Lista de Poemas
pequena ilustração da luta
a vida, assim, fluirá adredemente
pelo curso que se forje como rumo
e inventará os nuncas e os sempres
que determinam a vigência do seu prumo.
e na indizivel dialética do que cria
prescindirá, muitas vezes, da presença
dos cabrestos que o tempo anuncia
naqueles que não a tangem nas ausências.
e nesse dar-se às necessidades do dia
inventando noites nos ombros da madrugada
lavre um tempo grávido das asas da alegria
escoltando seu prazer pelas calçadas.
e como um navio adernado na esperança
construa o seu riso mais exato
e diga de todos a vida que se trança
nas larguras da luta que se faça
pelo curso que se forje como rumo
e inventará os nuncas e os sempres
que determinam a vigência do seu prumo.
e na indizivel dialética do que cria
prescindirá, muitas vezes, da presença
dos cabrestos que o tempo anuncia
naqueles que não a tangem nas ausências.
e nesse dar-se às necessidades do dia
inventando noites nos ombros da madrugada
lavre um tempo grávido das asas da alegria
escoltando seu prazer pelas calçadas.
e como um navio adernado na esperança
construa o seu riso mais exato
e diga de todos a vida que se trança
nas larguras da luta que se faça
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Da metragem temporal das normas
o relógio não leva o tempo nas costas
nós é que medimos os ponteiros das demoras
como a inventar um jeito manso
de arrumar o destempero das horas
é como se fora uma régua
de medir os ombros da memória
tudo que lhe sobra falta
nos vincos ávidos da história
nós é que medimos os ponteiros das demoras
como a inventar um jeito manso
de arrumar o destempero das horas
é como se fora uma régua
de medir os ombros da memória
tudo que lhe sobra falta
nos vincos ávidos da história
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pequena intrusão lacaniana
trago-me do outro
em demandas
como um espelho
dos eus que me mandam
explícito
deixo-me intruso
nas pulsões que invento
e desuso
e valho-me da vida
para estar na morte
nos mares que construo
nos dias de ócio.
tudo é só o outro
no outro que sou
e me conformo.
em demandas
como um espelho
dos eus que me mandam
explícito
deixo-me intruso
nas pulsões que invento
e desuso
e valho-me da vida
para estar na morte
nos mares que construo
nos dias de ócio.
tudo é só o outro
no outro que sou
e me conformo.
👁️ 113
Das tangências inexatas
cavaleiro de mim
invento em tudo
essa mania enorme
de tanger o mundo
é que viver é quase assim
um incompleto absurdo
invento em tudo
essa mania enorme
de tanger o mundo
é que viver é quase assim
um incompleto absurdo
👁️ 116
Dos trânsitos da vida
A prostituta
instaura o trânsito
em suas curvas
tráfego de gente
e de culpas
jangadas de um amor baldio
navegam sua luta.
instaura o trânsito
em suas curvas
tráfego de gente
e de culpas
jangadas de um amor baldio
navegam sua luta.
👁️ 109
Das minúcias do viver
lúdico
nada me joga
público
andante
de mim
súbito
deixo os repentes
em que me uso
como uma jangada
adernada
nos mares que curso.
nada me joga
público
andante
de mim
súbito
deixo os repentes
em que me uso
como uma jangada
adernada
nos mares que curso.
👁️ 181
Do futuro e suas vagas
o povo ausculta
nos ombros da praça
o ruído da luta
comício de tudo
o verbo disputa
as razões urgentes
de todas as culpas
e nos olhos do povo
envolto na palavra
o futuro toma o jeito
de quem lhe abraça
nos ombros da praça
o ruído da luta
comício de tudo
o verbo disputa
as razões urgentes
de todas as culpas
e nos olhos do povo
envolto na palavra
o futuro toma o jeito
de quem lhe abraça
👁️ 103
Da construção vindoura
o futuro
está no passado -
tempo ainda magro -
embutido nas curvas
do que luto e faço
é preciso sabê-lo
como presente enviesado
que habita as bordas de um infinito
que habita o passado
na vida e na luta
é só o (p)rumo da disputa
há que vivê-lo antes pelas ruas
como se depois só fosse
uma lembrança prematura.
está no passado -
tempo ainda magro -
embutido nas curvas
do que luto e faço
é preciso sabê-lo
como presente enviesado
que habita as bordas de um infinito
que habita o passado
na vida e na luta
é só o (p)rumo da disputa
há que vivê-lo antes pelas ruas
como se depois só fosse
uma lembrança prematura.
👁️ 277
Da dialética manhã dos meus instintos
sou e não sou
como me sinto.
avesso do sonho: rebelião,
eis a minha síntese
tudo que me tange
é a construção da paz
e o vermelho do sangue
meu coração é um barco
de navegar horizontes
como me sinto.
avesso do sonho: rebelião,
eis a minha síntese
tudo que me tange
é a construção da paz
e o vermelho do sangue
meu coração é um barco
de navegar horizontes
👁️ 174
Do poema e seu transcurso
O poema
é uma guerrilha avulsa
tudo que lhe tange
é o discurso
entre a certeza do verbo
e a incerteza da luta
a que os humanos se prestam
na humanidade que pulsam
o poema apenas é a alma
dos verbos que disputa
é uma guerrilha avulsa
tudo que lhe tange
é o discurso
entre a certeza do verbo
e a incerteza da luta
a que os humanos se prestam
na humanidade que pulsam
o poema apenas é a alma
dos verbos que disputa
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.