Lista de Poemas
Dos reveses em vistas e relances
os olhos em relances
arcam consequências
faróis incautos
da consciência
dizem no tempo
segredos arquivados
gestos de futuro
molhados do passado
os olhos são faróis intensos
de lampejos cinematográficos
arcam consequências
faróis incautos
da consciência
dizem no tempo
segredos arquivados
gestos de futuro
molhados do passado
os olhos são faróis intensos
de lampejos cinematográficos
👁️ 1
Filigrana zen do exercício
intensamente zen,
deixo-me vagar
nos eus do além
saio de mim
entrando-me largo
nada e tudo de mim
que vagamente trago
conjuntamente zen
dou-me ao indício
de postar-me lógico
no colo coletivo
deixo-me vagar
nos eus do além
saio de mim
entrando-me largo
nada e tudo de mim
que vagamente trago
conjuntamente zen
dou-me ao indício
de postar-me lógico
no colo coletivo
👁️ 4
Do poema em declarada entrega
o poema
lambuza a alma
alinhavando razões
no colo das palavras
não que as preencha
com a régua de princípios
mas que as regue fartas
com um quê da vida
o poema é só um transeunte
das nossas densas avenidas
lambuza a alma
alinhavando razões
no colo das palavras
não que as preencha
com a régua de princípios
mas que as regue fartas
com um quê da vida
o poema é só um transeunte
das nossas densas avenidas
👁️ 1
Institutos de mim
a vida,
meu instituto,
é só um afazer
em que debruço
e dar-me pleno
em seu uso
é jogar-me em todos
como discurso
a vida é um programa
das mudanças do mundo
meu instituto,
é só um afazer
em que debruço
e dar-me pleno
em seu uso
é jogar-me em todos
como discurso
a vida é um programa
das mudanças do mundo
👁️ 1
Natureza em pensantes gestos
as mãos
semeiam as palavras
como as bocas
gesticulam seus abraços
tudo é apenas um modo
do homem espalhar-se
natureza ensimesmada
cada homem acontece
quando desembrulha seu peito
nos tamanhos que consegue
e flui das mãos e da boca
como um manifesto adrede
semeiam as palavras
como as bocas
gesticulam seus abraços
tudo é apenas um modo
do homem espalhar-se
natureza ensimesmada
cada homem acontece
quando desembrulha seu peito
nos tamanhos que consegue
e flui das mãos e da boca
como um manifesto adrede
👁️ 3
pequena dialética dos quantuns
a quantidade,
em matemático alarde,
entorna-se outra
nos braços da qualidade
íntima de números
da-se à postura
de somar-se em unos fatos
para novas urdiduras
o tempo é só um enlace
da mudança em que se atura
tudo que se soma
descamba em nova curva
o futuro é só uma soma
dos números que apura
em matemático alarde,
entorna-se outra
nos braços da qualidade
íntima de números
da-se à postura
de somar-se em unos fatos
para novas urdiduras
o tempo é só um enlace
da mudança em que se atura
tudo que se soma
descamba em nova curva
o futuro é só uma soma
dos números que apura
👁️ 6
Noturno versejar
o poema estende,
à noite, por insistência,
todas as palavras
no varal da consciência
o poeta, confuso,
estende verbos
como resistência
a todos os seus muros
solta, já nos ventos,
a palavra nem percebe
que constrói alegrias
nas tristezas que consegue
à noite, por insistência,
todas as palavras
no varal da consciência
o poeta, confuso,
estende verbos
como resistência
a todos os seus muros
solta, já nos ventos,
a palavra nem percebe
que constrói alegrias
nas tristezas que consegue
👁️ 3
fetais anseios em líquida voragem
esse nascer aquoso
do largo mar uterino
marca a vontade, pelos anos,
de navegar o destino,
seja no barco dos sonhos
seja no vau dos caminhos
habita a líquida vontade
dessa fetal conivência
de deixar-se transeunte
das ondas da consciência
do largo mar uterino
marca a vontade, pelos anos,
de navegar o destino,
seja no barco dos sonhos
seja no vau dos caminhos
habita a líquida vontade
dessa fetal conivência
de deixar-se transeunte
das ondas da consciência
👁️ 3
Matinal
o vento
alinhavando a paisagem
tange pedaços do tempo
no peito da cidade
a manhã
no colo dos passarinhos
bebe o concerto das aves
espalhando-se nos caminhos
o homem, bebendo a ventania,
abraça o mundo em seu ninho
alinhavando a paisagem
tange pedaços do tempo
no peito da cidade
a manhã
no colo dos passarinhos
bebe o concerto das aves
espalhando-se nos caminhos
o homem, bebendo a ventania,
abraça o mundo em seu ninho
👁️ 3
Solilóquio em rasa ocorrência
a solidão,
solta no tempo,
é só um vão
do pensamento
dói pela vida
como desperdício
da vazão de todos
pelo coletivo
a solidão trafega
a ausência do outro
em que navega
solta no tempo,
é só um vão
do pensamento
dói pela vida
como desperdício
da vazão de todos
pelo coletivo
a solidão trafega
a ausência do outro
em que navega
👁️ 8
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.