Escritas

Lista de Poemas

A meta em verso

 

a meta é o verso

a humana condução,

nas costas do tempo,

da matéria em manifesto

ao da-lo intenção

das larguras da vida

a matéria tem de si

todas as medidas

o homem é só o protesto

dos verbos que consiga

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Reminiscência XXXIV

 

o sonho

sobrava nas manhãs

boiando nos olhos

um tempo fictício

de quem teimava

as coisas do infinito

a vida

posta em desalinho

era mais um sonho

nos olhos do menino

teimosia da matéria

em deixar-se em seu caminho

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Vésperas do verbo

 

o poema

é só um laço

verbos que tramitam

em seu encalço

o poeta

é encruzilhada

dos tempos de si

véspera da palavra

as falas que construa

são estrofes da alma

resgate semântico

daquilo que cala

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Trajeto volitivo

 

a esperança

é só instância

que o futuro joga

na lembrança

o aval dos braços

é a única lança

que fere o alvo

de sua circunstância

o fato composto

quando em trânsito

comporta o homem

em sua grave dança

👁️ 1

Eclipse

 

assim como fosse noite

a manhã deitou-se

o tempo ressonou

os minutos que pode

assim como se a matéria

no infinito que coube

pudesse guardar-se no colo

das continências do olho

👁️ 59

Soneto de perquirição introjetada

 

que a vida em nós esteja tanta

derramada assim pela avenida

como um jato de povo nessa dança

que a luta constrói quando se diga
 

construída no vão da liberdade

como um pássaro assim esvoaçante

dê-se ao tempo assim como uma nave

que tente navegar as léguas do horizonte
 

e o rumo da multidão seja a estrada

da construção urgente arquitetada

como tangente exata desse curso
 

que teima em levar o homem à alma

como transeunte de toda sua calma

no abraço coletivo das praças do futuro

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Voluntária lida

 

os desejos

em seus enganos

rasgam a vida

aos solavancos

subjetivos

dão-se a vontade

material disfarce

da liberdade

o homem

trânsito da vida

dirige a vontade

pelas avenidas

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Toré sincopado

 

a vontade

indígena arma

joga pela vida

os torés da alma

vaga humana

em suas tabas

constrói primitiva

suas páginas

as que letram o tempo

as que guardam as lágrimas

poemas urgentes

dos arquivos da alma

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Das falas dos caminhos

 

tudo em todos

como um grito

discursa humano

um rastro coletivo

passeata de eus

em nós escondida
 

trazê-lo pegadas

de real exercício

derrama-las pela estrada

de todos os sentidos

os passos da matéria em tanto

são apenas discursos do infinito

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Reminiscência XXX

 

o açude

solto no mundo

dormia o tempo

abraçando tudo

o menino

inventando o dia

abraçava o sonho

em lúdica montaria

a balsa

porta-aviões onírico

era um pedaço da vida

navegando o infinito

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Comentários (10)

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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.

AurelioAquino
2026-01-17

abraço

Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.

Carlos Marques
Carlos Marques
2025-12-04

Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.

Pinto
Pinto
2025-02-27

Abração !