituída, empresário ou estrangeiro aqui residente que promover ato, documento ou movimentação mercantil-pecuniária contra as instituições legais, constitucionalmente estabelecida no rigor da lei, ferindo os preceitos constitucionais; que facultarem sucateamento de empresa pública para beneficiar agiotas do capital especulativo em privatizações que firam o erário público, em benefício de empresas privadas da área ou concorrentes, ou que vertam para terras estrangeiras interesses, documentos, benesses de riquezas, sentenças, documentos oficias, informações, logísticas ou fatores econômicos de segurança máxima contra a economia da pátria, sua democracia e sua segurança em todos os sentidos e níveis.

Tome pé de seu partido, de sua ideologia e de seu país. Use e abuse de seu tratado de insurgência, para que no futuro não digam que país é esse, que país é isso, tal republiqueta das bananas, capital mundial da ignorância e corrupção.



POR FIM:



DESOBEDEÇA

O sistema quer todos bem certinhos na manada

E cobra: -Cresça e apareça!

No curral, no cocho, na superfaturada avenida espraiada

DESOBEDEÇA.

As regras, as normas, as sequelas, as imposições

Todo regime que apodreça

E você desde criança a ser dopado por antigas lições

DESOBEDEÇA.

O crime organizado impune no poder, você bobo vota

Talvez nem todo podre mereça

De tolo paga seu dízimo, seu imposto, propina ou cota

DESOBEDEÇA.

Não pise na grama, camarada, comer a grama você pode.

Não cuspa no prato que comeu, sorva a sopa de miséria.

Não deixe de servir o exército como um bosta seca um pária.

Não deixe de ser um reacionário pobre e burro e coxinha.

Não deixe que desconfiem que você é um ameba não politizado.

Não deixe de ser um tolo de ouro com panca de jeca asnoia.

Nem deixe de ter aquela velha opinião formada sobre tudo...

DESOBEDEÇA.

Não concorde com a maldita ordem unida

Não seja mais um mané fascista na vida

Não desfile poses na passeata como um jegue

Não atire pra cima que o diabo te carregue

Veja onde pousa a alma, o coração, a cabeça

Estude muito e apareça

Lute e nunca esmoreça

DESOBEDEÇA.

Saiba onde o bicho pega e vá para a barricada

Não seja um reaça e analfa direita da manada

Diga não ao não e brilhe na sua própria jornada

Diga não ao não e estude e leia e trabalhe e sonhe e lute e seja

Um libertário que o povo sofrido defenda e justiça social mereça

Nem mídia suja, nem justiça amoral, nem sociedade ou igreja

DESOBEDEÇA.



Jesus Cristo surrou os vendilhões do templo

Filosofia plantando um humanismo social

Guevara morreu por uma justa causa real

Seja um ser pensador socialista e livre e limpo e cresça

E se vieram com uma maldita regra formol... ou formal...

DESOBEDEÇA.

O melhor governo é o que democraticamente eleito com a transparência do sufrágio eleitoral das urnas, e que governa para a maioria absoluta da população, tentando sanar dividas sociais históricas impagas, já que os ricos, em qualquer situação, governo ou momento histórico, têm lucro certo sempre, têm vantagens e privilégios, exploram mão-de-obra, têm suas riquezas injustas, seus lucros impunes, suas propriedades roubos.

Agir coletivamente com mobilização inteligente e produtiva, organizada, contra o poder que se sustem por uma caterva ordinária, de máfias, quadrilhas, cartéis, propinas, dilapidando o erário público para comprar capangas que são os pilares da corrupção, é agir em benefício do povo e em seu nome deve ser a luta e a bandeira de resgate. Lembremos do que registrou Henry David Thoreau:

"Deixem de lado aquela ponte sobre o rio, façamos uma pequena volta, e lancemos ao menos um arco sobre o abismo escuro da ignorância que nos cerca"

DESOBEDEÇA

Prisão para os que ergueram prisões, e não escolas, universidades, museus, creches, bibliotecas, hospitais;

Polícia para a polícia que virou milícia e não cumprindo lei e discriminando a população carente e marginalizada, vale-se de corrupção para bancar pose e posses, falso status quo e fomentando violência impune;

Regras, normas, decretos, leis, sanções, resoluções, devem ser para todos, se não são para todos, não valem nada, devem ser contestadas e pouco consideradas, não têm valor, não devem ser aceitas;

Atentar contra democráticas mobilizações populares é terrorismo de estado que não aceitamos, e reagiremos sempre que possível contra os podres poderes do falso poder estabelecido com esse propósito vil;

Usar a mídia comprada e tendenciosa e parcial, com o objetivo de engabelar incautos do povo sem cultura, exige, como a queda de Bastilha, a derrubada dos totens de comunicação que atentando contra a ética plural-comunitária fomenta a ignorância do povo.

Insurgência e Desobediência Civil Já.

E tenho dito e escrito:

Leiam e divulguem.

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Silas Corrêa Leite

Ciberpoeta, Blogueiro e Escritor premiado, membro da UBE-União Brasileira de Escritores.

Jornalista Comunitário e Conselheiro Diplomado em Direitos Humanos.

E-mail: poesilas@terra.com.br

AUTOR DE TIBETE, De quando você não quiser mais ser gente, Romance, 2017, Editora Jaguatirica, RJ





PS



Desobediência civil é um tipo de manifestação legalmente aceita contra o regime imposto por um governo opressor, quando um grupo de cidadãos se recusa a obedecer determinadas leis, em forma de protesto, por considera-las imorais ou injustas. Significado de Desobediência civil - O que é, Conceito, Definição

https://www.significados.com.br/desobediencia-civil/





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TIBETE, DE QUANDO VC NÃO QUISER MAIS SER GENTE, ROMANCE DE SILAS CORREA LEITE

TIBETE - o novo romance de Silas Corrêa Leite - E quando você não quiser mais ser gente?

-O novo romance do escritor Silas Corrêa Leite, lançado ao final do ano passado pela Editora Jaguatirica, RJ, vem bem a calhar, tendo em vista o tenebroso momento em que se resta o Planeta Terra, e particularmente o Brasil também em crise sem precedentes históricos, em que há uma falência generalizada de valores e estruturas sociais, terrivelmente depondo com o que deveria ser o público fito ético-plural-comunitário da sociedade nesses tempos de falta de qualidade de vida e de uma convivência humana de baixíssimo nível. Fugir seria a melhor estratégia? Loucos escrevem. Céu ou inferno moram nos desfechos? O personagem principal do livro, nesse contexto todo relata sobre as tormentas de um ex-escritor marcado, com altos e baixos na vida, mas, afinal evoluído socialmente falando, e que num estranho súbito momento, um bendito dia saca que não é feliz; avalia que o que conquistou não o satisfaz, quando conclui que "vencer na vida" não é tudo, não significa nada, não faz sentido, e, parafraseando Caetano veloso se questiona: tudo o que conquistou, a que será que se destina? Fechamento de ciclo.

De cara resolve pular fora do sistema, da redoma de infernos que é seu meio conturbado. Larga tudo e vai em busca de um lugar para chamar de céu, um infinito particular que seja. Quer um canto para se esconder de ser gente, de ver gente, se tratar de si, se reconciliar, cavar uma trilha, um buraco, antes que faça uma besteira... Estresse e paranoia de finalmente se descobrir sendo uma coisa que não quis ao final de tudo, passando da idade do lobo.

Volta para sua aldeia, Itararé-SP, foge de existir. Lá vai morar no mato, mal sabendo lavar um par de meias, um lenço, ou fritar um ovo. Terá que, numa emergencial e improvisada cultura de subsistência, adaptar-se na marra, longe da urbanidade tantã e da civilização em derrocada, para repensar o caminho que fez, como se numa espécie de jornada espiritual de recolhimento temporão, de reconciliação e mesmo de depuração de sua interioridade ferida, de sua sensibilidade lixada de ver, fermentar, engolir sapos, aceitar regras, chorar, sofrer, conviver, sobreviver... Com o mundo num labiríntico caos, com sua crise de identidade de turrão, concorrente, sedentário, já obeso, calvo e com problemas de saúde, além de síndromes pintando num campo minado de cobranças ridículas, entre boletos de posses e sachês viciados de poses insatisfatórias, mais doenças paraexistenciais e questionamentos de neuras, o personagem enquanto se adapta num barracão dentro de um manto de selva, vai relembrando o que sofreu, as perdas e danos, idas e vindas, traições e incompletudes, cartéis e cassinos, bolando artes loucas dentro do funil da crise de perquirir, ao mesmo tempo em que compactua com o recanto que ergueu pra si, e confronta a natureza primária pertinho o abraçando e sustentando, na sua busca de paz, o terrível encontro consigo mesmo, pela frustração com tudo, o nada que é tudo, feito um desorientado cidadão pós-moderno num mundo corrompido, procurando se achar enquanto há tempo.

Na capa do romance de 382 páginas, o aviso: "Destruam este diário, ou destruam suas vidas". A obra é isso mesmo, uma espécie de diário de resistência e luta, de busca da reformatação do ser, de uma transformação radical, mais, a de busca de um buraco para se encaixar depois de questionamentos, se isolando feito um Tibete íntimo, uma guarita, uma cápsula de nave, um jardim secreto, um esconderijo, uma Pasárgada, uma Shangri-lá, que é na emergência da situação de conflito e confronto, a periferia rural de Itararé, na lonjura distante de um lugar em que o judas perdeu o All-Star.

O deslocado personagem meio eremita que sonha um Mosteiro Ateu ou um Monastério Laico, as vezes introspectivo, de acordo com a lua, as vezes anarquista libertário, ou romântico sonhador da pá virada, quando não incendiário, perigoso, detona tudo, registra, narra, incendeia irrazões. E o leitor sendo testado, também vai acabar fazendo uma viagem de recolhimento que o livro Tibete faculta e induz, antes que venha o cometa ou o cavalo amarelo do Apocalipse. Vai nessa toada o romance.

Lendo o Tibete você sofre, se encontra, revolta, se confronta, assusta mas se requalifica, a repensar melhor sua vidinha merreca e seus infernos de grifes, impropriedades, consumismo e obrigações piradas de meros vazios existenciais. E pode clarear a mente adubada pela mídia abutre; deixar de ser bovinamente refém do consumismo irado, começando assim a vitimizar conquistas espúrias, pois, como diz Raul Seixas, "Quem entra em buraco de rato/De rato tem que transar". Nesse mundo insano, vencer numa sociedade assim não significa nada, muito menos mérito notório. Liberte-se também. Leia Tibete e também Tibete-se. Eis o verbo

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BOX: Livro: TIBETE, de quando você não quiser mais ser gente - Gênero: Romance - Editora: Jaguatirica, RJ - E-mail da editora: jaguatiricadigital@gmail.com - E-mail do autor: poesilas@terra.com.br - Links para adquirir a obra:

01)-EDITORA

https://www.editorajaguatirica.com.br/livros1/ficcao/tibete-de-quando-voce-nao-quiser-mais-ser-gente/

02)-MERCADO EDITORIAL

https://www.mercadoeditorial.org/book/tibete-1

03)-AMAZON, link:

https://www.amazon.com.br/Tibete-quando-voc%C3%AA-quiser-gente-ebook/dp/B079KLR1BG

04)-Livraria Cultura

https://www.livrariacultura.com.br/p/ebooks/literatura-internacional/romances/tibete-2010166060

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Vejam

Entrevista do escritor SILAS CORREA LEITE sobre o romance TIBETE na Rádio UNESP FM, ao Jornalista, Escritor e Crítico de Arte Oscar DáAmbrósio

O áudio da entrevista:





Silas Corrêa Leite [Entrevista 2945]

http://podcast.unesp.br/perfil-01032018-silas-correa-leite-entrevista-2945









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FRAGMENTO DO ROMANCE TIBETE DE SILAS CORREA LEITE

Sozinhez



Fragmento do romance TIBETE, pg 36



Quando eu estava sozinho, eu quase sempre acabava me machucando, sem saber exatamente como. Eu só sentia a dor depois, atrasado, e via os cortes, as marcas, as feridas abertas, os traumas, os panos escuros na pele. Minha mãe sabia alguma coisa mais do que eu podia compreender, e não deixava e não queria que me largassem sozinho, nunca. Sabia que eu sozinho era um perigo para mim, para a casa, para a segurança, para a vida, para o mundo, para o universo. Depois, para piorar, eu também acabava me machucando com alguém por perto, ou quando tinha alguém comigo, e que eu pensava que me amava e que iria me cuidar me preservar, me proteger de mim. Então tive que escolher entre me estar sozinho, às sós comigo mesmo, o que quer que isso exatamente fosse sem saber como e porque, mesmo me machucando, do que ser machucado por outro, por outrem, o que me iriar doer mais, muito mais. Não foi fácil essa terrível escolha. Se ser sozinho já é um machucar-se e tanto, ainda tive que tentar entender e saber lidar com isso. Antes mal acompanhado do que sozinho? Não, nem pensar. Antes sozinho e me machucando todo, do que com gente por perto...

Ser sozinho era o preço a pagar, e a defesa de mim comigo mesmo. Eu me machucando, mesmo sendo um perigo pra mim, e sem saber como e por que, era mais uma preservação instintal do que eu acompanhado. Se sozinho eu me cortava com portas, machados, puxadores de móveis, pontas de arame, cacos de espelhos, lascas da árvores, tampinhas de canetas, tampinhas de garrafas de crush, palitos de fósforos, raspas de tacho, facas amoladas, pregos expostos, lâminas enterradas, dentes de cobras, espinhos de roseiras, abelhas na torneira, macetadas de uma coisa ou outra, as vezes trombando com o batente ao mirar a porta, pisando em lascas cortantes de perobas, do que me lascar com um outro, com outros...

Eu era uma pessoazinha marcada desde o ventre. Colei chiclete sabor tutti-frutti na cruz?

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Fragmento de TIBETE, De quando você não quiser mais ser gente, Romance, de Silas Correa Leite, Editora Jaguatirica, RJ.

https://www.amazon.com.br/Tibete-quando-voc%C3%AA-quiser-gente-ebook/dp/B079KLR1BG/ref=sr_1_2?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1518968867&sr=1-2
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