Lista de Poemas
Da passeata no vão da crise
A luta bruta sua a praça
com suores e verbos,
andarilhos e astronautas
montados no sonho urgente
de abraçar a pátria
a luta consome
as léguas de povo
que adredemente prolata
costurando os verbos da vida
no peito infante da massa
e o grito da multidão
ecoando pelas marquises
é a construção escalonada
das arquiteturas da crise.
com suores e verbos,
andarilhos e astronautas
montados no sonho urgente
de abraçar a pátria
a luta consome
as léguas de povo
que adredemente prolata
costurando os verbos da vida
no peito infante da massa
e o grito da multidão
ecoando pelas marquises
é a construção escalonada
das arquiteturas da crise.
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Das larguras da vida
Ainda existe
em cada traço
uma nesga da luta
em que me faço
é que viver
é uma batalha
quando se tem a régua
do que se cala
a experiência
é apenas um armistício
entre aquilo que penso
e o que me declara
lutar é só um indício
da unanimidade do tempo
e da musculatura da alma.
em cada traço
uma nesga da luta
em que me faço
é que viver
é uma batalha
quando se tem a régua
do que se cala
a experiência
é apenas um armistício
entre aquilo que penso
e o que me declara
lutar é só um indício
da unanimidade do tempo
e da musculatura da alma.
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Do capital e suas linhas
O sistema
lav(r)a a alma do povo
como deter(gente)
e recupera a pauta
de sua cont(r)acorrente
o sistema
de(flagra)
tudo que não tem
de alma
o sistema
deforma
sua própria forma
num implícito desacato
à qualquer lógica
o sistema
da (a)deus
a todas as naves
e inventa precipícios
pela cidade
o sistema
formula a mascara
de re(moer) estratégias
em suas táticas
o sistema
sobre(tudo)
é a sinergia em que nada
pelo mundo
o sistema
tem(e) da verdade
a mesma compreensão
da sua prática
tudo que é verbo
pode ser e não ser
desde que invada
o sistema
louva(-)a(-)deus
como um inseto largo
que nas entrelinhas da mão
teatraliza abraços
e queima o coração dos homens
aos pedaços
o sistema
fuzil(a) a tarde
e assassina manhãs
com liberdade
nada do que não é tempo
lhe afasta
o sistema
lav(r)a as mentes
como uma certidão
inconsequente
todos os cartórios só decretam
a moratoria de gente
o sistema
diz-se lúdico
aparentemente
tudo que se joga
são as derrotas
de quem sente
o sistema
faz do seu fim
apocalipse
como se não fosse avaro
desde o início
e se (re)vela faminto
em todos os indícios
o sistema
nunca se isenta
há sempre uma n(g)ota de sangue
à sua frente
o sistema
estraçalha as horas
o trabalho e o mundo
como se fora permitido um tempo
do avesso de tudo
o sisema
é vagabundo
nada do que produza
é seu mundo
o sistema
é, sobretudo,
a notícia menor
das manchetes do mundo.
lav(r)a a alma do povo
como deter(gente)
e recupera a pauta
de sua cont(r)acorrente
o sistema
de(flagra)
tudo que não tem
de alma
o sistema
deforma
sua própria forma
num implícito desacato
à qualquer lógica
o sistema
da (a)deus
a todas as naves
e inventa precipícios
pela cidade
o sistema
formula a mascara
de re(moer) estratégias
em suas táticas
o sistema
sobre(tudo)
é a sinergia em que nada
pelo mundo
o sistema
tem(e) da verdade
a mesma compreensão
da sua prática
tudo que é verbo
pode ser e não ser
desde que invada
o sistema
louva(-)a(-)deus
como um inseto largo
que nas entrelinhas da mão
teatraliza abraços
e queima o coração dos homens
aos pedaços
o sistema
fuzil(a) a tarde
e assassina manhãs
com liberdade
nada do que não é tempo
lhe afasta
o sistema
lav(r)a as mentes
como uma certidão
inconsequente
todos os cartórios só decretam
a moratoria de gente
o sistema
diz-se lúdico
aparentemente
tudo que se joga
são as derrotas
de quem sente
o sistema
faz do seu fim
apocalipse
como se não fosse avaro
desde o início
e se (re)vela faminto
em todos os indícios
o sistema
nunca se isenta
há sempre uma n(g)ota de sangue
à sua frente
o sistema
estraçalha as horas
o trabalho e o mundo
como se fora permitido um tempo
do avesso de tudo
o sisema
é vagabundo
nada do que produza
é seu mundo
o sistema
é, sobretudo,
a notícia menor
das manchetes do mundo.
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Auto de ano novo em resumo e amplidão
O tempo pode ser espaço
de viver-se em vão
quando não se entende
que apesar de todo não
a vida é um sim cronometrado
do tamanho do coração
que corre pelos ponteiros
sem alguma conclusão
e que só se resume
nas dobras de cada mão
que constrói seu próprio tempo
inventando a amplidão
o tempo é sempre espaço
de se traçar sem compasso
pois seu ângulo é quase sempre
da largura do nosso abraço
de viver-se em vão
quando não se entende
que apesar de todo não
a vida é um sim cronometrado
do tamanho do coração
que corre pelos ponteiros
sem alguma conclusão
e que só se resume
nas dobras de cada mão
que constrói seu próprio tempo
inventando a amplidão
o tempo é sempre espaço
de se traçar sem compasso
pois seu ângulo é quase sempre
da largura do nosso abraço
👁️ 117
Da comunitária conjunção das horas
Que o manto da paz nos cubra
pelas curvas do pensamento
e que os verbos se amontoem
no alvoroço dos tempos.
Como uma nave desgarrada
ressurja a coletiva vontade
de construir como pasto
a cara da liberdade
e que sejamos comuns
nos campos e nas cidades.
pelas curvas do pensamento
e que os verbos se amontoem
no alvoroço dos tempos.
Como uma nave desgarrada
ressurja a coletiva vontade
de construir como pasto
a cara da liberdade
e que sejamos comuns
nos campos e nas cidades.
👁️ 83
Brasileira lua em degraus do tempo
E nos ombros do infinito
como se fosse bandeira
a lua inventa os sonhos
dessa noite brasileira
é que astros inventam o futuro
apesar de todas as barreiras.
como se fosse bandeira
a lua inventa os sonhos
dessa noite brasileira
é que astros inventam o futuro
apesar de todas as barreiras.
👁️ 311
Ode ao calcanhar
Hás de ter a brutalidade
e a delicadeza mais incauta
com que a vida fere, às vezes,
o peito urgente da patria
não por seres balsa
que amolgas o desencontro
e te tens a tanto curso
na pauta dos teus passos
na escravatura do teu uso
mas antes por seres pássaro
da exatidão dos músculos
que teimam a liberdade
apesar de tanto custo.
e a delicadeza mais incauta
com que a vida fere, às vezes,
o peito urgente da patria
não por seres balsa
que amolgas o desencontro
e te tens a tanto curso
na pauta dos teus passos
na escravatura do teu uso
mas antes por seres pássaro
da exatidão dos músculos
que teimam a liberdade
apesar de tanto custo.
👁️ 79
Do infinito e seus alinhamentos
O infinito
nem começa
nem termina
o olho só perscruta
suas esquinas.
O cérebro, viajante,
é que determina
todas as ruas do mundo
e o trânsito das vias
e as repousa no dizer dos verbos
que adredemente alinha.
nem começa
nem termina
o olho só perscruta
suas esquinas.
O cérebro, viajante,
é que determina
todas as ruas do mundo
e o trânsito das vias
e as repousa no dizer dos verbos
que adredemente alinha.
👁️ 69
Do divino e suas demarches
No divino
terça o homem
seu destino
o divino
como luva
cai em mãos
em que nunca coube
todos seus rezares
vigem em tempo
que não houve
da sua alma
se adivinha
os quilos de pecado
que a si convinha
para ter-se impávido
sem entrelinhas
no divino
houve o homem
como proscrito
nas léguas da razão
de todos os seus gritos
no divino
quase sempre
o homem é civil
militarmente
nada de suas guerras
turva ordem de estar ausente
tudo que lhe marcha
é o absoluto exercício
de estar obediente.
terça o homem
seu destino
o divino
como luva
cai em mãos
em que nunca coube
todos seus rezares
vigem em tempo
que não houve
da sua alma
se adivinha
os quilos de pecado
que a si convinha
para ter-se impávido
sem entrelinhas
no divino
houve o homem
como proscrito
nas léguas da razão
de todos os seus gritos
no divino
quase sempre
o homem é civil
militarmente
nada de suas guerras
turva ordem de estar ausente
tudo que lhe marcha
é o absoluto exercício
de estar obediente.
👁️ 73
Pequena balada militante
Caminharemos a história
com a feição dos ventos
nas mesma proporção
de tudo que fazemos
e os dias se dirão escassos
quando vistos de nós mesmos
e que serão eternos
na construção dos tempos
e haverá manhãs
em que não seremos tão poucos
pois nos sobrarão razões
para todos nossos outros
e haverá lembranças
dos que domados a si mesmos
cavalgaram a história
na estrada dos desejos
e construíram as manhãs
em que pudemos vê-los
a ssim somados
habitaremos o mundo
até que o estado
sejam todos,
abraçados o coração,
a razão e o povo
com a feição dos ventos
nas mesma proporção
de tudo que fazemos
e os dias se dirão escassos
quando vistos de nós mesmos
e que serão eternos
na construção dos tempos
e haverá manhãs
em que não seremos tão poucos
pois nos sobrarão razões
para todos nossos outros
e haverá lembranças
dos que domados a si mesmos
cavalgaram a história
na estrada dos desejos
e construíram as manhãs
em que pudemos vê-los
a ssim somados
habitaremos o mundo
até que o estado
sejam todos,
abraçados o coração,
a razão e o povo
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Português
English
Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.