Lista de Poemas
Transverso sentimento em avessos fáticos
rasgo minha tristeza
com os risos que alinhavo
e os pensares que construo
das cicatrizes que trago
cada riso,
assim atravessado,
lambuza o pensamento
de futuros e passados
nas circunstâncias da luta
o tempo é um rio desatado
com os risos que alinhavo
e os pensares que construo
das cicatrizes que trago
cada riso,
assim atravessado,
lambuza o pensamento
de futuros e passados
nas circunstâncias da luta
o tempo é um rio desatado
👁️ 104
Operária fuga em vertente declarada
o operário,
cerzido à máquina,
recolhe os produtos
de suas mágoas
botão virtual em série,
de quase humana lógica,
engole algoritmos
no vão de suas portas
construtor do mundo,
dá-se ao rompante
de alinhavar o futuro
nos sonhos que tange
cerzido à máquina,
recolhe os produtos
de suas mágoas
botão virtual em série,
de quase humana lógica,
engole algoritmos
no vão de suas portas
construtor do mundo,
dá-se ao rompante
de alinhavar o futuro
nos sonhos que tange
👁️ 42
A Thiago de Mello, pássaro verbal
Thiago,
fora da cena,
dorme nas palavras
seu último poema
nos verbos que voou,
pássaro, agora avulso,
desmancha-se pleno
em todo seu discurso
Thiago agora é viajante
em todos os seus cursos.
fora da cena,
dorme nas palavras
seu último poema
nos verbos que voou,
pássaro, agora avulso,
desmancha-se pleno
em todo seu discurso
Thiago agora é viajante
em todos os seus cursos.
👁️ 45
Das pedintes razões da igualdade
o semáforo, alheio,
nem explicita
as cores da fome
que o homem exercita
no colo da rua,
como um anuncio cárneo,
o homem é um cartaz
das mágoas de que se invade
estendida, a mão é só adereço
de assassinar a igualdade
nem explicita
as cores da fome
que o homem exercita
no colo da rua,
como um anuncio cárneo,
o homem é um cartaz
das mágoas de que se invade
estendida, a mão é só adereço
de assassinar a igualdade
👁️ 98
Rural declinação da camponesa lida
o camponês,
plantado na vida,
navega o suor
em que habita
trator de si
dá-se à fantasia
de engravidar a terra
nos leirões da lida
e no roçado dos sonhos
inventa os campos da vida
plantado na vida,
navega o suor
em que habita
trator de si
dá-se à fantasia
de engravidar a terra
nos leirões da lida
e no roçado dos sonhos
inventa os campos da vida
👁️ 45
verso em contrição
como o universo,
deixo-me aflito:
para onde expandir
todos meus infinitos?
como um pássaro
avanço resumido
as léguas de mim
que contrito exercito
tudo que me basta
é navegar este exercício
deixo-me aflito:
para onde expandir
todos meus infinitos?
como um pássaro
avanço resumido
as léguas de mim
que contrito exercito
tudo que me basta
é navegar este exercício
👁️ 133
Ao Camarada Stuart Edgar Angel Jones II
Camarada Stuart
do vão da tua lembrança
chovem todos os brasis
que guardamos na esperança
Camarada Stuart,
mesmo que não pressintas,
teu jeito preenche o tempo
da luta que o povo habita
Camarada Stuart,
nada como navegar, assim explícitos,
nos mares de todos,
a condição de comunista
do vão da tua lembrança
chovem todos os brasis
que guardamos na esperança
Camarada Stuart,
mesmo que não pressintas,
teu jeito preenche o tempo
da luta que o povo habita
Camarada Stuart,
nada como navegar, assim explícitos,
nos mares de todos,
a condição de comunista
👁️ 81
Dos velejares históricos da vida
a história
nunca é antiga
tudo que lhe rege
é a vida
o dize-la passada
é só disfarce
de quem não a faz
com todas as artes
a história é a cama
em que sonhamos nossa face
nunca é antiga
tudo que lhe rege
é a vida
o dize-la passada
é só disfarce
de quem não a faz
com todas as artes
a história é a cama
em que sonhamos nossa face
👁️ 40
Interligações em verbos e constâncias
o poema
imprime cicatrizes
as que venham do verbo
e as que se digam raízes
umas a doer no cérebro
outras a construir marquises
o poema entorna o mundo
como uma grave cascata
das contradições e do futuro
que põe no colo das palavras
imprime cicatrizes
as que venham do verbo
e as que se digam raízes
umas a doer no cérebro
outras a construir marquises
o poema entorna o mundo
como uma grave cascata
das contradições e do futuro
que põe no colo das palavras
👁️ 97
Materna reminiscência em saudade exata
minha mãe
tinha nos olhares
todas as águas
dos meus mares
à nado,
nas ondas do seu jeito,
eu bebia seus olhos
como um pensamento
minha mãe inventava manhãs
que me enchiam de tempo
tinha nos olhares
todas as águas
dos meus mares
à nado,
nas ondas do seu jeito,
eu bebia seus olhos
como um pensamento
minha mãe inventava manhãs
que me enchiam de tempo
👁️ 47
Comentários (10)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Português
English
Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.