Lista de Poemas
Das medidas do viver
como se fora só um tempo
esquece pelos descaminhos
as ruas do pensamento
é que a vida é sempre infante
nas costas de todas as lidas
e há que viver esse tempo
em todas as suas medidas
viver é ser todos os outros
nas larguras da avenida.
Da conformação dos atos
e o presente
admitem futuros
intransigentes
nada que lhes digam passados
dá-se por consequente
ao sujeito cabe apenas
arruma-los adredemente
nas calçadas da vida
a que se consente.
Medidas
degraus de si
deixe-se escada
escala da vida
quanto vontade
esse desejo sanha
de assanhar a alma
estrada íntima
de-se ao passo
horizontes de si
quanto astronauta
voos possíveis
no vão da alma
construir-se medida
quanto compasso
da humana partitura
da vontade
Da feminina paz
pétala da vida
exercício humano
a mulher deflagra
um amor unânime
infinito que guarda
em veias e ventres
fábrica de si
paz recorrente
a mulher de tanta
faz-se sempre
usina de todos
amanhece os homens
como viventes
Embaralhos
no meio da manhã
ainda tardo
esquecida em mim
a noite arde
todos os sonhos
em que tarda
as horas
soltas no tempo
embaralham a vida
no pensamento
futuros que habitam os sonhos
confundem o tempo
Vias
nas vias da vida
avie-se humana
saga coletiva
sanha e sonho
esse maquinar inato
de estar-se tanto
nas vias do mundo
envie-se coletivo
artimanha exata
de estar consigo
o brincar da matéria
é um porto infinito
Vínculo rasante
o vínculo
em cada curso
é estar navegante
do futuro
a sina
dada a subterfúgios
tramita diversa
em cada custo
a vida ensaiada
resgate humano
é usina de si
fábrica de tanto
no quanto de seus atos
a existência
como atriz exata
transpira a consciência
Reminiscência CXVI
pela madrugada
tempo clandestino
o mimeógrafo discursava
as vozes do partido
as paredes da igreja
em distraída calma
dormia seus santos
preces e proclamas
o jovem
rezava os panfletos
vendo o futuro
com o povo na fala
tanto como um discurso
construindo a vida
no espelho da alma
Do viver em humana pose
a vida
quando sendo
da-se ao curso
dos seus tempos
os vividos nas praças
os sentidos por dentro
a vida
em quase tudo
é como tanto
introito de futuros
os tempos volitivos
os impostos a pulso
a vida apenas gerencia
as prontidoões do seu uso
Íntima andança
transeunte de mim
lavro o passado
roçados íntimos
da saudade
dos passos tidos
ruminados à deriva
consumo o tempo
laivos da vida
a saudade
pousa a desoras
garça inconsumível
da memória
voos tantos da vida
nas asas das horas
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.