Lista de Poemas
da dor medida em lapsos
quando a dor estiver revolta
no colo exato dos sentidos
dê-se à vida o transcurso
das larguras do infinito
como se fora estrada
que contivesse no grito
sempre a melhor risada
do futuro consentido
é que a dor é só trajeto
da construção permitida
na humana obra do tempo
em que seja proibida
por estarem todos conjugados
nas passeatas da vida
o lapso de tê-la embutida
no imo largo do peito
é só a perspectiva
de cada humano trejeito
de lançar o tempo na vida
como se fosse um jeito
e emoldurar a vida
com todos seus efeitos
os construídos na carne
os definidos no tempo
Das dores transeuntes
quando a dor estiver revolta
no colo exato dos sentidos
dê-se à vida o transcurso
das larguras do infinito
como se fora estrada
que contivesse no grito
sempre a melhor risada
do futuro consentido
é que a dor é só trajeto
da construção permitida
na humana obra do tempo
em que seja proibida
por estarem todos conjugados
nas passeatas da vida
o lapso de tê-la embutida
no imo largo do peito
é só a perspectiva
de cada humano trejeito
de lançar o tempo na vida
como se fosse um jeito
e emoldurar a vida
com todos seus efeitos
os construídos na carne
os definidos no tempo
Reminiscência LXX
a tarrafa
linha bordada
abraçava o açude
e a madrugada
na balsa
ainda sonolento
o menino boiava
no jeito do tempo
a vida sonhava
como brincadeira
no colo das águas
Jornada
o tanto de si
que navega todos
é o barco exato
da trama do povo
vertente humana
trâmite da vida
verbos e átomos
saga infinita
trauma dos tempos
posto à deriva
até o largo futuro
que decida
Recado
o bemol
entrava no ouvido
como um recado largo
do infinito
os olhos
como vagas naves
desenhavam o amor
pela paisagem
tudo que fora tanto
deixa-se exato
na fluidez humana
de quem se invade
Operária faina
Severino vigia humano
ainda assim vacilante
como se a vida doesse
em tê-la militante
os raiares do dia
inundavam a cidade
quando pôs-se andante
nas ruas da cidade
deu-se assim ao mundo
nessa ginástica renhida
de ter como carpados
todos os saltos da vida
Herança
meus ancestrais
habitam lúdicos
todas as razões
do que sou público
desde as áfricas
barcas da origem
até os futuros
que já me dizem
todos meus eus
adredemente reunidos
dão-se à brincadeira humana
de rodear os infinitos
Das vias da vida
a vida
voo lúdico
é o tanger da matéria
em seu curso
nesse dar-se privada
mesmo quando pública
as asas são os braços
humana engenharia
nesse dar-se ao futuro
em todas as medidas
a vida percorre o tempo
como viatura consentida
em todos os caminhos
em que esteja vivida
Discursiva tática
toda garganta
quando militante
não permite âncoras
em seus levantes
os verbos
no mar da vontade
são transeuntes
das vias de fato
mantê-los ancorados
no porto do medo
trai todas as léguas
do seu enredo
Da cena humana em riste
meu sítio
é estar convicto
que o ritmo da vida
é um grande comício
o palanque é o corpo
a vontade o princípio
a constância do braço
é o pilar do ofício
a construção humana
é um rastro do infinito
impresso pelo mundo
nos passos que consiga
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.