Escritas

Lista de Poemas

Reminiscência LXIV

 

o rio do menino

dado à corrente

mostrava pela vida

sua consequência

nada-lo era passear

o vão do pensamento

nos mares que imitava

os tsunamis da gente

nada do que era tanto

viveu impunemente

no colo da memória

é sempre um repente

👁️ 47

Infinitas teimosias

 

a fronteira

é o povo

e o curso construído

do novo

a matéria humana

composta no universo

treina os infinitos

em que se gesta

dá-los a termo

é só a fantasia

de tê-los consumidos

na trama coletiva

os infinitos apenas tangem

os desejos da vida

👁️ 106

barco humano

 

o bando humano

barca dos sentidos

inventa a matéria

no mar coletivo

cada um é tanto

no pouco interstício

abraçado a tantos

como infinito

a matéria dá-se ao mundo

como artéria de tudo

👁️ 1

Tranças do tempo

 

sem fronteiras

o tempo cursa

os futuros que atrasa

os passados que futura

a esperança

desejo das horas

de pousar a vontade

no colo da história

a saudade

é só retórica

de espichar o tempo

na memória

👁️ 1

Da memória em obras

 

a memória

constrói a vida

mina humana

consumida

veio da origem

lava do futuro

tecida no mundo

em cada jornada

deixa-se pela história

como caminhada

a memória pulsa o homem

como intensa arma

desse viver da matéria

nos passos que traça

👁️ 4

natureza ensimesmada

 

dar-se à natureza

avulso militante

é ter-se no comício

da matéria como tanto

coisa de assim viver

abraçado a si mesmo

vivente de cada átomo

misturado no mundo

a matéria inventa a vida

como jeito de si em tudo

👁️ 12

subversiva faia

 

a saudade

subverte as horas

tudo que sorri

ainda chora

o gosto da ausência

arranha a memória

como fora espelho

contando a história

a saudade subversiva

desfalca o tempo na vida

👁️ 1

Da matéria em contradita

 

os contrários

na verdade

habitam tantos

a unidade

como fora exata

a necessidade

a matéria

em distrato curso

dá-se infinita

pelo futuro

o tempo é só o verbo

do seu íntimo discurso

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Duvidosa trama

 

a dúvida

verdade avulsa

dá-se à incerteza

em agnóstica culpa

a matéria treinando

suas desculpas

nas entrelinhas

a dúvida introjeta

um jeito futuro

de quem testa

a verdade é uma dúvida

em cada tempo

até que esteja grávida

de outros manifestos

👁️ 1

Do amor reincidente

 

o amor reincidente

teima em brandir

o que se sente

tristeza que sorri

a alegria corrente

é como se o futuro

pulsasse o presente

fizesse do passado

uma imensa corrente

nas curvas do dia

ainda envolto do tempo

o homem apenas adormece

os infinitos da ausência

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Comentários (10)

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É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.

AurelioAquino
2026-01-17

abraço

Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.

Carlos Marques
Carlos Marques
2025-12-04

Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.

Pinto
Pinto
2025-02-27

Abração !