Das navegações e outros rumos
AurelioAquino
navegante,
nenhum mar é tanto
que não caiba no nado
do meu canto
é que braçadas há
em cada descaminho
como se ondas houvessem
em todos os sentidos
coisa de nem ser urgente
na urgencia do que digo
navegante,
lanço velas a todo vento
como se fora jangada
cada pensamento
navegante,
todo mar é porto
nada do que é mais infindo
é mais ofício
que a escravatura
do grave exercício
de navegar a vida
em cada indício
navegante,
basta-me a lida
de consumir enormes
as ondas todas da vida.
nenhum mar é tanto
que não caiba no nado
do meu canto
é que braçadas há
em cada descaminho
como se ondas houvessem
em todos os sentidos
coisa de nem ser urgente
na urgencia do que digo
navegante,
lanço velas a todo vento
como se fora jangada
cada pensamento
navegante,
todo mar é porto
nada do que é mais infindo
é mais ofício
que a escravatura
do grave exercício
de navegar a vida
em cada indício
navegante,
basta-me a lida
de consumir enormes
as ondas todas da vida.
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