Lista de Poemas
Pensar em debandada marcha solene
a razão
é só um disfarce
que a verdade intromete
nas nervuras do fato
joga a palavra
em sonoras teses
como co-autora
do que a vida tece
pensar é um caminhar solene
naquilo em que, humano, se esquece
é só um disfarce
que a verdade intromete
nas nervuras do fato
joga a palavra
em sonoras teses
como co-autora
do que a vida tece
pensar é um caminhar solene
naquilo em que, humano, se esquece
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Das humanas contrações do sentimento
humano
deixo-me estar amando
simples usina e chama
daquilo que sonhamos
do coração
aos pulos
pula a razão
todos os muros
e usineiro de mim
amo o povo e a amada
com todos os laivos
da urgente madrugada
deixo-me estar amando
simples usina e chama
daquilo que sonhamos
do coração
aos pulos
pula a razão
todos os muros
e usineiro de mim
amo o povo e a amada
com todos os laivos
da urgente madrugada
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Das mundanas matanças em revista
Auschwitz insiste
em declarar-se presente
na monetária hemoptise
e os privados pulmões
vomitam a mundana crise
tudo que lhe tange é a notícia
de que o sistema cogita à vista
permitir-se matar os homens
como avanço da estatística
e o mundo embarga o futuro
nos autos do processo absurdo
em declarar-se presente
na monetária hemoptise
e os privados pulmões
vomitam a mundana crise
tudo que lhe tange é a notícia
de que o sistema cogita à vista
permitir-se matar os homens
como avanço da estatística
e o mundo embarga o futuro
nos autos do processo absurdo
👁️ 94
Do perdão em rasa cena
e na mente
as pegadas da culpa
inventam os atalhos
em desculpas
tudo que é vontade
da-se às escusas
da liberdade grávida
das escutas
o favor do perdão
é só uma bandeira difusa
que tremula a palavra
como um gesto de luta
as pegadas da culpa
inventam os atalhos
em desculpas
tudo que é vontade
da-se às escusas
da liberdade grávida
das escutas
o favor do perdão
é só uma bandeira difusa
que tremula a palavra
como um gesto de luta
👁️ 103
Onírica menção aos deveres da razão
o sonho
singra a vida
como um transatlântico furtivo
que navega todos os mares
de todos os sentidos
é como uma resposta
sem pergunta
no calendário desajustado
dos meandros da luta
ao homem cabe apenas
isentá-lo de suas culpas
singra a vida
como um transatlântico furtivo
que navega todos os mares
de todos os sentidos
é como uma resposta
sem pergunta
no calendário desajustado
dos meandros da luta
ao homem cabe apenas
isentá-lo de suas culpas
👁️ 119
Da contrição e seus teatrais invólucros
os céus de que me visto
têm todas as dúvidas
dos infernos que tangem
minhas culpas
e por tê-los inventados
nas rugas dos enredos
hei de tê-las enormes
nas lacunas do que devo
é que o céu é só um jeito
dos infernos que criamos
no avesso do mêdo
têm todas as dúvidas
dos infernos que tangem
minhas culpas
e por tê-los inventados
nas rugas dos enredos
hei de tê-las enormes
nas lacunas do que devo
é que o céu é só um jeito
dos infernos que criamos
no avesso do mêdo
👁️ 103
O pulsar da prática em coletivo instinto
a prática divide
como oficina
o homem e o próximo
em matérias-primas
tudo que lhes alcançam
dá-se por paradigmas
uns dados no exercício
outros dados à míngua
tudo que versa a prática
é o fato como estigma
como oficina
o homem e o próximo
em matérias-primas
tudo que lhes alcançam
dá-se por paradigmas
uns dados no exercício
outros dados à míngua
tudo que versa a prática
é o fato como estigma
👁️ 110
Em aditamento ao trâmite das horas
nos dias
em que as noites não terminam
e cumprem esse tempo
como recorrentes oficinas
construindo a escuridão
das vidas e das esquinas
há que tanger os fatos
pelo curso da memória
e retorna-los intactos
aos braços da história
para tece-los novamente
com as linhas das horas
ao homem cabe um tempo
de adiar todas as demoras
em que as noites não terminam
e cumprem esse tempo
como recorrentes oficinas
construindo a escuridão
das vidas e das esquinas
há que tanger os fatos
pelo curso da memória
e retorna-los intactos
aos braços da história
para tece-los novamente
com as linhas das horas
ao homem cabe um tempo
de adiar todas as demoras
👁️ 84
Inventário em bemóis e disfarçadas claves
o violão
inventa nas cordas
um transeunte contumaz
que arquiteta notas
os bemóis são gorjeios
que revogam as claves
e suspiram acordes
nos ombros da tarde
o violão é inventor de calmas
e nem sabe
inventa nas cordas
um transeunte contumaz
que arquiteta notas
os bemóis são gorjeios
que revogam as claves
e suspiram acordes
nos ombros da tarde
o violão é inventor de calmas
e nem sabe
👁️ 51
Atômicas razões dos caminhares
o íon
balança o àtomo
nas redes incautas
dos fatos
a matéria
diversa e grávida
dilacera seus àtomos
nos muros da prática
e os homens
nessa atômica pauta
carregam os encômios
de suas passeatas
é que palavras são elétrons
que se jogam nas marchas
balança o àtomo
nas redes incautas
dos fatos
a matéria
diversa e grávida
dilacera seus àtomos
nos muros da prática
e os homens
nessa atômica pauta
carregam os encômios
de suas passeatas
é que palavras são elétrons
que se jogam nas marchas
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.