Lista de Poemas
Paterna consideração em formas
meu pai, vivo em mim
tange todos meus enredos
os que correm na alegria
os que espantam o medo
tange todos meus enredos
os que correm na alegria
os que espantam o medo
👁️ 625
versejo normativo em ruas tortas
de que me serve
a forma
se a palavra teima
em ser a norma?
de que me vale
a norma
se a verdade
não importa?
melhor chutar o verso
nos ombros da revolta
a forma
se a palavra teima
em ser a norma?
de que me vale
a norma
se a verdade
não importa?
melhor chutar o verso
nos ombros da revolta
👁️ 619
Latinas manhãs de mim
latino
não me constrange
ser mesmo rio
ainda mangue
latino
não me convoca
um tempo de inanição
e sem revolta
latino
nada me instiga
a ser recorrente
e sem malícia
latino
nunca exsurge
o riso longevo
do que pude
latino
não me constata
uma eternidade baldia
quase matemática
é que o amanhã alonja
quem ainda tarda
latino
eis a contradição:
a mente inventa o sonho
que escorre pelas mãos
não me constrange
ser mesmo rio
ainda mangue
latino
não me convoca
um tempo de inanição
e sem revolta
latino
nada me instiga
a ser recorrente
e sem malícia
latino
nunca exsurge
o riso longevo
do que pude
latino
não me constata
uma eternidade baldia
quase matemática
é que o amanhã alonja
quem ainda tarda
latino
eis a contradição:
a mente inventa o sonho
que escorre pelas mãos
👁️ 280
Pachamama em viés corrente
Pachamama,
assim escorreita,
cospe os crimes
em que se deita
ilesa a pátrias
adormece una
mãe descomunal
de todas as lutas
Pachamama, tão passada,
é o futuro em disparada
assim escorreita,
cospe os crimes
em que se deita
ilesa a pátrias
adormece una
mãe descomunal
de todas as lutas
Pachamama, tão passada,
é o futuro em disparada
👁️ 194
Ao Camarada Engels em mar aberto
o camarada Engels
nem sabia
as léguas todas de si
em que morria
talvez por permitir
que no jeito do horizonte
houvesse todas as jangadas
de atravessar o longe
e vige hoje, ainda barco,
atravessando todos os ontens
nem sabia
as léguas todas de si
em que morria
talvez por permitir
que no jeito do horizonte
houvesse todas as jangadas
de atravessar o longe
e vige hoje, ainda barco,
atravessando todos os ontens
👁️ 559
Dos egos transeuntes da jornada
o ego
é só um fetiche
das coisas de nós
que estão em riste
por um triz
a memória afaga
as defesas dos eus
em que naufraga
e a vida lambuza em todos
as necessidades avaras
é só um fetiche
das coisas de nós
que estão em riste
por um triz
a memória afaga
as defesas dos eus
em que naufraga
e a vida lambuza em todos
as necessidades avaras
👁️ 245
Dos relatos e da lembrança em resumida pugna
e na lembrança
para reviver o fato
a memória debruça mansa
em nosso relato
e caminha, complacente,
na sensação dos atos
é que o relato da vida
nunca é um retrato
mas a ilusão sentimental
daquilo que nos marca
a vida real, por coletiva,
nunca nos abarca
é só um abraço simples
nos infinitos em que se marcha
para reviver o fato
a memória debruça mansa
em nosso relato
e caminha, complacente,
na sensação dos atos
é que o relato da vida
nunca é um retrato
mas a ilusão sentimental
daquilo que nos marca
a vida real, por coletiva,
nunca nos abarca
é só um abraço simples
nos infinitos em que se marcha
👁️ 226
Poema de circunstância I
a flor nem sentia
os ataques dos olhos
de quem a via
e deu-se a dormir
embevecida
sonhando borboletas
nos pólens da vida
e o beija-flor
recatado
voava o desejo
de beija-la
os ataques dos olhos
de quem a via
e deu-se a dormir
embevecida
sonhando borboletas
nos pólens da vida
e o beija-flor
recatado
voava o desejo
de beija-la
👁️ 226
Mares em barcos de homens postos
o navio
debruçado no horizonte
escrevia no espaço
as idéias do longe
na praia
como num quadro negro
o homem escrevia sonhos
nos ombros do seu medo
e o mar nem cogitava ondas
que desfizesse o enredo
é que dar-se a barcos e homens
são gestos dos seus prazeres
debruçado no horizonte
escrevia no espaço
as idéias do longe
na praia
como num quadro negro
o homem escrevia sonhos
nos ombros do seu medo
e o mar nem cogitava ondas
que desfizesse o enredo
é que dar-se a barcos e homens
são gestos dos seus prazeres
👁️ 233
Tristeza em vagar de alegre gesta
a tristeza vaga no tempo
quando a vida descompleta
e assim como uma fração
no inteiro em que se meça
naufraga no peito da gente
os risos que sonega
a tristeza é só um lapso
dos risos que se carregue
quando a vida descompleta
e assim como uma fração
no inteiro em que se meça
naufraga no peito da gente
os risos que sonega
a tristeza é só um lapso
dos risos que se carregue
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.