Lista de Poemas
A meta em verso
a meta é o verso
a humana condução,
nas costas do tempo,
da matéria em manifesto
ao da-lo intenção
das larguras da vida
a matéria tem de si
todas as medidas
o homem é só o protesto
dos verbos que consiga
Reminiscência XXXIV
o sonho
sobrava nas manhãs
boiando nos olhos
um tempo fictício
de quem teimava
as coisas do infinito
a vida
posta em desalinho
era mais um sonho
nos olhos do menino
teimosia da matéria
em deixar-se em seu caminho
Vésperas do verbo
o poema
é só um laço
verbos que tramitam
em seu encalço
o poeta
é encruzilhada
dos tempos de si
véspera da palavra
as falas que construa
são estrofes da alma
resgate semântico
daquilo que cala
Trajeto volitivo
a esperança
é só instância
que o futuro joga
na lembrança
o aval dos braços
é a única lança
que fere o alvo
de sua circunstância
o fato composto
quando em trânsito
comporta o homem
em sua grave dança
Eclipse
assim como fosse noite
a manhã deitou-se
o tempo ressonou
os minutos que pode
assim como se a matéria
no infinito que coube
pudesse guardar-se no colo
das continências do olho
Soneto de perquirição introjetada
que a vida em nós esteja tanta
derramada assim pela avenida
como um jato de povo nessa dança
que a luta constrói quando se diga
construída no vão da liberdade
como um pássaro assim esvoaçante
dê-se ao tempo assim como uma nave
que tente navegar as léguas do horizonte
e o rumo da multidão seja a estrada
da construção urgente arquitetada
como tangente exata desse curso
que teima em levar o homem à alma
como transeunte de toda sua calma
no abraço coletivo das praças do futuro
Voluntária lida
os desejos
em seus enganos
rasgam a vida
aos solavancos
subjetivos
dão-se a vontade
material disfarce
da liberdade
o homem
trânsito da vida
dirige a vontade
pelas avenidas
Toré sincopado
a vontade
indígena arma
joga pela vida
os torés da alma
vaga humana
em suas tabas
constrói primitiva
suas páginas
as que letram o tempo
as que guardam as lágrimas
poemas urgentes
dos arquivos da alma
Das falas dos caminhos
tudo em todos
como um grito
discursa humano
um rastro coletivo
passeata de eus
em nós escondida
trazê-lo pegadas
de real exercício
derrama-las pela estrada
de todos os sentidos
os passos da matéria em tanto
são apenas discursos do infinito
Reminiscência XXX
o açude
solto no mundo
dormia o tempo
abraçando tudo
o menino
inventando o dia
abraçava o sonho
em lúdica montaria
a balsa
porta-aviões onírico
era um pedaço da vida
navegando o infinito
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.