Lista de Poemas
Transeunte da vida
E no avesso da alma
assim meio escondido
o tempo abre um espaço
do tamanho do infinito
para inventar as delícias
de navegar os sentidos.
assim meio escondido
o tempo abre um espaço
do tamanho do infinito
para inventar as delícias
de navegar os sentidos.
👁️ 67
Dos cálculos de mim em rasa adição
na matemática de mim
já multiplico
tudo que divido
é meu ofício
sou a equação informe
dos cálculos que vivo
nenhum algoritmo subverte
os quocientes que permito.
já multiplico
tudo que divido
é meu ofício
sou a equação informe
dos cálculos que vivo
nenhum algoritmo subverte
os quocientes que permito.
👁️ 65
Da franja exata da certeza
ao povo de-se a metragem
de léguas tão consentidas
que dizem como nascentes
os matadouros da vida
e que por te-lo ausente
da simetria do tempo
possa cabe-lo impune
por fora do pensamento
ao povo de-se a vontade
de um verbo reticente
que saiba mais ser um braço
de matéria competente
pra construir os futuros
que a história leva urgente
assim cerzida ao discurso
nos ombros desses viventes.
de léguas tão consentidas
que dizem como nascentes
os matadouros da vida
e que por te-lo ausente
da simetria do tempo
possa cabe-lo impune
por fora do pensamento
ao povo de-se a vontade
de um verbo reticente
que saiba mais ser um braço
de matéria competente
pra construir os futuros
que a história leva urgente
assim cerzida ao discurso
nos ombros desses viventes.
👁️ 176
Das alturas do futuro
talvez as noites
sejam manhãs recatadas
que brincam de ser tempo
pelas madrugadas
talvez as manhãs
nos ombros do povo
levem um tempo insubmisso
de tudo que é novo
e deite-se o futuro
num tempo exato
em que a paz se deite
em nossos atos.
sejam manhãs recatadas
que brincam de ser tempo
pelas madrugadas
talvez as manhãs
nos ombros do povo
levem um tempo insubmisso
de tudo que é novo
e deite-se o futuro
num tempo exato
em que a paz se deite
em nossos atos.
👁️ 101
Ao Cavaleiro da Esperança
Camarada Prestes,
a esperança ainda cavalga
os corcéis que o povo
tange e inventa pela alma
dos seus mergulhos
entornada pelos tempos
a rebelião é o estopim
dos futuros e dos ventos
cavaleiro, ainda da esperança,
o povo amanhece tua lembrança.
a esperança ainda cavalga
os corcéis que o povo
tange e inventa pela alma
dos seus mergulhos
entornada pelos tempos
a rebelião é o estopim
dos futuros e dos ventos
cavaleiro, ainda da esperança,
o povo amanhece tua lembrança.
👁️ 119
Dos eflúvios recorrentes da luta
de novo o tempo
será do povo
ainda que as horas
perdurem baldias pela memória
nada que tanja a vida
engravida sem a história
ao homem cabe apenas fazê-la
apesar das demoras.
será do povo
ainda que as horas
perdurem baldias pela memória
nada que tanja a vida
engravida sem a história
ao homem cabe apenas fazê-la
apesar das demoras.
👁️ 63
Das correntes e medidas do amor
ao amor
dê-se a vazão
das cachoeiras que inventam
o coração
e dê-se como mar
nas ondas em que se cometa
como se fora um barco
navegando impune sua gesta.
o amor é sempre ávido
em tudo a que se presta.
dê-se a vazão
das cachoeiras que inventam
o coração
e dê-se como mar
nas ondas em que se cometa
como se fora um barco
navegando impune sua gesta.
o amor é sempre ávido
em tudo a que se presta.
👁️ 129
Pequeno poema
nos debruns da vida
quem sabe?
há um retrato inteiro
da liberdade
é apenas escrevê-la
nos ombros da vontade
e bater o coração
pela cidade
quem sabe?
há um retrato inteiro
da liberdade
é apenas escrevê-la
nos ombros da vontade
e bater o coração
pela cidade
👁️ 122
Reminiscências do futuro
o futuro,
constantemente,
inventa minha saudade,
de repente
é como assim um desembrulhar
do sonho que se sente.
constantemente,
inventa minha saudade,
de repente
é como assim um desembrulhar
do sonho que se sente.
👁️ 73
Das navegações e outros rumos
navegante,
nenhum mar é tanto
que não caiba no nado
do meu canto
é que braçadas há
em cada descaminho
como se ondas houvessem
em todos os sentidos
coisa de nem ser urgente
na urgencia do que digo
navegante,
lanço velas a todo vento
como se fora jangada
cada pensamento
navegante,
todo mar é porto
nada do que é mais infindo
é mais ofício
que a escravatura
do grave exercício
de navegar a vida
em cada indício
navegante,
basta-me a lida
de consumir enormes
as ondas todas da vida.
nenhum mar é tanto
que não caiba no nado
do meu canto
é que braçadas há
em cada descaminho
como se ondas houvessem
em todos os sentidos
coisa de nem ser urgente
na urgencia do que digo
navegante,
lanço velas a todo vento
como se fora jangada
cada pensamento
navegante,
todo mar é porto
nada do que é mais infindo
é mais ofício
que a escravatura
do grave exercício
de navegar a vida
em cada indício
navegante,
basta-me a lida
de consumir enormes
as ondas todas da vida.
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.