Lista de Poemas
Dos eflúvios recorrentes da luta
de novo o tempo
será do povo
ainda que as horas
perdurem baldias pela memória
nada que tanja a vida
engravida sem a história
ao homem cabe apenas fazê-la
apesar das demoras.
será do povo
ainda que as horas
perdurem baldias pela memória
nada que tanja a vida
engravida sem a história
ao homem cabe apenas fazê-la
apesar das demoras.
👁️ 63
Dos rumos do verso em mares intensos
poemas
são verbos à deriva
esperando navegantes
que os devolvam à vida
ao poeta
simplesmente
resta apontar os verbos
àquilo que se sente
e nos mares das palavras
pescá-los de repente.
são verbos à deriva
esperando navegantes
que os devolvam à vida
ao poeta
simplesmente
resta apontar os verbos
àquilo que se sente
e nos mares das palavras
pescá-los de repente.
👁️ 118
Das andaduras do ecológico drama
A mata
declara
o cheiro da vida
pela alma
o índio
nos ombros da mata
inventa os futuros
pelas tabas
o sistema
adredemente prolata
a morte sistêmica dos sonhos,
dos futuros e das almas.
resta fundar, sistematicamente,
o povoamento das praças
declara
o cheiro da vida
pela alma
o índio
nos ombros da mata
inventa os futuros
pelas tabas
o sistema
adredemente prolata
a morte sistêmica dos sonhos,
dos futuros e das almas.
resta fundar, sistematicamente,
o povoamento das praças
👁️ 135
Dos cálculos de mim em rasa adição
na matemática de mim
já multiplico
tudo que divido
é meu ofício
sou a equação informe
dos cálculos que vivo
nenhum algoritmo subverte
os quocientes que permito.
já multiplico
tudo que divido
é meu ofício
sou a equação informe
dos cálculos que vivo
nenhum algoritmo subverte
os quocientes que permito.
👁️ 65
Das contraturas do eu nas avenidas
No teatro de mim
decido em atos
as peças que interpreto
a cada passo.
Fujo da platéia
quando ajo
o coletivo em mim
é tão exato
que nem cuida do ego
para seus saltos.
E assim palhaço de mim
rio a vida
e me invento povo
na avenida.
decido em atos
as peças que interpreto
a cada passo.
Fujo da platéia
quando ajo
o coletivo em mim
é tão exato
que nem cuida do ego
para seus saltos.
E assim palhaço de mim
rio a vida
e me invento povo
na avenida.
👁️ 110
Das correntes e medidas do amor
ao amor
dê-se a vazão
das cachoeiras que inventam
o coração
e dê-se como mar
nas ondas em que se cometa
como se fora um barco
navegando impune sua gesta.
o amor é sempre ávido
em tudo a que se presta.
dê-se a vazão
das cachoeiras que inventam
o coração
e dê-se como mar
nas ondas em que se cometa
como se fora um barco
navegando impune sua gesta.
o amor é sempre ávido
em tudo a que se presta.
👁️ 130
Nos escaninhos do devir
a história
caminhando pelas praças
constrói os tempos das árvores
e o destino das massas
todas as dores do povo
embrulhadas em sua face
no alvoroço da luta
inventam a liberdade
é que o futuro é ofício
de quem cedo já tarda.
caminhando pelas praças
constrói os tempos das árvores
e o destino das massas
todas as dores do povo
embrulhadas em sua face
no alvoroço da luta
inventam a liberdade
é que o futuro é ofício
de quem cedo já tarda.
👁️ 124
Pequeno poema
nos debruns da vida
quem sabe?
há um retrato inteiro
da liberdade
é apenas escrevê-la
nos ombros da vontade
e bater o coração
pela cidade
quem sabe?
há um retrato inteiro
da liberdade
é apenas escrevê-la
nos ombros da vontade
e bater o coração
pela cidade
👁️ 123
Das navegações e outros rumos
navegante,
nenhum mar é tanto
que não caiba no nado
do meu canto
é que braçadas há
em cada descaminho
como se ondas houvessem
em todos os sentidos
coisa de nem ser urgente
na urgencia do que digo
navegante,
lanço velas a todo vento
como se fora jangada
cada pensamento
navegante,
todo mar é porto
nada do que é mais infindo
é mais ofício
que a escravatura
do grave exercício
de navegar a vida
em cada indício
navegante,
basta-me a lida
de consumir enormes
as ondas todas da vida.
nenhum mar é tanto
que não caiba no nado
do meu canto
é que braçadas há
em cada descaminho
como se ondas houvessem
em todos os sentidos
coisa de nem ser urgente
na urgencia do que digo
navegante,
lanço velas a todo vento
como se fora jangada
cada pensamento
navegante,
todo mar é porto
nada do que é mais infindo
é mais ofício
que a escravatura
do grave exercício
de navegar a vida
em cada indício
navegante,
basta-me a lida
de consumir enormes
as ondas todas da vida.
👁️ 94
Das alturas do futuro
talvez as noites
sejam manhãs recatadas
que brincam de ser tempo
pelas madrugadas
talvez as manhãs
nos ombros do povo
levem um tempo insubmisso
de tudo que é novo
e deite-se o futuro
num tempo exato
em que a paz se deite
em nossos atos.
sejam manhãs recatadas
que brincam de ser tempo
pelas madrugadas
talvez as manhãs
nos ombros do povo
levem um tempo insubmisso
de tudo que é novo
e deite-se o futuro
num tempo exato
em que a paz se deite
em nossos atos.
👁️ 102
Comentários (10)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Português
English
Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.