Lista de Poemas
Do riso em mim com mares e correntezas
Meu riso
é um jeito
explícito
de ficar comigo
é que me consinto
mesmo baldio
atravessar todas as léguas
do que desafio
nada como nadar meus mares
nas jangadas do que rio.
da crise e suas conformidades
a crise
é apenas um alvoroço
da história
tudo que lhe tange
é resposta
o povo é só a chave
de abrir suas portas.
Das correntes e medidas do amor
ao amor
dê-se a vazão
das cachoeiras que inventam
o coração
e dê-se como mar
nas ondas em que se cometa
como se fora um barco
navegando impune sua gesta.
o amor é sempre ávido
em tudo a que se presta.
Do pião em guerras lúdicas
E quando o pião rodava
no ombro largo do chão
a alma da gente sorria
com a ponteira na mão
como se fosse a bandeira
da nossa rebelião
é que assim consentida
a disputa é quase um enredo
de inventar concorrência
como se fosse brinquedo
é que criança guerreia
com a paz dentro do peito.
Das vigências do poema e dos braços
O verso
assim resumido
é só um desconforto
dos sentidos
é que os fatos
para dizê-los
há que dos sentidos
construir atropelos
e inventá-los pelos braços
ante a vigência dos medos
o verso é material
apenas no seu enredo
construi-lo é só um desejar
de todos os desejos.
Jogral
como tecer
o jogral da vida
se as palavras doem
pelas avenidas
na coxia do mundo
o povo habita
o curso do futuro
ainda à deriva
o tempo virá
como grave dívida
cobrar as manhãs
ainda escondidas
Vazão humana
no homem
de-se o ofício
de construir-se outro
como um vício
construção humana
da matéria no infinito
baste-se tanto
como indício
de que o ser é alheio
a privados comícios
as escaramuças do ego
são rédeas consumidas
Verso a meu pai e sua constância
Habitante agora de mim
meu pai dá-se a jardineiro
que semeia saudades
nas ruas inteiras do meu peito
e é de ver-lhe assim
transgredindo normas
e alinhavando poemas
nos decretos da alma
é que morrer nem sempre
é o que a vida informa
há muitas léguas de todos
depois da última história
Dos guardados da memória
é que quando o tempo avança
o passado só encurta
e parece que foi ontem
o que o futuro custa
é que o tempo só se gasta
na lembrança de quem o usa.
viver é guardar o tempo
na exata proporção da luta.
À espera do passado com nesgas do vindouro
A esperança
é só uma dança
que o futuro inventa
pela lembrança
é como se fora um panfleto
redigido no peito de quem avança
sua imanência
é só aviso
de quem sabe montar
seu infinito.
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.