Lista de Poemas
Reminiscência LXIV
o rio do menino
dado à corrente
mostrava pela vida
sua consequência
nada-lo era passear
o vão do pensamento
nos mares que imitava
os tsunamis da gente
nada do que era tanto
viveu impunemente
no colo da memória
é sempre um repente
Infinitas teimosias
a fronteira
é o povo
e o curso construído
do novo
a matéria humana
composta no universo
treina os infinitos
em que se gesta
dá-los a termo
é só a fantasia
de tê-los consumidos
na trama coletiva
os infinitos apenas tangem
os desejos da vida
barco humano
o bando humano
barca dos sentidos
inventa a matéria
no mar coletivo
cada um é tanto
no pouco interstício
abraçado a tantos
como infinito
a matéria dá-se ao mundo
como artéria de tudo
Tranças do tempo
sem fronteiras
o tempo cursa
os futuros que atrasa
os passados que futura
a esperança
desejo das horas
de pousar a vontade
no colo da história
a saudade
é só retórica
de espichar o tempo
na memória
Da memória em obras
a memória
constrói a vida
mina humana
consumida
veio da origem
lava do futuro
tecida no mundo
em cada jornada
deixa-se pela história
como caminhada
a memória pulsa o homem
como intensa arma
desse viver da matéria
nos passos que traça
natureza ensimesmada
dar-se à natureza
avulso militante
é ter-se no comício
da matéria como tanto
coisa de assim viver
abraçado a si mesmo
vivente de cada átomo
misturado no mundo
a matéria inventa a vida
como jeito de si em tudo
subversiva faia
a saudade
subverte as horas
tudo que sorri
ainda chora
o gosto da ausência
arranha a memória
como fora espelho
contando a história
a saudade subversiva
desfalca o tempo na vida
Da matéria em contradita
os contrários
na verdade
habitam tantos
a unidade
como fora exata
a necessidade
a matéria
em distrato curso
dá-se infinita
pelo futuro
o tempo é só o verbo
do seu íntimo discurso
Duvidosa trama
a dúvida
verdade avulsa
dá-se à incerteza
em agnóstica culpa
a matéria treinando
suas desculpas
nas entrelinhas
a dúvida introjeta
um jeito futuro
de quem testa
a verdade é uma dúvida
em cada tempo
até que esteja grávida
de outros manifestos
Do amor reincidente
o amor reincidente
teima em brandir
o que se sente
tristeza que sorri
a alegria corrente
é como se o futuro
pulsasse o presente
fizesse do passado
uma imensa corrente
nas curvas do dia
ainda envolto do tempo
o homem apenas adormece
os infinitos da ausência
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Português
English
Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.