Lista de Poemas
Pureza
Dá-me a pureza dos versos pudicos sob as cobertas que nos agasalha,
E o encantamento que gargalha ao que toca os teus pelos púbicos,
E eu me embriagarei de novo como o jovem que faz amor pela primeira vez,
Que tomou o primeiro porre e morreu de amor cada vez que deita ao teu lado
E me encantei outra vez ao mergulhar a cabeça na noite,
E experimentar o liquido do cardápio divino que alimenta a minha boca,
E direi que cada pedra é flor e tocarei a folha viva, como algo que ainda sem nome vem me dizer, ser o teu perfume,
E namorarei os teus ombros com a gravidade dos que sorrir apaixonados
Na canção que vibra em cada deslizar da minha pele sobre a tua,
E sei que mais viverei aos desejos de te ter, outras tantas vezes,
Do lúdico dos seios que arrepiados manifestam o aspiração de serem tocados
E os beijos que revoando no quarto como aves pulsantes, canoras formas de manifestação do quanto o amor cabe em todas as asas que existem
O instinto da noite pernoitará os teus braços, como laços a nos ligar, sem prender, a navegar as ondas dos céus,
O corpo a inflamar languidamente sob as minhas mãos cintilantes,
Tanto no tato da alegria, quanto nos adornar da falta de pudor,
A mulher nua transportada no espírito do pão, do vinho, do sal,
Do chão encarnado da resina da terra, do azul escancarado das janelas do quarto,
O debruçar sobre os batentes onde para o tempo ao mirar os teus olhos,
Minha mulher, flor de todas as flores criadas, floridas, exaladas,
Produzidas escritas dos próprios pelos, poemas, do nosso mesmo calor
Por todos os dias da minha extasiada vida, jamais ouvirás um ai, de todas as flechas lançadas sobre o meu dorso,
Mas todas as canções farei como músicas brotadas de cada hálito do tempo que regressa ao ventre
A loucura dos sentidos a definir a música, a carne que chameja vida, porque é de ti que me vem o fogo, o roçar na pele do divino,
O sono, senhor dos sonhos, o amor que não adormece para cuidar de nós
E o encantamento que gargalha ao que toca os teus pelos púbicos,
E eu me embriagarei de novo como o jovem que faz amor pela primeira vez,
Que tomou o primeiro porre e morreu de amor cada vez que deita ao teu lado
E me encantei outra vez ao mergulhar a cabeça na noite,
E experimentar o liquido do cardápio divino que alimenta a minha boca,
E direi que cada pedra é flor e tocarei a folha viva, como algo que ainda sem nome vem me dizer, ser o teu perfume,
E namorarei os teus ombros com a gravidade dos que sorrir apaixonados
Na canção que vibra em cada deslizar da minha pele sobre a tua,
E sei que mais viverei aos desejos de te ter, outras tantas vezes,
Do lúdico dos seios que arrepiados manifestam o aspiração de serem tocados
E os beijos que revoando no quarto como aves pulsantes, canoras formas de manifestação do quanto o amor cabe em todas as asas que existem
O instinto da noite pernoitará os teus braços, como laços a nos ligar, sem prender, a navegar as ondas dos céus,
O corpo a inflamar languidamente sob as minhas mãos cintilantes,
Tanto no tato da alegria, quanto nos adornar da falta de pudor,
A mulher nua transportada no espírito do pão, do vinho, do sal,
Do chão encarnado da resina da terra, do azul escancarado das janelas do quarto,
O debruçar sobre os batentes onde para o tempo ao mirar os teus olhos,
Minha mulher, flor de todas as flores criadas, floridas, exaladas,
Produzidas escritas dos próprios pelos, poemas, do nosso mesmo calor
Por todos os dias da minha extasiada vida, jamais ouvirás um ai, de todas as flechas lançadas sobre o meu dorso,
Mas todas as canções farei como músicas brotadas de cada hálito do tempo que regressa ao ventre
A loucura dos sentidos a definir a música, a carne que chameja vida, porque é de ti que me vem o fogo, o roçar na pele do divino,
O sono, senhor dos sonhos, o amor que não adormece para cuidar de nós
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Não morra
Se eu te matar de ternura, por favor, não morra
Charles Burck
Charles Burck
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Sorrindo
E eu te vi, sozinha, sonhando. Eu vi um sorriso no sonho, uma interrupção na espera, em um lugar onde ninguém poderia estar, apenas eu "
Charles Burck
Charles Burck
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Carnal
Deixo que a carne me corrompa embora eu queira a alma
Donde se busca o sentimento mais pleno, também brotam os desejos
Quando a alma arrepia ao ser tocada o corpo se deleita
Pode-se compreender que a vida é feita de uma substância tênue de poema
Mas sou presa fácil na tua boca
Charles Burck
Donde se busca o sentimento mais pleno, também brotam os desejos
Quando a alma arrepia ao ser tocada o corpo se deleita
Pode-se compreender que a vida é feita de uma substância tênue de poema
Mas sou presa fácil na tua boca
Charles Burck
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Saudades Inventada
AH! Essa saudade, fingida, inventada, enraizada tão funda, na alma do poeta –
Quando não mata, tenta, quando não se esvai, aumenta
Charles Burck
Quando não mata, tenta, quando não se esvai, aumenta
Charles Burck
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Oração a mim mesma
Oração a mim mesma
Vaguei pelos vales a orar na intenção da plenitude
Dos dias vazios em que a nossa mente parece querer se libertar de nós
Por que amei tanto e tanto me pus a mercê dos homens?
Por que cedi a minha carne à fome desoladora?
A que não alimenta, nem doa e que egoisticamente nos consome
Caminhei tão sozinha e tão sozinha me senti maior
E não me senti só
Não me lembro o sabor dos nomes, nem o aroma dos figos mais maduros
Vagarosamente falo sem as pressas ou os enganos da paixão
Ainda assim a minha alma me contradiz por quê?
Deseja ainda o paladar e cheiro? Provar as frutas contraditórias, as incoerentes dos galhos mais baixos?
A obsessiva busca do que não está em nós
Ouço as asas das aves que voam mais alto e o rastejar dos vermes da terra
Há tanto em mim de força e fraqueza
O tronco quer o céu e apelo à sabedoria, mas os galhos querem quebram e as raízes que sentem o desejo de experimentar a terra
Eu que nem creio em Deus, oro
A algo invisível e tocável, a algo maior, ou a mim que choro quando me conheço
Que se verga aos ventos e caminha estradas pedregosas,
oro e peço, que dos vales mais sombrios eu possa ver o horizonte
Que nos precipícios mais profundos eu possa cavar no chão alguma beleza,
Algum farol onde o mar não bata tanto
E que eu possa seguir uma vida, sem as tantas, a buscar a luz dos teus olhos
Charles Burck
Vaguei pelos vales a orar na intenção da plenitude
Dos dias vazios em que a nossa mente parece querer se libertar de nós
Por que amei tanto e tanto me pus a mercê dos homens?
Por que cedi a minha carne à fome desoladora?
A que não alimenta, nem doa e que egoisticamente nos consome
Caminhei tão sozinha e tão sozinha me senti maior
E não me senti só
Não me lembro o sabor dos nomes, nem o aroma dos figos mais maduros
Vagarosamente falo sem as pressas ou os enganos da paixão
Ainda assim a minha alma me contradiz por quê?
Deseja ainda o paladar e cheiro? Provar as frutas contraditórias, as incoerentes dos galhos mais baixos?
A obsessiva busca do que não está em nós
Ouço as asas das aves que voam mais alto e o rastejar dos vermes da terra
Há tanto em mim de força e fraqueza
O tronco quer o céu e apelo à sabedoria, mas os galhos querem quebram e as raízes que sentem o desejo de experimentar a terra
Eu que nem creio em Deus, oro
A algo invisível e tocável, a algo maior, ou a mim que choro quando me conheço
Que se verga aos ventos e caminha estradas pedregosas,
oro e peço, que dos vales mais sombrios eu possa ver o horizonte
Que nos precipícios mais profundos eu possa cavar no chão alguma beleza,
Algum farol onde o mar não bata tanto
E que eu possa seguir uma vida, sem as tantas, a buscar a luz dos teus olhos
Charles Burck
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Como antes
Como antes
Chegará o dia em que não haverá a realidade tão proxima
Quando eu me beliscarei e não sagrará a pele
E a alma não morrerá de tiro ou bala
E sem portões atravessarei os muros
e do lado de fora eu me diluirei como as àguas e serei da tua boca, a saliva
e do mar o sal
E me fragmentarei em milhões de grãos para saber-me como as areias dos desertos
e a túnica do benduino
Serei a palavra e o pão
Saciarei, a todos de poema e alimentarei os passaros e os bichos
do silêncio,
E não haverá os ritos da morte nem os festejos dos sem chão
mas não haverá o atalho, só o caminho direto,
cuja essencia alimentará tantas bocas
e te direi nos lábios o quanto fomos iguais,
a palavra explicita, como a de um beijo guardado,
ainda quente,
boca na boca
Como antes
Charles Burck
Chegará o dia em que não haverá a realidade tão proxima
Quando eu me beliscarei e não sagrará a pele
E a alma não morrerá de tiro ou bala
E sem portões atravessarei os muros
e do lado de fora eu me diluirei como as àguas e serei da tua boca, a saliva
e do mar o sal
E me fragmentarei em milhões de grãos para saber-me como as areias dos desertos
e a túnica do benduino
Serei a palavra e o pão
Saciarei, a todos de poema e alimentarei os passaros e os bichos
do silêncio,
E não haverá os ritos da morte nem os festejos dos sem chão
mas não haverá o atalho, só o caminho direto,
cuja essencia alimentará tantas bocas
e te direi nos lábios o quanto fomos iguais,
a palavra explicita, como a de um beijo guardado,
ainda quente,
boca na boca
Como antes
Charles Burck
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Não sei como dizer-te
Não sei como dizer-te que minha voz te procura
Contudo que os meus dois versos são poucos
com que o poema que encerra num ponto e numa virgula
Sem ser totalmente traduzido
Uma epístola sobre as palavras curtas ao sentido amor expandido
sobre o mar, o vento por dentro, sobre o tempo da maresia
Um beijo que alça voo sem saber onde pousar
Um pensamento nas espinhas dos peixes
O coração do herege que se entrega a Deus
A vida no breu onde termina o mar
Onde findam as palavras, onde eu vou te buscar nos silêncios dos que amam
Um dia depois de morrer, quando o tempo acende o verde
A tua face, os teus olhos de semáforo e as nossas bocas se cruzam e ecoam
E arrancam pedaços na intenção de florir
a atenção começa a florir, quando sucede a noite
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos se cortam e se unem aos meus
O sangue não fala, nem mata, nem morre
Apenas os sentidos nos levam do nada ao tudo
E a vida escolhe as palavras, e nos mata de amor e nos fala da vida
Dos anjos, dos demônios, e das bênçãos e das heresias do amor e dos sexo
Charles Burck
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Dialeto
Em qual dimensão se revela o homem?
coração é uma cantiga reinventada a cada momento
Um trepadeira que sobe ao céu
A luz que nos resgata o fundo do poço
Pertencimentos em seu quadro de aviso, o tempo revelando seus canteiros,
As sementeiras de flor que geradas sozinhas foram juntadas sobre os teus seios
Defino um código alternativo:
alheio às palavrassem adereços às palavras
Onde a língua do amor desbaste o desejo de dizer qualquer coisa
uma linguagem associada aos sentimentos
Com um sentido introdutório
Numa não condenação à memória,
Uma trincheira de flores aberta ao amigo, com cama, café e bolo
Um dialeto mudo de abraços infindos
uma fonte única de beijos concebida para dar eterno prazer
Cheia de fonemas de significados ambíguos,
um modo de expressar tudo quanto não pode ser expresso.
O portal quântico aberto ao que foi proibido
Uma prosa póetica de pagar as promessas que eu te fiz
Charles Burck
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Gotejamento
Ontem os olhos de rímel e sobrancelhas sobrepostas riam da forma límpida de amor
Ontem vaguejei pelo leito sem saber o sentido de amar
A dor nos passeia, e nos carrega no colo maltratado por onde formos
Ontem queimei a língua atrevida por desejar demais
As cicatrizes das mordidas ainda ardem à brisa que passa
A mordaça concebida para apagar os delírios
fiz amor sozinho no melhor dos dias mais frios
Na televisão ainda se diz das bonanças dos campos de lírios
Um triangulo colorido com os lados tortos e os casais jogados à sanha de parir falidos amores
Graças às informações distorcidas escapei à dor
Mas morri mil vezes numa mesma tarde
Despido e desgraçado ainda sou censurado se gemo
E ainda pago penitências aos santos desalmados
Um pedaço de mim a cada dia é arrancado,
Pelas saudades liquidas, gotejando de dentro do peito.
Charles Burck
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