Lista de Poemas
Da midiática vazão do sistema
na manchete
o sistema diagrama
os centímetros ineptos
de neurônios e enganos
a frase inóspita
posta necessária
cabe no homem
como resposta vária
e a informação
como um fuzil troante
dilacera a razão
do pretenso pensante
informação é só um disfarce
semeando letras e sangue
o sistema diagrama
os centímetros ineptos
de neurônios e enganos
a frase inóspita
posta necessária
cabe no homem
como resposta vária
e a informação
como um fuzil troante
dilacera a razão
do pretenso pensante
informação é só um disfarce
semeando letras e sangue
👁️ 101
Do amor em vaga militante
o amor
é um poema avaro
deixa-se estar a dois
e perdulário
comete-se nos infinitos
em que se declara
o amor
é um poema caro
custa todas léguas
que decorram
dos enredos das palavras
é que o amor assim militante
é uma usina inteira da alma
é um poema avaro
deixa-se estar a dois
e perdulário
comete-se nos infinitos
em que se declara
o amor
é um poema caro
custa todas léguas
que decorram
dos enredos das palavras
é que o amor assim militante
é uma usina inteira da alma
👁️ 54
Elegia com saudade e ânimo
era primeiro
o que não se tinha
mas que havia e tanto
um gosto avulso na cidade
um tempo atravessado na garganta
era um fastio grave
e uma greve enorme
de tudo aquilo que se sabe
logo depois
num raciocínio mais afoito
o que se tinha, tem-se e tanto
na caverna mais rasa do esforço
salta nas mãos
um objetivo magro
de rasgar os sonhos com os dedos
e remoer a vida num trago
e de repente
a uma nesga do que se tinha
grava-se o coração urgente
num grito concreto
de ânimo, carne e repente
o que não se tinha
mas que havia e tanto
um gosto avulso na cidade
um tempo atravessado na garganta
era um fastio grave
e uma greve enorme
de tudo aquilo que se sabe
logo depois
num raciocínio mais afoito
o que se tinha, tem-se e tanto
na caverna mais rasa do esforço
salta nas mãos
um objetivo magro
de rasgar os sonhos com os dedos
e remoer a vida num trago
e de repente
a uma nesga do que se tinha
grava-se o coração urgente
num grito concreto
de ânimo, carne e repente
👁️ 106
das pendências regulares da vida
de tua face
pende a vida
insuspeita ordem
de tua lida
em construir um tempo
em que decidas
tê-la presa aos outros
numa intensa desmedida
pende a vida
insuspeita ordem
de tua lida
em construir um tempo
em que decidas
tê-la presa aos outros
numa intensa desmedida
👁️ 78
Do peso dos passos
o homem
traz preso nos passos
o peso da sua ausência
em tudo que não foi passo
caminhante
das ruas do pensamento
deixa de inventar espaço
na dosimetria do tempo
caminhar é só uma urgência
quando o fato é complemento
👁️ 81
A coletiva messe da paz
entre aflitos
ninguém é neutro
e sem grito
tudo que tange a aflição
ressoa coletivo
desde a multidão
até o indivíduo
a guerra é plenária
de todos os sentidos
nada subverte o modo
de sabê-los decididos
ninguém é neutro
e sem grito
tudo que tange a aflição
ressoa coletivo
desde a multidão
até o indivíduo
a guerra é plenária
de todos os sentidos
nada subverte o modo
de sabê-los decididos
👁️ 88
Da dialética pretensão conjuntural
a síntese
resvala
nos descaminhos
das teses que propala
a antítese
nem se cala
nos ombros das sínteses
que ataca
as teses apenas indagam
em manifesto
a solidão dos homens
em seus nexos
resvala
nos descaminhos
das teses que propala
a antítese
nem se cala
nos ombros das sínteses
que ataca
as teses apenas indagam
em manifesto
a solidão dos homens
em seus nexos
👁️ 96
Da coronariana vazão da vida
o coração
nem sempre é pouco
que um pouco de razão
não lhe dê fôlego
o coração
caminha avaro
nas razões que pulsa
em seu resguardo
o coração
quase nunca é pouco
que não caiba em seu vão
um pouco do povo
nem sempre é pouco
que um pouco de razão
não lhe dê fôlego
o coração
caminha avaro
nas razões que pulsa
em seu resguardo
o coração
quase nunca é pouco
que não caiba em seu vão
um pouco do povo
👁️ 89
Da desinformação e outros dramas
primeiro
é dada ao incauto
a ilusão de que comanda
os seus dados
fluem argumentos
pretensos fatos
a mídia cobre de favores
o desinformado
em poses graves
a informação pontua
tudo que os senhores
querem das ruas
o desinformado
já não discursa
veste a camisa de uma verdade que nem é sua
e a abraça
com a sofreguidão
de quem utiliza a vida
à contramão
tudo que não é seu
é seu refrão
então o moderno
é ser latente
estar sempre
num trânsito diferente
o homem passa a cursor
dos mouses de quem nem sente
bebe os bites transversos
de uma verdade incoerente
aquilo que é a paz
bebe a guerra de repente
engenheiro ineficaz
o incauto nem pressente
que a base da construção
é sua vida inconsequente
e a democracia é apenas
uma palavra morta
e incoerente
é dada ao incauto
a ilusão de que comanda
os seus dados
fluem argumentos
pretensos fatos
a mídia cobre de favores
o desinformado
em poses graves
a informação pontua
tudo que os senhores
querem das ruas
o desinformado
já não discursa
veste a camisa de uma verdade que nem é sua
e a abraça
com a sofreguidão
de quem utiliza a vida
à contramão
tudo que não é seu
é seu refrão
então o moderno
é ser latente
estar sempre
num trânsito diferente
o homem passa a cursor
dos mouses de quem nem sente
bebe os bites transversos
de uma verdade incoerente
aquilo que é a paz
bebe a guerra de repente
engenheiro ineficaz
o incauto nem pressente
que a base da construção
é sua vida inconsequente
e a democracia é apenas
uma palavra morta
e incoerente
👁️ 121
Discurso dos 29 anos
a vida
aos 29 anos
diz que está dada
nos metros engolidos
na certeza da estrada
não que esteja presumida
em uma moldura intacta
mas que começa no peito
e se engravida da prática
explodindo o coração
no amor urgente da massa
a vida
aos 29 anos
carrega mil sonhos no bolso
misturados a afetos
molhado nas amarguras
mas intensamente transparentes
nos ombros da ditadura
a vida
aos 29 anos
é de um amor patente
que se derrama pelo vão dos olhos
que esmaga o coração por entre os dentes
dos 29 anos
digam-se mil
sofrendo dessa américa
no meio do brasil
e neste tempo debulhado
por entre os nós dos dedos
por sobre o chão da face
murcharam todos os medos
a vida agora é uma luta
vivida frequentemente
no meio da transformação
que habita essa gente
aos 29 anos
diz que está dada
nos metros engolidos
na certeza da estrada
não que esteja presumida
em uma moldura intacta
mas que começa no peito
e se engravida da prática
explodindo o coração
no amor urgente da massa
a vida
aos 29 anos
carrega mil sonhos no bolso
misturados a afetos
molhado nas amarguras
mas intensamente transparentes
nos ombros da ditadura
a vida
aos 29 anos
é de um amor patente
que se derrama pelo vão dos olhos
que esmaga o coração por entre os dentes
dos 29 anos
digam-se mil
sofrendo dessa américa
no meio do brasil
e neste tempo debulhado
por entre os nós dos dedos
por sobre o chão da face
murcharam todos os medos
a vida agora é uma luta
vivida frequentemente
no meio da transformação
que habita essa gente
👁️ 46
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Português
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.