Lista de Poemas
Poeminha em dialética estante
nada do que me seja tanto
que permita a si a vida
deixe-se só como somente um resto
em que se gastou a medida
a quantidade é início
de uma qualidade reptícia
que chega a mudar seu quantum
pela simples adição do mesmo indício
o qualidade é apenas o resultado
das quantidades que consigo
que permita a si a vida
deixe-se só como somente um resto
em que se gastou a medida
a quantidade é início
de uma qualidade reptícia
que chega a mudar seu quantum
pela simples adição do mesmo indício
o qualidade é apenas o resultado
das quantidades que consigo
👁️ 1 382
Dos bilhôes de mim em luzes largas
a 300 milhões de anos luz
palpita a nova galáxia
e nos palmos que eu não sei
abraço a via láctea
trafego o universo
e suas léguas intactas
e os infinitos que tanjo
nos ombros da prática
como é bom ser medido
com réguas tão inexatas
palpita a nova galáxia
e nos palmos que eu não sei
abraço a via láctea
trafego o universo
e suas léguas intactas
e os infinitos que tanjo
nos ombros da prática
como é bom ser medido
com réguas tão inexatas
👁️ 1 468
Cósmica deflagração da paciência
o buraco negro
sem quaisquer motivos
debruçou-se na tarefa
de beber o infinito
e o universo
adredemente incontido
deu-se à cósmica razão
de seus sentidos
sem quaisquer motivos
debruçou-se na tarefa
de beber o infinito
e o universo
adredemente incontido
deu-se à cósmica razão
de seus sentidos
👁️ 1 403
Matutina reflexão em descambado tempo
faltaram-me as manhãs
vividas sem curso
que não contivessem as noites
em que estava o futuro
no armazém do tempo
nas prateleiras que tive
consumi todos os inventos
em que me soube livre
a sofreguidão pela vida
é uma parcimônia possível
vividas sem curso
que não contivessem as noites
em que estava o futuro
no armazém do tempo
nas prateleiras que tive
consumi todos os inventos
em que me soube livre
a sofreguidão pela vida
é uma parcimônia possível
👁️ 1 435
Da indígena condição da complexidade
e o indígena olhar
é a simplicidade exata
da complexa gestão
da humana prática
o passado em todos
resume a lógica
da coletiva vazão
da cognitiva porta
e assim comprimindo
os infinitos que pode
atravessa as avenidas
como um bólide
é a simplicidade exata
da complexa gestão
da humana prática
o passado em todos
resume a lógica
da coletiva vazão
da cognitiva porta
e assim comprimindo
os infinitos que pode
atravessa as avenidas
como um bólide
👁️ 1 455
Ode ao baião
o baião
é um discurso recorrente
espalha toda a tristeza
do peito do vivente
é assim como cachoeira
de todas as nascentes
que debruça nos bemóis
as alegrias das gentes
o baião nem é bandeira
mas tremula a vida, sempre.
é um discurso recorrente
espalha toda a tristeza
do peito do vivente
é assim como cachoeira
de todas as nascentes
que debruça nos bemóis
as alegrias das gentes
o baião nem é bandeira
mas tremula a vida, sempre.
👁️ 1 450
dos comicios versejantes
o poema
conjuga as falas
com as palavras de ordem
da alma
os verbos
transeuntes do poema
são bailarinos verbais
postos em cena
na coxia
ardentemente
o poeta sonha
todos seus repentes
conjuga as falas
com as palavras de ordem
da alma
os verbos
transeuntes do poema
são bailarinos verbais
postos em cena
na coxia
ardentemente
o poeta sonha
todos seus repentes
👁️ 1 476
Das medidas do povo em arruados
o povo na rua
é a exata medida
de todos os povos
de todas as vias
agrárias ou urbanas
as ruas assuntam
num fraseado urgente
os ruídos da luta
e o futuro é a foz intensa
dos rios de nossa paciência
é a exata medida
de todos os povos
de todas as vias
agrárias ou urbanas
as ruas assuntam
num fraseado urgente
os ruídos da luta
e o futuro é a foz intensa
dos rios de nossa paciência
👁️ 1 456
Tempo de mim em mares renitentes
tempos idos
tempos havidos
tempos ávidos
tempos sempre tidos
tempos de demoras
tempos infinitos
tempos a desoras
tempos sempre comigo
o tempo é meu barco
de navegar os sentidos
tempos havidos
tempos ávidos
tempos sempre tidos
tempos de demoras
tempos infinitos
tempos a desoras
tempos sempre comigo
o tempo é meu barco
de navegar os sentidos
👁️ 1 483
Do futuro indígena dos tempos
haverá um dia
em que não haverá portas
e muros serão apenas
limites de outrora
haverá um dia
em que não haverá donos
mas a grave compreensão
de que todos somos
haverá um dia
de uma vaga lembrança
em que não haverá passado
nem necessidade da esperança
em que não haverá portas
e muros serão apenas
limites de outrora
haverá um dia
em que não haverá donos
mas a grave compreensão
de que todos somos
haverá um dia
de uma vaga lembrança
em que não haverá passado
nem necessidade da esperança
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.